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Concurso do Censo Agropecuário 2016 abre inscrições para Amazônia

O processo seletivo destina-se a selecionar candidatos que serão contratados para o preenchimento de 1.409 vagas

Iniciam no dia 26 de janeiro as inscrições do concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que selecionará trabalhadores para o Censo Agropecuário 2016. A taxa de participação é fixada em R$ 120 para a função de Analista Censitário; R$ 35 para Agente Censitário Administrativo e de R$ 50 para Agente Regional.

O processo seletivo destina-se a selecionar candidatos que serão contratados, em caráter temporário, para o preenchimento de 1.409 vagas, distribuídas da seguinte forma: 223 vagas para a função de Analista Censitário – AC, distribuídas nas capitais dos 26 Estados e no Distrito Federal; 700 vagas para Agente Censitário Administrativo – ACA, distribuídas nas capitais dos 26 Estados e no Distrito Federal; e, 486 vagas para função de Agente Censitário Regional – ACR, em 459 municípios, distribuídos em 24 Estados.

As provas objetivas ocorrerão na data prevista de 22 de maio de 2016 e terão duração de 4 horas, das 13h às 17h (horário de Brasília/DF). As avaliações serão compostas de 60 questões sobre Língua Portuguesa, Conhecimentos Específicos, Raciocínio Lógico Quantitativo e Noções de Administração, variando de acordo com o cargo.

O candidato que não acertar, pelo menos, uma questão de cada disciplina ou obtiver aproveitamento inferior a 40% (Analistas) ou 30% (Agentes) do total de pontos das provas será automaticamente eliminado do Processo Seletivo.

Conforme o cronograma do certame, os gabaritos das provas serão informados no dia 24 de maio e o resultado é previsto para 14 de julho de 2016. 

As inscrições devem ser feitas via internet, no período de 26 de janeiro a 22 de fevereiro de 2016, na página da Fundação Cesgranrio.  (Portal Amazônia)

Sine aumenta número de ofertas de empregos com nova metodologia de trabalho

O númsihneero de desempregados no país continua a crescer. De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo IBGE e divulgada nesta quinta-feira, 19, o número de desempregados chega a 1,9 milhão em todo o território nacional. Apenas em Parauapebas, no mês de setembro, 1.106 pessoas deram entrada no Seguro Desemprego pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) da cidade. Em outubro, o número foi 717 e, até o momento, 628 pessoas já procuraram o órgão para dar entrada no benefício.

Apesar disso, desde setembro, o Sine está com uma nova gestão que conseguiu implementar alguns serviços. “Quando cheguei existia uma grande dificuldade de encaminhamento de mão de obra pelo Sine. Descobri que a imagem da instituição estava comprometida junto as empresas”, afirma o coordenador do Sine, João Batista Everton.

Ao lado de Rejane Orfãos, do Departamento de Relações Empresariais do Sine, o coordenador procurou empresas, sindicatos e órgãos como a Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (Acip) e a Câmara de Dirigentes Logistas (CDL). Esse serviço jamais tinha sido feito pelo Sine. “Mostramos a seriedade da nova gestão e foi então que conseguimos que mais empregos fossem disponibilizados aqui”, explica.

Exemplo dessa nova metodologia de trabalho foram as 45 vagas oferecidas pela nova unidade das Lojas Americanas no Bairro Cidade Nova. O número de encaminhamentos saltou de 78 em agosto para 222 em outubro. Em novembro foram encaminhadas 393 pessoas para entrevistas de emprego e 56 já foram empregadas.

IBGE: produção industrial cai 1,3% em setembro. Pará foi o Estado que registrou principal avanço

: <p>Complexo Industrial da GM em São Caetano do Sul/SP</p>

Quedas foram registradas em dez dos 14 locais pesquisados pelo instituto; as mais acentuadas foram na Bahia (-7,6%) e no Rio de Janeiro (-6,6%). Os resultados positivos foram verificados no Pará (12,6%), Paraná (5,1%), Espírito Santo (1,3%) e Amazonas (0,1%)

Da Agência Brasil

A produção industrial em setembro caiu em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As quedas mais acentuadas foram registradas na Bahia (-7,6%) e no Rio de Janeiro (-6,6%). Os resultados positivos foram verificados no Pará (12,6%), Paraná (5,1%), Espírito Santo (1,3%) e Amazonas (0,1%).

