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Mais um advogado é assassinado no Pará

OAB protesta, e lembra que é o nono caso desde 2011

Na noite desta quinta-feira (3/4), George Antônio Machado foi mais uma vítima da violência contra advogados no Pará. Dois homens em uma moto o executaram a tiros e estão foragidos. George era carioca, casado, tinha 53 anos, dois filhos também advogados, e morava em Parauapebas. O crime ocorreu em Marabá, onde estão reunidos os presidentes das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil.

De julho de 2011 até a data de hoje, foram assassinados naquele estado nove advogados.

O presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, divulgou a seguinte declaração:

“Mais uma barbaridade contra um colega advogado, nova crueldade que choca e indigna nossa classe e também a sociedade. A OAB exige que os órgãos de segurança elucidem rapidamente este e outros crimes, com punição exemplar dos envolvidos”.

Leonardo Accioly, presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas da OAB, também comentou o assassinato:

“É mais um crime que escancara a fragilidade institucional que o Pará atravessa. Quando se atinge o advogado, é um duro golpe na democracia e no direito à defesa. E é justamente por se tratar de um advogado que se presume um atentado em razão da profissão exercida. Trataremos do tema no Encontro Nacional de Prerrogativas, que se inicia no próximo dia 9 de abril”, adiantou.

O procurador Nacional de Defesa das Prerrogativas da OAB, José Luis Wagner, defendeu a hipótese de intervenção da União no estado:

“Este novo crime contra um colega impõe ao governo estadual que reconheça a necessidade de pedir ajuda federal para enfrentar a situação de violência desenfreada existente no Pará”, afirmou.

Recentemente, Marcus Vinicius Furtado Coêlho esteve no Pará, juntamente com a Comissão Nacional e a Procuradoria de Defesa das Prerrogativas. Na ocasião, foi discutida a questão da segurança pública no estado – em especial no tocante aos advogados – e propostas medidas em conjunto com o governo estadual.

Nota da OAB – Subseção Parauapebas

A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/PA Subseção de Parauapebas, Estado do Pará, vem a público manifestar em nome de toda a Ordem dos Advogados, o mais profundo pesar pelo falecimento do causídico George Antônio Machado, inscrito na OAB/PA 9.706, nesta quinta-feira (03/04/2014), vítima de homicídio, ao tempo em que presta condolências aos familiares, colegas e amigos enlutados pela irreparável perda.

Neste ato, declaro luto de 03 dias em homenagem aos dedicados serviços prestados à sociedade e á OAB de Marabá e Parauapebas-PA.

Deivid Benasor da Silva Barbosa
Vice Presidente da OAB/PA – Subseção de Parauapebas-PA.
Presidente em Exercício.

Nota de pesar APMP

É com imenso pesar e indignação que a Associação dos Procuradores do Município de Parauapebas – APMP – comunica o falecimento da Advogada e Procuradora do Município de Itaituba/PA, Leda Marta Lucyk dos Santos, 40 anos, ocorrido no dia 22 de fevereiro de 2014, no Município de Itaituba/PA. Ela foi encontrada morta na noite desse sábado em uma loja comercial de sua propriedade na área comercial daquele município. Além da procuradora, que também ocupava o cargo de diretora-tesoureira da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Itaituba, foram encontradas mortas também sua filha, Hannah Estela, 10 anos, e sua funcionária, Taynara Siqueira.

Acrescentemos que além do fato de ser um triplo homicídio, há mais um agravante nesse caso que é o fato de todas as vítimas serem mulheres, dentre estas uma criança.

Não podemos ficar inertes frente a tal barbárie e devemos, juntos com outras entidades da sociedade civil organizada, lutar pela garantia de segurança para todos e cobrar das autoridades uma resposta rápida para elucidação e prisão do autor ou autores desse crime hediondo.

Ressaltamos que nos últimos anos vários advogados foram assassinados em nosso Estado e muitos casos estão sem solução até hoje.

A APMP é veementemente contra qualquer ato atentatório ao livre exercício da Advocacia, mormente quando praticados em detrimento de mulheres e crianças.

