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Serra Pelada: CEO da Sandstorm, controladora da Colossus, afirma que sem investimento projeto não será retomado

Sem investidores não há como retomar a implantação do projeto Serra Pelada, disse o CEO da Sandstorm, Nolan Watson, em reunião com o interventor da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Marcos Alexandre Mendes, no último dia 15. A canadense Sandstorm é a atual controladora da Colossus, sócia da Coomigasp no projeto de ouro em Curionópolis.

Acesso a mina subterrânea de Serra Pelada. Crédito: Colossus

Segundo informações da Coomigasp, Watson teria dito que sem novos investidores além de não ser possível a retomada das operações de Serra Pelada, a negociação sobre a revisão dos percentuais da divisão societária entre Coomigasp e Colossus também seria inviável. Apesar disso, o executivo afirmou que continuaria a buscar parceiros comerciais para a viabilização da operação.

Durante a reunião, Watson falou sobre as dificuldades em encontrar no Canadá novos investidores. Um dos motivos seria a aprovação da anulação da concessão de lavra da joint-venture entre Colossus e Coomigasp, em uma das comissões da Câmara dos Deputados no dia 11 de abril.

O executivo falou, ainda, sobre os atuais números da companhia, as dívidas existentes e a necessidade imediata de novo aporte para continuar o bombeamento da água que alagou algumas galerias.

marcos-alexandre2-300x223O interventor da Coomigasp, Marcos Alexandre, disse na reunião que não abre mão da discussão sobre o percentual que cabe aos cooperados no contrato inicial e que também continuará buscando parceiros comerciais para o projeto.

No contrato inicial entre cooperativa e empresa, foi estabelecido um percentual de 49% para a cooperativa e 51% para a empresa, mas posteriormente a porcentagem foi modificada para 25% cooperativa e 75% empresa, sem autorização dos garimpeiros.

O interventor exigiu, ainda, a entrega de todos os dados geológicos de posse da Sandstorm para que seja, pela primeira vez, realizada a análise pela Coomigasp, sem interferências, e assim os cooperados tenham a real dimensão do potencial de seu ativo mineral. De acordo com o interventor, a antiga diretoria da Colossus havia se negado a fornecer os dados.

“Quero dizer aos garimpeiros que as equipes técnica e jurídica da Coomigasp continuam atentas na defesa do patrimônio da cooperativa e que está aberto ao diálogo com o novo controlador da Colossus, mas, continuamos vigilantes e atentos para que os garimpeiros não sejam prejudicados e que a operação possa ser retomada o quanto antes”, afirmou o interventor.

A reunião aconteceu no hotel Radisson Maiorana, em Belém, e contou com as presenças do promotor Hélio Rubens, dos garimpeiros Edinaldo de Aguiar Soares, João Amaro Lepos e Etevaldo Arantes, que representavam os garimpeiros, do advogado da interventoria Ivaldo Marques Freitas Júnior, e do assessor técnico e gerente de produção da Coomigasp Francisco Carlos Lima.

Esse foi o segundo encontro entre representantes da Coomigasp e o CEO da Sandstorm. Nolan Watson esteve no Brasil no final de março para tratar do projeto Serra Pelada. Na primeira reunião o interventor apresentou as reivindicações da cooperativa e as condicionantes ambientais para a retomada do projeto. Watson havia prometido levar as propostas ao Canadá e dar a resposta na nova reunião, que aconteceu na semana passada. As informações são do blog oficial da Interventoria da Coomigasp.

Serra Pelada segue com futuro incerto

vistadoprojetoMais de quatro meses depois da paralisação das obras civis de implantação de uma mina subterrânea para extração de ouro, na qual foram gastos cerca de R$ 560 milhões, o antigo garimpo de Serra Pelada, no município de Curionópolis, segue com seu futuro indefinido. A única certeza que se tem até agora é quanto ao afastamento em caráter definitivo do grupo canadense Colossus Minerals Inc., que vinha tocando o projeto desde 2007 em sociedade com a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada, a Coomigasp.

