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Linha de Transmissão do Tucuruí recebe Licença de Operação do Ibama

A linha de transmissão Oriximá-Silves-Engenheiro Lechuga, um dos trechos do chamado Linhão do Tucuruí, recebeu do Ibama a licença que autoriza a entrada em operação, informou o órgão de licenciamento ambiental nesta quarta-feira.

A linha em 500 kV é de responsabilidade da concessionária Manaus Transmissora de Energia, na qual fazem parte as empresas Abengoa, Eletronorte e Chesf.

Com cerca de 558 quilômetros de extensão, a linha interligará a subestação Oriximá (PA) às subestações Silves e Engenheiro Lechuga (AM). A linha colaborará para a conexão de sistemas do Amazonas ao sistema interligado nacional.

Fonte: Reuters

Empresário comenta Hidrovia Araguaia/Tocantins

O Blog reproduz palavras de Divaldo Salvador de Souza proferidas durante a Audiência Pública de aprovação da Ferrovia Açailândia/Vila do Conde, que, creio, são bastante pertinentes em relação ao atual estágio que atravessa a mineração paraense por um todo e o derrocamento do Pedral do Lourenço, em Marabá, em particular.

20130321_085847“Meu nome é Divaldo Salvador de Souza. Sou cidadão Marabaense e Cidadão do Pará, conforme titulação conferida, respectivamente, pela Câmara Legislativa de Marabá e do Estado do Pará.

Falo em meu nome, bem como em nome da Associação Comercial e da Indústria de Marabá (ACIM) e do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral).

Quando aqui cheguei, em 1994, puxado pelas mãos do então Secretário da Indústria e Comércio, para desenvolver uma indústria de base e verticalização do minério de ferro, hoje em funcionamento e em expansão, a Sinobras, declarei que Marabá seria um município antes e outro depois da hidrovia Araguaia Tocantins. Hoje, declaro que o estado do Pará será um estado antes e outro depois dela.

Ser contra a implantação de um modal ferroviário, que agora se apresenta como possível e viável, é, no mínimo, ser inconsequente. Definitivamente, não somos contra este empreendimento, tão necessário a nossa região.

Mas, antes de tudo, sou pelo respeito ao dinheiro público. Estou falando da Hidrovia Araguaia Tocantins. Idealizada nos anos 70, com inicio de obras junto à construção da hidroelétrica Tucuruí, quando o Rio Tocantins foi fechado para navegação.

Depois de trabalhos constantes de nossas autoridades, a mencionada hidrovia foi declarada de utilidade pública e necessária ao desenvolvimento do Brasil, pelo então Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. Este firmou o compromisso de concluí-la imediatamente. É certo que, a primeira parte do projeto da hidrovia, constituída pelas eclusas, foi por ele inaugurada, tendo rendido frutos. Porém, não obstante o compromisso tenha sido ratificado pela atual presidenta, Dilma Rousseff, a verdade é que o projeto foi excluído do PAC I, sem nenhuma razão técnica aparente.

Vejamos então o tamanho do absurdo! Os gastos com as eclusas (primeira parte do projeto) levaram dos cofres públicos o montante de R$1,5 bilhão. As eclusas sem o necessário derrocamento do rio são inutilizadas; não têm nenhum valor. Sendo assim, a continuar como está o que se tem é evidente alocação irresponsável de verba pública, a qual, inclusive,  reclama atuação dos órgãos de fiscalização e controle dos atos do Poder Executivo.

Erraram o Presidente Juscelino Kubistchek, nos anos 50, ao optar pelo sistema rodoviário e não ferroviário e; o governo militar, ao criar a BR 230 (rodovia) e não uma hidrovia (230), já praticamente pronta.

Como pontuou o Presidente da mesa desta Assembleia, uma ferrovia é bem mais vantajosa que uma rodovia, no que se refere aos custos de transporte para o comércio e indústria. É verdade. Porém, este comparativo é simplista por desconsiderar por completo a modalidade de transporte realizada por meio de uma hidrovia, a qual possibilitaria o transporte com custos ainda menores.

