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Serra Pelada, o filme.

Filme com Wagner Moura, Matheus Nachtergaele e Sophie Charlotte estreia prevista para outubro.

No ano de 1980, dois amigos deixam São Paulo em busca do sonho do ouro no maior garimpo a céu aberto do mundo, no Estado do Pará. Em meio a milhares de homens repletos de sonhos e ilusões, os dois veem a obsessão pela riqueza e pelo poder mudar radicalmente suas histórias. Um deles se torna um gângster, enquanto o outro deixa para trás os valores que sempre prezou.

O destino de Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade) em meio à ganância e violência é o fio condutor da história de “Serra Pelada”, o filme que, por alguns dias, transformou radicalmente a rotina quase uma centena de mogianos, contratados como extras para as gravações das cenas do garimpo, que por medida de economia, foram feitas na área da Mineração Caravelas, no Distrito de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes.

O resultado desse trabalho, filmado também em Curionópolis, no Pará, será lançado em circuito comercial nacional no próximo dia 18 de outubro. Será a oportunidade para os “artistas” mogianos se verem na telona e para se conhecer a história contada durante os 120 minutos do longa-metragem pelo diretor Heitor Dhalia (de “À Deriva” e “Cheiro de Ralo”), com a participação de artistas renomados, como Wagner Moura, Matheus Nachtergaele, Sophie Charlotte, além dos dois citados no início do texto.

Cercado de muita expectativa, “Serra Pelada” será mostrado, antes do lançamento, no Festival do Rio 2013, no dia 9 de outubro, para uma seleta plateia formada exclusivamente por críticos, jornalistas e convidados muito especiais, que ficarão encarregados de dar as primeiras opiniões sobre o filme. Parte do sucesso dependerá o resultado inicial dessas avaliações.

Fonte: Diário de Mogi

Curionópolis: ações Cívico-Sociais na Vila de Serra Pelada

imageNesta sexta-feira (13), o Exército, com apoio da Vale e da Prefeitura de Curionópolis, realizará Ações Cívico-Sociais na Vila de Serra Pelada. A comunidade local terá acesso a atendimento médico nas especialidades de Clínica Geral, Pediatria e Ginecologia, medicamentos gratuitos e palestras sobre saúde.

Também será disponibilizado atendimento odontológico, incluindo aplicação de flúor.

Os serviços serão realizados de 8h às 12h e de 13h30 às 16h30, na Escola Municipal Ângela Bezerra, que fica atrás da Casa do Professor e ao lado do Ginásio da Praça da Juventude. Serão distribuídas senhas a partir das 7h.

As Ações Cívico-Sociais ou ACISO são atividades realizadas pelo Exército Brasileiro para prover assistência e auxílio a comunidades, desenvolvendo o espírito cívico e comunitário dos cidadãos, no país ou no exterior, para resolver problemas imediatos e prementes.

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Decisão judicial assegura retorno às obras do projeto em Serra Pelada

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Serra Pelada 1983

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Serra Pelada 2009
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Serra Pelada 2012

A Colossus Mineração obteve decisão judicial que assegura a retomada das obras de implantação do projeto Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM).

O juiz da Comarca de Curionópolis (PA) ampliou a liminar anterior que proibia ameaças à continuidade das obras do projeto – como vinha sendo anunciado publicamente na internet por grupos que incitavam a violência e a ocupação do projeto.

Na prática, a decisão, publicada na última sexta-feira 30/08, estende a multa diária de R$ 5 mil (cinco mil reais) a todos os cidadãos que estão sob orientação das lideranças. Um grupo de no máximo 200 pessoas permanece em áreas próximas ao projeto com o intuito de impedir seu pleno funcionamento.

“Os réus devem se abster da prática de quaisquer atos que importem na ameaça à posse da autora com relação à área de implantação minerária”, redigiu o juiz.

A decisão assegura o direito de ir e vir dos 1.500 profissionais diretos e indiretos que trabalham nas obras de implantação do projeto. As obras estão 85% concluídas.

Os prejuízos provocados pela paralisação do projeto da nova mina de Serra Pelada são de R$ 250 mil por dia, referentes principalmente aos custos com a manutenção da mão de obra e com fornecedores que participam da implantação do projeto – ambos impedidos de trabalhar.

A Polícia Militar do Pará permanece no local para garantir a ordem e o retorno da segurança à vila de Serra Pelada, onde residem cerca de sete mil moradores.

