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Marabá

Aves entram em turbina e avião volta ao Aeroporto de Marabá imediatamente

Fato aconteceu às 12h30 desta quarta-feira e aeronave pode precisar passar por uma espécie de “endoscopia”

Um avião da companhia aérea Azul (voo AD5026) sofreu problemas na decolagem do Aeroporto de Marabá, por volta de 12h30 de hoje, quarta-feira, dia 7, e precisou retornar à pista logo em seguida. A aeronave seguiria para Belém e transportava mais de 120 passageiros. O que se sabe, é que aves (possivelmente urubus) entraram na turbina no momento exato da decolagem e a aeronave não podia mais parar porque estava em alta velocidade, na cabeceira 25, que fica em direção à ponte sobre o Rio Itacaiunas.

Um funcionário da Azul, que pediu reserva de seu nome, informou que tão logo o avião retornou à pista, os passageiros desceram e foram informados de que a companhia estava providenciando outra aeronave para eles seguirem viagem. Embora algumas pessoas tenham ficado insatisfeitas em função de compromissos na capital paraense, reconheceram que não havia culpa da empresa. Alguns foram enviados para hotéis e outros retornaram para residências próprias ou casas de parentes até a chegada de outro avião da companhia.

A Reportagem foi informada, pouco antes da publicação desta notícia, de que a aeronave não sairá tão rápido de Marabá, porque houve danos em peças que precisam ser enviadas de Belo Horizonte. Os mecânicos que efetuaram a manutenção também terão de ser deslocados da mesma cidade.

O Blog enviou e-mail para A Assessoria de Imprensa da Azul, que informou o seguinte: “A Azul informa que o voo AD5026, que partiu de Marabá para Belém na tarde de hoje (7), retornou ao aeroporto de destino por conta de uma colisão com pássaros. Em função disso, o voo precisou ser cancelado e os clientes da Azul serão acomodados em outras operações da própria companhia. A empresa ressalta que está prestando toda a assistência, conforme prevê a resolução 400 da Anac, e reforça que medidas como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações”.

ENDOSCOPIA

Segundo especialistas, as colisões podem ter enormes consequências para as companhias aéreas: os aviões que sofrem o impacto devem ser cuidadosamente inspecionados para procurar o que se conhece como danos de impacto pouco visíveis, que podem se tornar muito perigosos se não forem detectados.

Apenas 5% das colisões com pássaros causam danos às aeronaves. No entanto, por precaução, todas as aeronaves que sofreram um impacto desse tipo retornam ao aeroporto mais próximo, os passageiros devem desembarcar e embarcar em outro voo com nova tripulação, o que pode afetar bastante o funcionamento da companhia aérea.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Comentários ( 4 )

  1. Desde que cheguei a Marabá – há quase 20 anos – a presença de urubus nas proximidades do aeroporto já era um problema que dava dor de cabeça à Infraero. As aves já haviam causado dos acidentes. Em um deles, o comandante da aeronave ficou cego de uma das vistas porque, com o impacto, o urubu atravessou a janela do avião, conforme está documentado no Jornal Correio do Tocantins – hoje Correio de Carajás. E na época nem havia bairros formados a partir de invasões nas proximidades do aeroporto, como o Bela Vista e o Infraero, por exemplo. Ora, onde há moradias há lixo, há restos comida, que atraem não só os urubus, mas outras aves. Esse assunto já foi debatido exaustivamente pelos setores responsáveis, com alertas sobre o perigo de acidentes aéreos, mas nada sensibilizou os (ir) responsáveis pela indústria das invasões urbanas. E agora nos deparamos novamente com esse tipo se situação. De duas uma: se retiram as invasões do raio de abrangência das operações aeronáuticas – o que é praticamente impossível – ou é providência imediata trocar o aeroporto de lugar, fora da área urbana e longe das invasões. Ou será necessário que um avião caia em Marabá e dezenas de pessoas morram para que se tome uma medida?

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