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Novos plugues e tomadas representam menos riscos de acidentes domésticos
A partir do dia 01 de Janeiro de 2013, está proibida a venda de equipamentos que ainda possuem o modelo antigo de plugues e tomadas. O novo modelo, adotado de forma gradativa desde 2007, substitui os antigos plugues e as respectivas tomadas por dois modelos básicos: pino redondo com dois terminais e pino redondo com três terminais, sendo um terminal terra. O pino chato desaparece. Além da padronização, o novo modelo é considerado mais seguro e prático para o consumidor.
Em relação à segurança, um dos problemas do antigo formato é que no momento do encaixe do plugue na tomada, os pinos ficavam expostos e energizados, permitindo o contato e aumentando assim o risco de choques elétricos. Com a padronização, os consumidores, principalmente as crianças, correm menos risco de choques elétricos.
Outro risco que existia é que, com a diversidade de tomadas, a incompatibilidade fazia com que o consumidor adotasse uma série de alternativas sem a menor segurança, como lixar o pino do plugue ou usar adaptadores inadequados.
O novo plugue apresenta uma novidade que é o aterramento, função exercida pelo chamado “terceiro pino”. Com isso, aquele pequeno fio da geladeira e de vários outros eletrodomésticos, que a grande maioria das pessoas nem sabe para o que serve, tornou-se desnecessário. Entretanto é importante que a instalação elétrica da residência contemple o aterramento, para que o plugue cumpra a sua função. De acordo com o Gerente de Segurança da Celpa, Ivan Aragão, o aterramento serve para proteger o usuário e os equipamentos de descargas atmosféricas, viabilizando um caminho alternativo das descargas para a terra. A ausência ou o aterramento feito de forma inadequada pode ocasionar a queima de equipamentos e até choque elétrico.
“Mas os consumidores precisam estar atentos, pois muitas pessoas estão utilizando adaptadores para encaixar os eletrodomésticos no novo padrão de tomada ou vice-versa sem se preocupar com o aterramento. É preciso lembrar que os adaptadores não fazem o aterramento, apenas permitem que os equipamentos funcionem”, alerta Ivan Aragão.
Em relação aos adaptadores, é importante que o cliente verifique a certificação do Inmetro. Os adaptadores podem ser utilizados como solução temporária até seja feito o devido aterramento da tomada.
Veja o que muda com a padronização de plugues e tomadas, segundo o Inmetro:
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Acabam os plugues de pino chato; os aparelhos passam a ter plugues somente com pinos redondos.
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Dependendo das características do aparelho, ele poderá ter plugue de dois ou três pinos.
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O terceiro pino funciona como fio terra dos produtos que precisam de aterramento para evitar choques, desde que a instalação elétrica residencial disponha desse recurso.
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Os pinos terão diâmetros diferenciados de acordo com a corrente elétrica de que o aparelho necessita para funcionar. Essa informação deverá constar na embalagem dos produtos. Terão um diâmetro para aparelho que operam com até 10 amperes e outro para os que operam entre 10 e 20 amperes. Isso impede que um aparelho de maior amperagem possa ser conectado a instalação de até 10 amperes, sobrecarregando-a.
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Em alguns casos, o consumidor terá que trocar as tomadas antigas por novas que estejam dentro do padrão para poder conectar aparelhos com plugues padronizados.
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Em alguns casos será necessário o uso temporário de adaptadores certificados pelo Inmetro, para conectar aparelhos com plugues fora do padrão a instalações elétricas que estejam dentro do padrão, bem como de aparelhos com plugues padronizados a instalações elétricas com tomadas não padronizadas.
Fonte: Ascom Celpa
Celpa dá dicas de segurança com construções e reformas
O índice de acidentes com a eletricidade mostra-se cada vez mais preocupante. Desde o início do ano até a primeira quinzena de dezembro, a Celpa já registrou, em todo o estado, 60 vítimas de acidentes causados por diversos fatores, sendo 39 delas fatais. Em comparação com o ano passado, estes números sofreram um aumento significativo, já que em 2011, houve 42 vítimas, sendo 28 fatais.
De acordo com o coordenador de segurança da Celpa, Diego Góes, a maior parte dos acidentes acontece porque muitas pessoas ignoram o risco da eletricidade. Ainda segundo ele, a maior causa dos acidentes está ligada a realização de serviços próximos à rede, a exemplo de construções, reformas, pinturas e manutenção de fachadas .