Fotos da manifestação ocorrida ontem em Serra Pelada que deixou sete feridos

A polícia impediu ontem, domingo (25), que cerca de 1.500 garimpeiros invadissem a mina de ouro que está sendo construída pela canadense Colossus, na região de Serra Pelada. Havia uma preocupação, por parte da direção da companhia, de que as obras fossem interditadas ontem pelos manifestantes e que a ação levasse a atos de violência.

Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PM

Segundo a diretora de comunicação da empresa, Rosana Entler, as obras só voltarão ao ritmo normal quando a polícia informar que o movimento dos garimpeiros estiver terminado. Hoje, segunda-feira, segundo ela, “para preservar a segurança dos nossos funcionários”, muitos dos 1.500 trabalhadores permanecerão em casa.

Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PM

No fim de semana, a ordem foi deixar apenas um número mínimo de funcionários no projeto. São 80 – entre os quais alguns canadenses. Segundo nota da empresa divulgado ontem, “a tentativa de invasão, anunciada de forma pública e antecipadamente” criou um clima de “coação” sob o qual “é impraticável haver diálogo”.

Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PM

Rosana disse que pelo que ouviu da Polícia Militar que estava no local da mina, um grupo de garimpeiros se reuniu à tarde na Vila de Serra Pelada — no município de Curionópolis — e seguiu em direção à entrada do projeto. “Pelo que me disseram, tanto policiais quanto funcionários nossos, os garimpeiros não chegaram à portaria, ficaram a uns 100, 200 metros e depois se dispersaram e se espalharam pela vila”.Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PM

Uma parte dos 52 mil garimpeiros associados à Coomigasp – Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada – está insatisfeita com a forma de distribuição do ouro que será produzido em Serra Pelada. Pelo acordo inicial, a Colossus teria 51% e os garimpeiros 49%, sendo que os investimentos seriam divididos meio a meio. Em 2010, com a anuência de uma Assembleia Geral realizada pelo então presidente Gessé Simão e da qual participaram mais de 20 mil garimpeiros, determinou que a empresa canadense teria 75% do ouro produzido, todavia a Colossus seria a única investidora financeira.

Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PM

Por volta das 16 horas de ontem alguns garimpeiros se exaltaram e tentaram invadir o Projeto. A Polícia Militar do Pará, que estava a postos para garantir a segurança, interveio e houve confronto.

Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PM

Pelo Menos sete pessoas ficaram feridas. Algumas delas foram encaminhadas para hospitais de Marabá, Parauapebas e Curionópolis.

Entre os feridos a bala está o presidente do Conselho Fiscal da Coomigasp, Amarildo Gonçalves. Ele foi atendido no Hospital municipal de Parauapebas.

É preciso analisar essa situação de Serra Pelada com muita atenção. Garimpeiros volta e meia são usados por políticos e alguns diretores da Cooperativa com o único objetivo de obterem um  ganho político ou financeiro.

Garimpeiros decidem invadir mina e entram em confronto com a PMO contrato da empresa canadense, mesmo parecendo imoral, foi homologado pela grande maioria dos garimpeiros e deve ser respeitado, já que, há época, a cooperativa não tinha como colaborar financeiramente nos investimentos, orçados pela mineradora em R$600 milhões.

Os mesmos garimpeiros que agora tentam interditar o projeto deveriam, a bem dos mais de 50 mil associados, manifestarem-se para que a justiça julgue os inúmeros processos que tramitam na justiça do Pará na tentativa de investigar verdadeiros saques ao erário da cooperativa. Dinheiro este que deveria ser usado em benefício dos associados.

Em 2012 a justiça afastou parte da diretoria, dando início a uma verdadeira guerra pela direção da Coomigasp, o que poderia também ser chamado de “corrida ao ouro”, já que as decisões tomadas pela direção da Coomigasp nem sempre beneficiam quem deveria, os garimpeiros.

Por outro lado, alguns ex-diretores da Coomigasp, que buscam na justiça o retorno alegam que esses 1.500 manifestantes não passam de massa de manobra, não representando os mais de 50 mil garimpeiros cadastrados na Cooperativa.

Acredito que o mais certo seria uma intervenção do Ministério de Minas e Energia em Serra Pelada, nomeando uma equipe isenta para gerir os recursos repassados pela empresa canadense. Se isso não for feito teremos que conviver rotineiramente com manifestações iguais as de ontem. Por sorte não houve vítima fatal, mas até quando será assim?

