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Colossus abandona projeto em Serra Pelada, diz Coomigasp

A Colossus Minerals, responsável pelo projeto de ouro Serra Pelada, no Pará, em sociedade com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), está sendo acusada pela cooperativa de ter abandonado o projeto sem aviso prévio. Segundo a Coomigasp, desde o dia 16 de outubro os vigias do empreendimento não aparecem no local, que passou a ser alvo de saques.

De acordo com Edinaldo de Aguiar Soares, eleito presidente da cooperativa no final do mês passado, o projeto já estava abandonado pela Colossus, que não fazia qualquer manutenção na área, mas mantinha profissionais contratados para fazer a segurança da área. “No dia 16, a nova diretoria da Coomigasp esteve no local e viu que não havia mais ninguém por lá”, disse ele.

Segundo Soares, antes de abandonar o local, a Colossus chegou a levar alguns equipamentos, mas não deixou qualquer aviso para que a Coomigasp assumisse a segurança da planta. “Tivemos que acionar a polícia e registrei um boletim de ocorrência, pois o cenário que encontramos foi de caos”, disse o presidente da cooperativa.

Almoxarifado do projeto Serra Pelada, após invasão de vândalos - Crédito Youtube

De acordo com a Associação Fiscalizadora dos Direitos dos Garimpeiros da Serra Pelada (AFIDGASP), a Colossus abandonou o projeto seis dias após a eleição da nova diretoria da Coomigasp e, desde então, empresas que prestavam serviços para a mineradora canadense passaram a saquear o local.

“Equipamentos foram levados em caminhonetes e caminhões para Marabá, Araguaína e Parauapebas e alguns foram encontrados nos quintais das casas de funcionários da Colossus que moram em Serra Pelada. Objetos menores, como sofás, colchões, camas, centrais de ar e televisores, foram levados como podiam por vândalos, até crianças participaram do saque”, afirma nota publicada no website da associação.

Soares afirmou que todas as autoridades já foram avisadas e que a polícia tem feito rondas no local, que tem sido vigiado por voluntários. Mas, de acordo com o presidente da Coomigasp, nenhum contato com a mineradora foi possível.

“Não temos mais qualquer tipo de contato com a Colossus, temos um endereço deles em Belo Horizonte, mas parece já ter sido desativado. Eles não nos procuraram e nem deixaram qualquer meio para podermos falar com eles. Estamos atrás da empresa, mas até agora nada”, disse.

Um vídeo postado pela comunidade local no Youtube mostra as condições em que o projeto foi deixado. Em um dos trechos, é possível ver equipamentos espalhados ao redor das instalações e algumas estruturas quebradas.

A Colossus foi procurada pelo site Notícias da Mineração do Brasil, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

A intervenção judicial na Coomigasp, iniciada no dia 11 de outubro de 2013, encerrou-se no dia 10 de outubro, com a posse da nova diretoria da cooperativa. Na ocasião, o ex-interventor Marcos Alexandre Moraes Mendes, disse que todos os Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) determinados pelo Ministério Público Estadual foram cumpridos.

Fonte: NMB

Depois de um ano, termina a intervenção na Coomigasp

Terminou no sábado, 11 de outubro, a intervenção na Coomigasp – Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada. Durante 12 meses  Marcos Alexandre Moraes Mendes, o interventor nomeado pela justiça tentou fazer o trabalho para o qual foi designado pela justiça de Curionópolis: tentar sanear a Coomigasp e trazer uma luz aos mais de 30 mil garimpeiros associados.

Como observador do que acontece em Serra Pelada, posso afirmar que não se teve notícia, durante a gestão que agora se encerra, de nenhuma maracutaia, falcatrua ou má-gestão dos recursos da Coomigasp, conforme se observava nas gestões anteriores à intervenção.

O sofrido garimpeiro de Serra Pelada, infelizmente, vai continuar sofrendo, já que não se conseguiu uma solução amigável em relação a Colossus e, consequentemente, o tão sonhado início da produção mineral em Serra Pelada ainda vai aguardar novas ações para acontecer.

Parabéns ao interventor e sua equipe pelo brilhante trabalho. Saiba que todos os garimpeiros associados têm o conhecimento de que nesses últimos doze meses muito mais foi feito pela classe garimpeira de Serra Pelada do que nos últimos doze anos.

