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Nível dos rios Tocantins e Itacaiúnas recua para menos de 12 metros, mas já atinge 973 famílias

Após bater a marca dos doze metros no último domingo (16), o nível dos rios Itacaiúnas e Tocantins recuou nesta terça-feira (18), caindo de 12,2 para 11,71 metros. Apesar do recuo, a enchente já atingiu 973 famílias em vários núcleos da cidade, fazendo com que 318 famílias fossem alojadas nos abrigos municipais espalhados por Marabá.

Enchente em Marabá 2014

A população atingida está sendo deslocada para um dos dez abrigos localizados em vários núcleos de Marabá, sendo os principais os localizados na entrada da Marabá Pioneira, Folha 16, Associação de Moradores da Santa Rosa, Orla de Marabá, Galpão da Obras Kolping, no bairro Alzira Mutran e no Ginásio Osorinho, na Marabá Pioneira.

Durante a visita aos abrigos no dia 14, o prefeito João Salame anunciou um projeto para a construção de abrigos definitivos para acomodação da população atingidas nos próximos anos. (ASCOM PMM)

João Salame decreta Estado de Emergência em Marabá

DECRETO Nº 066, DE 07 DE MARÇO DE 2014.

Declara Situação de Emergência nas áreas do Município afetadas por Inundação – 1.2.1.0.0, COBRADE, conforme IN/MI 01/2012.

O Senhor João Salame Neto, Prefeito do município de Marabá, localizado no estado de Pará, no uso de suas atribuições legais, conferidas pela Lei Orgânica do Município de 28 de dezembro de 2000 e pelo Inciso VI do artigo 8º da Lei Federal no 12.608, de 10 de abril de 2012,

CONSIDERANDO:

I – Que os Rios Tocantins e Itacaiúnas devido ao elevado índice pluviométrico das chuvas nesta época, vem enchendo além do normal, e neste dia 07 de março de 2014, compreendendo o período de 08hs.:00min. ás 18hs.:00min., subiu 24 cm, já estando a 11mts. e 66 cm acima do seu nível normal;

II – Que devido a inesperada subida das águas, cerca de 310 (Trezentos e dez) famílias moradoras dos Núcleos Marabá Pioneira, Nova Marabá e Cidade Nova, especificamente os bairros, Vila Canaã, Francisco Coelho, Santa Rosa, Santa Rita, Marabá Centro; Folhas 33, 25, 16, 14, Liberdade, Independência, Filadélfia, Carajás I e II, Amapá e Porto da Balsa

III – Que em decorrência dos seguintes danos humanos, o desabrigo das famílias e materiais como unidades habitacionais, incluindo seus bens móveis e eletrodomésticos, estabelecimentos comerciais e seus respectivos produtos, áreas de esporte e lazer, estabelecimentos de ensino e saúde, além de outros que ainda possam a vir serem acometidos devido ao elevado índice pluviométrico que perdura neste período;

IV – Que o parecer da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, relatando a ocorrência deste desastre é favorável à declaração de Situação de Emergência.

DECRETA:

Art. 1º. Fica declarada Situação de Emergência nas áreas do município contidas no Formulário de Informações do Desastre – FIDE e demais documentos anexos a este Decreto, em virtude do desastre classificado e codificado como Inundação – 1.2.1.0.0, conforme IN/MI nº 01/2012.

Art. 2º. Autoriza-se a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), nas ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução.

Art. 3º. Autoriza-se a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e realização de campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade, com o objetivo de facilitar as ações de assistência à população afetada pelo desastre, sob a coordenação do Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC).

Art. 4º. De acordo com o estabelecido nos incisos XI e XXV do artigo 5º da Constituição Federal, ficam autorizada as autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres, em caso de risco iminente, a:

I – penetrar nas casas, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação;

II – usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano.

Parágrafo único: Será responsabilizado o agente da defesa civil ou autoridade administrativa que se omitir de suas obrigações, relacionadas com a segurança global da população.

Art. 5º. De acordo com o estabelecido no Art. 5º do Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, caso necessário, autoriza-se o início de processos de desapropriação, por utilidade pública, de propriedades particulares comprovadamente localizadas em áreas de risco intensificado de desastre.

§ 1º. No processo de desapropriação, deverão ser consideradas a depreciação e a desvalorização que ocorrem em propriedades localizadas em áreas inseguras.

§ 2º. Sempre que possível essas propriedades serão trocadas por outras situadas em áreas seguras, e o processo de desmontagem e de reconstrução das edificações, em locais seguros, será apoiado pela comunidade.

Art. 6º. Com base no Inciso IV do artigo 24 da Lei nº 8.666 de 21.06.1993, sem prejuízo das restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), ficam dispensados de licitação os contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (Cento e oitenta dias) consecutivos e ininterruptos, contados a partir da caracterização do desastre, vedada a prorrogação dos contratos.

Art. 7º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE e CUMPRA-SE.