Fotos: Antônio Cícero

Nota da Colossus Mineração sobre a manifestação ocorrida neste domingo em Serra Pelada

A Colossus Mineração informa a sociedade que as forças policiais do Estado do Pará inibiram a tentativa de invasão ao projeto Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, ocorrida em Curionópolis (PA) neste domingo por volta de 15h.

A maioria dos manifestantes é de não residentes na comunidade de Serra Pelada e afastou-se do local do protesto. Até as 18h deste domingo, informações locais indicavam que não há um ponto de concentração dos manifestantes. Não há registro de vítimas.

A tentativa de invasão, anunciada de forma pública antecipadamente e fortalecida em audiência no último dia 16 de agosto, teve apoio parlamentar dos deputados federais Arnaldo Jordy (PPS) e Wandenkolk Gonçalves (PMDB). A organização foi feita por grupos garimpeiros não reconhecidos pela Justiça do Pará como dirigentes da cooperativa sócia do projeto.

É impraticável haver diálogo sob coação. A Colossus considera este formato de mobilização violenta como irresponsável, que em absolutamente nada contribui para um futuro de paz duradoura em Serra Pelada.

O projeto SPCDM alcançou 85% das obras de implantação, um investimento de R$ 600 milhões que emprega 1.500 profissionais diretos e indiretos – sendo 65% residentes de Serra Pelada.   

Forças policiais permanecem no local para devolver segurança à vila de Serra Pelada.

Nota da Colossus alertando a sociedade paraense sobre provável ocupação de Serra Pelada

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Colossus alerta contra ameaça de invasão e insegurança à vila da Serra Pelada

A Colossus Mineração vem a público repudiar o incentivo à violência promovido por grupos que buscam organizar nova mobilização, para o próximo dia 25 de agosto, com a finalidade expressa de invadir, ocupar e paralisar o projeto Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), em Curionópolis (PA).

A ação tem origem na disputa pelo controle da Coomigasp (Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada), que divide grupos rivais. E adquiriu força após reunião pública realizada no último dia 16 por iniciativa do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) em Serra Pelada. O clima de insegurança tomou conta da vila, onde vivem cerca de sete mil moradores. Trabalham atualmente 1.500 profissionais no projeto – sendo 65% residentes da própria vila.

A Colossus Mineração encara a incitação a ocupar e paralisar o projeto, feita pelo parlamentar, com perplexidade e indignação. “O projeto nova Serra Pelada é um investimento de R$ 600 milhões que segue padrões internacionais do setor mineral. Alcançamos 85% da implantação de uma moderna mina industrial. Respondemos positivamente a todas as fiscalizações feitas pelas autoridades nos últimos três anos de implantação. Investimos rigorosamente em saúde, segurança e treinamento nossos profissionais. Qualquer afirmação em contrário simplesmente não é verdadeira”, afirma Claudio Mancuso, CEO da Colossus Minerals Inc. O parlamentar Arnaldo Jordy não recebeu a empresa em audiência, confirmada anteriormente por seu gabinete, em Brasília.

Em razão de ameaça de invasão ao projeto, a Colossus Mineração encaminhou ofícios, alertando formalmente sobre o risco de invasão, para autoridades do governo estadual e governo federal, órgãos de segurança, ministério público estadual e instituições do setor industrial, na busca de garantias à segurança à vida de seus profissionais e aos residentes de Serra Pelada – bem como aos investimentos realizados no Pará.

A insegurança provocada pela movimentação motivou a elaboração de uma carta aberta assinada por lideranças comunitárias locais e dirigida ao Ministério Público Estadual. Na carta, pastores, profissionais da saúde e da educação, bem como comerciantes, apelam para uma intervenção imediata do poder público. A carta condena a ação de “grupos específicos, cujos objetivos não envolvem o desenvolvimento social e econômico desta região”.

Acordo permite mina industrial em Serra Pelada

O acordo firmado entre Colossus Mineração e Coomigasp é legítimo, obedece a legislação brasileira e é referendado pelo Ministério de Minas e Energia. Inédito no Brasil, o acordo tornou viáveis os investimentos para implantação em Serra Pelada de uma nova mina industrial para exploração de ouro seguindo padrões internacionais segurança, saúde e meio ambiente. O projeto está em fase final de implantação.