O contrato entre a Coomigasp e o grupo canadense, cujo braço recebeu no Brasil o nome de Colossus Geologia e Participações Ltda, deu origem à joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), empresa legalmente responsável pela implantação do empreendimento. No final do ano passado, quando entrou em processo de falência, a Colossus acumulava no Brasil um passivo avaliado em cerca de R$ 95 milhões, constituído basicamente de dívidas trabalhistas e débitos com fornecedores.

Para dar andamento ao projeto, concluindo as obras da etapa final de engenharia até chegar à fase de produção, a empresa, além de sanear suas finanças, precisaria investir ainda em torno de US$ 95 milhões, o equivalente a pouco mais de R$ 200 milhões. Ela não dispunha desse dinheiro, estava sem crédito junto ao sistema financeiro e ainda enfrentava problemas com o sócio, em face da disputa feroz de poder entre grupos e facções rivais que disputam com a Coomigasp a representação dos cerca de 38 mil garimpeiros que se julgam com direitos no antigo garimpo.

marcos-alexandre2-300x223Para restabelecer a ordem administrativa no empreendimento, depois do afastamento do grupo canadense, e tentar pacificar os ânimos, evitando os choques previsíveis entre grupos rivais, em disputas que historicamente ignoram os métodos pacíficos, a Justiça de Curionópolis decretou intervenção na Coomigasp em novembro do ano passado e designou como interventor o administrador de empresas Marcos Alexandre Mendes. O período de intervenção judicial terminou no dia 11 deste mês, mas foi prorrogado pelo juiz Danilo Fernandes até o próximo mês de agosto.

Marcos Alexandre participou esta semana, em Belém, de um demorado encontro realizado na sede do Ministério Público com os novos controladores da Colossus. Estes são, na verdade, os credores remanescentes do grupo canadense, investidores que aplicaram capital próprio no empreendimento e que agora assumem o seu controle, como garantia para os empréstimos concedidos. Segundo o interventor, os novos controladores fizeram uma apresentação dos gastos realizados e das dívidas ainda pendentes de pagamento.

Ao final, a conclusão foi de que há necessidade de se buscarem novos investidores para a retomada do projeto.

Fonte: Diário do Pará

Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal anula concessão de lavra em Serra Pelada. Direitos de lavra deve voltar para a Coomigasp.

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou ontem (9), por unanimidade, o Projeto de Decreto Legislativo que anula a portaria de lavra concedida para uma joint venture formada pela Colossus e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). No mesmo dia, a Justiça prorrogou por mais quatro meses a intervenção da Coomigasp.

Serra_Pelada_ColossusO Projeto de Decreto Legislativo N° 1.407/13 anula a Portaria Ministerial n° 514, que concedeu à empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), a concessão para lavra de minério de ouro, paládio e platina do projeto Serra Pelada, no município de Curionópolis (PA).

Sem a concessão de lavra, o projeto que tem avanço de 95%, mas foi paralisado em dezembro, não poderá produzir. A Colossus, em crise financeira, demitiu empregados e busca investidores para concluir o empreendimento.

A SPCDM é uma joint venture entre a Coomigasp e a mineradora canadense Colossus Minerals. Segundo os autores do projeto, com a anulação dessa norma, os direitos sobre a mina retornam para a cooperativa.

“Consegui aprovar, hoje, na Comissão de Minas e Energia, um Projeto de Decreto Legislativo, que anula a Portaria de Lavra do Garimpo de Serra Pelada, que estava nas mãos da SPCDM para voltar às mãos da COOMIGASP, ou seja, com esta decisão, o garimpo de Serra Pelada volta para as mãos dos garimpeiros. Nós vamos continuar lutando para que na Comissão de Constituição e Justiça seja reafirmada a anulação dessa Portaria de Lavra”, disse o deputado Domingos Dutra (SDD-MA), um dos autores do projeto.

