Author Archives: Zé Dudu

TRE divulga tempo de propaganda eleitoral para os candidatos a prefeito de Parauapebas

ELEIÇÕES 2016Com tempo mais curto e mudanças no formato, uma vez que as campanhas deste ano terão gastos mais enxutos, a propaganda eleitoral no rádio e TV começa na sexta-feira (26) em todo o Brasil. Com a minirreforma eleitoral aprovada no ano passado, o período de campanha foi reduzido para 35 dias – 10 a menos que na última eleição –, assim como o tempo da propaganda, que será dividido em dois blocos com 10 minutos de duração para os candidatos a prefeito – não mais 30 minutos. A propaganda vai até 29 de setembro, três dias antes da eleição.

Os representantes da Justiça Eleitoral em Parauapebas, assim como na eleição anterior, decidiram pela não veiculação da propaganda eleitoral na TV, ficando as coligações apenas com o tempo gratuito no rádio para divulgar seus candidatos.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) divulgou o tempo e a ordem da veiculação dos programas eleitorais em bloco no rádio para os partidos e coligações que disputarão as eleições em Parauapebas:

  • O candidato do PSD, Valmir Mariano, é o que terá maior tempo para apresentar propostas aos eleitores por meio do horário eleitoral. Sua coligação, formada pelo PSD, PSC, PDT, PPL, PMN e PSDB terá 3 minutos e 49 segundos.
  • Em seguida vem a Coligação do candidato do PMDB, o ex-prefeito Darci José Lermen, formada por PMDB, SDD, Rede, PTB, PROS, PTC, PC do B, PEN, PSB, PV, PTN, PMB, PSDC, PHS e PRB com 3 minutos e 26 segundos.
  • A Coligação Liberta Parauapebas, formada por DEM, PP, PT do B, PSL e PR, tendo Marcelo Catalão como candidato majoritário terá 2 minutos e 1 segundo de tempo no rádio.
  • O ex-prefeito Chico das Cortinas (PPS) terá 26 segundo de tempo.
  • Fechando as coligações majoritárias, o candidato Hipólito Reis, da Coligação “Parauapebas um novo tempo”, formada por PRTB e PSol, terá 18 segundos de tempo.

A propaganda em bloco, que a partir das eleições de 2016 será apenas para prefeito, será veiculada de segunda a sábado. No rádio, os horários serão das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10.

Os candidatos a Prefeito e a Vereador terão direito, ainda, a divulgação de inserções (propagandas). Para isso, cada emissora de rádio destinará 70 minutos diários. Este tempo será dividido ao longo da programação, de segunda-feira a domingo, das 05:00 as 24:00 horas, e serão utilizados 60% pelos candidatos a Prefeito e 40% pelos candidatos a Vereador. Cada inserção poderá ter 30 ou 60 segundos. A distribuição deste tempo levará em conta os blocos de audiência entre as cinco e as onze horas, as onze e as dezoito horas, e as dezoito e as vinte e quatro horas.

A geração dos programas eleitorais em Parauapebas está a cargo da Rádio Terra FM.

Pará: Justiça Eleitoral inicia embarque de urnas para o interior do estado. Sudeste do Pará deverá recebê-las até 05/9

Embarque de urnas para o interiorDesde ontem (22), o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-Pa) iniciou o envio de urnas para as Zonas Eleitorais do interior do estado. Ao todo, 16 mil urnas serão transportadas para uso nas eleições municipais, começando pelas localidades mais afastadas.

Em média 2 mil urnas serão embarcadas por dia. Quando chegarem ao seu destino as urnas serão armazenadas em local apropriado dentro dos cartórios eleitorais passando, assim, a ser responsabilidade dos chefes de cartório que posteriormente farão os procedimentos de eleição, como limpeza, teste de funcionamento e aprovação do equipamento.

Caso haja algum mal funcionamento nos equipamentos enviados, estes serão substituídos antes do pleito. Hoje, o TRE-PA conta com quatro mil urnas de contingência (reserva) para serem usadas nestas situações.

