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População brasileira ultrapassa os 202 milhões de habitantes, estima IBGE. No Pará, já somos mais de 8 milhões.

Dados publicados nesta quinta-feira (28), no Diário Oficial da União, apontam que o Pará tem 8 milhões de habitantes. O Estado é o mais populoso da Região Norte e o nono do Brasil.

O Brasil tem 202.768.562 habitantes, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira (28), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Diário Oficial da União. No último censo oficial, divulgado pelo instituto em 2010, a população brasileira era de 190.755.799 pessoas.

Segundo a publicação, os dados são referentes aos residentes em território nacional no dia 1° de julho de 2014.

O levantamento mostra que o Estado mais populoso do País continua sendo São Paulo, com 44.035.304 habitantes. Em seguida aparecem Minas Gerais (20.734.097), Rio de Janeiro (16.461.173) e Bahia (15.126.371).

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Por outro lado, os Estados menos populosos são Roraima, Amapá e Acre, com, respectivamente, 496.936, 750.912 e 790.101 habitantes.

O Pará, segundo os dados divulgados, tem 8.073.924 habitantes. Belém (1.432,844), Ananindeua (499.776), Santarém (290.521), Marabá (257.062), Castanhal (186.895), Parauapebas (183.352), Abaetetuba (148.873), Cametá(129.161), Marituba (120.161) e Bragança (120.124 habitantes) são os municípios mais populosos do Estado. Bannach (3.303 habitantes) é o município com a menor população do Pará. O município de São Félix do Xingu foi o que mais cresceu no Pará no último ano (4,39%).

O levantamento faz parte do artigo de lei que compete ao IBGE a responsabilidade de divulgar anualmente as estimativas da população, para Estados e Municípios nacionais. Os dados, solicitados pelo TCU (Tribunal de Contas da União), servem para auxiliar no repasse de recursos para as cidades.

Orçamento do Pará reservou R$ 0,02 por mulher em 2012, indica IBGE

O orçamento executado pelo estado do Pará em políticas para mulheres em 2012 ficou pouco acima dos R$ 60 mil, o que gerou uma média de R$ 0,02 por mulher no estado, divulgou nesta quinta-feira (13/3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa de Informações Básicas Estaduais – Perfil dos Estados Brasileiros (Estadic). Com o maior investimento, cerca de R$ 21,7 milhões, Pernambuco atingiu R$ 4,61 por mulher.

Outras unidades da Federação tiveram a média por mulher menor do que R$ 1: Tocantins (R$ 0,13), Piauí (R$ 0,11), Ceará (R$ 0,15), Rio Grande do Norte (R$ 0,18), Paraíba (R$ 0,58), Bahia (R$ 0,80), Espírito Santo (R$ 0,70), Rio de Janeiro (R$ 0,12), Rio Grande do Sul (R$ 0,64) e Mato Grosso (R$ 0,20).

Outra comparação feita pelo IBGE foi sobre o valor investido nas políticas do setor, tomando-se como base cada R$ 1 milhão do orçamento. Também nessa base de comparação, o Pará teve o pior resultado, com R$ 0,65 do orçamento executado para cada R$ 1 milhão do PIB, seguido pelo Rio de Janeiro, que executou R$ 2,05 na mesma comparação. Os maiores valores foram registradas em Pernambuco, com R$ 197,18, e Alagoas, com R$ 95,87.

As políticas de promoção à igualdade de gênero são tema de uma secretaria exclusiva em 11 unidades da Federação, e, em outras dez, são um setor subordinado a outra secretaria. Em quatro casos, o tema ocupa uma secretaria juntamente com outro setor, e, em três, é um setor subordinado diretamente à chefia de governo.

A pesquisa também mostra que o Brasil tem 421 delegacias especializadas no atendimento à mulher, mas Distrito Federal, Rondônia, Amazonas e Roraima têm apenas uma. No total, 206 estão na Região Sudeste e 125 em São Paulo. O país conta ainda com 110 núcleos especializados de atendimento à mulher nas delegacias comuns, sendo 34 deles no Distrito Federal e 34 no Rio Grande do Sul.

Apesar da importância das informações sobre a violência contra a mulher, como mostra a pesquisa, não há levantamento de mulheres sofrendo violência nos serviços especializados de Segurança Pública nos estados da Paraíba, de Sergipe, do Espírito Santo e de Mato Grosso. No caso de Rondônia, Pernambuco, Sergipe e São Paulo, o levantamento não é feito pelos serviços especializados da rede de saúde estadual. Em relação ao tipo de violência sofrida, os serviços especializados de Rondônia, Pernambuco, Sergipe e do Distrito Federal não contabilizam os dados. (Agência Brasil).