Infelizmente, em palestra proferida ao Conselho Superior de Infraestrutura da Fiesp, pelo Sr. Bernardo Figueiredo, da Empresa de Planejamento e Logística do Brasil, recentemente criada pela Presidência da República, sobre os projetos de logística no Brasil, não foi ouvida uma única vez, a palavra hidrovia. Este meio de transporte, fantástico, diga-se de passagem, foi desconsiderado por completo, o que é, no mínimo, um descaso em relação ao Norte do Brasil, bem como a este modal.

Lembremos que a espinha dorsal dos Estados Unidos da América do Norte é o modal realizado no Rio Mississipi, o qual conta, hoje, com 200 eclusas, em 6.000 km de navegação. Só um amazônida conhece a Amazônia!

A UFPA realizou estudo e projeto para o derrocamento do Rio Tocantins no trecho entre Itupiranga e o início da represa. Em atenção à legislação, em seguida, foi realizado o necessário procedimento licitatório que chegou a ter uma empresa vencedora, mas foi cancelado.

Agora, é sabido que foi firmado um contrato com uma universidade do sul do país, o que é incompreensível, salvo se cogitarmos que realizado, exclusivamente, para atender a interesses diferentes dos nossos, estabelecendo um novo calado de 5,5 metros. Isto muda completamente o estudo inicial que tem a aprovação de todas as empresas de navegação da região, declarando que o modelo da UFPA, apresentado e aprovado pelo Dnit, é suficiente, econômico e financeiramente viável.

O nosso medo, nas palavras do Governador do Estado do Pará, proferidas nesta audiência, é que esta reunião seja mais uma reunião protocolar, infrutífera.

Sendo assim, solicito, em nome da ACIM e do Simineral, que o valor insignificante que resta para a conclusão das obras da hidrovia Araguaia/Tocantins, utilizando o primeiro projeto aprovado pelo DNIT, de aproximadamente R$400 milhões, seja uma das condicionantes para a realização da ferrovia em análise. Vejam o quanto é pequeno este valor!

Ratificamos que não somos contra a construção da ferrovia, muito pelo contrário. Estamos ávidos pela sua realização e, ainda, aproveitamos para manifestar no sentido de que ela comece em Marabá e não em Açailândia. Nós precisamos, com urgência, de um transporte que viabilize inúmeros projetos que estão engavetados por falta de logística.

Por outro lado, por que termos apenas a ferrovia? E, ainda: por que esperar, dentro de uma perspectiva mais otimista, por mais cinco anos, para a conclusão da ferrovia se podemos ter uma hidrovia em prazo bem menor?

Insta relembrar que embora o projeto da ferrovia em questão seja grandioso para o Brasil, ela não conseguirá atender a todos os projetos que demandam logística para sua implementação. Fato é que a referida ferrovia já nascerá pequena, pois só para atender aos projetos minerais aprovados pelo DNPM no ano de 2012, levaria mais tempo que a concessão prevista para 31 anos.

Estarão, Marabá e região, em Brasília no dia 26/03/2013, para ratificar nossa aprovação a esta obra ferroviária, porém, condicionado-a ao término da hidrovia Araguaia/Tocantins, posto que é maior, menos dispendiosa e se encontra em estágio mais próximo da conclusão”.

* – Divaldo Salvador de Souza, 58 anos, é presidente da RMB  – Recursos Minerais do Brasil S/A.

Em Audiência Pública realizada hoje no Senado, Flexa Ribeiro questiona Dnit sobre obras no Pará

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado realizou na manhã desta quarta-feira (20) audiência pública com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), General Jorge Fraxe.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) fez vários questionamentos quanto a obras no Estado, especialmente em relação às rodovias federais BR163, BR-155, BR-316 e BR-230, além do derrocamento do Pedral do Lourenço, fundamental para a viabilização da Hidrovia do Tocantins.