A indústria nacional teve queda de 1,3% em setembro, em relação ao mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014. Onze locais apresentaram taxas negativas, com os recuos mais acentuados verificados no Rio de Janeiro (-2,5%), Paraná (-1,3%), Amazonas (-1,2%), em São Paulo (-1,2%), na Bahia (-1,2%), no Ceará (-1,0%) e em Minas Gerais (-1,0%). O Pará, com expansão de 2,4%, registrou o principal avanço em setembro de 2015.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor industrial apresentou queda de 10,9% em setembro, com resultados negativos em 12 dos 15 locais pesquisados. Nesse mês, o recuo mais intenso foi no Rio Grande do Sul (-19,7%), pressionado, em grande parte, pela queda na produção dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, máquinas e equipamentos, metalurgia e de produtos do fumo. Os estados do Amazonas (-13,1%), de São Paulo (-12,8%), do Ceará (-11,9%), de Santa Catarina (-11,6%), do Rio de Janeiro (-11,2%) e de Minas Gerais (-11,1%) também apresentaram resultados negativos mais acentuados do que a média nacional (-10,9%). A Bahia (-9,0%), o Paraná (-7,8%), a Região Nordeste (-7,4%), Pernambuco (-7,2%) e Goiás (-4,7%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês.

Mato Grosso (18,3%) e o Pará (12,3%) tiveram os maiores avanços em setembro, impulsionados pelo comportamento positivo dos setores de produtos alimentícios e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, no primeiro local, e de indústrias extrativas, no segundo. O Espírito Santo, com ligeira variação de 0,1%, também mostrou taxa positiva em setembro.

Obesidade infantil já atinge crianças em Parauapebas

A obesidade infantil, quando uma criança está acima do peso normal para sua idade e altura, é um dos problemas de saúde pública mais graves e cada vez mais frequentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente, uma em cada três crianças no Brasil está acima do peso.

Em Parauapebas, a cada 13 crianças atendidas pelo Programa de Saúde Alimentar e Nutricional, mais de 7% são obesas. A nutricionista e coordenadora do programa, Cláudia de Sousa, afirma que no município o índice de obesidade infantil tem aumentado em razão dos maus hábitos alimentares, estilo de vida da família e sedentarismo ou uma combinação desses fatores.

Segundo ela, mais de 50% das crianças atendidas no Programa estão obesas e esses quilos extras podem causar complicações sérias aos pequenos. “Doenças como diabetes, hipertensão e alto são algumas consequências da obesidade infantil não tratada. Orientamos aos pais que procurem a unidade de saúde para fazer acompanhamento”, explica a nutricionista.

A pedagoga Irlen Sousa conta que sempre se preocupou com a alimentação do filho, mas por causa da vida corrida não se atentou para os alimentos realmente saudáveis, preferindo uma comida mais rápida ou industrializados, por exemplo.

Há dois anos, ela descobriu que o filho Pedro Vinicius, hoje com 8 anos, estava acima do peso. “Ele tinha 6 anos quando descobri que estava acima do peso, então, comecei o processo de mudança na alimentação. Mas, intensifiquei o tratamento há 1 ano, depois da descoberta das alterações na taxa de colesterol e triglicérides”, conta a mãe.

Irlen diz que, mesmo sendo criança e não aparentando estar doente, manteve diálogo com o filho, informando-o que o excesso de quilos poderia deixá-lo mais cansado e com pouca disposição, o que realmente já estava acontecendo. A partir dessas conversas, Pedro Vinicius começou a aceitar a mudança na alimentação.

“Melhorei a alimentação evitando frituras, trocando o alimento comum por integral, o refrigerante por suco, inserindo mais legumes nas refeições. Mas essa reeducação tem que ser uma opção da família, ou seja, a alimentação da família tem ser mais saudável”, afirma a mãe.

Orientação aos pais

Para evitar a obesidade infantil, a nutricionista Cláudia de Sousa recomenda mudanças de hábitos e orienta aos pais que é preciso trocar os lanches da escola; industrializados por frutas ou sanduíche natural e sucos de frutas.

No almoço intensificar o consumo de saladas cruas, carne magra grelhada ou ensopada e menos carboidratos (arroz, massas e tubérculos – batata e mandioca). Evitar alimentos refinados ou açucarados como, por exemplo, bolachas recheadas, suco artificial, sorvetes, pães e massas.  “Os alimentos ricos em fibras ajudam a perder peso, baixar colesterol, prevenir a constipação intestinal e reduz níveis de triglicérides”, destaca a nutricionista.