Assinam o texto os deputados Domingos Dutra (SDD-MA), Sebastião Bala Rocha (SDD-AP), Zé Geraldo (PT-PA), Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA). O Projeto ainda será analisado pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Serra Pelada: acionista da Colossus toma a frente nas negociações para recuperar o projeto

O CEO da Sandstorm Gold, Nolan Watson, se reuniu, na semana passada, com representantes da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), para tratar do projeto de ouro e paládio Serra Pelada no Pará. A Sandstorm é um dos maiores acionista da Colossus Minerals, sócia da Coomigasp na joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM).

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Nolan Watson é um empreendedor prodígio canadense conhecido pela sua contribuição à inovação financeira no setor de mineração. Aos 26 anos ele foi nomeado CFO da Silver Wheaton Corp, onde desenvolveu um modelo de negócios baseado na compra antecipada de metais preciosos a preços fixos. Com isso, levantou US$ 1 bilhão, que fez com que a empresa se tornasse a maior streaming company do mundo.

A reunião aconteceu em Curionópolis (PA) e contou com a presença do interventor Marcos Alexandre Mendes, os garimpeiros José Antônio e Gildásio Vieira, o advogado Ivaldo Marques, do núcleo jurídico da interventoria, e Francisco Carlos Oliveira de Lima, assessor técnico e gerente de produção da Coomigasp.

Segundo o assessor técnico, Francisco Carlos Lima, o CEO da Sandstorm disse que a intenção é que a mineradora tenha uma nova relação com a Coomigasp e com a comunidade de Curionópolis. Ele aproveitou a oportunidade para dizer que a nova diretoria da Colossus está trabalhando na reestruturação da empresa.

Watson apresentou o novo membro do Conselho Administrativo da Colossus no Brasil, que é canadense, mas o nome ainda não foi divulgado. O NMB entrou em contato com a Sandstorm, no Canadá, mas foi informado que somente John Frostiak, diretor e presidente do conselho administrativo da Colossus pode falar sobre esses assuntos.

Marcos Alexandre Mendes - Interventor na CoomigaspDurante a reunião, o interventor apresentou as propostas e exigências da Coomigasp, entre elas a correção do percentual de divisão de participação no projeto para 49% para a cooperativa e 51% para a mineradora, como era o acordo original.

A cooperativa exigiu, ainda, o fornecimento de dados técnicos do projeto para a Coomigasp. “A Coomigasp é sócia do projeto, mas não tem acesso aos dados”, disse o assessor.
O interventor também solicitou que fossem cumpridas condicionantes em relação ao tratamento de água na região, programas de valorização da população e respeito aos idosos. “A população de idosos na região é muito grande, especialmente de garimpeiros que vieram há anos e ficaram por aqui”, explicou Lima.

Segundo Lima, Watson prometeu pensar sobre o assunto e voltar ao Brasil depois do dia 15 de abril e marcar uma nova reunião com a Cooperativa.

O representante da Sandstorm teria dito que está buscando novos sócios para financiar a continuidade do projeto de ouro Serra Pelada.

No Canadá, a Colossus está em concordata. Em janeiro, a mineradora anunciou a saída de J. Alberto Arias, que é fundador, sócio e gerente de portfólio da Arias Resources Capital Management LP, principal acionista da Colossus.

O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) afirmou que, em outra reunião da Colossus na semana passada com representantes do governo do Estado do Pará, a Colossus dissera que está buscando captar os R$ 700 milhões que estariam faltando para dar seguimento ao projeto.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

  

Projeto revoga concessão de garimpo em Serra Pelada

O Projeto de Decreto Legislativo 1407/13, em tramitação na Câmara dos Deputados, revoga a concessão da lavra de ouro, paládio e platina no garimpo de Serra Pelada, em Curionópolis (PA), à empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. Para isso, a proposta anula a Portaria 514/10 do Ministério de Minas e Energia.

imagesCom a anulação dessa norma, segundo os autores do projeto, os direitos sobre a mina retornam para a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Assinam o texto os deputados Domingos Dutra (SDD-MA), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Sebastião Bala Rocha (SDD-AP), Zé Geraldo (PT-PA), Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA).