Os membros desta Associação estão de luto pela morte repentina a brutal de mais um militante da Advocacia no Estado do Pará, mas à disposição para lutarmos em defesa de nossa profissão e por mais segurança para o nosso Estado.

Por fim, desejamos muito força e coragem para os familiares das vítimas e que Deus conforte a todos por esse momento tal difícil.

THIAGO CARVALHO DE PINHO
Presidente da APMP

Comerciantes de Parauapebas fecharam as portas em protesto

 

As lojas da principal rua comercial  fecharam mais cedo, o empresário foi assassinado na última terça-feira, 4 enquanto trabalhava.Comerciantes de Parauapebas, no sudeste do Pará, fizeram um protesto na última quinta-feira (6) contra a morte de um colega da categoria. As lojas da principal rua comercial da cidade fecharam as portas mais cedo. Muitas exibiram faixas em sinal de luto pela morte de José Gilberto da Silva.

O empresário do ramo da construção civil foi assassinado na última terça-feira (4) enquanto trabalhava. Três homens armados invadiram a loja da família e anunciaram o assalto. Ele reagiu e foi atingido com um tiro na cabeça.

Um dos bandidos morreu em perseguição policial. Os outros dois ainda não foram capturados.

Mais um comerciante é vítima de latrocínio em Parauapebas

Dando continuidade ao terror que virou Parauapebas nos últimos dias, morreu hoje (04) José Gilberto da Silva, casado, nascido no dia 22/08/1972, no Mato Grosso. Ele reagiu a tentativa de assalto a Eletronorte Materiais Elétricos, na Rua Inglaterra, no bairro Novo Horizonte, quando três bandidos entraram no comércio de sua propriedade e deram voz de assalto. Houve troca de tiros e a PM foi acionada conseguindo matar o bandido que atirou no comerciante. Os outros dois bandidos conseguiram escapar.

Mais um jovem é vítima da violência que prevalece no sudeste paraense

Hugo CoelhoO jovem Hugo Coelho (foto) foi vítima de assassinato hoje em Marabá quando estava em casa, com sua avô. Hugo é filho da professora Nilza Coelho, que há mais de 25 anos atua na educação pública no município de Parauapebas. Ele faria 34 anos na próxima semana e fazia o curso técnico de radiologia em Marabá.

Em Parauapebas, quando morava com a mãe, Hugo foi servidor público na Escola Municipal Irmã Laura.

O cruel assassinato se deu em frente a avô, que na hora clamou por clemência, mas não foi ouvida pelo algoz do neto.

O corpo de Hugo, mais uma vítima da violência e da intolerância que teima em prevalecer na região, está sendo velado em Marabá e será sepultado amanhã.

Que Deus possa consolar a família enlutada nesse momento tão difícil!

Médico que trabalhou em Parauapebas é morto em Pernambuco

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Um assalto terminou de forma trágica e acabou tirando a vida do médico obstetra alagoano João Batista Bezerra Lacerda na madrugada do domingo (13), na cidade de Caruaru, em Pernambuco.

Segundo informações do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, João Lacerda deu entrada com ferimentos a golpes de faca no tórax, após ser vítima de uma tentativa de assalto. O médico alagoano foi socorrido por populares e encaminhado à unidade médica.

Ele estava consciente ao dar entrada no hospital e foi levado urgentemente para o centro cirúrgico, mas durante uma cirurgia João Lacerda teve uma parada cardíaca e apesar dos esforços da equipe médico para tentar reanimá-lo, não resistiu e veio a óbito.

O corpo de João Lacerda já foi removido do hospital e encaminhado ao Instituto Médico Legal da cidade. A família do médico aguarda os procedimentos para a liberação. Ainda não há informações sobre local e horário do sepultamento.

A morte do médico deixou os profissionais da saúde que o conheciam bastante abalados. Pela manhã, ao receber a notícia, o médico Kleber Fortes usou sua página numa rede social para dar forças à família do amigo. “Acordado com a terrível notícia da perda do colega João Batista Lacerda, obstetra do hospital Nossa Senhora da Guia, morto em um assalto na cidade de Caruaru. Fica daqui minhas condolências à família e dizer o cara do bem era o nosso querido João Bolinha”.