O acordo foi originalmente firmado em julho de 2007 e tinha composição acionária de 51% para Colossus e 49% para a Coomigasp. Uma vez que eram previstas modificações acionárias no acordo conforme os investimentos realizados pelos parceiros, e tendo a Colossus sido desde o início a única investidora no projeto, um aditivo contratual aprovado pelos parceiros em novembro de 2009 atualizou os percentuais acionários para 75% Colossus e 25% Coomigasp – limitado a este mínimo para a cooperativa, mesmo sem a mesma realizar investimentos. O acordo foi mediado e referendado pelo Ministério de Minas e Energia, e publicamente aprovado em assembleia geral da cooperativa.

A modificação acionária foi uma forma, prevista em contrato e mediada pelo governo federal, para compensar a Colossus Mineração por assumir toda a responsabilidade técnica e financeira pela implantação do projeto. Bem como assegurar a participação mínima da cooperativa na parceria, evitando a diluição total dos percentuais conforme previa o contrato original.

Atualmente a Coomigasp é remunerada antecipadamente às operações de Serra Pelada em R$ 350 mil mensais, depositados em juízo conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre cooperativa e Ministério Público Estadual, com anuência da Colossus Mineração.

Distribuição dos lucros de Serra Pelada

No último bimestre a Colossus Mineração promoveu uma série de reuniões junto a autoridades municipais, estaduais e federais, para chamar atenção para a necessidade de se definir como será a distribuição, entre a comunidade garimpeira, do lucro líquido proveniente da operação da nova mina industrial de Serra Pelada.

A expectativa da Colossus é para uma união de esforços entre instituições governamentais, entidades de classe e sociedade, com objetivo de definir com clareza e justiça a distribuição dos lucros. A cooperativa que representa os garimpeiros ainda não apresentou publicamente como vai efetivar os compromissos assumidos no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – assinado entre a cooperativa e Ministério Público Estadual. O TAC também determina que após o início da produção, quando a Coomigasp passar a receber os rendimentos próprios, a cooperativa será obrigada a repassar 98% desses rendimentos aos seus associados.

Serra Pelada: Coomigasp sob nova direção e em novo endereço

A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada começa a voltar à normalidade em sua nova sede em Curionópolis, localizada na Avenida Brasil 235, centro, próxima à Praça da Juventude, após a decisão da Desembargadora Marneide Trindade Pereira Merabet, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, autorizando o presidente de fato e de direito, Valder Falcão, reassumir o comando da Coomigasp, após quase dois meses afastado, devido à invasão do prédio da sede anterior, que funcionava na Avenida Pará, também em Curionópolis. A invasão foi promovida por um grupo de oposição que, através de mentiras, acabou realizando uma assembleia falsa, ou seja, sem validade jurídica e enganando alguns  garimpeiros  sobre a eleição de  uma nova diretoria. Além de invadirem o prédio, o grupo levou equipamentos, computadores e documentos, históricos de pagamentos dos garimpeiros  e a reintegração  de posse ocorreu sem que nada tivesse no prédio.

Em sua bem acertada decisão, a desembargadora relata detalhes das irregularidades cometidas pelo grupo de oposição, especialmente quanto a não validade da assembleia realizada por eles, e destaca a autenticidade dos atos da  diretoria de Valder Falcão. Em determinado trecho da decisão, a desembargadora afirma: “Constatei que a documentação acostada demonstra a regular posse até então exercida pelos diretores agravantes;  o esbulho praticado pelos réus. Verifiquei ainda que a documentação apresentada, notadamente os boletins de

ocorrências e a noticia apresentada por site, mostra que tal invasão, além de confessadamente realizada, eleva ainda mais o já publico, notório e permanente grau de tensão que aflige aquela comunidade garimpeira. Observo  ainda que os agravados não encontram-se legitimados pela Assembleia Geral nos cargos do conselho fiscal, já que conforme consta da própria ata assinada, à participação dos mesmos ocorreu de forma precária, condicionando-se sua validade à decisão da Comissão Eleitoral, a qual se reuniu e decidiu manter o indeferimento da chapa nº: 03, já que a mesma não cumpriu com os requisitos do estatuto. Assim considerando os fatos narrados no presente recurso, bem como a documentação que o instruem, os quais comprovam a existência dos requisitos do artigo 527, III do CPC, mantenho minha decisão de fls. 176/179, onde atribui EFEITO SUSPENSIVO ATIVO a decisão de primeiro grau, determinando à reintegração dos agravantes nas dependências da Cooperativa no cargo para o qual foram eleitos e indefiro a desistência do agravo de instrumento”, destacou a Desembargadora Marneide Merabet .