O TRE tem prazo até o dia 02 de setembro para encaminhar as urnas e a empresa transportadora até dia 09 de setembro para a efetivar entrega no destino final. Todos os equipamentos são embarcados no depósito de urnas que fica em Ananindeua, região metropolitana de Belém.

O Pará tem hoje 106 zonas eleitorais, sendo que 11 funcionam em Belém (1ª,28ª,29ª,30ª,73ª,76ª, 77ª,95 ª, 96 ª, 97 ª e 98ª) e mais de 16 mil sessões eleitorais.

A previsão da chegada das urnas no sudeste do Pará (Marabá, Conceição do Araguaia, Tucuruí, Paragominas, Santana do Araguaia, Rondon do Pará, São Felix do Xingu, Itupiranga, São João do Araguaia, Curionópolis, Redenção, Rio Maria, Xinguara, São Geraldo do Araguaia, Jacundá, Tucumã, Parauapebas, Dom Eliseu, Breu Branco) é no dia 05 de setembro.

Calendário eleitoral 2016: 23 de agosto

(40 dias antes)

  1. Último dia, observado o prazo de cinco dias contados da publicação do edital de candidaturas requeridas, para qualquer candidato, partido político, coligação ou o Ministério Público Eleitoral impugnar os pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou coligações (Lei Complementar nº 64/1990, art. 3º).
  2. Último dia, observado o prazo de cinco dias contados da publicação do edital de candidaturas requeridas, para qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos dar ao juízo eleitoral notícia de inelegibilidade que recaia em candidato com pedido de registro apresentado pelo partido político ou coligação.
  3. Último dia para os diretórios regionais dos partidos políticos indicarem integrantes da Comissão Especial de Transporte e Alimentação para o primeiro e eventual segundo turnos de votação (Lei nº 6.091/1974, art. 15).

Boi: mercado de reposição pouco movimentado no Pará

boiA seca e a piora na condição das pastagens, juntamente com as recentes quedas nos preços da arroba do boi gordo, têm afastado parte dos pecuaristas das negociações no estado. Além disso, diminuiu o interesse de compradores de outros estados em adquirir animais de reposição no Pará. Estes fatores resultaram em quedas nas cotações dos animais de reposição.

Na média de todas as categorias de machos anelorados, os preços estão 1,8% menores em relação à média do mês anterior, e 2,4% na comparação com igual período do ano passado.

Já o boi gordo, em um ano, apresentou valorização de 2,4%. Com isso, melhorou o poder de compra do pecuarista.

Atualmente é possível adquirir 1,57 garrote (9,5@) com a venda de um macho terminado (16,5@) no estado. Houve melhora de 5,2% na relação de troca nos últimos doze meses.

Fonte: Scot Consultoria

Dados positivos do turismo olímpico refletem bom desempenho do setor aéreo

Aeroportos-Olimpiadas-Rio2016A poucos dias do início dos jogos olímpicos, o setor aéreo brasileiro parecia abalado pela grandiosidade do evento: com a expectativa de receber milhares de passageiros, medidas precisaram ser implementadas às vésperas dos jogos para aumentar a segurança dos turistas desembarcando no Rio e em diversas cidades do pais. A princípio, tamanha mobilização causou certo desconforto: filas intermináveis e atrasos significativos causaram preocupação a respeito do impacto desse fluxo superior nos terminais brasileiros. Mesmo sob dúvidas, as operações especiais foram capazes não somente de contornar o problemas, mas até mesmo melhorar o índice de pontualidade nos aeroportos. Passados sete dias do início oficial das Olimpíadas, o índice de pontualidade dos voos nos terminais do país registrou o melhor desempenho em grandes eventos conquistando uma média melhor que a da Copa do Mundo de 2014. Não é à toa que durante os jogos do Rio, os aeroportos brasileiros receberem um número impressionante de turistas.