Este ano, apenas na Região Metropolitana de Belém foram 5 acidentes por conta de construções próximas à rede, sendo todos fatais. O risco de acidente neste caso é grande, já que por um descuido a pessoa que está trabalhando pode ter algum contato ou até mesmo encostar algum material na rede. “Existem basicamente dois grandes riscos para a população: um é o contato acidental dos materiais com a rede, e o outro é a proximidade, já que em determinados níveis de tensão não é necessário tocar na rede para levar uma descarga”, explica o coordenador.
Segundo o coordenador, antes de se fazer qualquer construção, a pessoa responsável deve sempre verificar a localização da rede de distribuição de eletricidade e manter-se afastada. “Nossa maior recomendação é que as pessoas mantenham uma distância segura da rede elétrica, que é de pelo menos um metro e meio”, orienta o engenheiro.
Algumas dicas de segurança para prevenção de acidentes:
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Nunca faça qualquer tipo de serviço próximo à rede elétrica.
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Nunca toque em aparelhos elétricos com as mãos ou pés úmidos nem os utilize em locais molhados;
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Nunca instale antenas de TV perto da rede elétrica;
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Sempre contrate um eletricista para realizar consertos nas instalações elétricas internas de sua residência.
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Faça uma revisão nas instalações elétricas do imóvel a cada cinco anos;
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Nunca deixe aparelhos elétricos ao alcance de crianças;
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Não utilize benjamins e extensões improvisadas. Isso provoca sobrecarga e problemas nas instalações elétricas. Prefira extensão em paralelo.
Fonte: Gerência de Comunicação e Marketing da Celpa
Celpa se prepara para comemorações de final de ano na Região Sul/Sudeste do Pará
No intuito de preparar o sistema elétrico para a chegada do fim de ano, a Celpa elaborou um plano de atendimento para assegurar a qualidade e o fornecimento de energia durante o Natal e o Réveillon. Denominado “Final de Ano Iluminado”, o plano prevê ações emergenciais para restabelecer o fornecimento nas cidades da região Sudeste do Pará, além de prever aumento no número de profissionais e equipes localizadas em pontos estratégicos para resolver situações emergenciais no menor tempo possível.
Em todo o estado, cerca de 500 colaboradores da concessionária estarão envolvidos na operação de fim de ano. De acordo com o superintendente da Celpa em Marabá, Raimundo Conde, o plano de ação conta com equipes extras de manutenção leve e pesada para atender todos os municípios da Região Sudeste, como Marabá, Parauapebas, Xinguara, Tucuruí, etc. Durante os dias 24 e 25, e também os dias 31 e 01 de janeiro, as equipes estarão funcionando em regime de revezamento pra atender os chamados da população.
Além deste esquema de plantão, a concessionária também realizou uma série de manutenções preventivas para tentar evitar possíveis transtornos nos locais mais visitados da região, neste período. “Nós realizamos vários tipos de manutenções como inspeção, trocas e limpeza de equipamentos, além da podas de árvores”, explica o superintendente.
De acordo com a ocasião, algumas localidades receberão atendimento prioritário. Na noite de Natal, por exemplo, será dada prioridade ao atendimento de igrejas e templos religiosos por causa de missas e cultos. Já no Réveillon, o atendimento será prioritário nos balneários e nos principais lugares de comemoração.
Atendimento
Nas segundas-feiras, dia 24 e 31 de dezembro, todas as agências da Celpa funcionarão até o meio-dia. Nelas podem ser solicitados diversos serviços como troca de titularidade, cadastro de tarifa social, solicitação de ligações novas, impressão de 2º via de fatura, entre outros. Em caso de falta de energia, o cliente pode informar a Celpa pelo número 0800 091 0196. A ligação é gratuita.
Ligações provisórias
O cliente que necessitar de ligação provisória deve ficar atento aos prazos de atendimento. As solicitações podem ser feitas em qualquer Agência de Atendimento da Celpa no horário comercial com antecedência de, pelo menos, 5 dias úteis do início do uso da ligação. Os interessados devem apresentar a licença de funcionamento concedida pela prefeitura, documentos de identidade e CPF, além de informar os equipamentos que serão instalados. Esse tipo de ligação é indicado para uso em um curto período de tempo, geralmente para iluminar barracas e palcos para shows.
Ao declarar os equipamentos a serem utilizados e o período, o cliente receberá uma fatura de consumo de acordo com essas informações. É importante que o comerciante observe e informe à Celpa a existência de rede elétrica no trecho onde pretende se instalar.