O Programa de Saúde Alimentar e Nutricional é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

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Parauapebas: em época de crise, trabalhadores autônomos ganham a vida longe da formalidade

A flexibilidade e conveniências do trabalho autônomo fazem com que muitos trabalhadores se sintam tentados a ter o próprio negócio no comércio informal, seja como principal fonte de renda ou complemento no orçamento familiar. Em Parauapebas, as demissões em setores da economia local, como a mineração, por exemplo, e a dificuldade de conseguir um novo emprego com carteira assinada, têm fortalecido o trabalho autônomo.

Thayla AlvesE, no comércio informal, muitas pessoas têm optado pelo ramo alimentício. A ex-encarregada de alojamento e moradora do bairro Cidade Jardim, Lilian Alves, de 38 anos, está há pouco mais de uma semana comercializando bolos e tortas. Ela não pensava em atuar de forma autônoma e diz que a decisão foi incentivada pela família e amigos. “Estou há um ano sem trabalhar com carteira assinada. Estou vendendo bolos e recebi muito incentivo dos meus amigos. Eu sempre cozinhei bem, mas apenas para a família mesmo. Contudo, acabei percebendo que poderia complementar a renda fazendo algo que gosto muito”, conta.

Para ajudar nas vendas, Lilian recebe o apoio da filha, a jovem Thayla Alves, de 16 anos. A moça comunicativa acaba ajudando a mãe nos negócios. “Minha mãe é muito tímida. Então, eu ajudo ela nas vendas em locais públicos e nas encomendas”, acrescenta Thayla. Diariamente, mãe e filha produzem cerca de 48 mini-bolos e vendem a R$ 3 e R$ 4. “Estou atrás de outros clientes e gostando muito desse trabalho. Além das vendas diretas, tenho recebido muitas encomendas. Consigo me programar e tenho aproveitado mais a minha família. Uma coisa que percebi é que nesse ramo não existe crise”, observa.

Ovídio Manoel CostaOvídio Manoel Costa, de 52 anos, morador de Parauapebas há 5 anos, também está na informalidade. A decisão foi tomada há 15 anos, quando percebeu que não tinha perfil para trabalhar como empregado. “Foi uma decisão minha trabalhar por conta própria, mas também não é fácil, pois temos que investir muito e, às vezes, o retorno não é como o esperado”, reconhece.

Vendedor de açaí, salada de frutas e tortas doces, Ovídio diz que a crise consegue impactar muitos setores da economia, mas não afeta tanto o ramo em que atua. Ele vende os produtos a R$ 5 e tem clientela fiel tanto no comércio quanto em instituições públicas da cidade. “Todo dia saio com uma mercadoria que equivale a R$ 350 e consigo vender um número expressivo. Tem dia que consigo um lucro líquido entre R$ 130 a 150. Vendo bastante no período de final de mês até a primeira quinzena, depois disso, as vendas caem cerca de 60%, pois minha clientela é formada basicamente por assalariados”, explica.

Números

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados no início dessa semana, mostram que estão acontecendo mudanças expressivas no mercado de trabalho e a forma de inserção está mudando. A participação dos trabalhadores por conta própria na população ocupada chegou a 19,8% no mês de agosto, o maior índice desde dezembro de 2006, o equivalente a 4,5 milhões de trabalhadores.

Um ano antes, em 2014, essa participação era de 19%, e, em agosto de 2013, de 17,9%, segundo o Instituto. Grande parte das pessoas que vem optando pelo trabalho autônomo tem entre 25 e 49 anos. São brasileiros que sustentam a família e não podem ficar aguardando uma nova chance de trabalho com carteira assinada.

IBGE divulga estimativa populacional de 2015. Parauapebas supera Castanhal e é o quinto município mais populoso do Estado do Pará

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE divulgou hoje (28) a estimativa populacional do Brasil por município, tendo como data de referência 31 de julho de 2015. Segundo o estudo, Parauapebas tem hoje 189.921 habitantes; Canaã dos Carajás 33.632; Curionópolis 17.709; Eldorado dos Carajás 32.664 e Marabá tem 262.085 habitantes.