Organizando a casa

Um dos pontos mais relevantes para os viajantes estrangeiros culminou na ampliação de regras antes adotadas apenas em voos internacionais: medidas de segurança especiais foram estendidas também para os voos domésticos como precaução de incidentes. Com um vistoria mais rigorosa, incluindo a inspeção de bagagens de mão, a intenção foi minimizar riscos e evitar falhas na fiscalização. A princípio, as medidas implementadas apenas 20 dias antes do início dos jogos causaram certa desorganização na área de check-in dos aeroportos, gerando atrasos e insatisfações dos passageiros que tiveram que enfrentar longas filas. Devido a essas complicações, diversos voos foram cancelados causando preocupação a turistas e passageiros devido a aproximação dos jogos olímpicos.

Diante disso, foi necessária a adoção de uma força tarefa especial para organizar essas questões. Através da padronização operacional nos 40 aeroportos envolvidos no regime especial Rio 2016, foi possível planejar o fluxo, gerenciar o tráfego e a acessibilidade dos terminais. Essa ação, além de melhorar o desempenho das operações foi capaz de aumentar a pontualidade nos terminais. Contudo, ainda que essas medidas tenham sido monitoradas e simuladas em eventos teste desde 2015, o sucesso das operações também pode ser atribuído à colaboração de concessionários e passageiros, que rapidamente se adaptaram às mudanças.

Aumento do fluxo e da eficiência

Com o início das olimpíadas o volume dos passageiros aumentou consideravelmente: segundo números da Secretaria de Aviação, mais de 3 milhões de pessoas passaram pelos aeroportos do país para aproveitar aos jogos, só na primeira semana. O levantamento aponta que somente em São Paulo, o aeroporto de Guarulhos, um dos principais do país, movimentou 24% dos passageiros enquanto o Rio, sede dos jogos, é responsável por 20%. Mesmo com esse marco, os atrasos configuraram apenas 4,4% dos voos, porcentagem muito abaixo do limite máximo de 15%. Estima-se que a última semana da competição seja responsável por um dos picos de fluxo, onde grande parte dos espectadores e dos atletas toma seu caminho de retorno. Para manter o padrão de pontualidade no decorrer da competição, medidas especiais de controle de fluxo foram adotadas pelas autoridades aeroportuárias: ao fim da competição as delegações fizeram o check-in na própria Vila dos Atletas.

A redução dos atrasos nos aeroportos diminuiu as filas e influenciou na opinião do passageiro: a média de satisfação na primeira semana olímpica foi de 4,19 em uma escala de 5, segundo o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Para Francisco Lobo, especialista do setor “Se este nível de otimização for mantido após jogos, o cenário do turismo ficará ainda mais interessante para o Brasil que, com as olimpíadas, conseguiu demonstrar seu potencial turístico tanto para estrangeiros que já conheciam o país quanto para aqueles que tiveram a primeira oportunidade de conhecer a nossa cultura” – analisa o diretor da Cash Milhas. De fato, esse progresso não deve ser exclusividade do período olímpico: as medidas implementadas em virtude do evento devem ser mantidas nos aeroportos brasileiros mesmo após o fim dos jogos.

Período olímpico estimula o turismo nacional

O legado olímpico proporcionará tanto para o RJ, que já é um dos principais cartões postais brasileiros, quanto para o país, ainda mais visibilidade turística. Dados do Ministro do Turismo preveem um aumento de 6% do turismo nacional, expectativa que tem como base o histórico de outras cidades que sediaram o evento e obtiveram um bom crescimento. O sucesso também decorre pelo apoio dos brasileiros nas competições: um dos principais aspectos do sucesso do evento se deu pela torcida brasileira, muito acolhedora, participando ativamente e mostrando seu apoio até mesmo em jogos que não possuem tanta visibilidade e em jogos de outros países.