Em nota divulgada no “Blog da Intervenção”, Marcos Alexandre Moraes Mendes fez um balanço desses doze meses a frente da Cooperativa. Confira o que disse o interventor:

“Neste momento em que encerra a intervenção judicial na Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada – COOMIGASP venho agradecer o apoio de todos aqueles que lutaram junto comigo para transformar a cooperativa.

Foram doze meses de muito trabalho, tendo como objetivo central fazer valer os direitos de toda a classe garimpeira que viveu ou ainda vive em Serra Pelada. Pensando em tudo que vocês viveram e sofreram na vida, propus a mim mesmo desenvolver um trabalho sério, honesto e comprometido para melhorar da qualidade de vida daqueles que são os verdadeiros donos da Serra Pelada e que tanto já sofreram com mandos e desmandos impensados ao longo de quase quatro décadas, assim como seus familiares.

Esse período que estive à frente da intervenção aprendi muito. Fui escolhido para o cargo pela minha formação administrativa e de gestão, mas fui muito além disso. Conheci histórias, dificuldades pessoais de muitos garimpeiros, aprendi muitas lições de vida que trouxe para o meu dia a dia. Sempre que possível, atendia pessoalmente quem vinha atrás de informações sobre os processos da COOMIGASP. Enfim, foi um momento de aprendizado tanto para a nossa administração, como para os garimpeiros, pois tenho a certeza de que tudo que foi conquistado nestes doze meses de intervenção teve a contribuição da classe garimpeira também.

Quando assumi a intervenção, assumi também o compromisso de cumprir os Termos de Ajustamento de Conduta determinados pelo Ministério Público Estadual. E assim fiz. Um a um foram sendo cumpridos até finalmente chegarmos à eleição da nova diretora, que hoje, às 16h, na Câmara de Vereadores de Curionópolis, assume seu lugar de direito com a chancela de ter sido eleita no processo mais transparente de toda a história da COOMIGASP.

Nesses últimos dias da intervenção me dediquei a repassar todo o andamento do novo modelo de gestão da COOMIGASP aos novos diretores do Conselho Administrativo e Fiscal, que hoje assumem oficialmente, em mais um ato transparente da intervenção.

Aliás, todas as nossas atividades foram realizadas às claras, com prestação de contas à sociedade através do Blog da Intervenção e em relatórios mensais entregues ao Ministério Público Estadual e ao juiz da Comarca de Curionópolis.

Mais uma vez agradeço o apoio dos colaboradores, na certeza do dever cumprido! E encerro este agradecimento lembrando que vou publicar logo em seguida um relatório com as atividades desenvolvidas pela intervenção neste período à frente da COOMIGASP. Me despeço deste compromisso com a transparência de sempre.

Um grande abraço a toda a família Serra Pelada”.

33 mil garimpeiros elegem conselheiros da cooperativa de Serra Pelada

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A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) vai realizar no no domingo (28) uma Assembleia Geral Extraordinária para eleger os integrantes do Conselho Fiscal e Conselho de Administração da entidade. Até hoje (25), foram considerados aptos para votar 33.066 mil garimpeiros. A Coomigasp é sócia da Colossus Minerals no projeto paralisado de ouro Serra Pelada.

É grande o número de cooperados que, segundo os interventores não poderão votar. Cerca de 9,4 mil pessoas não foram consideradas aptas devido à situação irregular junto à cooperativa. Contudo, elas têm até hoje para regularizar a situação junto à Coomigasp.

Segundo a cooperativa, são 13 candidatos concorrendo a três vagas no Conselho Fiscal, e 19 candidatos concorrendo a sete vagas no Conselho de Administração. Os interessados em concorrer aos cargos tiveram até o dia 18 de setembro para se inscrever. As candidaturas foram analisadas e confirmadas pela Coomigasp em 22 de setembro.

“Nós só vamos fechar a lista com o total de garimpeiros aptos a votar no sábado à noite, ou até mesmo de madrugada. É comum que muitos cooperados cheguem em cima da hora para regularizar sua situação”, disse Jameson Pacheco, gerente financeiro da Coomigasp. Os garimpeiros têm até hoje (26) para acertar as pendências.

