Vale explora nova mina com as mesmas dimensões de Carajás

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Com a exploração de uma nova mina, em Canaã dos Carajás, a partir de 2013, a Vale deve despejar mais de 90 milhões de toneladas de ferro ao ano no mercado, volume que corresponde a 1/3 de toda sua produção ano passado e a mesma capacidade de Carajás, considerada a maior mina a céu aberto do Mundo, que a empresa explora há 25 anos.

A nova usina, batizada S11D, deve receber autorização para exploração nos próximos dias do Instituto Brasileiro de Meio Ambientes e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já estando a mineradora providenciando sua estrutura de apoio nas cidades que ficam às margens da ferrovia.

Para exploração da nova mina, a Vale vai gastar US$ 11,3 bilhões (R$ 19,9 bilhões), o dobro de seu lucro em 2009. O alto investimento tem explicação: relatório divulgado em julho mostra que, nos próximos cinco anos, o consumo mundial de minério de ferro deve atingir 1,7 bilhão de toneladas ao ano, ou seja, aumento de 70% em relação a este ano. Produzido pela Global Industry Analysts (GIA), o estudo mostra que o aumento no consumo de minério de ferro é puxado pelo crescimento da economia de países emergentes, em especial a China, com seus investimentos nos setores automotivos e construção civil.

Produção – No primeiro semestre deste ano, os chineses compraram 1,8 milhão de automóveis novos, ou quase 60% das vendas no Brasil ano passado, quando o mercado bateu recorde por causa da redução de impostos. Já no setor imobiliário, o governo chinês estabeleceu como meta para 2010 a construção de 3 milhões de apartamentos populares. É um número 50% maior do que o previsto na segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

A Vale ainda não revela detalhes da nova mina. Sabe-se que ela está localizada em Canaã dos Carajás, cidade de 23 mil habitantes no sudeste do Pará, e que terá quase a mesma capacidade de produção de Carajás, mina descoberta em 1967 e inaugurada em 1985, concebida para produzir 35 milhões de toneladas ao ano.

Cerca de 1/3 das 240 milhões de toneladas de minério de ferro produzidas pela Vale no ano passado saíram da Serra dos Carajás. Isso faz com que o produto seja o mais importante do portfólio da empresa. Em 2009, as vendas de R$ 25,2 bilhões de minério de ferro responderam por pouco mais da metade da receita operacional da Vale.

O fato de ser a maior produtora de minério de ferro do Mundo ajudou a empresa a ficar no segundo lugar entre as companhias que mais lucraram no ano passado. Com lucro de US$ 5,5 bilhões, a Vale ficou atrás apenas da Petrobras.


A S11D está em fase de licenciamento e de cotação de equipamentos e serviços. Do total de US$ 11,3 bilhões que serão investidos no projeto S11D, mais da metade será usada para aumentar a infraestrutura e a logística.

Ferrovia – A ferrovia de Carajás, usada para transportar o minério até os portos, vai ganhar mais 100 quilômetros de extensão, até Canaã dos Carajás, onde será instalada a nova mina. Já a estrada de ferro atual, que liga Parauapebas a São Luís, no Maranhão, terá 605 dos 892 quilômetros de trilhos duplicados.

Ao mesmo tempo, o Terminal Marítimo de Ponta de Madeira, onde acontece o transbordo do minério de ferro nos navios que levam o produto para o exterior, vai ganhar mais um píer. Até 2015, a capacidade de embarque vai aumentar para 230 milhões de toneladas ao ano, quase o dobro da capacidade atual.

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9 comentários em “Vale explora nova mina com as mesmas dimensões de Carajás

  1. Geane de Abreu Responder

    Existe estrada de acesso a Canaã dos Carajas , indo por Xinguara , como e o acesso a essa cidade.Gostei do seu documetário.
    Grata
    Geane de Abreu

  2. MFF Responder

    S11D é o nome do maior corpo (“corpo D”) de minério do que é comumente conhecido como “Serra Sul”. É realmente uma jazida gigantesca localizada no municipio de Canaã (para a infelicidade da corja politica de Parauapebas, hah).

    Canaã vai ter um aumento *expressivo* de arrecadação fiscal com o inicio da implementação da Mina, portanto fica aqui meu recado pra imprensa e a população que este é o momento de abrir o olho e exercitar sua civilidade na fiscalização da implementação desses novos e volumosos recursos.

    Tristeza porém pela destruição de um ecossistema tão belo como o de Serra Sul.

    • canaensse Responder

      Espero que essa fiscalização aconteça.E que esses recursos sejam investidos em pavimentação, redes de esgoto,coleta de lixo, água, iluminação pública, trânsito, mas principalmente na educação que é o principio para todas as coisas.

  3. Raphael Responder

    Prezado.
    Gosto, particularmente, de seu blog e sem dúvida é uma boa fonte de informação para a comunidade de Parauapebas.
    Mas peço a gentileza de incluir a fonte de onde você extrai as matérias. Esta, por exemplo, não constou a fonte (jornal). Isso é muito importante quando se veicula matérias de terceiros.
    Obrigado.

    • Zé Dudu Autor do postResponder

      Raphael, como pode notar, é costume desse blogger creditar à fonte as matérias de terceiros. No caso específico dessa matéria, ela foi mandada por e-mail por um colaborador e ele não especificou o local onde foi encontrada. Se a matéria for sua por favor queira enviar o link que certametne colocarei a fonte.

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