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Boletim Epidemiológico

Belém, Ananindeua e Parauapebas entre líderes da Aids no Brasil, diz Saúde

Pará é 3º do Brasil em índice composto de HIV/Aids e tem três dos 20 municípios mais críticos do país. No outro extremo, Bragança e Marabá estão entre os municípios menos perigosos.

Entre 2013 e 2017, o Pará figurou como terceiro estado com o maior índice composto de Aids no Brasil. A informação é do Ministério da Saúde, que ontem, terça-feira (27), divulgou o “Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2018” por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). O Blog do Zé Dudu teve acesso exclusivo ao boletim e constatou: dos 20 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes com maior incidência de HIV (vírus) e ou Aids (doença), três são paraenses. Belém, Ananindeua e Parauapebas estão no topo da infecção no país.

De acordo com o Ministério da Saúde, que lança mão de dados repassados pelas secretarias estaduais de Saúde, foram detectados 25,9 casos de HIV por 100 mil habitantes nos últimos três anos, no Pará. A taxa de mortalidade em decorrência da evolução do quadro viral é de 7,9 por 100 mil. Considerando-se a combinação das taxas de detecção e mortalidade, mais as variações dessas taxas, o Ministério calcula o índice composto, em que o estado aparece com nota 5,82 para frequência de HIV e Aids, só superado por Roraima (índice 6,336) e Rio Grande do Sul (índice 5,863).

Entre as capitais, Belém é a 2ª do país em situação mais crítica. Lá, a taxa de detecção é de 53,7 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos três anos, quase o dobro do estado, e a mortalidade é de 16,5 por 100 mil, mais que o dobro da paraense. O índice combinado de Belém alcança nota de 6,004 e só perde para a nota de Porto Alegre, 6,149. Belém caminha para ser a capital com maior infestação de HIV do país.

Panorama municipal

Além da capital paraense — que, aliás, é o 4º município com maior índice do vírus e da doença no Brasil —, aparecem no boletim, em destaque negativo, os municípios de Ananindeua e Parauapebas. Ananindeua, 12º no ranking, apresenta taxa de detecção de 37,2 casos nos últimos três anos por 100 mil e taxa de mortalidade de 12,1. O índice composto do segundo município mais populoso do Pará é de 6,126.

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Já Parauapebas ocupa o 19º lugar e suas taxas de detecção e mortalidade são 45,3 e 8,6, respectivamente. O índice composto na capital do minério é de 5,92. No boletim anterior, que compreendia o período entre 2011 e 2015, o índice de Parauapebas era 6,53, e o município foi considerado o quinto com mais registros combinados de infecção por HIV no país.

Em situação oposta, os municípios de Marabá e Bragança estão entre os mais tranquilos com relação à incidência de casos de HIV e Aids. Marabá, entre os 100 municípios mais populosos verificados, ocupa a 7ª melhor condição, com taxa de detecção de 29,2 por 100 mil e taxa de mortalidade de 10,4. Seu índice composto é de 5,186. Bragança tem a melhor situação do país, com taxa de detecção de 23,7 por 100 mil e taxa de mortalidade de 10,6, rendendo-lhe uma nota de 5,151. O boletim também tem a presença dos municípios de Santarém (índice 5,732, 31º lugar), Tucuruí (5,613, 46º lugar) e Altamira (5,491, 55º lugar).

Cálculo do indicador

Para chegar à conclusão que coloca o Pará, Belém, Ananindeua e Parauapebas em alerta, o Ministério da Saúde compilou vários indicadores, entre os quais a taxa média de detecção de Aids na população total nos últimos três anos; a variação média da taxa de detecção nos últimos cinco anos; a taxa média de detecção na população de menores de 5 anos nos últimos três anos; e a variação média da taxa de detecção nessa população nos últimos cinco anos.

Somem-se a esses indicadores a taxa média de mortalidade por Aids na população nos últimos três anos; a variação média da taxa de mortalidade nos últimos cinco anos; e dados referentes à primeira contagem de CD4, que são células de defesa do sistema imunológico.

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