Segundo o interventor Marcos Alexandre Mendes, para ter direito a voto na assembleia, o garimpeiro deve estar em dia com suas obrigações estatuárias, que são cadastro regular e pagamento da mensalidade.

A assembleia será realizada em Curionópolis (PA), no domingo (28), com primeira convocação às 7h, com a presença de dois terços de cooperados quites com suas obrigações; a segunda chamada, às 8h com a presença de 50% mais 1 de cooperados quites com suas obrigações; e a última convocação é às 9h, com a presença de, no mínimo, 50% de cooperados quites com suas obrigações.

Neste mês, a Coomigasp ajuizou ação cautelar para impedir que a Colossus Geologia e Participações ou a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, empresa em que tem participação, “venda, grave ou onere” a unidade de produção ou acessórios instalados no projeto de ouro Serra Pelada, no Pará. A ação obteve decisão favorável no dia 2 de setembro.

A Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral é uma joint venture formada entre a Coomigasp e a Colossus Minerals, por meio da Colossus Geologia e Participações.

Coomigasp obtém liminar para evitar venda de Serra Pelada

A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) ajuizou ação cautelar para impedir que a Colossus Geologia e Participações ou a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, empresa na qual tem participação, “venda, grave ou onere” a unidade de produção ou acessórios instalados no projeto de ouro Serra Pelada, no município de Curionópolis, no Pará. A ação obteve decisão favorável no dia 2 de setembro.

A Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral é uma joint venture formada entre a Coomigasp e a Colossus Minerals, por meio da Colossus Geologia e Participações. De acordo com a decisão judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), o contrato entre as partes está “eivado de nulidade absoluta, contaminando assim todo o contrato de parceria comercial”.

O TJ-PA considerou plausível o pedido liminar da Coomigasp, que está sob intervenção judicial desde 2013, e impôs uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da medida, de forma que os representantes legais das companhias podem responder por crime de desobediência, podendo inclusive serem presos em flagrante.

De acordo com o processo, a Coomigasp afirma que a Colossus descumpriu o contrato de parceria comercial por “supressão de recursos humanos e a consequente demissão de centenas de empregados; transferência de ações de forma irregular à Sandstorm Gold por meio de contrato de penhor de ações; transmissão de informações confidenciais de dados e documentos à Sandstorm; perda da capacidade financeira de gerir o projeto como um todo; e intenção de promover o completo desligamento do bombeamento da água da mina de Serra Pelada, inviabilizando todo o projeto”.

A Sandstorm Gold é uma empresa de gold streaming, que financia a produção futura de ouro, e é acionista do projeto Serra Pelada. A companhia fornece financiamento inicial para mineradoras de ouro que buscam capital, incluindo a Luna Gold, empresa em que detém 19,8% de participação.

No início do mês de agosto, a Colossus informou que iniciou um processo de arbitragem contra a Coomigasp. Segundo a mineradora canadense, as ações da cooperativa trazem danos para a empresa e dificultam a obtenção de financiamento para concluir o empreendimento.

O presidente do Conselho de Administração da Colossus, John Frostiak, chegou a dizer, em maio, que Serra Pelada corre o risco de nunca entrar em operação. A expectativa inicial da mineradora era iniciar a operação entre o final de 2013 e o início de 2014. Segundo Frostiak, a Colossus já investiu US$ 300 milhões em Serra Pelada.

Serra Pelada: Em Assembleia, maioria aprova alteração no Estatuto Social da Coomigasp

Aconteceu ontem, dia 10 a grande Assembleia Geral Extraordinária – AGE da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada – COOMIGASP, essa foi à primeira Assembleia Geral convocada pelo interventor judicial Marcos Alexandre Mendes desde que iniciou o processo de intervenção, em 11 de outubro de 2013.

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De lá até aqui os trabalhos se concentraram em enxugar administrativamente a entidade e fazer uma minuciosa auditoria no quadro social para determinar quem realmente é sócio e estaria em dias com todas suas obrigações estatutárias.

A Assembleia geral deste domingo tinha como principal objetivo aprovar alterações consideradas como “fundamentais” tanto para o interventor, quanto para o promotor Hélio Rubens Pinho, que acompanha a Coomigasp desde o afastamento do ex-presidente Gessé Simão de Melo. Inclusive Dr. Hélio Rubens acompanhou a Assembleia de ontem até que se findassem a apuração da votação e disse que a aprovação das alterações no Estatuto “é o primeiro passo para profissionalização da entidade para que ela possa produzir como uma empresa idônea, e sendo, portanto uma cooperativa que possa dividir os lucros com seus cooperados”, disse o Dr. Hélio.