A cidade da Vale

Para pesquisador, hoje, a violenta Parauapebas (PA) é a extensão da estratégia ideológica, política e econômica da mineradora.

“A cidade da Vale”, como é conhecida Parauapebas, a maior província mineral do mundo, vive um caos sociocultural. O Mapa da Violência de 2013 mostra que o município, no sudeste do Pará, saltou da 21ª colocação entre as cidades mais violentas do estado para o 10º lugar.

Segundo o estudo, Parauapebas sofreu a maior expansão de homicídios entre jovens no estado paraense. A probabilidade de um jovem ser morto, vítima de disparos de arma de fogo ou por facada na rua ou em sua própria casa, é 25% maior do que no Iraque, país com uma das mais altas taxas de morte por conflito armado.

Com um detalhe: essa dura realidade se passa nas entranhas da 33ª cidade mais rica do Brasil. Isso porque, entre 1997 e 2012, a prefeitura embolsou mais de R$ 1 bilhão de royalties advindos da mineração.

Seu Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 2, 1 bilhões de dólares é o segundo maior do Pará e equivale à soma das riquezas produzidas pelos Estados do Acre, Roraima e Amapá. O PIB per capita de Parauapebas – parte da riqueza que cabe a cada habitante do município – alcança o topo no ranking nacional, deixando para trás nada menos que São Paulo e Brasília.

Ademais, é o município que apresenta o maior superávit na balança comercial brasileira. O descompasso entre riqueza e pobreza acompanha a velocidade do inchaço populacional da cidade, que, aos 25 anos, já detém meio milhão de habitantes – grande parte amontoados nas inúmeras favelas que não param de surgir. Em um contexto como este, o alcoolismo e a prostituição aparecem como elemento cultural predominante na cidade.

Em visita à região, o sociólogo Romero Venâncio, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), falou com a reportagem do Brasil de Fato sobre suas impressões ao andar por Parauapebas e comentou sobre saídas concretas que possam mudar a realidade social da província mineral. Na entrevista abaixo, o professor cita a Vale como a principal responsável por esse retrato violento. “O modelo de atuação da mineradora na cidade é antropofágico, de tal maneira que se torna predatório à condição humana.”

Brasil de Fato – Como se explica uma Parauapebas tão rica com uma população tão pobre?

Romero Venâncio – Parauapebas tem um dos PIBs mais altos do Brasil, mas seu desenvolvimento social é desproporcional ao seu crescimento.Ou seja, paradoxalmente, ela tem uma grande arrecadação por conta dos royalties minerais e a prefeitura tem uma margem de manobra econômica como poucas no estado do Pará. Porém, a inoperância dessas instâncias municipais acontece porque elas acabam sendo uma extensão das políticas tecnológicas, econômicas e estratégicas da Vale.

O que o processo de mineração incide no alto índice de violência de Parauapebas?

Temos que entender como uma cidade com grau de caos social como Parauapebas vive cotidianamente sua relação com a Vale. Significa dizer que para manter uma modernização tão violenta e brutal, sobre uma camada inteira da população, proporcionada pela mineradora é preciso forjar além de órgãos de repressão, a existência de uma cultura como forma de contenção social. Quando nós usamos a palavra cultura eu não penso somente na música, teatro e dança, mas uma forma de vida. Por exemplo, o alcoolismo intenso numa cidade como essa funciona como elemento cultural. Além disso, o modelo de atuação da mineradora na cidade é antropofágico, de tal maneira que se torna predatório à condição humana. A Vale consegue culturalmente atualizar aquilo que Karl Marx chamava, nos manuscritos filosóficos, de último estágio da alienação, quando o sujeito está alienado em si mesmo, a brutalidade passa a ser sua forma de agir. Dessa situação dramática da modernização nos moldes que pensava o filósofo Walter Benjamim, Parauapebas hoje está dentro de uma modernização reacionária. Porque do ponto de vista tecnológico, a Vale traz modernização, mas, por outro lado, o impacto ambiental e humano faz com essa modernização seja ativada como reacionária.

É dessa cultura que explode a violência, sobretudo, contra a juventude?