Segundo os parlamentares, em 2007, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) concedeu o alvará 1.485 para a Coomigasp explorar diretamente o garimpo. A partir daí, conforme relatam, uma série de transações da diretoria da cooperativa com a empresa canadense Colossus culminou na perda de controle quase completa dos garimpeiros sobre Serra Pelada.

Inicialmente, as duas partes criaram a empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. Ainda em 2007, os diretores da cooperativa teriam assinado um contrato em que transferiam 51% do controle da mina aos canadenses, em troca de investimentos de R$ 6 milhões. Os garimpeiros também teriam participação nos resultados da lavra.

Mas, conforme os autores do projeto, à revelia dos garimpeiros, a diretoria da Coomigasp alterou o contrato e transferiu para a empresa do Canadá 75% do controle da mineração. Além disso, foi extinta a participação sobre os resultados.

Por fim, em 2010, o então ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, assinou a Portaria 514, outorgando à Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral a concessão para explorar a mina. “A portaria foi assinada sem o consentimento dos cooperados, que não participaram das novas regras com a empresa canadense”, dizem os parlamentares.

O projeto será analisado pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Serra Pelada: Suprema Corte de Ontário aprova proposta de reestruturação da Colossus

A canadense Colossus Minerals informou sexta-feira (14), que a Corte Superior de Justiça de Ontário (Canadá) aprovou a Segunda Revisão da Proposta e Plano de Reorganização (Second Amended Proposal and Plan of Reorganization) da companhia. Segundo a mineradora, a aprovação da Corte abre caminho para a empresa pôr em prática a proposta, que está sujeita a aprovação ou cancelamento. O plano é a última alternativa para evitar a falência da empresa.

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A mineradora havia solicitado uma ordem de sanção e aprovação da proposta sob a Lei de Falência e Insolvência, em inglês Bankruptcy and Insolvency Act (BIA) do Canadá, que foi aprovada pela maioria dos credores, no dia 27 de fevereiro.

Segundo comunicado enviado ao mercado no fim de fevereiro, a Colossus pretende implementar e completar sua reestruturação ainda em março. A implementação do plano está sujeita ao recebimento da ordem de sanção e à anistia, ou não, de outras condições previamente estabelecidas no plano de recapitalização. A reestruturação da empresa vai ser administrada pela Duff & Phelps.

A Colossus anunciou, em 21 de janeiro, que deixaria de ser listada na Toronto Stock Exchange (TSX), bolsa de valores do Canadá. A justificativa da TSX, na época, era de que a Colossus não atendia mais aos requisitos para que suas ações continuassem a ser listadas na bolsa de Toronto. Em 31 de janeiro, a mineradora canadense informou que também deixaria a OTCQX, bolsa de valores dos Estados Unidos.

No início de 2014, a Colossus anunciou a demissão de 400 empregados que trabalhavam no projeto de ouro e paládio Serra Pelada, no Pará. O motivo das dispensas seria falta de recursos para dar continuidade ao projeto.

A Colossus conta, atualmente, apenas com John Frostiak à frente do conselho. No fim de janeiro, a mineradora anunciou a saída de J. Alberto Arias, que é fundador, sócio e gerente de portfólio da Arias Resources Capital Management LP, principal acionista da Colossus. Em dezembro de 2013, a Arias anunciou acordos para financiamento emergencial para o projeto Serra Pelada, no Pará.

Deputados protocolizam pedido de CPI para investigar Serra Pelada

Os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Domingos Dutra (SDD-MA) deram entrada, na quarta-feira (12), na Câmara dos Deputados, ao pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidade e corrupção na gestão de contratos de exploração da mina de Serra Pelada entre a Colossus Minerals e a Coomigasp.

imagesO requerimento para a CPI recebeu a assinatura de 198 deputados, sendo que precisaria de apenas 171, e foi entregue ao secretário-geral da Câmara, Mozart Vianna.