Para o promotor até o momento em que a cooperativa passou à intervenção ela apenas se servia dos cooperados, mas que o objetivo é que a entidade sirva aos cooperados: “Por isso se fez necessária à intervenção, bem como essas alterações no Estatuto Social”, completou.

Apesar de ser extremamente técnico e assumir sempre uma postura de gestor, Marcos Alexandre Mendes surpreendeu a sociedade garimpeira ao se portar de forma simples e se colocar a disposição para responder perguntas feitas pela sociedade: “Nunca tínhamos conseguido chegar tão perto dos presidentes da cooperativa e poder fazer perguntas sobre todos os assuntos e ser respondido na hora”, disse o garimpeiro Sebastião Pereira, Barto Cearense. As perguntas foram feitas depois que o interventor leu item por item que seria alterado no Estatuto Social e apresentou as justificativas do porque essas alterações se faziam necessárias.

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Após leitura dos itens, a alteração no Estatuto Social foi colocada em votação por cédula em doze urnas distribuídas em dez sessões devidamente organizadas por ordem alfabética, o que agilizou o processo, apesar da contagem dos votos ter sido concluída às 19h00. Em nenhuma das 12 urnas o NÃO ganhou, e por 804 votos a favor e 326 contra, foram aprovadas as alterações no Estatuto Social da Coomigasp.

Marcos Alexandre encerrou dizendo que os próximos passos serão concluir a auditoria que está sendo feita na cooperativa, bem como fechar o quadro social para definir quantos serão os legítimos sócios e completou: “Outro fato importante é podermos acompanhar os trabalhos da montoeira e trabalhar agora para solução definitiva do projeto Serra Pelada, com a busca de um parceiro”, explicou Alexandre.

Para o interventor outro passo importante após a aprovação do Estatuo é ir junto ao Governo Federal em busca da liberação do dinheiro da Caixa Econômica: “É importante agora conseguir a liberação desse valor, seja para revestir em benefício direto do garimpeiro, em projetos sociais, ou ainda para operacionalizar o projeto Serra Pelada e fazer a operação da extração de ouro pela própria cooperativa”, finalizou Marcos Alexandre.

Reportagem: Wenderson Costa – Fotos: John Jessé

Serra Pelada: Colossus inicia processo de arbitragem contra a Coomigasp

download (5)A Colossus disse ontem (5) que está iniciando um processo de arbitragem contra a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). Segundo a mineradora, as ações da Coomigasp, que contesta uma série de acordos assinados para a joint venture da mina de ouro Serra Pelada, em Curionópolis, são inadimplentes e trazem danos para a empresa.

De acordo com comunicado ao mercado da Colossus, as contestações da Coomigasp não possuem mérito, pois a cooperativa se contradiz ao questionar a validade jurídica da joint venture e, simultaneamente, entrar com ação judicial para o cumprimento de cláusulas específicas do contrato.

A Colossus disse que as ações da Coomigasp não condizem com suas obrigações, previstas nas cláusulas 8.1 (e), 8.1 (f) e 8.f (g) do acordo de parceria. Segundo a mineradora, a falta de interesse do interventor de estabelecer um acordo fez com que a empresa optasse pelo processo de arbitragem.

“Nós acreditamos que as recentes ações da Coomigasp diminuíram a capacidade da Colossus de obter financiamento adicional e têm criado maiores desafios para Serra Pelada. Queremos trabalhar cooperativamente com a Coomigasp e acreditamos que a maioria dos membros da cooperativa não tem conhecimento de que as ações adotadas recentemente pelo interventor violam diretamente a joint venture”, afirmou John Frostiak, presidente do Conselho de Administração da Colossus.

Segundo ele, a Coomigasp foi comunicada várias vezes que um acordo permitiria que as partes voltassem a trabalhar juntas, como parceiras, visando avançar o desenvolvimento de Serra Pelada. “Até o momento, a Colossus investiu aproximadamente US$ 300 milhões no projeto Serra Pelada e nosso objetivo é garantir que essa mina seja desenvolvida para o benefício de ambas as partes”, afirmou Frostiak.