Trecho com perguntas e respostas sobre a BR-155

 

Vídeo com novas informações sobre o Pedral do Lourenço:

Cineclube está de volta.

O Labirinto Cinema Clube está de volta com as sessões semanais de cinema, agora em espaço próprio chamado Casa das Artes localizada na rua A, 306 bairro cidade nova.

O cineclube irá promover todas as quartas a partir das 19:30h na Casa das Artes, sessões gratuita de cinema e irá promover debates com o público a cerca dos filmes exibidos, as sessões são gratuitas assim como a pipoca, então para que gosta de cinema, arte e debate o convite está feito.febredorato

E pra iniciar a programação o LCC exibe o filme mais polêmico dos últimos anos do cinema brasileiro, FEBRE DO RATO, com direção de Cláudio Assis.

Sinopse: Febre do rato é uma expressão típica do Nordeste, que significa estar fora de controle. Metáfora apenas aparente para Zizo, personagem principal de Febre do Rato, o filme. Poeta por vocação, ele dedica a vida à publicação de seu jornaleco, cujo nome é o mesmo do título. O objetivo é expor suas ideias, repletas de propostas anárquicas que valorizam o livre arbítrio das pessoas, sem se prender às amarras morais impostas pela vida civilizada. Quem não conhece o mundo de Zizo pode imaginar que ele esteja com a febre do rato, ou seja, fora de controle. Só que a verdade é justamente o oposto.

Serviço
Sessão de Cinema gratuita
Horário: 19:30h
Local: Casa das Artes, 306 – Cidade Nova – Parauapebas
Classificação: 17 anos
Realização: Labirinto Cinema Clube
Entrada e pipoca gratuita

Colossus preocupada com distribuição de lucros de Serra Pelada

Colossus expressa preocupação e pede às autoridades união para assegurar a correta distribuição de lucros de Serra Pelada pela Cooperativa local

Foto reuniao ColossusUma união de esforços entre instituições governamentais, entidades de classe e sociedade com objetivo de definir com clareza e justiça a distribuição do lucro líquido proveniente  da operação da Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM) entre a comunidade garimpeira. Esta foi a mensagem levada pelo CEO da Colossus Minerals Inc., Claudio Mancuso, ao Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB-MA), em reunião na última segunda-feira (18), em Brasília. Restando menos de seis meses para o início da operação, o projeto é hoje o principal empreendimento em andamento no município de Curionópolis, no Sudeste do Pará. 

A expectativa da Colossus Minerals Inc., expressada ao Ministro, é que os dividendos da operação cheguem a quem de direito: os garimpeiros. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre a Cooperativa que representa a comunidade garimpeira e o Ministério Público do Estado do Pará – e que tem a anuência da Colossus – determina que 98% do percentual do lucro líquido que cabe a cooperativa, pertence aos cooperados. No entanto, a Colossus desconhece qualquer plano de ação para efetivação dos termos contidos neste documento. 

Cláudio Mancuso entregou relatório fotográfico ao ministro apresentando a evolução das obras do projeto de mineração em Serra Pelada. A iniciativa da Colossus teve apoio do Simineral, da Frente Parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Mineração no Estado do Pará e do Ibram. “O esforço de todos é fundamental para a resolução do que hoje é uma das maiores preocupações desta empresa: garantir que os recursos provenientes da parceria no projeto cheguem às mãos dos garimpeiros. E sabemos que esta preocupação é compartilhada pelos que estão aqui e por todas as entidades públicas e sociais ligadas direta ou indiretamente ao projeto”, enfatiza Claudio Mancuso.

A Colossus considerou a reunião extremamente positiva. O Ministério de Minas e Energia pediu comprometimento de todos para viabilizar, de forma real, um capítulo inteiramente novo na mineração do Pará. “Estamos prontos para trabalhar de perto com todos esses grupos e com o Ministério de Minas e Energia para chegar à solução que venha a beneficiar toda a classe garimpeira”, destaca Mancuso. “Acreditamos que transparência e objetividade entre os parceiros são fundamentais para o sucesso do projeto Nova Serra Pelada”, ressalta Claudio Mancuso.