O projeto Serra Pelada, bem como a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), e sua sócia no empreendimento, a mineradora canadense Colossus, estão sendo alvo de acusações de irregularidade e corrupção.

Segundo o deputado Arnaldo Jordy, “as denúncias de promiscuidade relatadas entre a cooperativa e a Colossus são gravíssimas, podendo ser apenas a ponta do iceberg, e somente uma Comissão Parlamentar de Inquérito pode ter o poder de alcançar os verdadeiros corruptores”.

“Com a CPI eles vão ter que vir, nem que seja na vara!”, disse o deputado Domingos Dutra, em referência às autoridades que terão que se explicar perante o parlamento devido às inúmeras irregularidades denunciadas.

O Ministério Público do Pará acusa a mineradora Colossus de fazer depósitos em dinheiro nas contas de ex-diretores da Coomigasp e de laranjas. Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o promotor Hélio Rubens Pinho Pereira, do MP do Pará, explicou o esquema investigado.

“Nós percebemos que o dinheiro era canalizado primeiro para a conta de diretores e depois pulverizado para a conta de várias pessoas que não têm nenhuma conexão com a cooperativa: professores primários, camelôs, recebiam valores de até R$ 1 milhão nas suas contas. Além de haver saques na boca do caixa de até R$ 2 milhões, o que é indicativo bem claro de lavagem de dinheiro”, afirmou.

A Coomigasp, que está sob nova gestão, está sob intervenção da Justiça. O atual interventor, Marcus Alexandre, que preside a Cooperativa, foi indicado pelo juiz substituto de Curionópolis, Danilo Alves Fernandes.

A Colossus, no final de fevereiro, anunciou que a proposta sob a Lei de Falência e Insolvência (Bankruptcy and Insolvency Act ou BIA) do Canadá foi aprovada pela maioria dos credores.

Serra Pelada: que se prove o contrário!

Durante entrevista veiculada ontem (26) no Programa Conexão Rural, do amigo Lima Rodrigues, o interventor da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Alexandre Mendes, nomeado pela justiça para sanear a cooperativa afirmou que não procedia a informação veiculada aqui no Blog com exclusividade, de que cada um dos 38.000 associados da Coomigasp receberão apenas cerca de R$140,00 (cento e quarenta Reais) mensais durante os 11 anos previstos para a extração do ouro em Serra Pelada.

Infelizmente, creio que o poder já subiu à cabeça do interventor. Em declarações visivelmente politiqueiras Mendes confirmou o pedido de concordata anunciado pela canadense Colossus Minerals e, pasmem, o fim do projeto. Anunciou ainda que já procura outra empresa para dar continuidade ao projeto. Não se tem conhecimento que a Colossus, dono de 75% e única a investir na viabilidade do projeto, já tenha jogado a toalha e anunciado que não pretende mais tocar Serra Pelada.

imageNomeado para sanear as contas da Coomigasp, Alexandre Mendes fez um balanço desses três primeiros meses como interventor sujeitando-se apenas a massagear o ego dos garimpeiros sob a alegação de que o contrato entre Coomigasp e Colossus Minerals tinha na divisão dos percentuais algo imoral, quando deveria ter informado que todos os investimentos para a retirada do ouro foram exclusivamente da Colossus, que, de forma errada e às escuras chegou a depositar cerca de R$50 milhões para a Coomigasp, dinheiro que vem sendo fruto de investigação da justiça e ponto onde o interventor sequer mencionou durante a prestação de contas.

Sobre a divulgação da informação veiculada no Blog sobre o rendimento dos garimpeiros, Mendes apenas afirmou ser ela equivocada, sem dizer onde estava o equívoco.

Não creio que o nobre interventor não tenha conhecimento do potencial aurífero de Serra Pelada. Quando este Blogger afirmou que seria apenas cerca de R$140 o valor mensal destinado a cada um dos garimpeiros o fez baseado na informação de que as pesquisas mostraram que em Serra Pelada ainda existe 1.000.000 de onças de ouro, informação dado por um alto diretor da Colossus na presença de autoridades e associados. Se a informação não procede – pergunto ao interventor – qual é a verdade? Quanto de ouro ainda existe em Serra Pelada?

