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Mais um jovem é vítima da violência que prevalece no sudeste paraense

Hugo CoelhoO jovem Hugo Coelho (foto) foi vítima de assassinato hoje em Marabá quando estava em casa, com sua avô. Hugo é filho da professora Nilza Coelho, que há mais de 25 anos atua na educação pública no município de Parauapebas. Ele faria 34 anos na próxima semana e fazia o curso técnico de radiologia em Marabá.

Em Parauapebas, quando morava com a mãe, Hugo foi servidor público na Escola Municipal Irmã Laura.

O cruel assassinato se deu em frente a avô, que na hora clamou por clemência, mas não foi ouvida pelo algoz do neto.

O corpo de Hugo, mais uma vítima da violência e da intolerância que teima em prevalecer na região, está sendo velado em Marabá e será sepultado amanhã.

Que Deus possa consolar a família enlutada nesse momento tão difícil!

Médico que trabalhou em Parauapebas é morto em Pernambuco

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Um assalto terminou de forma trágica e acabou tirando a vida do médico obstetra alagoano João Batista Bezerra Lacerda na madrugada do domingo (13), na cidade de Caruaru, em Pernambuco.

Segundo informações do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, João Lacerda deu entrada com ferimentos a golpes de faca no tórax, após ser vítima de uma tentativa de assalto. O médico alagoano foi socorrido por populares e encaminhado à unidade médica.

Ele estava consciente ao dar entrada no hospital e foi levado urgentemente para o centro cirúrgico, mas durante uma cirurgia João Lacerda teve uma parada cardíaca e apesar dos esforços da equipe médico para tentar reanimá-lo, não resistiu e veio a óbito.

O corpo de João Lacerda já foi removido do hospital e encaminhado ao Instituto Médico Legal da cidade. A família do médico aguarda os procedimentos para a liberação. Ainda não há informações sobre local e horário do sepultamento.

A morte do médico deixou os profissionais da saúde que o conheciam bastante abalados. Pela manhã, ao receber a notícia, o médico Kleber Fortes usou sua página numa rede social para dar forças à família do amigo. “Acordado com a terrível notícia da perda do colega João Batista Lacerda, obstetra do hospital Nossa Senhora da Guia, morto em um assalto na cidade de Caruaru. Fica daqui minhas condolências à família e dizer o cara do bem era o nosso querido João Bolinha”.

João Batista trabalhou em Parauapebas por cerca de seis anos na década de 90 e aqui deixou vários amigos.

Está presa parte da quadrilha responsável pelo latrocínio do empresário Altamiro Soares.

Logo após o assassinato do empresário Altamiro Borba Soares, ocorrido na última segunda-feira em Parauapebas, as Polícias Civil e Militar não mediram esforços para tentar elucidar o bárbaro crime.

EltonNa madrugada desta quarta-feira,  sob o comando do Tenente  Coronel Mauro Sergio, o sub-tenente Pamplona, os sargentos Edilson, A Pereira e A. Silva e o delegado Thiago Carneiro conseguiram prender Elton Paulo dos Santos , 21 anos e Rude de Sousa Reis, de 32 anos. Ambos envolvidos do assassinato do empresário.

Após investigações a PM chegou até a residência de Elton às 4 horas desta quarta-feira. Ele, ao ver que a polícia estava em sua porta empreendeu fuga retirando o forro do banheiro da casa e pulando o muro de três casas vizinhas. Ao pular em um quintal o meliante fraturou a perna direita e foi capturado pela polícia militar.

Elton foi levado para a 20ª Seccional de Polícia Civil e, interrogado, confessou participação no crime afirmando que o autor dos disparos contra o empresário foi um comparsa conhecido por Caburé, ainda foragido. Caburé, no momento do assassinato, estava acompanhado de Carlos Bazuca, que pilotava a moto usada para o assalto e teria atirado porque o empresário correu para dentro do banco quando foi-lhe dado voz de assalto, informou Elton, que é foragido da justiça de Goiás por ter assassinado um rapaz após uma briga em um jogo de sinuca. em 2008.

Bazuca foi preso ontem a noite em Marabá em companhia de Ricardo Soares da Silva. Os dois estão sendo recambiados para Parauapebas para serem interrogados.

Rude

Rude, a outra detida seria esposa de Ricardo, o mentor intelectual do crime.