O Pará, com seus  144 municípios, totalizou 8.206.923 habitantes, sendo que a capital, Belém, contava em 31 de julho com 1.439.561 habitantes. Ananindeua (505.404), Santarém (292.520 ), Marabá (262.085 ) e Parauapebas (189.921) completam a lista dos cinco municípios mais populosos do Estado.

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O crescimento populacional de Parauapebas continua em alta. Em 2010 o município era o sexto mais populoso do Estado, atrás de Castanhal. Pelo novo estudo, Parauapebas superou Castanhal em 137 habitantes, ocupando hoje o quinto lugar.

Polícia x habitante
Outro levantamento feito pelo IBGE e divulgado ontem, 27, com relação aos estados, mostra alguns índices da segurança pública. Um deles é o comparativo dos efetivos das polícias civil e militar nos estados. Dos sete estados da região norte o Pará tem o pior déficit na proporção de policiais por habitantes.

Com relação à Polícia Civil o Estado do Pará tem apenas 1 policial para cada 2.881 habitantes. Já com relação à Polícia Militar o estado tem 1 policial para cada 500 habitantes, embora tenha um efetivo de 15 mil policiais, sendo o maior déficit de policial militar por habitante da região.

Na região Norte como um todo há 1 policial militar para cada 470 moradores e 1 policial civil para cada 1.709 habitantes.

Produção industrial cai em sete de quatorze locais pesquisados pelo IBGE. No acumulado de 12 meses o Pará foi destaque com alta de 8,6%

Nos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram queda na  produção industrial na passagem de outubro para novembro de 2014. A maior queda foi observada no Amazonas (-4%), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados hoje (13).

Houve quedas também em Minas Gerais (-2,6%), Santa Catarina (-1,9%), no Ceará (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%) e em Goiás (-0,1%). Principal polo industrial do Brasil, o estado de São Paulo também teve redução na produção: -2,3%. A queda média nacional foi 0,7%.

Por outro lado, sete locais tiveram alta na produção nesse tipo de comparação: Pernambuco (5,3%), o Rio de Janeiro (2,5%), Espírito Santo (1,7%), a Região Nordeste (1,0%), Paraná (0,9%), o Pará (0,8%) e a Bahia (0,6%).

Nos outros tipos de comparação, o IBGE também analisa o desempenho do estado de Mato Grosso. Na comparação de novembro deste ano com o mesmo período do ano passado, em 11 dos 15 locais pesquisados houve recuo na produção. A principal queda foi observada no Amazonas (-16,9%). Houve avanço em quatro locais, com destaque para o Espírito Santo (11,7%).

No acumulado do ano, a produção caiu em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para o Paraná (-6,2%). Na Região Nordeste, houve estabilidade. Em quatro locais, houve alta, entre eles o Pará, com crescimento de 8,8%.

No acumulado de 12 meses, a produção recuou em dez dos 15 locais. As maiores quedas foram em São Paulo e no Paraná, ambos com 5,9%. Em cinco locais, houve alta, com destaque para o Pará(8,6%).

IDESP e IBGE divulgam PIB de 2012 no Pará

O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram, nesta quinta-feira, 11, o relatório com os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) 2012 dos, até então, 143 municípios paraenses existentes – a emancipação politica de Mojuí dos Campos da condição de distrito só ocorreu em 2013. O documento disponibiliza informações como PIB; Valor Adicionado Bruto Agropecuário, Industrial, dos Serviços e da Administração Pública; PIB Per Capita dos municípios, expressos a preços correntes, além do Índice de Gini do PIB e dos Setores Econômicos, com o objetivo de acompanhar o nível de concentração das atividades econômicas no Estado.

O PIB do Pará totalizou R$ 91,009 bilhões em 2012, como já havia divulgado o Idesp em novembro deste ano. Os dez municípios paraenses com maiores contribuições na geração do Valor Adicionado no PIB foram:

  • Belém (22,59%),
  • Parauapebas (18,39%),
  • Marabá (4,86%),
  • Ananindeua (4,57%),
  • Barcarena  (3,81%),
  • Canaã dos Carajás (3,43%),
  • Tucuruí (2,99%),
  • Santarém (2,76%),
  • Castanhal (2,15%) e
  • Paragominas (1,71%).

A participação dos dez maiores municípios no PIB do Estado foi de 67,25%, menor, portanto, que no ano anterior (2011), quando chegou a 69,70%.