Outra decisão obtida pela diretoria do presidente Valder Falcão foi quanto ao processo de busca  e apreensão dos documentos, computadores e equipamentos surrupiados pelo grupo de oposição. O juiz Paulo de Tarso Fontes da Silva, da Comarca de Curionópolis (PA), determinou dia 24 de julho que o grupo oposicionista devolva imediatamente todos os documentos, equipamentos e objetos retirados da sede da Coomigasp pelos invasores, sob pena e sofrerem sanções pesadas, de acordo com as leis em vigor no país. “Estamos tranquilos agora após esta turbulência de dois meses, depois  da invasão da sede da Coomigasp. A maioria dos garimpeiros que estavam apoiando o grupo de oposição está caindo na real e começam a nos procurar na nossa nova sede em Curionópolis. Estamos respaldados juridicamente de todas as formas e com  isso fica comprovado perante o Judiciário que somos os verdadeiros representantes da classe garimpeira. As delegacias voltaram a funcionar normalmente e a partir desta segunda-feira passaremos atender os garimpeiros que nos procurarem aqui na nova sede, apesar de ainda estarmos montando computadores e aguardando a chegada dos documentos levados pelos invasores”, afirmou o Diretor Administrativo, Pedro Gomes dos Santos.

O diretor de Produção, José Ribamar Lima, lamentou o momento que a cooperativa de garimpeiros vem passando nos últimos três meses, com ataques irresponsáveis por parte de pessoas que até pouco tempo faziam parte do convívio diário na Coomigasp. “Estas pessoas faziam parte de nosso convívio, mais como  à ambição pelo poder tem sido maior, elas chegam ao ponto de esquecerem os valores das pessoas humanas. Para chegarem ao poder vale tudo: ignoram nossa Constituição maior, que é Estatuto; desrespeitam autoridades como, por exemplo, desembargadores, juízes, promotores e até prefeito. Mas o pior de tudo é que a menos de  60 dias da produção de nossa mina, garimpeiros, pessoas simples, humildes, de pouca cultura, são induzidas por pessoas inescrupulosas e usadas como massa de manobras para  conseguirem seus intentos”, lamentou Riba, como é carinhosamente chamado o diretor da cooperativa.

Segundo ele,  na atual conjuntura os maiores prejudicados são os verdadeiros garimpeiros, que já deveriam estar com as contas bancárias abertas para começar a receber os dividendos da produção da mina, mas devido à tantas invasões na cooperativa, todo esse processo poderá sofrer atraso. “Este atraso pode ser no que se refere ao contrato com a “BS III” , que é a parceira  da  “montoeira”,  como também na questão da abertura das contas e como na própria produção no primário, que é a parceria com a Colossus. Gostaríamos  de  pedir a união de todos os garimpeiros sócios da Coomigasp  em prol do projeto,  porque esta causa é de todos nós, e só com a união seremos fortes e capazes de vencer qualquer obstáculo”, destacou José Ribamar.

Fonte: ASCOM-COOMIGASP.

Garimpeiros interditam garimpo de Serra Pelada

Por Wanderley Mota – de Curionópolis

O clima voltou a ficar tenso ontem (22) no antigo garimpo de Serra Pelada, onde a Colossus Mineral está implantando uma mina subterrânea para extração de ouro em parceria com a cooperativa dos garimpeiros, a Coomigasp.

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Por volta de meio dia, um grupo de aproximadamente 200 pessoas marchou para a frente do projeto e lá montou acampamento. Pela estrutura implantada no local, ficou evidente o propósito do grupo de pernoitar e ali permanecer por tempo ainda indeterminado.

Um relato da situação foi transmitido para o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), José Fernando Gomes Júnior pelo gerente de relações institucionais da Colossus, Armando Pingarilho. Ele disse que os representantes do grupo propuseram a paralisação das atividades da mina até que o Poder Judiciário venha a determinar claramente qual grupo irá permanecer à frente da Coomigasp.