Segundo informou Elton, cerca de sete pessoas estiveram envolvida no assalto, dois na moto, dois em um veículo preto, ele Elton em uma outra moto, Rude e uma outra mulher de prenome Bruna.

Apreensão

Na casa onde Elton  foi preso foram encontrados cerca de 20 mil reais, dois celulares, documentos pessoais e um carregador de pistola 380 com 17 projéteis. O detalhe é que parte do dinheiro estava ainda com papelotes de marcação dos valores dos pacotes. A esposa do empresário esteve hoje pela manhã na Depol e reconheceu a caligrafia nos papelotes, confirmando que o dinheiro apreendido seria do empresário.

Ainda segundo Elton, a quadrilha alugou duas casas em Parauapebas para servir de guarida para os criminosos. Elton afirmou ainda que no mesmo dia a quadrilha pretendia, no mesmo dia, assaltar outro empresário dono de posto no bairro Cidade Nova, em Parauapebas, mas, devido a morte do empresário a operação foi abortada. Pelo assalto cada um dos comparsas recebeu cerca de 14 mil reais.

Segundo o delegado Thiago Carneiro, as investigações continuarão até que todos os envolvidos estejam presos e colocados à disposição da justiça. O delegado investiga ainda a participação da quadrilha em outros assaltos ocorridos em Parauapebas.

Parabéns as polícias civil e militar que agiram rápido. Se a prisão dos culpados não traz de volta o empresário pelo menos nos deixa a certeza que esse crime não ficará impune.

Violência volta a imperar em Parauapebas

AltamiroMais uma morte violenta assombrou Parauapebas nesta segunda-feira.

O empresário Altamiro Borba Soares (foto), 38 anos, casado, foi morto hoje pela manhã após ser baleado pelas costas dentro da Agência da Caixa Econômica Federal do bairro Beira Rio, em Parauapebas, quando se encaminhava para efetuar depósito de valores apurados pelos postos de combustíveis que mantém com a família no município.

Segundo as primeiras informações, Altamiro foi alvejado duas vezes, supostamente por dois homens que o seguiam em uma moto em busca do malote com o dinheiro, e caiu morto dentro da agência.

Altamiro Borba Soares era filiado ao PT, sendo por três vezes candidato a vereador pelo partido. Em 2008 foi bem votado e  era o primeiro suplente do partido na Câmara de Vereadores à época. O petista assumiu a Secretaria de Ação Social de Parauapebas na gestão Darci Lermen e lá desenvolveu um trabalho que até hoje é parâmetro para os novos gestores, entre eles o Programa de inclusão digital para famílias de baixa renda.

Segundo o delegado Thiago Carneiro, da 20ª Seccional de Polícia de Parauapebas, os algozes do empresário agiram de cara limpa. Ainda segundo o delegado, as investigações para se chegar aos assassinos já foram iniciadas, sendo que as imagens do circuito interno de vigilância da agência estão sendo usadas para a elucidação do crime.

O corpo do empresário deverá ser encaminhado para o IML de Marabá para ser periciado. O enterro deve acontecer em Parauapebas, mas a família ainda não divulgou data e hora.

O Blogger conhecia Altamiro Soares há vários anos. Tratava-se de um homem honesto e trabalhador que procurava de sua maneira ajudar a todos. Altamiro era daquelas pessoas preocupadas com o futuro de Parauapebas e sua falta será sentida por todos. À família enlutada meus mais sinceros pêsames e que Deus, em sua infinita sabedoria, possa confortá-los nesse momento tão difícil.

Atualização
Altamiro Soares deixou três filhos, dois garotos menores e uma filha de 18 anos. Seu corpo será velado na Câmara Municipal de Parauapebas, no bairro Beira Rio, a partir das 17 horas e sepultado amanhã pela manhã no cemitério local. .

 

Fazendeiro acusado de chacina em Marabá é preso ao tentar fugir do Brasil

Por Paulo Costa – de Marabá

O juiz Edmar Silva Pereira, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, decretou a prisão preventiva do fazendeiro Marlon Lopes Pidde, acusado da chacina de cinco trabalhadores rurais em Marabá, em 27 de setembro de 1985.

O crime ficou conhecido como chacina da Fazenda Princesa. O processo já tramita na Justiça paraense há 28 anos e, até agora, nenhum dos acusados foi julgado pelos crimes cometidos.