João Batista trabalhou em Parauapebas por cerca de seis anos na década de 90 e aqui deixou vários amigos.

Está presa parte da quadrilha responsável pelo latrocínio do empresário Altamiro Soares.

Logo após o assassinato do empresário Altamiro Borba Soares, ocorrido na última segunda-feira em Parauapebas, as Polícias Civil e Militar não mediram esforços para tentar elucidar o bárbaro crime.

EltonNa madrugada desta quarta-feira,  sob o comando do Tenente  Coronel Mauro Sergio, o sub-tenente Pamplona, os sargentos Edilson, A Pereira e A. Silva e o delegado Thiago Carneiro conseguiram prender Elton Paulo dos Santos , 21 anos e Rude de Sousa Reis, de 32 anos. Ambos envolvidos do assassinato do empresário.

Após investigações a PM chegou até a residência de Elton às 4 horas desta quarta-feira. Ele, ao ver que a polícia estava em sua porta empreendeu fuga retirando o forro do banheiro da casa e pulando o muro de três casas vizinhas. Ao pular em um quintal o meliante fraturou a perna direita e foi capturado pela polícia militar.

Elton foi levado para a 20ª Seccional de Polícia Civil e, interrogado, confessou participação no crime afirmando que o autor dos disparos contra o empresário foi um comparsa conhecido por Caburé, ainda foragido. Caburé, no momento do assassinato, estava acompanhado de Carlos Bazuca, que pilotava a moto usada para o assalto e teria atirado porque o empresário correu para dentro do banco quando foi-lhe dado voz de assalto, informou Elton, que é foragido da justiça de Goiás por ter assassinado um rapaz após uma briga em um jogo de sinuca. em 2008.

Bazuca foi preso ontem a noite em Marabá em companhia de Ricardo Soares da Silva. Os dois estão sendo recambiados para Parauapebas para serem interrogados.

Rude

Rude, a outra detida seria esposa de Ricardo, o mentor intelectual do crime.

Segundo informou Elton, cerca de sete pessoas estiveram envolvida no assalto, dois na moto, dois em um veículo preto, ele Elton em uma outra moto, Rude e uma outra mulher de prenome Bruna.

Apreensão

Na casa onde Elton  foi preso foram encontrados cerca de 20 mil reais, dois celulares, documentos pessoais e um carregador de pistola 380 com 17 projéteis. O detalhe é que parte do dinheiro estava ainda com papelotes de marcação dos valores dos pacotes. A esposa do empresário esteve hoje pela manhã na Depol e reconheceu a caligrafia nos papelotes, confirmando que o dinheiro apreendido seria do empresário.

Ainda segundo Elton, a quadrilha alugou duas casas em Parauapebas para servir de guarida para os criminosos. Elton afirmou ainda que no mesmo dia a quadrilha pretendia, no mesmo dia, assaltar outro empresário dono de posto no bairro Cidade Nova, em Parauapebas, mas, devido a morte do empresário a operação foi abortada. Pelo assalto cada um dos comparsas recebeu cerca de 14 mil reais.

Segundo o delegado Thiago Carneiro, as investigações continuarão até que todos os envolvidos estejam presos e colocados à disposição da justiça. O delegado investiga ainda a participação da quadrilha em outros assaltos ocorridos em Parauapebas.

Parabéns as polícias civil e militar que agiram rápido. Se a prisão dos culpados não traz de volta o empresário pelo menos nos deixa a certeza que esse crime não ficará impune.

Violência volta a imperar em Parauapebas

AltamiroMais uma morte violenta assombrou Parauapebas nesta segunda-feira.

O empresário Altamiro Borba Soares (foto), 38 anos, casado, foi morto hoje pela manhã após ser baleado pelas costas dentro da Agência da Caixa Econômica Federal do bairro Beira Rio, em Parauapebas, quando se encaminhava para efetuar depósito de valores apurados pelos postos de combustíveis que mantém com a família no município.