É muito fácil para o interventor dizer que houve equívoco quando não se quer dizer ou não se sabe a verdade. Seria importante o senhor Alexandre Mendes vir a público e mostrar as pesquisas que comprovam que em Serra Pelada existe sim o ouro que deixará os 38 mil associados bamburrados  e provar que o Blogger errou feio.

Na verdade, a intenção do Blogger com a informação foi desmistificar esse sonho de que associados enriquecerão assim que a produção for iniciada em Serra Pelada. O sonho acabou! Não para meia  dúzia de sanguessugas que há anos vivem por conta de imortalizar esse sonho do sofrido garimpeiro e de desviar recursos que deveriam ser direcionados para o bem estar do associado. 

Ao nobre interventor, mesmo desconhecendo sua estratégia para bem cumprir seu papel, digo que o buraco é bem mais em baixo. No mexer das peças estrategicamente escolhidas para levar à vitória e ao controle da Colossus (leia-se SPCDM) está todo esse imbróglio, que tem de um lado mais de trinta mil garimpeiros que sofrem há mais de 30 anos e de outro alguns milionários que olham Serra Pelada apenas como mais um negócio. 

É, nobre interventor Alexandre Mendes, há muita coisa a ser dita, ainda, sobre o fim do contrato com a Colossus, sobre como a canadense será indenizada pelos investimentos que fez, sobre a contratação de uma nova empresa para viabilizar o projeto, sobre qual é o potencial produtivo de Serra Pelada e quanto cada associado realmente receberá. Perguntas que, talvez, o nobre interventor possa responder quando achar conveniente, ou quando achar que já não dá mais para tapar o sol com a peneira.

Este espaço está aberto para dirimir todas essas dúvidas que ainda estão sobre as nebulosas contas da Coomigasp e sobre o contrato com a Colossus.

Serra Pelada: Bolsa de Valores de Toronto cancela registro da Colossus Minerals

imageA Colossus Minerals Inc comunicou ontem (21) oficialmente  que o senhor J. Alberto Arias, mexicano que detém a maior parte das ações da empresa na TSX – Toronto Stock Exchange (Bolsa de Valores de Toronto) demitiu-se do Conselho de Administração e que atualmente somente o senhor John Frostiak continua na direção da Companhia.

A Bolsa de Valores de Toronto (TSX) notificou a Colossus que a partir de ontem, as ações ordinárias da empresa não serão mais comercializados pela Bolsa em virtude da Colossus não ter atendido os requisitos para a continuação da comercialização (falta-lhe garantias).

As ações da Colossus na TSX despencaram no último ano. Em janeiro de 2013 cada ação estava cotada em U$6,00 (seis dólares). Ontem, no fechamento, elas valiam apenas U$0,04 (quatro centavos de dólar).

Curionópolis
imageDe Curionópolis chega a informação que cerca de 600 garimpeiros já estão no município (sede e Serra Pelada) para uma manifestação que estaria sendo organizada pela Coomigasp para os próximos dias e que busca retomar Serra Pelada para a Coomigasp.

A Colossus paralisou no início do mês o projeto que tem em parceria com a Coomigasp em Serra Pelada por dificuldades financeiras para continuá-lo. Especula-se que a Colossus possui cerca de R$350 mil em títulos protestados somente no Cartório de Curionópolis e que sua dívida total é superior a R$50 milhões.

O projeto inicial previa investimentos na ordem de R$320 milhões para a retirada de cerca de 33 toneladas de ouro e cerca de 4 milhões de toneladas de outros materiais, minerais ou não, ao longo de quinze anos. Especula-se que pouco mais da metade desse valor foi realmente investido em Serra Pelada.

