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Polícia

A cada 18 minutos, uma pessoa tem celular roubado no Pará

A média é de 2.600 aparelhos levados pelos “donos do alheio” mensalmente. E olha que o Pará é lanterninha em densidade de celular por habitante. Já pensou se não fosse?

Objeto portátil mais cobiçado pelos ladrões de todos os tempos, o celular tornou-se caso de vida ou morte na atualidade. Milhares de pessoas são mortas por ano em situações de resistência às investidas de bandidos, que não se contentam em apenas tomar-lhes o aparelho. No Brasil, 122 mil aparelhos são furtados por mês, em média, segundo o Cadastro de Estações Móveis Impedidas (Cemi).

O batalhão de celulares circulando por aí, alguns deles de última geração e custando o preço de uma motocicleta de segunda mão, virou prato cheio para os bandidos. Ao todo, mais de 9 milhões de IMEIs (código de identificação) de celulares bloqueados estão registrados no Cemi, que é o banco de dados das prestadoras. As solicitações de bloqueio são por motivo de roubo, furto ou extravio.

No Pará, a média é de um celular furtado a cada 18 minutos, de acordo com o Cemi. Nos cálculos da Polícia Civil, no entanto, é de um por hora. Mas o número de fato é maior porque nem todo mundo que tem aparelho roubado, furtado ou extraviado vai à delegacia registrar. No mais das vezes, acaba por bloquear o aparelho ou o chip, ou, também, inicia busca autônoma a partir de dispositivo de rastreio.

Em números absolutos, são cerca de 2.600 aparelhos levados por gatunos mensalmente, em média, no estado. Municípios como Ananindeua, Parauapebas, Marabá e Altamira lideram as estatísticas. Em nível de Brasil, o estado de São Paulo é onde mais se perde celular por mês: 45.600, em média, enquanto o vizinho paraense Tocantins, com cerca de 230 registros, é o menos atacado pelos malandros.

Mais celular que gente

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Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil tem, atualmente, 234,3 milhões de linhas de celulares. É mais aparelho nas ruas que a quantidade de habitantes, estimada em 209,2 milhões nesta segunda-feira (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Pará, segundo a Anatel, 7,39 milhões de celulares estavam em operação no último trimestre, dos quais 5,69 milhões eram pré-pagos. A área polarizada por Belém, de DDD 91, concentra 5,08 milhões de celulares, enquanto a área polarizada por Marabá, de DDD 94, abriga 1,38 milhão. A área dominada por Santarém, de DDD 93, abrange 936 mil aparelhos.

O estado tem a segunda menor densidade de aparelhos por habitante. Enquanto a maioria dos estados tem ao menos 100 aparelhos por grupo de 100 moradores, por aqui a média é, ainda, de 87,3 aparelhos por 100 habitantes. Só o Maranhão consegue ter densidade inferior, de 79,6 celulares por 100 moradores.

Mesmo assim, a taxa de “sumiço” de celular para os larápios não é das menores. Para cada grupo de 10 mil pessoas, ao menos três vão perder o aparelho no mês.

No início deste ano, o Governo do Pará colocou à disposição do cidadão uma ferramenta para auxiliar no combate e redução dos índices de furto e roubo de celulares no estado. No site www.alertacelular.pa.gov.br, qualquer pessoa poderá cadastrar seus telefones em banco de dados virtual. Caso o telefone celular seja perdido, o dono do aparelho deverá acessar o site com sua senha e ativar o item “Modo de Alerta”. Assim, em caso de recuperação do aparelho, a autoridade policial terá como confirmar que o aparelho foi furtado, perdido ou roubado, e a quem pertence o objeto.

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