É possível observar que o álcool está aliado em Parauapebas a certos modelos de carros grandes, onde são abertas as tampas traseiras e saem dali um tipo de música que toca toda uma juventude imersa nesta indústria cultural. Aqui, existe uma juventude que, há uma década, é formada nessa lógica da cultura do alcoolismo, da violência contra mulheres, contra negros e pobres, formada pela perspectiva de consumo desses carros grandes com músicas estridentes e completamente vazias.

Como forjar, então, uma cultura diferente numa cidade que não tem uma sala de teatro, nem de cinema, somente no shopping center?

As prefeituras não são responsáveis por criar somente os espaços físicos, mas ao construir uma sala de teatro ela pode dinamizar com editais e financiamento uma programação multicultural. Por exemplo, não se pode como política cultural ter um cinema reduzido ao shopping, isso é desproporcional à cidade. A prefeitura tem condições de criar uma sala de cinema para debate, seminários e poderia fazer uma aliança com setores culturais dos movimentos sociais. Idem com um espaço de teatro e de dança. Esse dinheiro arrecadado da mineração teria a possibilidade de realizar tudo isso. Entretanto, estou falando somente em termos culturais, nem estou tocando no assunto de promoção social, a prefeitura não faz isso porque tem um entrave político. A Vale não é apenas uma empresa de mineração, é um agente econômico, cultural e social e interessa a ela a indústria cultural em Parauapebas. Isso fica evidente quando a mineradora financia legalmente shows diretamente ligados a indústria cultural. Portanto, o caos de uma cidade como Parauapebas não é uma situação impossível de se combater, o problema é que a força da Vale é desproporcional em toda essa região, nenhuma força social consegue competir com a mineradora. Precisamos criar um pacto para outro modelo cultural, que não seja esse da Vale, numa aliança entre movimentos  sociais, povos originários, universidade e poder público.

Em sua visita à cidade você consegue visualizar algum espaço diferenciado que escape a essa cultura opressora da Vale?

Sendo uma cultura reacionária, o combate a ela teria que trazer uma forma cultural emancipatória. Dessa forma, o Instituto Agroecológico Latino-Americano (IALA Amazônico) no assentamento Palmares às margens da Floresta Nacional de Carajás, em Parauapebas, se constitui numa forma de emancipação, porque ele não é apenas um espaço agroecológico, mas sim um local de formação cultural. Num momento como esse vivido por Parauapebas, já é uma atitude muito emancipatória a construção do IALA, porque na esfera social tudo conspira contra as características desse modelo de vida pensado pelo instituto. Além disso, penso que essa modernização enriquece pessoas, mas empobrece uma massa. Trabalhar com essa massa empobrecida é o principal  desafio dos movimentos sociais hoje no Pará buscando uma via cultural diferente da existente atualmente.

Essa região do sul e sudeste paraense sofreu mudanças espaciais, culturais econômicas e sociais relevantes em pouco tempo. Existe a possibilidade de resgatar algo dos povos originários para amenizar o atual modo degradante de vida?

O monumento da cultura moderna é uma representação da barbárie também. No fundo, a experiência cultural e econômica da Vale sempre abriga uma dimensão de barbárie.

Nessa perspectiva, penso que ressurgir ciclos culturais anteriores é improvável nessa área do Pará. Agora tem uma categoria central como ponto de resistência cultural que é a memória. Essa região abriga uma memória e quando isso acontece você pode esperar muita coisa.

É difícil acreditar que com essa modernização reacionária profundamente violenta nós teríamos uma forma de aboli-la e voltar ao modelo de populações ribeirinhas de outras épocas, principalmente com a introdução em larga escala do celular, do automóvel, o modo como as estradas foram abertas modificando a vida das pessoas. No entanto, a memória sobrevive em pequenos gestos nas experiências culturais em forma de alimentação, vestimentas, modo de se lembrar da região e isso pode nos influenciar culturalmente de maneira positiva.

Por Marcio Zonta – do Pará

Foto: Agência Vale

Romero Júnior Venâncio Silva possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (1994), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (1997) e doutorado Interinstitucional em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (2010). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Sergipe. Atuando principalmente nos seguintes temas: Filosofia Contemporânea, Estética, Teoria da Religião e Teoria política latino-americana. Pesquisador do GEFELIT/UFS (Grupo de Estudo e Pesquisa em Filosofia e Literatura) e GEPALC/UFPB (Grupo de pesquisa em América Latina contemporânea.

PIB 2010 dos municípios do Pará será divulgado amanhã (12)

Amanhã, 12, a partir das 9 horas, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgam os números referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) 2010 dos 143 municípios  do estado do Pará existentes até então, distribuindo, de forma descendente, o Valor Adicionado (VA) de cada um, segundo suas atividades e setores econômicos (Agropecuária, Indústria e Serviços).