Segundo as primeiras informações, Altamiro foi alvejado duas vezes, supostamente por dois homens que o seguiam em uma moto em busca do malote com o dinheiro, e caiu morto dentro da agência.

Altamiro Borba Soares era filiado ao PT, sendo por três vezes candidato a vereador pelo partido. Em 2008 foi bem votado e  era o primeiro suplente do partido na Câmara de Vereadores à época. O petista assumiu a Secretaria de Ação Social de Parauapebas na gestão Darci Lermen e lá desenvolveu um trabalho que até hoje é parâmetro para os novos gestores, entre eles o Programa de inclusão digital para famílias de baixa renda.

Segundo o delegado Thiago Carneiro, da 20ª Seccional de Polícia de Parauapebas, os algozes do empresário agiram de cara limpa. Ainda segundo o delegado, as investigações para se chegar aos assassinos já foram iniciadas, sendo que as imagens do circuito interno de vigilância da agência estão sendo usadas para a elucidação do crime.

O corpo do empresário deverá ser encaminhado para o IML de Marabá para ser periciado. O enterro deve acontecer em Parauapebas, mas a família ainda não divulgou data e hora.

O Blogger conhecia Altamiro Soares há vários anos. Tratava-se de um homem honesto e trabalhador que procurava de sua maneira ajudar a todos. Altamiro era daquelas pessoas preocupadas com o futuro de Parauapebas e sua falta será sentida por todos. À família enlutada meus mais sinceros pêsames e que Deus, em sua infinita sabedoria, possa confortá-los nesse momento tão difícil.

Atualização
Altamiro Soares deixou três filhos, dois garotos menores e uma filha de 18 anos. Seu corpo será velado na Câmara Municipal de Parauapebas, no bairro Beira Rio, a partir das 17 horas e sepultado amanhã pela manhã no cemitério local. .

 

Fazendeiro acusado de chacina em Marabá é preso ao tentar fugir do Brasil

Por Paulo Costa – de Marabá

O juiz Edmar Silva Pereira, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, decretou a prisão preventiva do fazendeiro Marlon Lopes Pidde, acusado da chacina de cinco trabalhadores rurais em Marabá, em 27 de setembro de 1985.

O crime ficou conhecido como chacina da Fazenda Princesa. O processo já tramita na Justiça paraense há 28 anos e, até agora, nenhum dos acusados foi julgado pelos crimes cometidos.

O Ministério Público tomou conhecimento de que o fazendeiro Marlon encontrava-se na sede da Polícia Federal do Estado de São Paulo tentando tirar seu passaporte. O acusado pretendia empreender fuga do Brasil e se furtar do julgamento que deverá ser marcado nos próximos meses.

Atendendo ao pedido do MP, o juiz decretou de imediato sua prisão preventiva.

Acusado de ser o mandante do crime, Marlon passou 20 anos foragido. Foi preso pela Polícia Federal no final de 2006. Na época, estava residindo em São Paulo e usava nome falso. O fazendeiro passou apenas 4 anos e 8 meses preso. Em agosto de 2011, o STJ mandou soltar Marlon alegando demora da Justiça paraense em levá-lo a julgamento.

Logo após sua prisão, os advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH) – que atuam na assistência da acusação –, em conjunto com o Ministério Público, ingressaram com pedido de desaforamento do julgamento para a comarca da capital em junho de 2007, no entanto, o Tribunal só julgou o pedido no dia 8 de fevereiro de 2010.

Em seguida, a defesa de Marlon interpôs os recursos Especial e Extraordinário contra a decisão do Tribunal que desaforou o julgamento para Belém. “Novamente o Tribunal demorou, exageradamente, apenas para se manifestar sobre se admitia ou não os recursos. Foi mais de um ano para uma simples manifestação. Somando os dois prazos, o processo passou mais de 4 anos nos corredores do Tribunal. Uma demora sem qualquer justificativa. Era o argumento que a defesa de Marlon esperava e precisava para pedir sua liberdade com fundamento no excesso de prazo de sua prisão”, afirma a CPT.