Belém retornou à primeira posição, com um PIB de R$ 20,558 bilhões, elevando a sua participação de 22,27%, em 2011, para 22,59% em 2012. Já o município de Parauapebas atingiu R$ 16,734 bilhões, mas perdeu em participação (18,39%) na comparação com o desempenho no ano anterior (22,51%).

A diretora de estatística do Idesp, Glaucia Moreira, explica que “apesar de Belém ter voltado a ocupar o primeiro lugar por um ganho de participação no setor de Serviços, especialmente nas atividades Comércio e Serviços Prestados às Empresas, a mudança no ranking se deu principalmente pela perda de participação de Parauapebas, influenciada pela queda do preço do minério de ferro comercializado internacionalmente, já que a atividade extrativa é responsável por mais de 80% do Valor Adicionado (VA) do município”. Também alternaram desempenhos os municípios que ficaram em terceiro e quarto lugar (Marabá e Ananindeua). Já Paragominas voltou a fazer parte desse grupo (em 2011 ocupava a 11ª posição), no lugar de Oriximiná. Os demais municípios mantiveram seus resultados (Barcarena, Canaã dos Carajás, Tucuruí , Santarém e Castanhal).

No que diz respeito ao PIB per capita – obtido ao se dividir o valor do PIB pela população estimada de cada lugar -, os municípios que obtiveram os maiores resultados foram:

  • Canaã dos Carajás (R$ 107.164)
  • Parauapebas (R$ 100.598),
  • Barcarena (R$ 32.902),
  • Tucuruí (R$ 27.045) e
  • Ourilândia do Norte (R$ 21.775).

Todos acima da média estadual dessa mensuração (R$ 11.679).

Estes cinco municípios estão entre as maiores participações no PIB do Estado e se destacam por suas indústrias minerais na extração de cobre, ferro e bauxita, e indústria de transformação, com produção de alumínio e alumina, além da presença da Hidrelétrica de Tucuruí. Em 2012, o município de Canaã dos Carajás passou a ser o primeiro do ranking. Apenas a partir do quinto colocado é que foram registradas alterações de posição: Floresta do Araguaia, com queda, e Marabá e Oriximiná, com alta. Belém e Xinguara deixaram de participar do ranking dos maiores PIB per capita, enquanto Bannach e Paragominas passaram a integrar os dez maiores.

Na outra ponta da lista, o município de Curralinho vem ocupando repetidamente, nos últimos três anos, a última posição do PIB per capita paraense. A economia do município se sustenta na administração pública, que, no ano, participou com 59,43% no total do Valor Adicionado. Dos dez municípios com menor PIB per capita em 2012, nove foram os mesmos do ano anterior, à exceção de Cachoeira do Piriá, que passou a constar na lista, substituindo Cachoeira do Arari. A diferença entre o maior (Canaã dos Carajás R$ 107.164) e o menor (Curralinho R$ 2.720) PIB per capita do estado foi de R$ 104.444 em 2012.

Entre as Regiões de Integração (RI), duas delas – Metropolitana e Carajás – continuaram obtendo as maiores participações (juntas somam aproximadamente 58%) no PIB em 2012. A RI Metropolitana, com 29,06%, teve como destaque os municípios de Belém e Ananindeua. Já na RI Carajás (27,90%), sobressaíram-se os municípios de Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás. Entretanto, como Carajás perdeu participação de 3,31% em 2012, a Região Metropolitana passou a ocupar o primeiro lugar em 2012.

Atividades e setores econômicos que mais se destacaram nos municípios

Na comparação entre os dez melhores municípios posicionados no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) e do Valor Adicionado (VA) dos setores econômicos, a Agropecuária colocou três municípios entre os maiores PIB, enquanto a Indústria e Serviços impulsionaram a colocação de oito, cada um. Isso indica uma integração entre esses últimos setores, ainda não absorvida pela agropecuária.

O Valor Adicionado da Agropecuária distribuído entre os municípios apresentou uma pequena concentração na relação com 2011, devido ao acréscimo de 20,6%. A pecuária bovina e a lavoura temporária foram as atividades que mais contribuíram para os municípios na formação do ranking do setor, tendo sido a primeira predominante em São Félix do Xingu, Novo Repartimento e Altamira. O município de Paragominas, além do ganho oriundo da pecuária, teve também impulso da lavoura temporária, na qual o município se destaca como maior produtor de arroz, milho e soja do Estado.