Em difícil negociação, foi explicado que o sistema de geração de energia e bombeamento não poderia em nenhuma hipótese ter interrompida a sua operação, situação que poderia até mesmo provocar o desmoronamento do túnel de acesso à mina.

Ao final das conversações o grupo permitiu a troca de turno de 40 homens para manutenção das atividades de preservação mínima da estrutura física.Os próprios “visitantes”, porém, já deixaram claro que isso é só o começo.

Na conversa que tiveram ontem com a direção da empresa, manifestantes informaram que há pelo menos vinte ônibus a caminho do local. O clima de conflito causado pelos manifestantes cria um ambiente hostil para os trabalhadores e causa insegurança aos moradores da vila.

“Estamos dispostos a morrer por esta causa e chamar a atenção do mundo. A  Colossus terá que rever  de imediato as armadilhas jurídicas que armou contra o povo garimpeiro dentro da justiça do Pará”, disse Daniel Carvalho, presidente da ADEPAG (Associação de Defesa do Patrimônio dos Garimpeiros Sócios da Coomigasp).

Um grupo de dez calejados garimpeiros pretendem iniciar nas próximas horas uma greve de fome que só irá encerrar  até que tudo seja resolvido. “Lutei por muito tempo pela mina de Serra Pelada e não  é justo o  que essa empresa e as  autoridades estão fazendo com agente”, disse Honorato Pereira, garimpeiro de 74 anos que sofre de diabetes e de pressão alta.

Entenda o caso
No ano passado parte da diretoria da Coomigasp, que tinha a frente Gesse Simão, foi destituída pela juíza Eline Vieira sob a acusação de que haveria indícios de irregularidades financeiras e contratuais na relação da Cooperativa com a Colossus Minerals, Assumiu a presidência Valder Falcão, destituído pelos garimpeiros em Assembleia Geral. Em uma nova Assembleia Geral, Vitor Albarada foi eleito e sequer chegou a tomar posse já que a justiça deferiu pedido de cancelamento das Audiências Públicas, fato que gerou a revolta do grupo de garimpeiros que agora interditam o acesso ao garimpo.

Segundo a diretora da Colossus, Rosana Enther, a interdição da mina prejudica os próprios garimpeiros pois já houve uma queda do valor das ações da empresa. Já os garimpeiros dizem “não ter nada a ver com isso, apenas lutam por seus direitos”.

Uma guarnição da PM está no local, mas não agiu em virtude da manifestação ser pacífica e legítima.

A Colossus não emitiu nota sobre a interdição.

 

Projeto Serra Pelada alcança 85% da implantação

A Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), responsável pela mina de ouro, platina e paládio em Serra Pelada, no sudeste paraense, alcançou 85% de implantação do projeto. O planejamento da empresa é que a produção da mina se inicie no terceiro trimestre deste ano.

O projeto é hoje o principal investimento em andamento em Curionópolis. A empresa já investiu mais de R$ 560 milhões no município, resultado da parceria entre a comunidade garimpeira e a Colossus
Mineração. Etapa mais avançada da implantação, as obras civis estão praticamente concluídas. Claudio Mancuso, CEO da Colossus Minerals Inc. comemora os resultados, como a finalização da casa de força fornecendo energia para o projeto e o comissionamento (fase de testes). "Nos últimos meses atingimos uma série de marcos significativos no projeto. Estamos satisfeitos com essa evolução”, enfatiza.

Com o projeto em pleno desenvolvimento, cerca de 35% da barragem de rejeitos foram construídos e esta etapa deverá ser concluída ao mesmo tempo do comissionamento do moinho de bolas, estrutura essencial para moagem do material minerado coletado.

O início da produção em Serra Pelada

A empresa seguirá um cronograma, a partir do início da produção confirmado para o terceiro trimestre de 2013, para que a evolução do processamento mineral da mina subterrânea atinja a capacidade máxima de produção prevista para o final de março de 2014.

A evolução na produção mineral pelo qual Serra Pelada passará a partir do início da produção é expressa pelo termo em inglês Ramp up. A previsão da companhia é iniciar a produção com o processamento de 250 toneladas de material mineralizado por dia, entre agosto e novembro de 2013. Em dezembro, a estimativa da empresa é dobrar esse processamento para 500 toneladas de material mineralizado por dia. E no mês de março do próximo ano, a expectativa é alcançar 1.000 toneladas de material mineralizado por dia.