Envolvidos em um imbróglio judicial que ao final levou na intervenção da Cooperativa pela justiça, os ex-diretores da Coomigasp já falam em assumir o projeto Serra Pelada em parceria com uma outra empresa mineradora. Resta saber quais os direitos e deveres essa futura parceria teria e quem ressarciria a Colossus pelos investimentos já feitos em Serra Pelada. Como se nota, o sonho do garimpeiro de ver novamente o ouro jorrando de Serra Pelada parece estar cada vez mais longe.

Rapidinhas

Escolas
Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostra que 44,5% dos colégios brasileiros só possui condições mínimas de funcionamento. No Pará, dos 11.918 estabelecimentos de ensino pesquisados, 77,30% oferece o elementar aos alunos, 18,78% o básico, 3,77% o adequado e apenas 0,15% foram classificados como avançado. Em relação as piores infraestruturas de ensino no Brasil, o Estado do Pará só fica a frente do Maranhão, afirma a pesquisa.

Trabalho escravo
Pelo segundo ano consecutivo o Pará é primeiro colocado na lista de trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Mais de 1.000 trabalhadores foram resgatados somente no ano passado. Marabá foi a cidade com maior incidência de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão. Aproximadamente R$ 10 milhões foram pagos em multas trabalhistas. Segundo a Superintendência do Trabalho, as dimensões geográficas do Estado, a baixa qualificação profissional da população e o número de fiscais insuficientes ajudam a colocar o Pará entre os primeiros da lista.

Curionópolis
O prefeito melhor avaliado do Pará em 2013 começou o ano de 2014 anunciando um abono salarial de R$800 mil aos professores da rede pública municipal. Com a economia dos recursos, vinda de uma administração austera e comprometida com  a sociedade de Curionópolis, cada professor vai receber R$3.000,00 a mais já na folha de janeiro como bonificação. Parabéns ao prefeito Chamonzinho, e que essa atitude sirva de exemplo para outros gestores.

Convocatória
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP) convoca todos os trabalhadores da rede municipal de Ensino de Marabá para uma Assembleia Geral a ser realizada na próxima quarta-feira, dia 22, para discutir seis pautas: Portaria de Lotação da SEMED; Piso Salarial; Reajuste do Vale Alimentação; Situação dos servidores readaptados; lotação dos coordenadores do Programa Mais Educação; e lotação do pessoal de apoio (agentes de serviços gerais, agentes de portaria e merendeiras). O sindicato já ensaia engrossar o discurso em torno de mudanças anunciadas pelo governo municipal para este ano.

R$1.512.785.699,00
Esse foi o valor pago pelo Programa Bolsa Família aos 949,562 beneficiários nos 144 municípios do Pará em 2013. Trazendo cá pro nosso terreiro, em 2013, foram distribuídos R$4.393.732,00 para 3,422 beneficiários de Curionópolis; R$11.095.402,00 para 9,980 de Parauapebas; R$35.985.820,00 para 22.658 de Marabá; R$6.450.038,00 para 4.502 de Eldorado dos Carajás e R$4.784.260,00 para 3,578 beneficiários de Canaã dos Carajás.  Juntos, só os 44.140 beneficiários desses cinco municípios receberam  mais de 62 milhões de reais em 2013.

Sem Educação Física?
As aulas na rede municipal de Marabá iniciam na próxima segunda-feira, 20, e alguns professores de educação física e de artes vivem clima de tensão com a possibilidade de demissão dos profissionais dessas duas áreas que atuam nas séries iniciais – da 1ª à 4ª séries. É que a ordem na Semed é cortar o máximo de gastos para poder pagar os servidores. O assunto foi levantado pela vereadora Vanda Américo em sessão extraordinária esta semana, mas rebatido no mesmo instante pelo líder de governo na Câmara Municipal, vereador Pedro Souza. Ele reconheceu que o tema chegou a ser ventilado pela gestão da Semed, mas depois abortado.