No mesmo comunicado, a Colossus afirmou que está trabalhando para concluir os resultados financeiros auditados referentes a 2013. A apresentação do relatório é necessária para que a Comissão de Valores Mobiliários de Ontário, no Canadá, libere a negociação de títulos da Colossus, suspensa em maio deste ano, após apresentação tardia dos resultados da mineradora.

Coomigasp
download (6)Para Marcos Alexandre, interventor da Coomigasp, esse processo de arbitragem impetrado pela Colossus não ganhará corpo, visto que é motivado por mentiras. O interventor afirmou ao Blog que várias foram as tentativas de estabelecer uma comunicação com a empresa canadense, todavia, o outro lado apenas impõe seus desejos por escrito. Ainda segundo o interventor, não há por parte da Colossus a construção de um acordo que altere as bases contratuais que foram assinadas pela diretoria deposta que garantiu 75% do ouro de Serra Pelada aos canadenses. Marcos Alexandre classificou a relação entre Colossus e Coomigasp como difícil, já que a empresa canadense insiste que a Coomigasp se posicione  de maneira submissa.

Marcos Alexandre insiste que a ação da Colossus contra a Coomigasp na Câmara de Arbitragem não tem qualquer fundamento legal e afirma que o staff jurídico da cooperativa já trabalha na defesa.

“Não é possível manter uma relação com um parceiro que sequer disponibiliza os dados geológicos da mina ao outro. Já solicitamos esses dados inúmeras vezes e a Colossus insiste em negar, Diante do fato chego a me perguntar se não há algo de muito errado nessa parceria, já que é negada tal informação”.

Marcos Alexandre afirmou ainda que todas as ações impetradas na justiça contra a Colossus visam reestabelecer os direitos de donos de Serra Pelada aos garimpeiros e que tais ações são respaldadas em fatos e dados que mostram os vícios contratuais  no acordo firmado entre as partes.  “Caso a Colossus tenha interesse em estabelecer uma parceria justa e transparente, a Coomigasp está à disposição e aberta ao diálogo”, concluiu o interventor.

COOMIGASP Autoriza empresa que irá fazer o beneficiamento da montoeira a realizar obras de infra estrutura

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Uma boa notícia para os quase 40 mil garimpeiros associados da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada – COOMIGASP. Na última quinta-feira, 26 de junho, em cerimônia no Hotel Serra Leste, em Curionópolis, foi apresentada aos garimpeiros, imprensa e alguns convidados a GASP100, empresa que fará o beneficiamento da montoeira em Serra Pelada.

A GASP100 é uma SPE – Sociedade de Propósito Específico, que faz parte da empresa Brasil Século III Consultoria Ltda, que foi quem assinou o contrato com a COOMIGASP em fevereiro de 2013, aprovado após uma assembleia de garimpeiros realizada em Curionópolis. A SPE é um modelo de organização empresarial pelo qual se constitui uma nova empresa limitada com um objetivo específico, neste caso, a exploração do rejeito oriundo da cava de exploração do ouro na década de 80. Por ser uma empresa com características especiais, a torna mais segura e prática na relação entre as sócias nessa exploração.

O objetivo da reunião foi para prestar esclarecimentos às lideranças garimpeiras sobre a autorização para a GASP100 iniciar a instalação dos equipamentos e toda a infraestrutura necessária em Serra Pelada para a operação de beneficiamento da montoeira. “Inicialmente será feito um reconhecimento na área para que sejam iniciados os trabalhos de montagem dos equipamentos”, disse o presidente da SPE GASP100, Amaury Barros, na presença do interventor da cooperativa, Marcos Alexandre Mendes, e de cerca de 200 garimpeiros no auditório do Hotel Serra Leste.

O contrato determina o beneficiamento do material secundário, aquele formado pelos resíduos, sobras ou lama localizado nas áreas da “CAVA”, “Rio Grota Rica” e “Montoeira”, em Serra Pelada, pertencentes à COOMIGASP e abrangidas pelos Processos DNPM/850.424/1990 e 850.425/1990. O acordo prevê 44% de participação para a COOMIGASP, livre de quaisquer despesas.