A publicação destacará os dez municípios com maiores e menores PIB e PIB per capita, além de destacar os números para as Regiões de Integração, análise da concentração do Produto Interno Bruto e as atividades que mais influenciaram em cada setor.

No dia 23 de novembro, Idesp e IBGE divulgaram que, em 2010, o PIB do estado do Pará foi de R$ 77,8 bilhões, obtendo a 13ª posição dentre as 27 unidades da Federação. Em termos per capita, o valor do Estado do Pará foi de R$ 10.259, representando 51,9% do valor per capita nacional (R$ 19.766), ocupando a 21ª no ranking dos Estados brasileiros.

Serviço:

Data: 12/12/2012 às 09:00
Local: Sede do Idesp
Endereço: Rua Municipalidade, 1462, entre Dom Romualdo de Seixas e Dom Pedro I

IBGE: rebanho bovino brasileiro cresce 1,6% e chega a 212,8 milhões de cabeças

O efetivo nacional de bovinos chegou a 212,8 milhões de cabeças, em 2011, um aumento de 1,6% em relação a 2010, com maiores concentrações no Centro-Oeste, Norte e Sudeste, segundo a pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2011, divulgada hoje pelo IBGE. O rebanho de bubalinos cresceu 7,8%, nesse período, totalizando 1,3 milhão de cabeças, concentradas no Pará (38,0%), Amapá (18,4%) e Maranhão (6,5%).

Já o efetivo de equinos foi de 5,5 milhões de cabeças, apresentando estabilidade. Ainda entre os animais de grande porte, apresentaram declínio de rebanho (- 0,7%), tanto os asininos quanto muares. Dentre os animais de médio porte, suínos tiveram variação positiva (0,9%) e caprinos (0,8%), enquanto ovinos apresentaram o maior crescimento (1,6%). Dentre os de pequeno porte, cresceram galináceos (2,2%), coelhos (3,2%), com destaque para o crescimento do efetivo de codornas (19,8%).

Quanto aos produtos de origem animal, registraram-se, entre 2010 e 2011, aumentos na produção de leite e de ovos de galinha (ambos 4,5%), de ovos de codorna (12,1%), de mel de abelha (9,4%) e de lã (1,4%). A única produção que teve retração foi a de casulos do bicho-da-seda (-11,8%). Já a produção de leite bovino chegou a 32 bilhões de litros, em 2011, um acréscimo de 4,5% em relação a 2010.

Rebanhos de bovinos e búfalos crescem, rebanho de equinos fica estável, enquanto asininos e muares caem

O rebanho bovino brasileiro fechou 2011 com um crescimento de 1,6% em relação a 2010 (209,5 milhões), totalizando um efetivo de cerca de 212,8 milhões de cabeças (os efetivos referem-se aos rebanhos existentes em 31 de dezembro de 2011, enquanto as produções são relativas ao ano de 2011). Em 2011, o Brasil ocupava a 2ª posição mundial em rebanho de gado bovino, atrás da Índia, cujo rebanho era de 324, 5 milhões, cerca de 1,5 vezes maior que o brasileiro, porém não é um rebanho comercial e inclui búfalos. Na sequência, destacaram-se China e os Estados Unidos.

O rebanho estava assim distribuído por região: Centro-Oeste (34,1%), Norte (20,3%), Sudeste (18,5%), Nordeste (13,9%) e Sul (13,1%). O estado do Mato Grosso (13,8%) possuía o maior efetivo de bovinos, seguido por Minas Gerais (11,2%), Goiás (10,2%) e Mato Grosso do Sul (10,1%). Os dez principais estados onde se criam bovinos concentravam 81,1% de todo o efetivo nacional.

O crescimento do rebanho bovino ocorreu com maior intensidade, entre 2010 e 2011, nas regiões Nordeste (2,9%), Sudeste (2,8%) e Norte (2,7%), onde se destacaram os crescimentos de Pará e Rondônia. Em termos municipais, São Félix do Xingu (PA) detinha o maior número de animais ou 1,0% do efetivo nacional, seguido por Corumbá (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS). Esses municípios conservaram, em 2011, as mesmas posições ocupadas em 2010. Destaque para o ganho de posição de Altamira (PA), que passou da 28ª para a 12ª posição, em 2011.