Massud não é mais o gestor da Semect em Parauapebas

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O ex-vereador petebista Antônio Massud de Sales Pereira (foto) já não está mais a frente da recém criada Secretaria Municipal de Mineração, Energia e Ciência Tecnológica (Semect). Segundo as primeiras informações, prefeito Valmir Mariano (PSD) e o ex-vereador, que é esposo da vice-prefeita, Maria Ângela Pereira da Silva, entraram em acordo amigável e Massud resolveu deixar o governo.

A exoneração de Massud ocorreu na última sexta-feira, antes do prefeito Valmir Mariano viajar. Ainda não foi anunciado seu sucessor, informou uma fonte do Blog no Morro dos Ventos, adiantando que a sucessão será tratada a partir de amanhã, quando o prefeito retornar.

Evento mantido
Mesmo com a saída de Massud, ficou mantida para amanhã, às 20 horas, no Auditório do Centro Administrativo de Parauapebas localizado no Morro dos Ventos, a Oficina Temática “Royalties minerais e o desenvolvimento regional”, que estava sendo preparada pela Semect. É a 8ª Oficina de Mineração para a elaborarão o Primeiro Plano de Mineração do Estado Pará. Elas têm por objetivo discutir alternativas para aprimorar o sistema de royalties da mineração com vistas ao desenvolvimento local e regional do estado do Pará.

Com US$1,415 bi, Parauapebas é o maior município exportador do bimestre

Parauapebas-PA é o maior exportador do bimestre

Segundo balanço divulgado hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a fevereiro deste ano, os cinco municípios brasileiros que mais exportaram foram: Parauapebas-PA (US$ 1,415 bilhões), São Paulo (US$ 1,239 bilhões), Rio de Janeiro-RJ (US$ 1,191 bilhões), Santos-SP (US$ 881 milhões), e Itajaí-SC (US$ 673 milhões).

Parauapebas-PA registra também o maior superávit comercial do bimestre, com US$ 1,396 bilhão. O município foi seguido por Santos-SP (US$ 679 milhões), Nova Lima-MG (US$ 532 milhões), Anchieta-ES (US$ 449 milhões) e São Gonçalo do Rio Abaixo-MG (US$ 325 milhões).

Boataria levou Jatene de Belém aos Estados Unidos

Do Espaço Aberto

Uma boataria danada tomou conta de Belém, no último final de semana.

Para o pôster, dois ou três telefonemas sustentavam com ênfase que o governador Simão Jatene estaria viajando aos Estados Unidos, para submeter-se a uma bateria de exames que poderiam deixar, como diríamos, mais transparente seu estado de saúde depois dos procedimentos recentes, em São Paulo, para a implantação de mais um stent – o quarto, desde 2009 – em seu aparelho cardíaco.

Mas que nada.

No sábado ainda, Jatene já se encontrava em Belém, mas observando um repouso que só tem sido interrompido para alguns contatos com o governador em exercício, Helenilson Pontes, com quem ele fala frequentemente.

No mais, o governador lê, assiste televisão e relaxa o mais que pode, recarregando as baterias para voltar ao batente no início de abril, depois de passar a Semana Santa em Salinópolis.

E quando retornar ao batente, Jatene, por recomendação médica, precisará mudar alguns de seus hábitos, o que incluirá fazer mais exercícios, de preferência caminhadas assíduas, que nada têm a ver, como se sabe, como as marchas batidas eventuais de políticos durante campanhas eleitorais.

Jatene implantou seu primeiro stent em 1999. Dez anos depois, portanto em 2009, implantaria mais dois. E agora em 2013, o quarto, implantado apenas quatro anos após o último procedimento.

Mesmo antes do falecimento do ex-governador Almir Gabriel, já havia indicações que Jatene precisaria submeter-se à quarta implantação.