O Ministério Público tomou conhecimento de que o fazendeiro Marlon encontrava-se na sede da Polícia Federal do Estado de São Paulo tentando tirar seu passaporte. O acusado pretendia empreender fuga do Brasil e se furtar do julgamento que deverá ser marcado nos próximos meses.

Atendendo ao pedido do MP, o juiz decretou de imediato sua prisão preventiva.

Acusado de ser o mandante do crime, Marlon passou 20 anos foragido. Foi preso pela Polícia Federal no final de 2006. Na época, estava residindo em São Paulo e usava nome falso. O fazendeiro passou apenas 4 anos e 8 meses preso. Em agosto de 2011, o STJ mandou soltar Marlon alegando demora da Justiça paraense em levá-lo a julgamento.

Logo após sua prisão, os advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH) – que atuam na assistência da acusação –, em conjunto com o Ministério Público, ingressaram com pedido de desaforamento do julgamento para a comarca da capital em junho de 2007, no entanto, o Tribunal só julgou o pedido no dia 8 de fevereiro de 2010.

Em seguida, a defesa de Marlon interpôs os recursos Especial e Extraordinário contra a decisão do Tribunal que desaforou o julgamento para Belém. “Novamente o Tribunal demorou, exageradamente, apenas para se manifestar sobre se admitia ou não os recursos. Foi mais de um ano para uma simples manifestação. Somando os dois prazos, o processo passou mais de 4 anos nos corredores do Tribunal. Uma demora sem qualquer justificativa. Era o argumento que a defesa de Marlon esperava e precisava para pedir sua liberdade com fundamento no excesso de prazo de sua prisão”, afirma a CPT.

Chacina da Fazenda Princesa

O caso ficou conhecido a nível nacional e internacional em razão da crueldade usada pelos assassinos, chefiados por Marlon, para matar as vítimas. Os cinco trabalhadores foram sequestrados em suas casas, amarrados, torturados durante dois dias e assassinados com vários tiros.

Depois de mortos, os corpos foram presos uns aos outros com cordas e amarrados a pedras no fundo do Rio Itacaiúnas. Os corpos só foram localizados mais de uma semana após o crime. O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde tramita um processo contra o Estado brasileiro.

De acordo com a CPT, “espera-se agora que o júri seja imediatamente marcado e que o fazendeiro Marlon e seu gerente José de Sousa Gomes prestem contas dos crimes cometidos”.

Líder da Aldeia Ororubá é assassinado em Itupiranga

Por Paulo Costa – de Marabá

Dois representantes do povo Atikum que vivem no município de Itupiranga integraram a comitiva indígena do Pará para somar força às mobilizações que foram esta semana à Brasília denunciar a ocorrência de invasão e ilícito ambiental na área ocupada por suas famílias dentro de um Projeto de Assentamento para Reforma Agrária, do Incra, na região.

Os índios chegaram a protocolar um documento junto aos representantes da Procuradoria Geral da República, durante a realização de uma audiência pública na sede do órgão, denunciando toda a situação vivenciada pela comunidade e pedindo ajuda urgente, pois o clima entre indígenas e invasores, já se encontrava tenso há alguns meses.

Em Marabá, as lideranças Atikum chegaram a encaminhar novamente o mesmo ofício, via e-mail, para a Funai e um representante do Incra, em Brasília, como também participaram de audiência com o MPF, na cidade de Marabá, para tratar da questão sem que quase nada fosse feito para agilizar a retirada dos invasores da área.

Depois de um ano entre idas e vindas das lideranças Atikum entre a Funai, o Incra, a Polícia Federal e o MPF em Marabá, cobrando providências e agilidade no processo de retirada dos invasores da área, nesta terça-feira, dia 9 de julho, o que era temido pela comunidade e o que vinha sendo denunciado já algum tempo, aconteceu na aldeia Ororubá.

O indígena Wilson Ambrósio da Silva, de 43 anos, foi encontrado morto pelos membros do seu grupo por volta das 16 horas, com dois tiros, um na cabeça e outro no tórax, dentro da reserva ocupada pelas famílias indígenas.

Segundo os membros da comunidade, ele havia saído pela manhã para a serra (área disputada pelos invasores e os indígenas) para olhar o gado da comunidade que estava pastando naquele local e não voltou mais. Os indígenas suspeitam que o crime tenha sido praticado por invasores da área.