O diretor da SPE, Amaury Barros, destacou ainda que o contrato da montoeira é moderno e que a COOMIGASP começa a viver uma nova realidade. “As cooperativas estão corretas em buscar uma gestão empresarial e soluções adequadas para exploração de ouro, platina, paládio e outros minérios em Serra Pelada, ao invés de ficarem só com um investidor. Com a gestão empresarial é possível atrair mais investidores e outras alternativas, buscando melhores resultados em favor dos cooperados. A SPE foi formada justamente para atrair estes investidores e o trabalho começa imediatamente”, disse.

De acordo com o interventor Marcos Alexandre Mendes houve um cuidado em revalidar esse contrato para não se repetir equívocos nos contratos comerciais de Serra Pelada. “Nosso objetivo é sempre resguardar os direitos dos garimpeiros, por isso foi necessário rever algumas etapas antes da liberação da atividade no local, como confirmar as licenças junto ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente)”.

Além disso, todo esse trabalho que se inicia na montoeira será fiscalizado, desde o início, pela equipe técnica da COOMIGASP. “E quando iniciar de fato o processo de beneficiamento será selecionado um grupo de garimpeiros e este grupo será treinado para ajudar na fiscalização dos trabalhos. Dessa forma, mostramos transparência e faremos uma fiscalização compartilhada”, ressaltou o interventor.

Contas bancárias

Marcos Alexandre fez também uma avaliação positiva sobre sua administração à frente da cooperativa, desde outubro do ano passado, apresentando detalhes das ações de contenção de despesas realizadas até agora, e anunciou que em breve os garimpeiros vão abrir contas bancárias para receber os dividendos quando for iniciada a produção e a comercialização do ouro. “Cada um receberá sua participação diretamente na conta, sem intermediário”, disse o interventor, que assumiu a cooperativa por determinação da Justiça de Curionópolis, a pedido do Ministério Público do Estado do Pará.

De acordo com o MPE, “o objetivo da intervenção foi para que a COOMIGASP fosse gerida administrativamente de maneira profissional, intencionando ainda garantir a lisura, transparência e legitimidade nas eleições internas dos seus dirigentes, vislumbrando atingir seu objetivo precípuo, que é a distribuição dos lucros aos seus cooperados”.

Colossus

Em sua fala durante a apresentação da SPE, o interventor Marcos Alexandre voltou a criticar o contrato anteriormente firmado entre a cooperativa e Colossus, empresa canadense que explorava o projeto da mina e paralisou o projeto em dezembro do ano passado. Como já declarei para a imprensa, assim que assumi a COOMIGASP percebi os problemas com a Colossus, porque eu já vinha acompanhando a desvalorização das ações da empresa na Bolsa de Valores. Era previsível que se chegasse a esse ponto. Todo processo que inicia errado não chega até o fim, e assim foi a parceria entre COOMIGASP e Colossus”, afirmou.

              O interventor informou que o projeto está parado, mas há negociações em busca de novos investidores para a exploração do ouro de forma mecanizada em Serra Pelada. “Estamos buscando o melhor para os garimpeiros.  Com certeza, não será assinado nenhum contrato sem o conhecimento e aprovação dos Cooperados”, ressaltou Alexandre Mendes..

Fonte: Lima Rdodrigues

 

BS3 fará o beneficiamento da montoeira de Serra Pelada

O Interventor Judicial da COOMIGASP – Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada -, Marcos Alexandre Morais Mendes, anunciou  hoje que haverá solenidade de apresentação da empresa Brasil, Século III Consultoria Ltda, contratada para as atividades de produção de minerário secundário (Rejeito) do Projeto Serra Pelada.  Durante o evento, que acontecerá na próxima quinta-feira (26), às 15 horas, no Salão de recepções do Hotel Serra Leste, em Curionópolis, a Coomigasp fará a entrega formal da Autorização para início das atividades operacionais.

“Serra Pelada pode nunca entrar em operação”, diz presidente do Conselho de Administração da Colossus

O presidente do Conselho de Administração da Colossus Minerals, John Frostiak, disse que a mina de ouro Serra Pelada, no Pará, corre o risco de nunca entrar em operação. Os planos da mineradora eram iniciar a operação na mina entre o final de 2013 e o início deste ano.

serra_peladaFrostiak disse que a empresa tem procurado bancos, financiadores públicos e privados e outras mineradoras para obter empréstimos ou negociar a venda do ativo, mas não teve sucesso até o momento. No início do ano, mineradoras canadenses e da Ásia analisaram o projeto, tendo chegado a enviar representantes para visitar Serra Pelada, mas não houve propostas.