A morte de Almir, que deixou Jatene bastante abalado emocionalmente, não chegou a precipitar a viagem do governador a São Paulo, mas a tornou irreversível, até mesmo porque a hipertensão que o acomete não estava mais sendo controlada eficazmente por meio de medicamentos.

Depois da implantação do quarto stent, e considerando que o cargo exercido por Jatene tem um relevante potencial de estresse, os médicos recomendaram que ele retornasse a Belém e ficasse, como se diz, na muda por algumas semanas, para voltar a plena carga.

Eis a razão do repouso.

Em Belém, e não nos Estados Unidos, seja bem dito.

Prefeita Cristina Malcher quer que Ferrovia Norte-Sul passe Rondon do Pará

A Prefeita de Rondon do Pará, Cristina Malcher (PSDB), solicitou formalmente aos diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, um novo traçado da Ferrovia Norte e Sul, colocando o município de Rondon na rota do projeto ferroviário que irá passar por 9 municípios paraenses. A gestora apresentou a proposta na tarde da última quinta-feira, 14, no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia– Hangar, na primeira reunião sobre a construção do trecho da ferrovia Norte-Sul que vai ligar o município de Açailândia, no Maranhão, ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

A reunião, que foi conduzida por representantes do Governo Federal, através da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), contou com a participação do senador Flexa Ribeiro, do governador em exercício, Helenilson Pontes, do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), dos prefeitos de Paragominas, Paulo Tocantins e de Barcarena, Antônio Carlos Villaça, dentre outras autoridades e sociedade civil.

Na oportunidade, a Prefeita Cristina Malcher fez sua explanação referente ao atual projeto, que em princípio cruzará os municípios de Açailândia e Itinga, no Maranhão, Dom Eliseu, Ulianópolis, Paragominas, Ipixuna do Pará, Tomé-Açu, Acará, Abaetetuba, Moju e Barcarena, no Pará. A prefeita frisou a importância na mudança do projeto, de acordo com um estudo feito pela empresa Votorantim. “Precisamos de alternativas para o escoamento da produção das regiões Sul e Sudeste do Estado do Pará não só para beneficiar a Alumina Rondon, mas também os setores da pecuária que é muito forte e a agricultura, com a expansão da soja e do milho” explica a prefeita, que reforça que a sua preocupação não é apenas com o seu município e sim com toda região atendida pela Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (AMAT).

No encontro, a gestora disse que o novo traçado, que visa a construção de um terminal intermodal em Rondon do Pará, proposto através de um amplo estudo técnico feito pela empresa Votorantim, “vai reduzir em cerca de 30 a 40 milhões o valor do custo da construção da ferrovia, já que vai diminuir em 19 km de extensão, além de amenizar os impactos ambientais na área por onde passará, já que não vai passar por áreas indígenas e quilombolas”. De acordo com os representantes da ANTT todas as propostas e questionamentos protocolados serão avaliados pelos técnicos e passarão por uma análise de viabilidade.

O Projeto da Ferrovia Norte e Sul foi idealizado com o propósito de ampliar e integrar o sistema ferroviário nacional e estabelecer a sua interligação com o Complexo Ferroviário de Vila do Conde, localizada em posição estratégica em relação aos portos da Europa e da costa leste da América do Norte. A ligação ferroviária entre Açailândia, no Maranhão, e o Porto de Vila do Conde, em Barcarena, terá 477 km de extensão e passará por 11 municípios, nos estados do Maranhão e Pará, onde vivem quase 800 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE 2010. Futuramente, a ferrovia funcionará como extensão da ferrovia Norte e Sul, permitindo a interligação entre a região norte e os portos de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, Santos, em São Paulo e Itaguai, no Rio de Janeiro.

A concessionária deverá concluir os trabalhos de implantação do projeto no prazo de quatro anos, contados da data da assinatura do contrato. O prazo da concessão será de 35 anos, sendo 4 destinados a implantação do projeto e 31 destinados a operação da linha. A obra prevê um investimento em torno de 2,6 bilhões de reais.

Fonte: Blog do Evandro Correa