Segundo o documento que foi entregue ao MPF, em Brasília, os indígenas dizem que “todas as atas das reuniões que foram feitas tanto na FUNAI, no INCRA quanto no MPF em Marabá, através de visitas, aponta uma resolução aparentemente simples para resolver o nosso caso (por favor, solicite esses documentos a FUNAI, ao INCRA e ao MPF em Marabá), mas até o momento o que estamos vendo e sentindo é que estamos sendo enrolados e enganados com falsas promessas. Enquanto isso, a única área de floresta na região está sendo devastada pelos invasores, com enormes prejuízos para a nossa comunidade”.

Eles finalizaram o documento entregue ao MPF, à Funai e ao Incra, em Brasília, pedindo, uma intervenção do MPF no caso e outras ações, tais como “que o INCRA, retire imediatamente os invasores da área, antes que os mesmos destruam toda a cobertura florestal da serra, causando-nos ainda mais danos; cobre da FUNAI a regularização das áreas cedidas pelo INCRA e solicite do MPF em Marabá um acompanhamento mais incisivo no caso”.

Segundo informações dos próprios indígenas, a Funai e a Policia Federal já estão na área apurando o caso, mas a comunidade está questionando quem agora vai resolver o caso da invasão da terra das 18 famílias indígenas que dependem deste pedaço de chão para sobreviverem.

Prefeito de Tomé-Açu e seu pai são acusados pelo duplo assassinato ocorrido em março no município. Eles estão foragido.

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Passados pouco mais de trinta dias, a polícia civil do Pará já identificou mandantes e apresentou ontem, durante uma coletiva de imprensa, os assassinos do advogado Jorge Pimentel e do empresário Luciano Capaccio, em 02 de março último no município de Tomé-Açu.

As pessoas com prisão preventiva decretadas, acusadas de mandantes e assassinos são:

1.Carlos Vinicius de Melo Vieira – prefeito municipal de Tomé-Açu, mandante. Está foragido.

2. Carlos Antônio Vieira – empresário, pai do prefeito, mandante. Está foragido

3. Carlos André S. Magalhaes – pistoleiro conhecido como Tico e que já responde por outros crimes de pistolagem em Paragominas e região.

4. Wellington Ribeiro Marques – pistoleiro conhecido como Teco e que já responde por outros crimes de pistolagem em Paragominas e região.

5. Raimundo Barros Araújo – empresário que contratou os três pistoleiros e acertou a empreitada macabra em nome do prefeito e do pai dele.

6. Jorge Augusto M da Silva – auxiliou os pistoleiros na fuga, ficando com as armas do crime que depois revendeu.

7. Um pistoleiro já identificado e foragido.

As informações são do advogado e presidente do PV no Pará, José Carlos Lima.

Ativistas estrangeiros vem a Marabá para júri de casal

Comissão internacional cobrará esclarecimentos sobre a morte de extrativistas

Entre o dia 1º e 4 de abril, uma delegação internacional da Right Livelihood Award, chega a Marabá para cobrar justiça e o esclarecimento de crimes contra integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra e de outros movimentos sociais que atuam no campo. Como parte da visita, as entidades participarão de uma Audiência Pública sobre a impunidade da qual gozam os violadores dos direitos humanos no Pará. A atividade será no dia 2 de abril, na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Marabá, a partir das 14 horas. No dia seguinte, todos participarão do Júri Popular dos mandantes e executores do assassinato do casal de extrativistas de Nova Ipixuna, José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, ocorrido em fevereiro de 2011, na zona rural do município de Nova Ipixuna.

Em resposta ao aumento dos casos de intimidação e violência contra ativistas sociais no Brasil, a Fundação Right Livelihood Award (RLA) decidiu enviar uma delegação internacional de reconhecidas personalidades à cidade de Marabá. Da delegação participam dois agraciados com o Right Livelihood Award (também conhecido como Prêmio Nobel Alternativo): Angie Zelter, representante da organização britânica Trident Ploughshares (RLA 2001) e o biólogo argentino Raúl Montenegro (RLA 2004). Também compõe esta comitiva Marianne Anderson, integrante do Conselho Diretivo da Fundação RLA e ex-membro do Parlamento sueco.