Uma pessoa com conhecimento do assunto disse que o maior risco é a falta de manutenção do que já foi feito. “Sem manutenção, o que já foi feito pode ser perdido em poucos meses”, disse a fonte, que preferiu não ser identificada.

Segundo Frostiak, que assumiu a presidência do Conselho há poucos meses, o projeto sofreu eventos não esperados. “Sucessivas falhas nos equipamentos de bombeamento e dos próprios poços de rebaixamento do lençol freático impediram a estabilização do lençol o que, consequentemente, não permitiu o desenvolvimento das rampas de acesso às zonas mineralizadas [onde está o ouro]. A combinação destes fatores atrasou o início da produção e aumentou os custos de operação.”

A demanda por recursos extras no ano passado questionou se a companhia seria capaz de começar a produzir ouro no prazo estimado. Em novembro, quando a Colossus anunciou que precisaria de mais dinheiro e que a produção seria adiada, a desconfiança do mercado se intensificou. Em seguida, veio o pedido de insolvência e um acordo de reestruturação que levou os credores a assumirem o comando da empresa.

A Coomigasp, cooperativa de ex-garimpeiros de Serra Pelada, entrou com processo na Justiça do Pará, em novembro do ano passado, para mudar o contrato. Em vez de ter direito a 25% da produção, contra 75% da Colossus, a cooperativa quer ficar com 49% e deixar 51% com os canadenses. A Coomigasp é sócia da Colossus na Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, empresa criada para o empreendimento.

“Com a Coomigasp questionando o contrato de parceria nenhum investidor virá para a mesa de negociação sabendo que existem incertezas relacionadas ao risco de atrasos prolongados e ao risco de seus investimentos sofrerem alterações significativas”, disse Frostiak.

O projeto de decreto legislativo 1407/2013, que pede a anulação da portaria do Ministério das Minas e Energia, que concedeu à Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral o direito de lavrar ouro, paládio e platina, também está na Comissão de Constituição e Justiça. O texto foi aprovado por unanimidade em abril pela Comissão de Minas e Energia.

“Enquanto o contrato de parceria estiver sendo questionado pela Coomigasp e o interventor [que gere atualmente a cooperativa] e deputados insistirem no cancelamento da licença nada irá progredir. Há o risco do projeto nunca ser desenvolvido”, disse Frostiak.

Segundo o jornal Valor Econômico, a Colossus deixou de pagar as contas de energia elétrica para a Celpa, a companhia de energia do Pará. O débito estaria em cerca de R$ 700 mil. A Celpa ameaça cortar a energia se a conta não for paga até o fim do mês.

“Os esforços da companhia de obter financiamento ou de encontrar comprador para o ativo, o que resolveria a situação de Serra Pelada e essa questão particular [da dívida com a Celpa], estão sendo prejudicados pelos desafios relacionados à propriedade [aos percentuais da sociedade] e pelo projeto dos deputados”, afirmou Frostiak.

Com informações do jornal Valor Econômico.

Serra Pelada: projeto está parado e sem previsão de retomada

Por Lima Rodrigues

Após mais de três anos de trabalho na mina de Serra Pelada e com mais de R$ 500 milhões de reais investidos no projeto, agora tudo está parado e sem previsão de retomada devido à falência da empresa canadense Colossus, que tinha parceria com a Coomigasp, a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada.

foto 12Desde outubro do ano passado, a Coomigasp está sob intervenção, por determinação da Justiça de Curionópolis (PA), a pedido do Ministério Público Estadual. O mandato do interventor Marcos Alexandre Mendes foi prorrogado por mais quatro meses. Em exclusiva, o interventor explica detalhes da situação do projeto da mina de Serra Pelada.

Como está hoje a situação do projeto da Mina de Serra Pelada?

O projeto continua parado, sem operação. A única atividade que está sendo realizada é o bombeamento do túnel. A nova controladora da Colossus, a financiadora Sandstorm, alega que não tem encontrado novos investidores, principalmente pela aprovação na Comissão de Minas e Energia, da Câmara Federal, da cassação do direito de lavra, e que sem novos aportes não há como retomar as operações.