Paloma Miranda
Gerência de Comunicação e Marketing Celpa
Parauapebas: trecho da Rua do Comércio que estava interditado deve ser liberado nesta quarta-feira
Por Lima Rodrigues – Parauapebas
O trecho da Rua do Comércio, no Bairro Rio Verde, em Parauapebas (PA), que foi interditado ontem pela manhã entre as ruas 24 de Março e Ceará, deve ser liberado nesta quarta-feira pela Secretaria de Obras. Na esquina da Rua 24 de Março, a movimentada rua teve que ser cortada e aberta uma vala para que funcionários da empresa Celpa fizessem a substituição da fiação da tubulação, que queimou e causou falta de energia elétrica na área.
Enquanto a rua não é liberada, os motoristas que seguem da Avenida Liberdade pela Rua do Comércio precisam virar à direita na altura da Rua 15 de novembro e voltar para a Rua do Comércio após a Rua Ceará.
Ontem, no final da tarde, os funcionários da Celpa concluíram o trabalho de troca de fiação da tubulação, mas informaram que o fechamento da vala que foi aberta na via dependia da Secretaria de Obras.
Nova diretoria da Celpa promete melhorar serviço de energia no Pará
O governador Simão Jatene recebeu nesta sexta-feira, 9, a nova diretoria da Celpa
As expectativas, preocupações e os investimentos que serão feitos daqui para frente no setor elétrico do Estado foram apresentados pelo novo presidente da Celpa (Centrais Elétricas do Pará), Raimundo Nonato Alencar de Castro, ao governador Simão Jatene. Durante o encontro que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 9, no gabinete no Comando Geral da Polícia Militar, a nova diretoria da Celpa – empresa adquirida em setembro pelo grupo Equatorial Energia – foi apresentada ao Chefe do Executivo.
“Viemos apresentar a nova diretoria, falar dos nossos propósitos e da nossa preocupação em prestar um bom serviço ao Estado do Pará e a comunidade paraense. Encontramos a empresa com uma série de problemas, mas vamos trabalhar para mudar e transformar essa empresa em uma das melhores do setor elétrico brasileiro”, afirmou o novo presidente da Celpa.
Como prioridade da empresa neste primeiro momento, Nonato Castro elegeu a melhoria da qualidade do serviço. “Esse vai ser o nosso primeiro passo. Precisamos melhorar a qualidade do serviço oferecido para a população. Para que isso aconteça o mais rápido possível, estamos fazendo um levantamento e um detalhamento da empresa, sempre com um rigor de controle muito grande”. Segundo ele, os diretores irão visitar todas as regionais da empresa e convocar os trabalhadores e colaboradores para contribuir com o projeto desse novo momento da Celpa.
O governador deu boas vindas aos diretores e ressaltou que o grupo deve ser parceiro do governo para que a empresa possa crescer junto com o Estado. “Essa parceria é fundamental para que empresa possa estar sempre em sintonia com o planejamento estratégico do Estado. O que eu espero a partir de agora é que possamos ter uma relação franca para caminharmos no mesmo sentido”, disse. Simão Jatene sugeriu, inclusive, que a nova diretoria se reúna em uma próxima oportunidade com os secretários de Estado, para que conheçam a visão estratégica do governo.
Na avaliação do governador as expectativas são as melhores. “Quando soubemos o nome do grupo que queria comprar a Celpa, nós nos animamos porque vimos que seria uma alternativa viável e que traria bons resultados, principalmente pelo histórico de sucesso que a empresa possui. A nossa expectativa continua positiva e esperamos melhorar e oferecer serviço de qualidade para a população”.
O grupo Equatorial já tem um histórico favorável na recuperação de empresas de energia em dificuldades financeiras. O grupo assumiu o controle da Cemar (concessionária de energia do Maranhão), praticamente nas mesmas condições que a Celpa. Na época, a empresa maranhense estava à beira da falência.
“Assumimos a Cemar e conseguimos transformar a empresa em um grande exemplo”, contou o presidente da Celpa. Hoje, a Cemar é vista como case de sucesso pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e recebeu vários prêmios, sendo selecionada pelas revistas Exame e Você S/A como uma das 100 melhores empresas do Brasil para se trabalhar. “Queremos repetir este mesmo sucesso aqui no Pará com a Celpa. Não vamos mudar o nome da empresa, porque, para nós, a marca da Celpa tem que estar relacionada à identidade do Estado do Pará”, destacou o presidente.
Os demais membros da diretoria da empresa também participaram da reunião com o governador. São eles: Sérvio Túlio (Diretor de Distribuição), Leonardo Lucas (Diretor Financeiro), Augusto Dantas (Diretor Comercial) e Mauro Chaves (Diretor Institucional).