Tal cenário é de extrema importância para o turismo nacional, especialmente o doméstico, que tem amargado os efeitos da crise. Na visão de Lobo, “nos últimos anos, o brasileiro deixou de viajar devido à crise econômica. Para se ter uma ideia, a procura por destinos nacionais caiu mais de 7% em comparação com o último ano. Um evento deste porte, ainda mais aliado por medidas que melhoram o fluxo nos aeroportos pode dar novo ânimo ao passageiro e estimular este setor tão importante para o pais.” Com o encerramento dos jogos olímpicos, o Brasil conclui a série de mega eventos iniciada em 2007 com os Jogos Pan-Americanos do Rio, seguidos pela Jornada Mundial da Juventude com a visita do Papa Francisco 2013 e a Copa do Mundo em 2014. Cabe observar se o legado deixado por tais realizações será de fato benéfico ao turismo nacional e se as melhorias serão mantidas a longo prazo.

Fonte: Cash Milhas

OAB pede que inexigibilidade de licitação para contratação de advogados seja declarada constitucional

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 45 para que a Corte declare que são constitucionais os dispositivos da Lei de Licitações que permitem a contratação de advogados por entes públicos pela modalidade de inexigibilidade de licitação.

inexigibilidade

A ação diz que, apesar de os artigos 13 (inciso V) e 25 (inciso II) da Lei 8.666/1993 preverem claramente a possibilidade de contratação, pela administração pública, de advogado pela modalidade de inexigibilidade, os dispositivos vêm sendo alvo de relevante controvérsia judicial. De acordo com a OAB, o Supremo já se posicionou pela legitimidade da contratação de advogados privados pela administração pública, mas a proliferação de decisões controversas enseja uma manifestação definitiva do STF.

Ao defender a constitucionalidade dos dispositivos, a OAB sustenta que a previsão de inexigibilidade de procedimento licitatório aplica-se aos serviços advocatícios em virtude de se enquadrarem como serviço técnico especializado, cuja singularidade, tecnicidade e capacidade do profissional tornam inviável a realização de licitação.

Conforme a ADC, a inexigibilidade de licitação é o único meio para a contratação de advogados pela administração pública em razão da confiança intrínseca à relação advogado e cliente. Além disso, a inexigibilidade pode se manifestar ainda quando existam vários especialistas aptos a prestarem o serviço pretendido pela administração, já que todos se distinguem por características marcadas pela subjetividade, por suas experiências de cunho particular. Por esse motivo, diz a entidade, utilizando-se da discricionariedade a ela conferida, avaliando conceitos variáveis em maior ou menor grau, a administração escolhe um dos especialistas em detrimento dos demais existentes.

Por considerar que a previsão atende ao interesse público, cujo cerne está no benefício da coletividade, a OAB pede o deferimento de medida cautelar e a declaração de constitucionalidade dos dispositivos da Lei 8.666/1993. O caso está sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso. As informações são do STF.

Em Marabá, bombeiros resgatam corpo de criança desaparecida após naufrágio

Rio TocantinsO Corpo de Bombeiros encontrou na tarde da segunda-feira (22) o corpo de uma das crianças desaparecidas depois que uma embarcação transportando 11 pessoas naufragou no último domingo (21), em Marabá, durante travessia do rio Tocantins, na altura da praia do Geladinho em direção ao balneário da Mangueira. A menina resgatada tinha 7 anos de idade. Outras duas crianças continuam desaparecidas. Nenhuma delas usava colete salva-vidas no momento do acidente.

As vítimas viajavam em um barco de pequeno porte quando a embarcação teria batido nas pedras no trecho do rio Tocantins e virado. De acordo com os bombeiros, as vítimas não usavam coletes salva-vidas.

O acidente ocorreu na noite do último domingo (21) e as buscas, que começaram na manhã desta segunda-feira continuam, já que outras duas crianças ainda são procuradas. O  corpo resgatado foi levado para o Instituto Médico Legal de Marabá (IML).

O capitão Sherdley Novaes, do 5º Grupamento Bombeiro Militar de Marabá, coordena as buscas.