Perda de espaço
A vereadora Antônia Carvalho, a Toinha do PT, de Marabá, perdeu forças no governo municipal depois que perdeu a eleição para o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, vencida pela deputada Bernadete ten Caten, esposa do vice-prefeito Luiz Carlos Pies. Toinha tinha vários cargos dentro da Semed, entre eles Diretoria de Ensino, Projovem Urbano, Coordenadoria da educação infantil, 1º ao 9º ano, departamento de formação e Departamento de Tecnologia Educativa. A esperança dela, informam militantes do partido, é que o prefeito João Salame dê outro espaço para a vereadora, como a chefia da SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano), hoje ocupada por Gilson Dias.

Novo filiado
Em Parauapebas o Partido Solidariedade (SDD), que entre outros filiados possui sete dos quinze atuais vereadores do município, recebeu essa semana a filiação do estudante de engenharia Rodrigo Ribeiro, 22 anos, como mais novo membro. Apesar de novo, Rodrigo é de família tradicional e envolvida politicamente no município e pode contribuir muito para o crescimento do partido.

Pressão
Alguém precisa avisar os nobres edis de Parauapebas que a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal tem como finalidade divulgar as ações dos edis e daquela casa e não fazer anúncios de novos membros dos partidos dos vereadores. Será que está havendo pressão por parte dos edis em cima da galera da comunicação?

TAP
O diretor da TAP – Transportes Aéreos Portugueses - para a América do Sul, Mário Carvalho, está em Belém por conta do novo voo que ligará o Pará a Europa, através da linha Belém-Lisboa, que será operado pela companhia a partir de junho deste ano. Mário está montando o escritório e organizando a estrutura operacional da companhia aérea portuguesa no Pará. O voo Belém-Lisboa será feito por uma aeronave modelo Airbus 330, três vezes por semana – terças, sextas e domingos.

Sim, promessas fiz!
O prefeito de Parauapebas, quando é inquirido pela imprensa sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2012, vem logo com o jargão: – não foram promessas, foram compromissos! Vamos ver se em 2014 os compromissos como a orla, o fim do turno intermediário, a duplicação da Faruk Salmen e das Ruas E e F, o fim das vans, entre outros, vão sair do papel.

Quem é o pai da criança?
Essa semana aconteceu um bom debate entre o deputado Wandenkolk (PSDB) e a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) na rede social  Facebook por causa das obras de construção da ETE e expansão do fornecimento de água em Marabá. A peleja se deu porque, segundo o deputado, as obras seriam custeadas com recursos do governo do Estado e a parte do governo federal seria paga pelo Estado no futuro. Ana Júlia mostrou matou a cobra e mostrou ela morta, dando os números dos convênios com a CEF para serem pesquisados por quem quisesse.

Serra Pelada
Em ano eleitoral, os políticos oportunistas de plantão já miram Curionópolis e Serra Pelada. Agora, depois que a Colossus está praticamente quebrada e sem condições financeiras pra finalizar o projeto, políticos estão procurando as lideranças garimpeiras com a afirmação de que vão reverter a situação e encontrar outro parceiro para tocar o projeto, Garimpeiros devem abrir os olhos, pois ali já foram investidos milhões de dólares e esse dinheiro deve, no mínimo, ser ressarcido à mineradora canadense para que outra assuma.

Futebol
Além de reajustar em 20% todos os contratos mantidos com a Federação Paraense de Futebol (FPF) para este ano, o governo do Estado, por meio dos organismos diretamente envolvidos com a promoção do futebol paraense, instituiu, pela primeira vez na história, uma premiação de R$ 120 mil para o campeão do Parazão. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira, 17, pelo secretário de Promoção Social, Alex Fiúza de Melo.

Exportações em 2013
A mineradora Vale manteve liderança nas exportações brasileiras de empresas em 2013. As exportações da Vale somaram 26,50 bilhões de dólares, contra 25,57 bilhões de dólares em 2012 (alta de 3,6%), mantendo participação sobre as vendas externas totais do país perto de 11%, segundo o levantamento da Secex.