Algumas galerias do túnel foram alagadas e para continuar o bombeamento é preciso recurso. Como serão conseguidas estas verbas para realizar este trabalho de bombeamento?

Caso a Colossus pare com o bombeamento, estamos buscando todas as alternativas junto às autoridades e órgãos competentes para mantermos a operação. Paralelo a isso, a intervenção buscou o poder judiciário, o qual concedeu uma liminar dando poderes à intervenção de ter o controle do bombeamento com recursos humanos e materiais fornecidos pela Colossus sob pena de multa pecuniária de R$ 100.000,00/dia chegando ao máximo de 1 milhão. A Colossus tem direito a recurso e a COOMIGASP aguarda o desenrolar dos fatos.

Estes alagamentos não prejudicam o andamento do projeto?

Sem o rebaixamento do nível freático não há como retomar as operações.

Está havendo dificuldade quanto à entrada de novos investidores no projeto da mina de Serra Pelada?

Sim, notadamente pela votação na Câmara Federal pela Comissão de Minas e Energia pedindo o cancelamento do decreto de lavra.

A anulação da concessão de lavra da joint-venture entre Colossus e Coomigasp em uma comissão da Câmara dos Deputados está prejudicando estas negociações para atrair novos investidores?

Sim, os investidores ficam temerosos em investir em um cenário de incertezas.

Em quanto tempo o senhor acha que um novo contrato será assinado com um novo grupo de investidores?

Não há previsão com o cenário atual, entretanto, as buscas por novos investidores continuam e não somente isso, estamos considerando todas as possibilidades, inclusive a de a própria cooperativa conduzir o projeto.

Neste novo contrato, a Coomigasp ficará com a metade ou continuará o que determinava o contrato anterior de 75% para a Colossus e 25% para a cooperativa?

A intervenção desde que assumiu tomou como uma das bandeiras principais a negociação pela retomada do percentual anterior. Mas, hoje a batalha se concentra em salvar o projeto, não medimos esforços para defender os interesses dos garimpeiros.

Quanto já foi investido no projeto e quanto mais são necessários para se chegar ao início da produção mineral?

Estima-se que já foi investido U$ 360.000,000,00 (trezentos e sessenta milhões de dólares) e falta ainda U$ 150.000.000,00 (cento e cinquenta milhões de dólares), considerando todo o passivo que existe na empresa, inclusive o trabalhista.

Há boatos de que cinco mil garimpeiros poderão invadir o pátio da Colossus em Serra Pelada. Quais as providências estão sendo tomadas pela Coomigasp?

Não acreditamos nessa possibilidade. O garimpeiro está ciente que precisamos passar uma imagem de união para conquistarmos novos investidores.

O seu mandato como interventor foi prorrogado por mais quatro meses. Neste período, o senhor acha que deixará a Coomigasp completamente sanada e o projeto em andamento sem nenhum problema?

As recomendações contidas em nosso mandado de posse em número de 10 (dez) estão em curso, ou concluídas, sendo que uma das mais importantes é a auditoria no cartório a fim de verificar a autenticidade dos documentos. Até meados de junho essa etapa estará concluída, com seu relatório final entregue ao MP, dessa forma conseguiremos fazer a atualização de dados e abertura de conta individual de cada cooperado, para que o mesmo possa receber o que lhe é de direito, quando do início da produção, sem intermediários de quaisquer espécies. Quanto à retomada das operações, não depende apenas da intervenção, tendo em vista a interrupção ocorrida desde dezembro de 2013, neste momento a prioridade é buscar recursos e possibilidades para o bombeamento não parar , enquanto se busca novas alternativas para a retomada do projeto.

Qual sua mensagem aos garimpeiros?

Sabemos que o garimpeiro tem uma grande ansiedade para que tudo se resolva, mas estamos falando de um projeto que consiste em uma parceria cheia de vícios. Trata-se de um projeto com um nível de complexidade alta. Para resolver o caso de Serra Pelada de forma correta, infelizmente é necessário tempo, se fosse para fazer como sempre tem sido feito, já teria uma solução, mas queremos fazer tudo de forma correta e transparente para que o garimpeiro não seja lesado. Portanto, pedimos confiança, união e credibilidade em nosso trabalho.