Já, em Santarém, os maiores ganhos foram observados principalmente da mandioca, da qual o município é o maior produtor paraense. Entre os municípios, São Felix do Xingu se manteve como o maior Valor Adicionado na Agropecuária, com aumento de participação em 0,5 ponto percentual (p.p.), resultado alcançado em função do desempenho da pecuária. O aumento na concentração do setor agropecuário nos dez principais municípios foi de 1,90 p.p.

O Valor Adicionado da Indústria distribuído entre os municípios apresentou a maior concentração entre os setores econômicos. Entre os três municípios com predominância industrial, dois se basearam na indústria extrativa (Parauapebas e Canaã dos Carajás) e um na produção e distribuição de energia (Tucuruí). Parauapebas manteve-se na liderança do ranking estadual da indústria, mesmo tendo sido o município que mais perdeu participação em 2012, na ordem de 5,43 p.p.

O Valor Adicionado do setor de Serviços distribuído entre os municípios foi o único a manter o nível de concentração na comparação com 2011. Entre os setores econômicos, o comércio, a administração pública e os transportes foram as atividades que mais contribuíram para a composição do ranking do setor. Entre os cincos municípios com o maior VA do setor de serviços, dois (Belém e Ananindeua) tiveram o comércio como a principal atividade, assim como Marabá. Já em Parauapebas, a atividade predominante foram os transportes. O município de Belém permanece como principal centralizador das atividades, entre os dez maiores concentra mais que 50% de participação, porém obteve a maior perda em participação estadual, na ordem de 1,94 p.p., puxando para baixo a participação dos dez maiores em 1,31 p.p.

Observando-se especificamente a atividade da administração pública, percebe-se que em 2012 vinte e quatro municípios registraram uma participação de 50% ou mais dessa atividade no total do Valor Adicionado. Em 2011, foram vinte e três municípios nessa condição. O aumento no número de municípios pode ter ocorrido devido à expansão da atividade como um todo, mas também à estagnação ou baixo crescimento dos setores econômicos nesses locais.

Serviço: A publicação completa com os resultados para todos os municípios paraenses está disponível no site do Idesp (www.idesp.pa.gov.br).

Parauapebas terá manual de arborização urbana

O secretário municipal de Meio Ambiente, André Rosa de Aguiar, reuniu-se nesta quarta-feira (10) pela primeira vez com representantes da Celpa, UFRA e servidores das secretarias municipais de Serviços Urbanos (Semurb) e de Meio Ambiente (Semma), objetivando a elaboração de um manual destinado a disciplinar a arborização urbana de Parauapebas.

Arborização urbanaNa reunião, André Rosa afirmou que a edição desse manual é importante, na medida em que a cidade vem crescendo muito e por isso os gestores precisam definir que espécies de árvores devem ser plantadas nas vias públicas de Parauapebas.

A apresentação do primeiro esboço do trabalho ficou a cargo da bióloga Shayanna Mitre, integrante do departamento de Projetos e Convênios da Semma. Ela enfatizou a necessidade de uma ampla parceria com as instituições interessadas, para ser evitada, principalmente, a adoção de espécies que comprometem a rede elétrica, a iluminação pública e as calçadas; propagação de espécies exóticas incompatíveis com a geografia, solo, clima e necessidades do município.

O titular da Semma lembrou que em Parauapebas a adoção de determinadas espécies não atende às necessidades da boa arborização da cidade. Para a coordenadora do departamento de Projetos e Convênios, Nathalia Brito, o manual objetiva também evitar a adoção de espécies inadequadas, sugerir a melhor opção e indicar os melhores locais para os plantios futuros.

O crescimento de Parauapebas surpreende Shayanna Mitre, comparando-o com o crescimento populacional do Pará, nos últimos 14 anos, que não passa de 30% ao ano, enquanto o município dispara em torno de 156%, segundo o IBGE.

A bióloga destaca que o crescimento desordenado provoca consequência negativa nas questões da ocupação urbana, da supressão vegetal, da perda da biodiversidade, mobilidade, mitigação do calor, na iluminação pública e até na estética da cidade devido o seu paisagismo equivocado.

“Portanto, se quisermos trazer benefícios com a arborização futura, temos que planejá-la agora. E teremos regulação térmica, reduções da poluição sonora, da perda da biodiversidade e valorização dos imóveis, com o embelezamento da cidade garantindo boa qualidade de vida para todos”, ensinou Shayanna Mitre.

