Vale obtém licença de instalação para o projeto S11D

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A Vale informa que obteve a licença ambiental de instalação (LI) para o projeto de minério de ferro Carajás S11D, o projeto de classe mundial de maior qualidade e menor custo da indústria global. Com a emissão da LI, o Conselho de Administração da Vale aprovou o programa completo de S11D, composto por mina, plantas de processamento, capacidade ferroviária e porto.  

A LI foi emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e faz parte da segunda fase de licenciamento do projeto S11D, autorizando o início das obras de construção da usina.

S11D é o maior projeto da história da Vale e também o maior da indústria de minério de ferro, constituindo-se em importante alavanca de criação de valor, crescimento da capacidade de produção e da manutenção da liderança da Vale no mercado global em termos de volume, custo e qualidade. 

Alto potencial de criação de valor

O capex total de S11D é de US$ 19,671 bilhões, tendo como base taxa de câmbio de R$ 2,00/ US$, e compreende o desenvolvimento da mina e planta de processamento (US$ 8,089 bilhões) e logística (US$ 11,582 bilhões).

O projeto tem capacidade nominal de 90 milhões de toneladas métricas anuais (Mtpa) de minério de ferro com reservas provadas e prováveis de 4,240 bilhões de toneladas métricas com um teor médio de ferro de 66,7%, baixas impurezas e cash cost (mina, planta, ferrovia e porto depois de royalties) de US$ 15,00 por tonelada métrica (baseada em taxa de câmbio de R$ 2,00/ US$). O start-up de S11D é esperado para 2S16 e atingirá sua capacidade nominal de produção em 2018.

O CLN S11D aumentará nossa capacidade logística para 230 Mtpa e compreende a construção de um ramal ferroviário, duplicação de seções da ferrovia, terminal ferroviário e investimentos em instalações portuárias. O start-up ocorrerá a partir do 1S15 até 2S18. O capex de CLN S11D inclui investimentos em logística US$ 10,363 bilhões, US$ 1,036 bilhão em equipamento rodante e US$ 183 milhões transferidos do CLN 150 para o CLN S11D.

O projeto S11D estabelecerá base para a construção ao longo do tempo de novas plataformas de criação de valor mediante desenvolvimento de projetos brownfield de baixo custo de investimento, dando sustentação à manutenção no longo prazo da liderança da Vale no mercado global de minério de ferro.

Status da execução

A engenharia do projeto está praticamente completa e os pacotes de equipamentos e serviços para todo o programa (S11D e CLN S11D) está 23% contratado e 45% a contratar com proposta firme. Ao fim de maio de 2013, o S11D estava com 44% de evolução física na minha e usina de processamento como resultado da nossa estratégia de construir módulos remotamente. O CLN S11D estava com 8% de avanço físico.

Até maio de 2013, nós já executamos US$ 2,736 bilhões. O capex será realizado até o fim do ramp-up em 2018, apesar da maior concentração esperada durante 2014-2016.

Inovação tecnológica e sustentabilidade

Consistentemente com o objetivo de criação de valor sustentável no longo prazo, desenvolvemos soluções tecnológicas voltadas para a preservação do meio ambiente, com a utilização mais eficiente dos recursos naturais e diminuição da emissão de poluentes.

Com a aplicação do conceito de mineração sem caminhões, os caminhões fora-de-estrada serão substituídos por uma estrutura composta escavadeiras e britadores móveis que irão extrair o minério de ferro e alimentar correias transportadoras que farão o transporte até a usina de beneficiamento.

O processamento do minério de ferro a partir da umidade natural (sem acréscimo de água) é outra tecnologia que mitigará os impactos ambientais. Essa técnica elimina a geração de rejeitos com o máximo de aproveitamento do minério, pois as partículas mais finas, que seriam eliminadas no processo convencional, misturam-se ao produto final.

Quando estiverem operacionais a mina e a usina do S11D produzirão com economia de 93% e 77%, respectivamente, no consumo de água e combustível, possibilitando a redução de 50% na emissão de gases de efeito estufa, quando comparado aos métodos convencionais.  O processamento a seco permitirá também a redução do consumo de energia elétrica em 18 mil MW ao ano e a eliminação do uso de barragem de rejeito, minimizando a intervenção em ambientes nativos.

Os benefícios para a indústria do aço

O minério de ferro de alta qualidade de Carajás apresenta menores custos operacionais e valor em uso superior para a indústria do aço, pois implica em maior produtividade e menor consumo de combustível e emissões de carbono, o que magnifica a sensibilidade da demanda global à expansão da produção do metal e contribui para a sustentabilidade ao longo da cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, com o empobrecimento progressivo da qualidade do minério de ferro no mundo, a demanda por minérios de alta qualidade tende a crescer para o atendimento das crescentes necessidades de blending, o que a torna menos sensível aos efeitos de recessões econômicas.