Justiça manda desobstruir Estrada de Ferro Carajás em Marabá

A Vale informa que por volta das 18h50 desta segunda-feira (22/8),  após cumprimento de liminar de reintegração de posse,  os manifestantes de movimentos sociais ligados à reforma agrária deixaram os trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC), interditada desde as 6h30 da manhã desta segunda,  no km 739 da ferrovia, em Marabá . As equipes de manutenção da Vale trabalham na recuperação do trecho danificado pela ação dos invasores, que atearam fogo em pneus e madeiras sobre o trecho da linha férrea. Os manifestantes tinham como principal reivindicação ações de políticas públicas ligadas à reforma agrária e que não são de competência da iniciativa privada.

Ferrovia prestes a ser liberada

A interdição da ferrovia interrompeu a operação de cargas e do trem de passageiros, impedido de circular segunda (22/8) e nesta terça (23/8). Mais de  2600 pessoas não puderam usar o serviço considerado,  para muitos usuários, o principal meio de transporte entre os 27 municípios e povoados por onde passa a Estrada de Ferro Carajás entre o  Pará e o Maranhão.

A Vale informa que adotou todas as ações judiciais cabíveis para liberar a ferrovia. Além da ação de reintegração de posse, a empresa ingressará com ação  criminal contra as lideranças dos movimentos que obstruíram a ferrovia e seus possíveis financiadores. A empresa reforça  que toda pessoa que motiva ou participa de interdição de ferrovia, de faixa de domínio e de vias de acessos estará sujeita a responder judicialmente pelo crime de perigo de desastre ferroviário e responderá a inquérito policial e ação penal, podendo gerar uma aplicação de multa diária e prisão, de acordo com a decisão judicial.

Sobre o Trem de Passageiros

Devido à interdição na EFC, o Trem de Passageiros não circulou segunda (22/8) e nem circulará nesta terça (23/8). Os passageiros que já haviam comprado seus bilhetes podem ir às Estações de Passageiros para realizar remarcação ou solicitar reembolso. Mais informações podem ser obtidas, com ligação gratuita pelo Alô Ferrovias: 0800 285 7000.

Integrantes de movimentos sociais ligados à terra interditam a EFC em Marabá

Com a interdição, a operação ferroviária está paralisada e mais de 2.600 pessoas não poderão usar o trem de passageiros hoje e amanhã

A Vale informa que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) está interditada desde a manhã de hoje (22/8) no km 739 da ferrovia, no município de Marabá (PA), por integrantes de movimentos ligados à terra. Eles têm como principal reivindicação a reforma agrária e ações direcionadas ao Governo Federal. Os manifestantes interditam os trilhos com troncos de madeiras e pneus e usam a interdição como pressão para possível atendimento as suas pautas.

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Com a obstrução da Ferrovia Carajás, o Trem de Passageiros da EFC não circulou hoje, quando faria o percurso de São Luís (MA) a Parauapebas (PA) e também não poderá circular amanhã (terça, 23/8), dia de saída do Pará ao Maranhão. A interdição da ferrovia, nesses dois dias, deixará mais de 2.600 pessoas sem o serviço, considerado para muitos usuários, o principal meio de transporte entre os dois estados.

Com relação à reivindicação do movimento à Vale, sobre pedido de terras para assentamentos, a empresa esclarece que políticas públicas voltadas à reforma agrária não competem à iniciativa privada.

É importe alertar que toda pessoa que motiva ou participa de interdição de ferrovia, de faixa de domínio e de vias de acessos estará sujeita a responder judicialmente pelo crime de perigo de desastre ferroviário e responderá a inquérito policial e ação penal, podendo gerar uma aplicação de multa diária e prisão, de acordo com a decisão judicial.

 A Vale informa que já adotou todas as ações judiciais cabíveis. O Boletim de Ocorrência já foi expedido e as ações de reintegração de posse e criminal  estão em curso, considerando o crime previsto no Código Penal a que as pessoas que interditam ferrovias estão sujeitas, que é o de perigo de desastre ferroviário.