Especialistas debatem desenvolvimento local na Amazônia

O tema será abordado no seminário da série Diálogos Capitais Metrópoles Brasileiras, que ocorre nesta terça-feira no Hangar

A Amazônia tem 51% do território brasileiro, 25% da população e responde por 8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, segundo dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para colocar em pauta a relevância da região e aprofundar a discussão sobre o desenvolvimento, envolvendo atores importantes, como o poder público, empresas privadas e entidades do terceiro setor, Belém recebe nesta terça-feira (09), o seminário da série Diálogos Capitais Metrópoles Brasileiras, que abordará o tema “Geração de Renda e Desenvolvimento Local”. O evento será realizado pela revista CartaCapital, sob curadoria do Instituto Envolverde, às 8h, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia e será aberto ao público.

Dal MarcondesPara o jornalista Dal Marcondes, colunista de CartaCapital e diretor executivo do Instituto Envolverde, o seminário Diálogos Capitais dá a oportunidade de se debater políticas públicas que normalmente não são tratadas pela mídia ou ao menos com um enfoque diferente. “Queremos lançar um olhar isento de ranços partidários sobre temas fundamentais para a qualidade de vida e o desenvolvimento das grandes cidades brasileiras. A série Diálogos Capitais – Metrópoles Brasileiras tem sido uma experiência importante ao lançar luz sobre temas relevantes”, destaca o jornalista, informando que após o evento serão produzidas matérias especiais que serão publicadas, posteriormente, pela revista CartaCapital.

A série teve início em 2014, com encontros realizados em São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Em São Paulo foram abordados diversos temas, como habitação, segurança e mobilidade, enquanto nas outras capitais os diálogos foram focados em um único tema. Belo Horizonte debateu mobilidade urbana, Recife assistiu um relevante diálogo sobre segurança pública e Porto Alegre discutiu cidadania e economia criativa.

Em Belém, serão discutidos temas relacionados ao desenvolvimento local, como os desafios da Amazônia e o papel da agricultura e da pecuária. A abertura do seminário será realizada pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, seguida da palestra “Modelos de desenvolvimento para a Amazônia e para o Brasil”, que será ministrada pelo Secretário Executivo da Rede Nossa Belém, José Francisco Ramos. A Rede atua junto ao poder público local em questões de desenvolvimento urbano e social.

Após a palestra magna será realizado o diálogo “Geração de renda e desenvolvimento local”, com a participação de Suênia de Souza, diretora do Centro Sebrae de Sustentabilidade, João Meirelles, diretor do Instituto Peabiru e João Coral, diretor de Energia e Institucional da Vale  no Pará. O diálogo será mediado pelo jornalista Dal Marcondes.

O ambientalista João Meirelles, diretor geral do Instituto Peabiru, ressalta que o encontro ampliará a abordagem de questões fundamentais para a região. “O evento dá a oportunidade de se discutir temas ‘invisíveis’ para a metrópole e que precisam ser abordados como segurança alimentar, educação de qualidade e segurança fundiária”, observa.

Dal Marcondes frisa a importância do seminário da série Diálogos Capitais chegar a Belém. “A cidade é uma metrópole cosmopolita e entrada para a Amazônia brasileira, além de ser a capital de um dos estados mais dinâmicos da região, com uma economia que ainda busca caminhos menos predatórios em relação ao ambiente e ao desenvolvimento social. Um evento na cidade tem o potencial de chamar a atenção para novos formatos de desenvolvimento”, acredita.

Programação

  • 8h-9h – Credenciamento e wellcome coffee
  • 9h1-9h40– Abertura Zenaldo Coutinho - Prefeito de Belém
  • 9h40- 10h30 – Palestra “Modelos de desenvolvimento para a Amazônia e para o Brasil” – José Francisco Ramos, Secretário Executivo da Rede Nossa Belém
  • 10h30-10h45 - Coffee Break
  • 10h45 – 12h15 – Mesa de Diálogos“Geração de renda e desenvolvimento local”
    Suênia de Souza – Diretora do Centro Sebrae de Sustentabilidade
    João Meirelles - Diretor do Instituto Peabiru e Escritor
    João Coral - Diretor-Executivo de Recursos Humanos, diretor de Energia e Institucional da Vale, no Pará
    Mediação – Dal Marcondes, jornalista Envolverde/Carta Capital