No próximo dia 03 de outubro o país vai parar para eleger o(a) próximo(a) presidente da Republica. O Pará também parará e escolherá, além do (a) presidente, dois senadores, dezessete deputados federais e quarenta e um deputados estaduais. Excelências que assumirão em  1º de janeiro de 2011 e, por quatro anos, decidirão politicamente as ações que certamente afetarão a vida de cada um de nós.

Por isso a importância de escolher bem!

A cada eleição o brasileiro, ao exercer o direito e o dever do voto, tem a chance de mudar os rumos do município, do estado e do país. Um gesto simples para a grande maioria dos brasileiros, maioria esta, que não leva a sério a escolha do candidato. Trocam o direito de escolha por uma camiseta, boné, passagem, óculos, consulta médica, cesta-básica, material de construção, enfim, por agrados que no final lhes serão muito caros.

Esses, não analisam o grau de responsabilidade que é colocar seu escolhido representante para assumir por quatro anos uma das cadeiras em  disputa. Ao trocar o voto por um agrado, estão trocando o direito de dizer não ao que não lhe parece agradável, estão declinando do direito de reclamar no futuro. O candidato que agora lhe faz um agrado em troca do seu voto está certamente se comprometendo com alguém que lhe banca esse agrado, e, esse alguém o cobrará depois de eleito.

Esse é o motivo de haver tanta corrupção neste país. Corrupção que custa para o Brasil entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano, segundo  estimativa de um estudo divulgado em maio pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). 

Todo esse dinheiro, ainda segundo o mesmo estudo, se investido em educação, por exemplo, poderia ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro.

Se reclamamos das estradas ruins, das constantes greves dos professores que são esquecidos pelos governantes, da falta de saneamento básico, da insegurança, do desemprego, da falta de investimentos na saúde, deveríamos voltar o pensamento para alguns anos atrás e nos perguntarmos: eu sou culpado por uma boa parte desses fatos que hoje eu tanto reclamo? eu escolhi bem o meu representante e ele tem lutado para que o meu país, meu estado e meu município melhore?

Na hora de escolher o  (a) seu/sua candidato (a) lembre-se disso. Não aceite agrados de quem só aparece pra ter com você uma conversa, lhe dar um abraço e se apresentar como candidato de quatro em quatro anos. Procure um candidato próximo a você, que lhe respeite. Não vote em candidatos que só aparecem na sua região quando em campanha, em busca do único bem, seu, que a ele interessa: o voto.

Escolha com sabedoria! Isso pode fazer a diferença entre a felicidade e a tristeza por longos quatro anos. Não se deixe enganar por propagandas bem feitas, por discursos inflamados, recheados de moralidade e auto promoção. Na grande maioria das vezes, esses são os mais corruptos e fazer você escolher errado é o principal objetivo.

Todo político, assim como todos nós, tem seu lado bom, seu lado cidadão responsável, e também seu lado ruim. Sei que escolher um representante não é tarefa fácil, a maioria de nós erra, está ai a situação do nosso país, do nosso estado e do município para amparar o que estou dizendo.

Não seria legal, daqui há dois anos, você descobrir que escolheu mal e que só lhe resta o arrependimento. Seria tarde demais. Por isso, reflita bem e boa escolha!