Texto: Bruna Campos – Secom
Equatorial deve assumir Celpa neste fim de semana
A CVM, órgão regulador do mercado de capitais no país, foi informada pela holding Equatorial sobre o plano de capitalização da distribuidora paraense Celpa, em processo de recuperação judicial. A holding, que já controlava a Companhia Energética do Maranhão (Cemar) em outro processo de saneamento, divulgou ontem documento preliminar da sua oferta primária de R$ 1 bilhão em ações.
Segundo o texto, 70% dos recursos obtidos no mercado serão destinados à capitalização da Celpa e visam permitir à ex-empresa do Grupo Rede cumprir o plano de recuperação judicial e evitar a falência.
Segundo o cronograma previsto, a companhia encerrará em 6 de dezembro processo para fixar o preço por ação na oferta, assim como finalizará apresentações de mercado. As ações serão então negociadas na Bolsa de São Paulo (BM&FBovespa) a partir do dia 10 de dezembro e a liquidação da oferta ocorrerá no dia 12. A Equatorial anunciou ainda que 25% do aporte será investido em novas aquisições de empresas de distribuição, venda e geração de energia. Os 5% restantes vão reforçar o capital de giro da companhia. O esforço será completado por financiamentos e caixa próprio.
A Equatorial deve assumir oficialmente o controle total da distribuidora de energia do Pará neste fim de semana, segundo previsão feita em outubro pela Aneel. A empresa comprou a Celpa pelo valor simbólico de R$ 1, assumindo 61,37% do capital da distribuidora e um passivo de problemas.
Mergulhada em longa crise financeira e judicial, a companhia acumulava dívida de R$ 458 milhões apenas com o Estado do Pará, incluindo impostos não recolhidos.
Medida Provisória reduzirá receitas
As novas regras para o setor elétrico fixadas pela Medida Provisória (MP) 579, em 11 de setembro, vão criar uma nova realidade empresarial no setor a partir do próximo ano, na qual concessões podem mudar de mão e planos de investimentos serão revistos. O aperto das receitas das empresas para deixar a conta de luz até 20% mais barata, em média, já provocou fortes reações no mercado acionário, que começam a interferir na comercialização futura. O governo avisa que não vai flexibilizar as condições para renovar em 2013 contratos de 20 e 30 anos e aposta em ampla aceitação dos termos. “Ainda falta um real dimensionamento de quanto a proposta do governo se distanciou do equilíbrio esperado por investidores. Enquanto fazem suas contas, as empresas se manifestam com rigor nas audiências públicas do Congresso”, comenta Fernando Umbria, assessor técnico da diretoria da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais (Abrace).
Com informações do Correio Braziliense
Parauapebas: comerciantes protestam na Rua do Comércio cobrando energia de qualidade
Dezenas de comerciantes da Rua do Comércio, no bairro Rio Verde, realizaram na manhã dessa segunda-feira (5) protesto com a queima de pneus no cruzamento com a Rua Sol Poente. O ato teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para a solução do grave problema de falta de energia no bairro.
Segundo os comerciantes, é constante a falta de energia na área e isso tem prejudicado todos os empresários e pessoas que trabalham na Rua do do comércio local. “Isto é um absurdo. Já pedimos providências à Celpa, mas até agora nada. Desta vez, fomos prejudicados com a falta de energia desde sexta-feira. Por isso, resolvemos fazer este protesto”, afirmou o empresário Obadias Vieira Rodrigues.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Parauapebas encaminhou oficio a Rede Celpa solicitando a imediata solução do problema.
Confira abaixo o ofício encaminhado hoje à Celpa:
Por Lima Rodrigues
Empresa Equatorial Energia assume Celpa. Dívidas da companhia paraense superam R$ 3,5 bilhões.
A transferência do controle acionário da Rede Celpa, a concessionária de energia elétrica do Pará, a uma nova empresa deve acontecer nesta quinta-feira (1º). A Equatorial Energia tem um prazo de 90 dias para concluir a transição e assumir o serviço em todo o estado. O principal desafio será a melhoria no fornecimento de energia elétrica.
O negócio foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e cerca de 61,37% da companhia paraense passam a pertencer a Equatorial Energia, que se torna a maior acionista do empreendimento.
A partir deste mês de novembro, a empresa terá de cumprir o Plano de Recuperação judicial da Celpa, que custa cerca de R$ 3,5 bilhões e ainda as metas impostas pelo Plano Anual da empresa.
Entre os compromissos assumidos pela Equatorial estão: a melhoria da infraestrutura do serviço, o término dos apagões no estado, a construção do segundo linhão da Ilha do Marajó e a energização do primeiro, construção de subestações na região do Baixo Amazonas e de Tucuruí e a implantação do programa Luz para Todos.