 Sobre o Trem de Passageiros

Devido à interdição na EFC, o Trem de Passageiros não circulará nem hoje (22/8) e nem amanhã (23/8). Os passageiros que já haviam comprado seus bilhetes podem ir às Estações de Passageiros para realizar remarcação ou solicitar reembolso. Mais informações podem ser obtidas, com ligação gratuita, pelo Alô Ferrovias: 0800 285 7000.

Helder Barbalho garante R$ 4,7 bilhões para o Pará

O Pará está às vésperas de viver um boom de investimentos produtivos, que tem potencial de criar milhares de empregos e gerar mais renda para a população do estado. A afirmação é do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que se prepara para anunciar um total de R$ 4,7 bilhões para ajudar a alavancar investimentos em diversos setores produtivos nos próximos quatro anos.

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Na região, o FNO e o Fundo da Amazônia viabilizarão os recursos, por meio do Governo Federal e do Ministério da Integração Nacional, de 2017 a 2020. Esses recursos estarão disponíveis para que aqueles que desejam investir no Estado possam captar estes recursos e implantar atividades que gerem emprego e renda. “Isso garantirá o aquecimento econômico do Estado do Pará”, destaca Helder Barbalho.

O aumento no volume de recursos disponibilizados aos fundos de desenvolvimento regionais em todo o país foi anunciado pelo Governo Federal e totalizam R$ 117,46 bilhões para o quadriênio 2017-2020. Só para 2017, a previsão é de R$ 28,41 bilhões, o que representa um aumento de 5,6% sobre o volume de recursos projetados para 2016, que, segundo dados da Secretaria de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais, somarão R$ 26,9 bilhões. Para 2018, o montante previsto é de R$ 29,05 bilhões; em 2019 pode atingir R$ 29,68 bilhões e, para 2020, deve superar os R$ 30,32 bilhões.

Os recursos vão atender a projetos produtivos nos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Estado terá a maior fatia dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), com 30% do montante destinado à região Amazônica, totalizando R$ 4,7 bilhões. Ainda há à disposição dos estados da região, R$ 5,6 bilhões do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA).

Os Fundos Constitucionais de Financiamento têm como fonte de recursos 3% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e não são vinculados ao Orçamento Geral da União (OGU). Portanto, não são passíveis de contingenciamento. Os recursos também são cumulativos, ou seja, a arrecadação do ano anterior permanece no fundo para garantir a programação financeira dos anos posteriores.

DIÁLOGO

Como representante do estado do Pará no Governo Federal, o trabalho do ministro Helder Barbalho tem sido o de construir um ambiente atrativo para investimentos para toda a região e especialmente o Pará, dialogando com setores do governo para facilitar o acesso à implantação de novas atividades econômicas e também com a sociedade. “O Pará é o Estado perfeito para investimentos, por sua localização, sua condição estratégica, pelo seu solo e sua gente trabalhadora”, afirma o ministro.

“Fico feliz em poder estar contribuindo e, inclusive, já festejando novos empreendimentos no nosso Estado”, completa Helder Barbalho. Os projetos a que se refere o ministro foram aprovados na Sudam e agora estão na fase de análise pelos bancos parceiros. Um deles, no valor de R$ 76,8 milhões, é para adaptar, ampliar e promover melhorias no Terminal de Grãos Ponta da Montanha, no município de Barcarena, aumentando a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de granéis vegetais sólidos, como os minérios de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja e fertilizantes. O outro projeto, também aprovado no órgão e com valor de R$ 71,1 milhões, é destinado à implantação de uma usina de produção de etanol, gás carbônico (CO2) comprimido e uma fábrica para produção de ração animal a partir do cultivo do milho e da batata doce. A empresa solicitante é a Energia da Terra Biocombustíveis, cuja unidade de produção será instalada em Cametá.