Já confirmaram presença também no julgamento, representantes da Anistia Internacional, entidade internacional de direitos humanos com sede em Londres, na Inglaterra. A Anistia é uma das entidades que têm se destacado no campo da defesa dos direitos humanos no mundo, produzindo relatórios anuais sobre a violação de direitos humanos em diferentes países. Em seus relatórios o Pará tem sido frequentemente citado em razão das ameaças e mortes no campo. Atualmente, a entidade está acompanhando o caso das ameaças sofridas por Laisa Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo, esposa de José Cláudio, ambos assassinados em maio de 2011.

Também estarão presentes representantes do MHuD, entidade de defesa dos direitos humanos com sede no Rio de Janeiro. O MHuD é composto por artistas e intelectuais com atuação em Redes de TV, universidades e outras instituições. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) confirma que o número de ativistas ameaçados no país aumentou de 125 para 347 entre 2010 e 2011, segundo o relatório Conflitos no Campo Brasil. Somente em um ano, o número de ativistas ameaçados no país aumentou 177,6%.

A situação é particularmente grave no estado do Pará, estado que, segundo o Relatório de Investigação 2005 da Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), representa 40% da superfície total desmatada no Brasil, e tem as taxas mais altas do país, tanto de escravidão como de ameaças a defensores dos direitos humanos. A CPT revela que 12 dos 29 assassinatos de ativistas rurais brasileiros em 2011, ocorreram no estado. O MST sustenta que o clima de impunidade ainda é muito forte na região.

Em 1991, a Comissão Pastoral da Terra e o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra receberam conjuntamente o Right Livelihood Award por seu trabalho a favor da justiça social e do respeito aos direitos humanos dos pequenos agricultores e camponeses sem terra do Brasil.

Fonte: O Liberal

Coordenador da Universidade Aberta em Marabá é encontrado morto

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Edivan UABO coordenador do Polo da Universidade Abertura do Brasil (UAB) em Marabá, Edvan Alves Pereira, foi encontrado morto ao lado de seu carro, uma Duster, no balneário Geladinho, núcleo São Félix, na manhã desta terça-feira, 26. Seu corpo já está no IML (Instituto Médico Legal) para necropsia. Até agora, a única informação é de que ele teria sido morto com várias facadas.

Edivan era natural de Imperatriz-MA, mas cresceu em Marabá, onde cursou Direito e estava estudando Letras e Artes na Universidade Federal do Pará. Desde 2009 atuava como coordenador da UAB, entidade coordenada em Marabá pela Secretaria Municipal de Educação.

A professora Floripes Almeida, assessora da Semed, disse que toda a educação de Marabá está de luto. Ela lembrou que Edivan era uma pessoa bastante dedicada ao seu trabalho e que tinha atuado até o final do expediente desta segunda-feira, 25. O local de seu velório ainda não está definido, segundo Floripes, podendo ocorrer em uma escola ou igreja do bairro Liberdade.

As autoridades ainda não têm informações que levem ao assassino ou assassinos de Edivan. Informações de pessoas que passaram pelo local disseram que havia marcas de pneus sobre o corpo da vítima.

Advogado e fazendeiro são mortos a tiros no interior do Pará

Um advogado e um fazendeiro foram mortos a tiros por três homens na noite do último sábado em Tomé-Açu (208 km de Belém).

Segundo representantes da seccional paraense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o crime ocorreu por volta das 23h, quando ambos jantavam em um restaurante da cidade.

Dois homens entraram no estabelecimento e atiraram no fazendeiro. O advogado Jorge Guilherme de Araújo Pimentel tentou fugir, mas foi atingido por um terceiro homem que esperava do lado de fora.

O município de Tomé-Açu tem um histórico de crimes por motivações políticas. Pimentel tinha ligações com a política e já chegou a ser candidato a deputado estadual em 2002, pelo PMDB. O fazendeiro assassinado, Luciano Capácio, era sócio local de uma emissora de televisão.

O crime levou o delegado-geral de Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino de Sousa, a se deslocar pessoalmente ao município para acompanhar a investigação.

De acordo com o diretor de polícia do interior, delegado Silvio Maués, ainda não há informações sobre os motivos dos assassinatos.

O corpo do advogado Jorge Guilherme foi velado na capela dos Capuchinos neste domingo, em Belém. A OAB-Pa destacou dois representantes para o município, no intuito de acompanhar a apuração da morte do advogado.

Fonte: Folhapress/G1-PA