O efetivo de bubalinos (búfalos), em 2011, foi de 1,3 milhão de cabeças, um aumento de 7,8% sobre 2010. Os búfalos concentravam-se no Norte e Nordeste do país, sendo os maiores efetivos registrados no Pará (38,0%), Amapá (18,4%) e Maranhão (6,5%).

Os municípios de Chaves (PA), Cutias (AP) e Soure (PA) eram aqueles que detinham os maiores efetivos de bubalinos. Os 20 principais municípios criadores de búfalos representam 52,4% do plantel nacional desta espécie.

O efetivo de equinos (cavalos, éguas) foi de 5,5 milhões de cabeças, em 2011, apresentando certa estabilidade em relação a 2010 (-0,1%). O plantel encontrava-se concentrado no Sudeste (24,4%) e no Nordeste (24,3%). Os maiores efetivos encontravam-se nos estados de Minas Gerais (14,3%), Bahia (10,1%) e Rio Grande do Sul (8,6%).

O efetivo de asininos (jumentos, jegue, asnos), em 2011, foi de 974,5 mil animais, uma queda de 2,7% em relação a 2010. O efetivo destes animais encontrava-se bastante concentrado no Nordeste do país, especialmente Bahia (26,1%), seguida de Ceará (19,8%) e Piauí (12,2%). Os municípios de Petrolina (PE), Feira de Santana (BA) e Boa Viagem (CE) eram aqueles que tinham os maiores efetivos.

O efetivo de muares (burros, mulas) apresentou leve queda percentual com relação ao registrado em 2010. No total, eram 1,3 milhão de cabeças. O Estado da Bahia participava com 21,6% do efetivo nacional, seguido por Minas Gerais (12,4%) e Pará (8,3%). Destacaram-se os municípios de São Félix do Xingu (PA), Novo Repartimento (PA) e Una (BA).

Animais de médio porte: crescem suínos e ovinos, enquanto caprinos ficam estáveis

O efetivo de suínos (porcos, porcas, leitões) teve aumento de 0,9%, em 2011, relativamente a 2010. Foram registrados 39,3 milhões de cabeças desta espécie, incluindo neste número 4,806 milhões de porcas criadeiras (12,2% do total), que mantiveram certa estabilidade de seu rebanho (-0,1%) comparativamente a 2010.

O maior efetivo de suínos encontrava-se no Sul do país (48,6%). Santa Catarina participava com 20,3% de todo o efetivo nacional, seguida por Rio Grande do Sul (14,4%), Paraná (13,9%) e Minas Gerais (12,8%).

Os municípios detentores dos maiores rebanhos de suínos eram Uberlândia (MG), Rio Verde (GO), Toledo (PR) e Concórdia (SC), onde existem grandes frigoríficos. Merece destaque o ganho de posições de Marechal Cândido Rondon (PR) que passou da 30ª posição em 2010 para a 5ª posição em 2011 devido ao surgimento de novas granjas.

O efetivo de caprinos (bodes, cabras) foi de 9,3 milhões de cabeças em 2011, registrando uma quase estabilidade comparada ao número observado 2010. A Bahia detinha 29,2% do efetivo desta espécie, sendo seguida por Pernambuco (20,5%) e Piauí (14,7%). Os cincos estados com os maiores plantéis concentravam 81,8% do total nacional. Os municípios com os maiores efetivos de caprinos eram Casa Nova (BA), Floresta (PE) e Sertânia (PE), que subiu duas posições na colocação nacional. Juazeiro (BA), por sua vez, teve queda de duas posições. Os 20 maiores municípios concentravam 22,6% do efetivo nacional.

O efetivo de ovinos (ovelhas, carneiros) foi de 17,6 milhões de cabeças, representando aumento de 1,6% sobre o número registrado em 2010. O estado do Rio Grande do Sul detinha 22,6% do rebanho nacional. Na sequência, vinham Bahia (17,4%) e Ceará (12,1%). No Rio Grande do Sul, a principal finalidade do rebanho é a produção de lã, enquanto no Nordeste é a produção de carne. Os cinco primeiros estados representavam 70,6% do efetivo nacional de ovinos.

Em termos municipais, destacaram-se Santana do Livramento, Alegrete e Uruguaiana (todos no RS) e Casa Nova (BA). Uruguaiana (RS) subiu posições com relação a 2010, quando ocupava a 5ª colocação nacional. São Gabriel (RS) também ganhou posições, passando da 12ª, em 2010, para a 7ª, em 2011. Os 20 primeiros municípios com os maiores efetivos concentram 18,2% do efetivo brasileiro.