Entre os paraenses já é grande a ansiedade para a melhoria dos serviços de distribuição de energia elétrica. “Para quem a Celpa foi vendida, não importam muito. O que interessa muito é que melhore a qualidade de energia fornecida e que ela tenha consistência, sem tantas quedas. Porque isso, além de prejudicar a produção, queima os equipamentos”, conta Roberto Lima, gerente de uma fábrica de cosméticos da cidade.
Fonte: G1-PA
Aneel aprova transferência do controle da Celpa
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deu o aval, nesta terça-feira (30), para a transferência societária da empresa Celpa (Centrais Elétricas do Pará), que passa a ter como controladora a companhia maranhense Equatorial.
Segundo a agência, a Equatorial pagou o valor simbólico de R$ 1 pela empresa, mas terá de assumir as dividas da companhia que, desde fevereiro deste ano, passa por processo de recuperação judicial.
O aporte mínimo para cumprir essas metas, portanto, foi estabelecido em R$ 700 milhões, que deverão ser pagos em até dois anos.
O primeiro pagamento foi fixado em R$ 350 milhões e precisa ser feito ainda este ano.
O grupo equatorial também deverá formalizar o acordo na Aneel em até 30 dias, sob risco da anulação do acordo.
No início de setembro a agência já havia aprovado a primeira proposta de aquisição da empresa, mas fez algumas ressalvas.
Foi negada, por exemplo, a suspensão da aplicação de multas feitas que haviam sido aplicadas durante a gestão anterior.
Para a Aneel, todas as punições que com tramitação concluída deverão ser pagas pelo novo controlador.
Indenizações
Mais cedo a Aneel autorizou a Celpa a não indenizar os consumidores pelos cortes e falhas no fornecimento de energia que ocorrerem entre 2012 e 2014.
Todos os valores que deveriam servir para ressarcir os usuários deverão ser aplicados pela empresa na melhoria da infraestrutura da companhia e dos serviços prestados. A decisão foi tomada durante reunião de diretoria da agência.
Fonte: Folha.UOL
Equatorial usará "gestão" na Celpa
A fórmula da Equatorial para resolver os problemas da distribuidora de energia do Pará, a Celpa, não estará baseada em tecnologia, mas sim em gestão. “Tecnologia não é a solução”, afirmou o diretor financeiro da Equatorial, Eduardo Haiama, na sexta-feira, em teleconferência com analistas, ao citar como exemplo a Cemar, distribuidora de energia do Maranhão adquirida pela empresa em 2006 e que é considerada um caso bem-sucedido de reestruturação.
Um dos desafios será reduzir as perdas da Celpa – ou os populares “gatos”, a energia que não é paga pelos consumidores. Segundo Haiama, assim como foi feito na Cemar, a ideia é “dividir um problemão em vários probleminhas e montar um plano de ação para [combater] cada um deles”.
Mas, na avaliação de um analista, o combate aos “gatos” pode ser uma tarefa mais difícil no Pará do que foi no Maranhão, há seis anos. Com o aumento do poder aquisitivo, o consumo de energia também cresceu entre a população de renda mais baixa, o que deixou a conta de luz mais cara.
Durante a teleconferência com analistas, a Equatorial não fez comentários sobre a oferta primária de ações anunciada na noite anterior, avaliada em R$ 1 bilhão, por estar em período de silêncio. A operação deve financiar tanto a aquisição da Celpa, que está em recuperação judicial, bem como a compra das demais oito distribuidoras do grupo Rede, que estão sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Equatorial apresentou a oferta para adquirir as oito distribuidoras em conjunto com a CPFL e a expectativa é que as duas empresas dividam o negócio meio a meio. Uma fonte a par do processo afirmou ao Valor que as negociações estão “bem encaminhadas” e que será uma “surpresa” se o acordo não for fechado. O analista do banco Espírito Santo, Gabriel Laera, acredita que a aquisição poderá ser concluída ainda este ano.
Na sua avaliação, o deságio nas dívidas da Celpa e do Rede poderá alcançar 65%. Segundo ele, a aquisição da Celpa aumentaria em R$ 5 o valor justo para as ações da Equatorial, enquanto a aquisição do grupo Rede elevaria esse valor em R$ 8,9. Mas a oferta primária de ações, em compensação, irá diluir em R$ 9,1 o preço da ação da companhia. Na sexta-feira, as ações da Equatorial caíram 0,88% e fecharam o pregão a R$ 17,94.
Fonte: Valor Econômico