Gabinete do Prefeito de Marabá, aos 07 dias do mês de março de 2014

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Mais de 800 pessoas desabrigadas pela cheia dos rios Tocantins e Itacaiúnas

Por Cildo Rodrigues – correspondente do Blog em Marabá

Como acontece em praticamente todo início de ano, mais uma vez a cheia dos rios Tocantins e Itacaiúnas, em Marabá, obriga centenas de famílias a abandonarem seus lares e saírem em busca de abrigo até as águas baixarem novamente. Até hoje, sexta-feira, dia 7, a Defesa Civil Municipal já contabiliza mais de 800 pessoas fora de suas casas.

Abrigo 2Segundo Márcio Costa, coordenador da Defesa Civil em Marabá, o nível do rio já estava em 11,18 metros na manhã desta quinta-feira (6). “Até o momento já são 161 famílias atingidas, com uma média de 4 pessoas por família”, conta.

Márcio explica ainda que o nível do rio Tocantins vem subindo numa média de 15 a 20 centímetros por dia e, caso alcance a marca de 12 metros acima do nível normal, o prefeito João Salame deverá decretar Situação de Emergência, acionando a Defesa Civil Estadual, que também passa a apoiar as ações do município.

Do número de famílias atingidas, 50 foram direcionadas para o abrigo na entrada da Marabá Pioneira, 38 para o abrigo na Folha 16, 12 famílias estão no abrigo da Associação de Moradores da Santa Rosa e outras 49 estão na casa de amigos ou parentes.

A prefeitura dispõe de dois abrigos oficiais, um na entrada da Velha Marabá e o outro ao lado do ginásio poliesportivo “Renato Veloso”, na Folha 16. “Mas com o aumento da demanda a cada dia, já vimos a necessidade e estamos construindo mais uma etapa do abrigo na Folha 16 para receber mais famílias”, explica Costa.

Abrigo 1

A Defesa Civil contratou caminhões que estão sendo usados para remanejar os moradores que vivem nas áreas mais baixas e, portanto, vulneráveis às enchentes dos dois rios.

No abrigo da Marabá Pioneira, as famílias convivem com lama e as crianças acabam improvisando brincadeiras, como guerra com bolas de barro molhado. “A gente se diverte aqui é desse jeito. Não dá para jogar bola (futebol)”, explica o pequeno Gilberto Lima, de 10 anos de idade.

No abrigo da Folha 16, muitas crianças estão sem ir à escola por falta de transporte. Elas estudam na Marabá Pioneira e a grande distância e a falta de recursos dos pais as impedem de tomar ônibus. A Secretaria Municipal de Educação informou que está providenciando veículos para transportar os estudantes que estão em abrigos e residindo longe de suas escolas.

Nível do Rio Parauapebas sob 7,5 metros e deixa Defesa Civil em estado de alerta

imageA forte chuva que caiu durante a madrugada desta quarta-feira (19) em Parauapebas deixou em alerta a Defesa Civil do município, já que o Rio Parauapebas, que margeia a cidade, subiu cerca de sete metros e meio acima do nível normal. A chuva também elevou o nível do Igarapé Ilha do Coco, que corta boa parte do bairro Rio Verde. 

Desde o início do período chuvoso, seis famílias já foram levadas para um abrigo público e outras dez foram remanejadas para casas de parentes. A Defesa Civil de Parauapebas disponibiliza o número de telefone (94) 3356- 2797 para que a população acione o órgão caso ocorra qualquer emergência.

Com informações da TV Liberal Parauapebas

Virada do Ano em Marabá terá shows e sinal de alerta para vítimas da enchente

Por Paulo Costa – correspondente do blog em Marabá

O Show da Virada, em Marabá, acontece em um palco armado na Praça São Félix de Valois, a 40 metros do Rio Tocantins, que avança velozmente em direção à cidade de 251 mil habitantes. Na última semana, o nível do Rio Tocantins subiu mais de 1,5 metro e ajudou a represar o Rio Itacaiúnas, que também provoca alagamentos em alguns bairros da cidade.

imageNesta segunda-feira (30), as águas do rio Tocantins atingiram a cota de 8,35 metros acima do nível normal, faltando pouco mais de 1,5 metro para atingir a cota de alerta, estabelecida em 10 metros. Todavia, no final da tarde de hoje, houve um recuo de 5 centímetros, mas dezenas de famílias já estão preparadas para a mudança.

A Defesa Civil Municipal já iniciou seu plano de contingência para garantir a retirada e abrigos seguros para as famílias que poderão ser atingidas pela subida do Rio Tocantins.

Sobre o atendimento aos possíveis desabrigados, Márcio Costa, coordenador da Defesa Civil Municipal, deixou claro que a ideia é construir abrigos para 400 pessoas e, havendo necessidade, novos barracões serão erguidos, com apoio dos demais órgãos que integram a defesa civil.