O aumento de produção de minério de ferro de alta qualidade está em linha com a estratégia da Vale de crescimento e criação de valor sustentável baseado numa plataforma de ativos de classe mundial, gestão ativa de portfólio e disciplina na alocação de capital.

8 comentários em “Vale obtém licença de instalação para o projeto S11D

  1. Castro Responder

    Todo crescimento e investimento tem também os desgastes, as perdas, inflações, custos operacionais, etc… e não só valorização, valorização, valorização… Sempre fico com um pé atrás de matérias que só tem coisas boas. Devemos aproveitar, sim, mas sempe alertas ao mercado internacional, nacional e local. Nem tudo é bonanza, e muitos só vêem isso.

  2. vitor Responder

    HA esqueci do “ROYALTIES”, porem todos nós de Parauapebas, sabemos o que é, pois foi tema muito falado no “governo cidadão ,Darcy”

    • parauapebas Responder

      Como assim? Todos nós de Parauapebas, sabemos o que é.. Vamos relembrar o que foi falado no “governo cidadão” ? Eu nasci e moro aqui e não me lembro de nadica de nada.. tema?, que tema? Onde, quando, como, e daí?
      Att.
      Parauapebense da gema.

  3. vitor Responder

    Não sou economista mas tentarei explicar os termos:
    CAPEX (CAPITAL Expenditure) são despesas de capital ou investimentos em bens de capital (equipamentos) ,designa o montante de dinheiro dispendido na aquisição de bens de capital.
    BROWNFIELD: Instalações industriais comerciais abandonadas, ociosas ou subutilizadas .
    BLENDING ,É uma mistura ,homogeinização assegurando a boa performance operacional e características adequadas do produto final.
    RAMP UP, linha de tendencia de evolução /crescimento de um determinado trabalho durante o tempo (ex.: o ramp up , de uma linha de montagem sera no próximo mês e terá uma evolução de 10% no período)

  4. ALERTA GERAL ! Responder

    Com este projeto a história se repete!

    Os dias das minas N4E , N$W e N5 estão com seus dias contados !
    Na menor crise da ASIA e queda no consumo de minério de FERRO elas irão diminuir seus ritmos de produção podendo até parar em detrimento a mina S11D cujo custo de produção é três vezes menor e toda automatizada com um quinto do efeito da serra norte e ai PARAUAPEBAS verá o que aconteceu com ITABIRA ! Provará do mesmo receituário oportunista da VALE!

    Hoje a produção de minério em ITABIRA não coloca ela no rank das cidades exportadoras e a cidade se salva por estar próxima de BH !

    É a quinta cidade em arrecadação de royalties no estado de Minas Gerais ! Foi se o tempo! Pico do CAUÊ 1200 metros de altitude muita riqueza muito luxo, valerio na 1ª divisão estatual de futebol profissional , rainha do minério etc.
    E hoje Nada !
    Parauapebas em futuro não muito longo será um entrocamento da FEC com o ramal RFSP( um grande Patio de Manobra ferroviário )

    Hoje tem 8.000 mil empregados públicos e 2026 ? 500 habitantes ?

    A única saída é cobrar pedágio de trem vindo de Canãa!

    A historia se repete !

  5. agenor garcia Responder

    Caro Zé Dudu,

    Leio com atenção as informações postadas em seu blog. São preciosas, para quem deseja entender o que se passa, por exemplo, em Parauapebas e no seu entorno. Sugiro, com todo respeito,uma medida muito importante para o entendimento dos seus leitores. Por exemplo “o capex” (colocar o que significa, entre parênteses), “start up”,”ramp up”,”brownfield”,”blending” e outras palavras que aparecem muito nos comunicados da Vale. Royalties, por exemplo,já tem muita gente que sabe o que é. E outro tanto que não sabe quando ele é aplicado e quanto significa em dólares.Conhecer a linguagem das matérias que tratam da exploração mineral, ajuda a formar opinião entre os seus mais atentos leitores.
    Atenciosamente,
    Agenor Garcia
    jornalista.

  6. Olheiro Responder

    Zé, a matéria da Vale tem muitos erros. Mas corrija ao menos neste trecho: “(…) evolução física na minha e usina de processamento…” (8º parágrafo). Onde há “minha”, deveria ser “mina”.

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