“Nós temos um Estado de oportunidades”

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, vem trabalhando para garantir um ambiente propício para investimentos no Estado do Pará e região, a partir do diálogo com o Governo Federal, governos estaduais e sociedade. Ele acredita que esse diálogo, juntamente com linhas de financiamento atrativas são alavancas para o desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda. Helder Barbalho também destaca as iniciativas a favor da logística e da infraestrutura, a partir da viabilização do Arco Norte, do derrocamento do Pedral do Lourenço e do trabalho para tirar do papel a Ferrovia Norte-Sul, entre outras importantes obras. Como um dos mais atuantes interlocutores do presidente interino Michel Temer, Helder Barbalho afirma que tem buscado mostrar mais sobre o Pará ao presidente da República.

P: Ministro, como o senhor avalia a importância dos recursos para financiar investimentos no Estado?

R: Nós estamos atentos e empenhados para que a economia brasileira possa retomar o seu crescimento e, para isso, estamos viabilizando o acesso a recursos e a crédito para que empresas e indústrias de diversos setores possam investir nas regiões do Brasil, através dos fundos de desenvolvimento. Especialmente no Pará os dois fundos viabilizados através dos recursos do Governo Federal por meio do Ministério da Integração Nacional (FNO e FDA) vão disponibilizar estes recursos para os próximos 4 anos.

P: De que forma o senhor acredita que será a resposta do setor produtivo a esse estímulo?

R: Aqueles que desejarem investir no nosso Estado poderão captar estes recursos e implantar atividades que gerem emprego, renda e que possam garantir o aquecimento econômico. Queremos convidar a todos para construir conosco um Estado melhor, com economia diversificada. Um estado que possa gerar oportunidades. Este é o papel do Ministério da Integração Nacional.

P: Sendo o representante do Pará no Governo Federal, como o senhor acredita que pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Estado?

R: Estamos buscando construir um ambiente atrativo para investimentos na nossa região. Fazemos isso dialogando com os setores de Governo e com toda a sociedade, buscando mostrar que temos um ambiente oportuno para investimentos. Nós temos um Estado de oportunidades.

P: Um dos pontos fundamentais para a atração de empresas é a infraestrutura e o potencial logístico de um estado. No Pará, quais são as iniciativas que o senhor destaca como importantes para estimular novos empreendimentos a se fixarem no estado?

R: Conseguimos, no Ministério dos Portos, viabilizar o Arco Norte, que redireciona o escoamento da produção brasileira para o Norte do País. Garantimos portanto, com isso, um novo olhar. Conseguimos a priorização de investimentos no setor portuário para a nossa região, seja no Oeste do estado, em Miritituba e Itaituba, seja em Vila do Conde, em Barcarena ou no porto de Belém, mostrando a atratividade da localização do nosso Estado.

P: Outras iniciativas também estão se tornando realidade?

R: Sim. Não paramos por aí. Estamos lutando para garantir que a Ferrovia Norte-Sul possa sair do papel; que a Ferrogrãos, que estará transportando desde o Mato Grosso até Miritituba também possa acontecer. Garantimos que o derrocamento do Pedral do Lourenço também se viabilizasse e os estudos já estão em fase avançada para que nos próximos anos, efetivamente a navegabilidade do Rio Tocantins possa assegurar a atividade hidroviária no eixo de Marabá até Vila do Conde.

P: O senhor é um dos interlocutores mais frequentes do presidente em exercício Michel Temer. O senhor fala com o presidente Temer sobre o Pará?

R: Sempre tenho buscado mostrar ao presidente da República que é fundamental nós olharmos o Brasil de forma integrada e compreender as oportunidades e ações que caibam ao Governo Federal fazer para impulsionar as oportunidades de cada região do Brasil. E claro, como paraense, o Pará sempre está na minha agenda. O que nós estamos buscando é construir um ambiente em que o Governo Federal, com os governos estaduais, o Congresso Nacional, a sociedade e aqueles que buscam investir no Brasil possam olhar para o Pará.