Ainda de acordo com Márcio Costa, o Plano de Contingência da Defesa Civil já está pronto e nele estão contidas as atribuições de cada órgão envolvido, como as secretarias de Assistência Social e de Saúde, Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro, os quais devem começar a atuar quando o número de desabrigados subir.

“Neste primeiro momento, nós vamos ficar em dois ou três veículos e à medida que o rio for subindo, vamos aumentando nosso contingente. Quando houver necessidade, vamos acionar os demais órgãos que integram a Defesa Civil”, diz Márcio Costa.

A ideia inicial da Defesa Civil é construir abrigos logo na primeira semana de janeiro, de forma preventiva, para evitar os atropelos comuns em períodos de enchente em Marabá.

Mas na noite desta terça-feira, dia 31, apesar dos problemas financeiros que enfrenta, a Prefeitura de Marabá vai realizar o show da virada a partir de 19 horas, com a participação de Cleiton Essencial, Grupo Sempre Assim, Todo Seu, Banda Embalo, Segunda Via (de Belém) e ainda a queima de fogos à meia noite.

Nível do Tocantins se aproxima da cota de alerta e pode desabrigar em Marabá

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Nível do Rio Tocantins em MarabáCom as fortes chuvas que caem na região nos últimos dias, o nível do Rio Tocantins alcançou 8.78 metros acima do nível normal e já preocupa a Prefeitura de Marabá, que começou a construção de abrigos para acomodar as possíveis vítimas da enchente. O nível de alerta é de 10 metros, quando já começa a desabrigar moradores das áreas mais baixas de bairros, como o Santa Rosa, na Velha Marabá.

Os primeiros abrigos estão sendo construídos na Folha 16, Nova Marabá, em terreno atrás do Ginásio Renato Veloso. A área tem capacidade para 250 famílias. Na Marabá Pioneira, a construção dos abrigos está sendo feita na área de uma antiga feirinha, na entrada do núcleo.

Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, Márcio Costa, o prédio da feirinha já foi lavado e agora passa por reforma do telhado e colocação de divisórias para poder ter condições de receber os desabrigados. Ele ressalta que está sendo feito tudo com antecedência para evitar o que vinha acontecendo no passado, quando as pessoas atingidas pela enchente se mudavam para o local por conta própria, sem que houvesse qualquer estrutura.

Ainda de acordo com ele, a Defesa Civil, Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur) e Secretaria de Obras (Sevop) vão estar de prontidão para dar todo suporte necessário a quem precisar. “Nossa equipe já está em estado de alerta”, garante.

Marabá debaixo d’água

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Foto do amigo Wagner Dias Caldeira, psicólogo, que retrata a situação do bairro Velha Marabá, município de Marabá, por volta do meio-dia de ontem (29).

Marabá: nível do Rio Tocantins vai à 9 metros e Defesa Civil já começa a construir abrigos

Na manhã de ontem, a régua pluviométrica no Tocantins marcava 9,05 metros acima do normal. O rio subiu rapidamente, uma vez que anteontem marcava 8,30 metros. Esta marca, segundo Joab Pontes, coordenador da Defesa Civil em Marabá, foi alcançada apenas em fevereiro de 2011. A preocupação agora é com a construção de abrigos para atender as famílias que devem ser atingidas pela cheia.

A empresa responsável pela construção dos abrigos deverá ser conhecida depois de amanhã, na Secretaria de Obras de Marabá, ocasião em que serão abertos os envelopes e a empresa que fizer a menor oferta pelo serviço ganhará a concorrência. O abrigo deverá comportar 200 famílias e deve começar a ser construído na próxima segunda-feira (16), segundo previsões da Defesa Civil Municipal. “Como as construções são rápidas nós acreditamos que até o dia 10 de fevereiro, os abrigos estejam prontos”, disse Joab Pontes.

A Defesa Civil já trabalha com um número de aproximadamente mil famílias, ou cerca de quatro mil pessoas, que precisarão sair de suas casas em Marabá. “Nós já solicitamos que a Secretaria de Obras limpe os terrenos, onde serão construídos os abrigos”, disse o coordenador, ressaltando que uma licitação está sendo preparada para a contratação de 30 caminhões no apoio da retirada das famílias.

De acordo com previsões da Eletronorte e dados fornecidos pela Defesa Civil em Marabá, o nível dos rios Tocantins e Itacaiúnas deve chegar à marca de 10 metros no início de fevereiro. Em 2011, o nível do rio chegou a 12,38 metros, em 15 de março e após isso, começou a baixar.

Fonte: Pará Total

Vale abre conta para ajudar vítimas das chuvas em Minas

A Fundação Vale abriu uma conta bancária para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Minas Gerais neste início de 2012. A cada R$1,00 (um Real) recebido, a Vale depositará o dobro.

Os fundos serão repassados a instituições parceiras e destinados a comunidades afetadas pelas enchentes. Todos podem participar.

Dados da conta para as doações

Titular: Fundação Vale
Banco: Banco do Brasil
Agência: 3400-2
Conta corrente: 6584-6
CNPJ: 33.896.291/0001-05