Chacina da Fazenda Princesa

O caso ficou conhecido a nível nacional e internacional em razão da crueldade usada pelos assassinos, chefiados por Marlon, para matar as vítimas. Os cinco trabalhadores foram sequestrados em suas casas, amarrados, torturados durante dois dias e assassinados com vários tiros.

Depois de mortos, os corpos foram presos uns aos outros com cordas e amarrados a pedras no fundo do Rio Itacaiúnas. Os corpos só foram localizados mais de uma semana após o crime. O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde tramita um processo contra o Estado brasileiro.

De acordo com a CPT, “espera-se agora que o júri seja imediatamente marcado e que o fazendeiro Marlon e seu gerente José de Sousa Gomes prestem contas dos crimes cometidos”.

Líder da Aldeia Ororubá é assassinado em Itupiranga

Por Paulo Costa – de Marabá

Dois representantes do povo Atikum que vivem no município de Itupiranga integraram a comitiva indígena do Pará para somar força às mobilizações que foram esta semana à Brasília denunciar a ocorrência de invasão e ilícito ambiental na área ocupada por suas famílias dentro de um Projeto de Assentamento para Reforma Agrária, do Incra, na região.

Os índios chegaram a protocolar um documento junto aos representantes da Procuradoria Geral da República, durante a realização de uma audiência pública na sede do órgão, denunciando toda a situação vivenciada pela comunidade e pedindo ajuda urgente, pois o clima entre indígenas e invasores, já se encontrava tenso há alguns meses.

Em Marabá, as lideranças Atikum chegaram a encaminhar novamente o mesmo ofício, via e-mail, para a Funai e um representante do Incra, em Brasília, como também participaram de audiência com o MPF, na cidade de Marabá, para tratar da questão sem que quase nada fosse feito para agilizar a retirada dos invasores da área.

Depois de um ano entre idas e vindas das lideranças Atikum entre a Funai, o Incra, a Polícia Federal e o MPF em Marabá, cobrando providências e agilidade no processo de retirada dos invasores da área, nesta terça-feira, dia 9 de julho, o que era temido pela comunidade e o que vinha sendo denunciado já algum tempo, aconteceu na aldeia Ororubá.

O indígena Wilson Ambrósio da Silva, de 43 anos, foi encontrado morto pelos membros do seu grupo por volta das 16 horas, com dois tiros, um na cabeça e outro no tórax, dentro da reserva ocupada pelas famílias indígenas.

Segundo os membros da comunidade, ele havia saído pela manhã para a serra (área disputada pelos invasores e os indígenas) para olhar o gado da comunidade que estava pastando naquele local e não voltou mais. Os indígenas suspeitam que o crime tenha sido praticado por invasores da área.

Segundo o documento que foi entregue ao MPF, em Brasília, os indígenas dizem que “todas as atas das reuniões que foram feitas tanto na FUNAI, no INCRA quanto no MPF em Marabá, através de visitas, aponta uma resolução aparentemente simples para resolver o nosso caso (por favor, solicite esses documentos a FUNAI, ao INCRA e ao MPF em Marabá), mas até o momento o que estamos vendo e sentindo é que estamos sendo enrolados e enganados com falsas promessas. Enquanto isso, a única área de floresta na região está sendo devastada pelos invasores, com enormes prejuízos para a nossa comunidade”.

Eles finalizaram o documento entregue ao MPF, à Funai e ao Incra, em Brasília, pedindo, uma intervenção do MPF no caso e outras ações, tais como “que o INCRA, retire imediatamente os invasores da área, antes que os mesmos destruam toda a cobertura florestal da serra, causando-nos ainda mais danos; cobre da FUNAI a regularização das áreas cedidas pelo INCRA e solicite do MPF em Marabá um acompanhamento mais incisivo no caso”.

Segundo informações dos próprios indígenas, a Funai e a Policia Federal já estão na área apurando o caso, mas a comunidade está questionando quem agora vai resolver o caso da invasão da terra das 18 famílias indígenas que dependem deste pedaço de chão para sobreviverem.