Animais de pequeno porte

O efetivo total de galináceos (galinhas, galos, frangos, frangas, pintos) foi, em 2011, de 1,266 bilhão de unidades, um aumento de 2,2% sobre o total registrado em 2010. Deste efetivo, parte correspondia a galinhas (17,1%) e o restante a galos, frangos(as), pintos. Em relação a este último, Paraná detinha o maior efetivo, (22,3%). Os maiores efetivos municipais, por sua vez estavam localizados em Pará de Minas (MG), que ocupava em 2010 a 4ª posição, Rio Verde (GO) e Amparo (SP). Destaca-se, também, Uberlândia (MG), que passou da 22ª posição para a 6ª, em 2011.

O efetivo de galinhas cresceu 2,6%, em 2011, com o registro de 216,2 milhões de animais, sendo São Paulo (20,7%) o estado com o maior plantel, seguido pelo Paraná (11,6%) e Minas Gerais (10,0%).

Bastos (SP), Santa Maria do Jetibá (ES), Primavera do Leste (MT) e Itanhandu (MG) compunham o ranking dos municípios brasileiros com os maiores efetivos. A produção de galinhas mostrava-se bastante dispersa pelo território, com os 20 maiores efetivos municipais representando apenas 23,8% do total nacional.

Produção de leite cresce 4,5% em 2011, com ganho de 3,1% na produtividade

A produção total de leite registrada pela Pesquisa foi de 32,0 bilhões de litros em 2011, aumento de 4,5% em relação a 2010. Deste total, 67,9% foram adquiridos pelas indústrias de laticínios que funcionam sob inspeção sanitária, segundo a Pesquisa Trimestral do Leite (IBGE). O restante desta produção deve-se ao auto-consumo, produção artesanal de queijos e derivados, perdas, etc. Destacaram-se Minas Gerais, com participação de 27,3% na produção, seguido pelo Rio Grande do Sul (12,1%), Paraná (11,9%) e Goiás (10,9%). Estes estados concentraram 62,1% de todo o leite produzido no país.

Comparando-se as produções obtidas em 2011 e 2010, merecem menção os crescimentos de produção de leite de vaca em Goiás (9,0%), Rio Grande do Sul (6,8%), Paraná (6,2%) e em Minas Gerais (4,4%), assim como as reduções de 12,0%, registrada em Rondônia, e de 4,6%, na Bahia, além da quase estabilidade da produção paulista.

Os três municípios maiores produtores de leite no Brasil em 2011 foram Castro (PR), Patos de Minas (MG) e Jataí (GO), assumindo as mesmas posições ocupadas no ano anterior. Carambeí (PR) passou da 12ª para a 5ª colocação nacional na produção de leite, em função da expansão da atividade leiteira para atender à demanda da indústria láctea local. Em sentido oposto Piracanjuba (GO) teve queda no número de posições, passando da 4ª posição em 2010 para a 7ª em 2011. Observou-se ganho de produtividade de leite em torno de 3,1%, em 2011, relativamente a 2010. A produtividade nacional média de leite foi de 1 382 litros/vaca/ano.

Fonte: Jornal do Brasil

Amazonas e Pará lideram ranking de mão de obra infantil na região Norte

Apesar do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentar um dado geral positivo de redução de 13,44% da mão de obra infantil – correspondente a faixa etária de 10 a 17 anos -, em relação ao ano de 2000, o mesmo não foi verificado no grupo envolvendo crianças entre 10 e 13 anos de idade, cujo aumento foi de 1,56%.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (12), pelo Fórum Nacional para a Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em Brasília, por conta do Dia Contra o Trabalho Infantil, que este ano tem como tema: “Vamos acabar com o trabalho infantil. Em defesa dos direitos humanos e da justiça social”.

De acordo com os números revelados pela pesquisa, na região Norte foi verificado um aumento de trabalho infantil nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima.

Liderando o ranking aparece o Pará. Enquanto em 2000 o número total de mão de obra infantil verificado no Estado foi 179.611 casos – dos quais a prevalência na faixa etária de 16 a 17 anos, com 82.322 ocorrências -, em 2010 houve um registro total de 180.089 casos, dos quais 75.292 ocorrências, na mesma faixa etária.

A incidência de casos, no Pará entre os dois anos foi verificada na faixa etária de 10 – 13 anos de idade.  Enquanto em 2000, o Pará registrava apenas 43.021 casos, em 2010, os números saltaram para 55.240 ocorrências.

Seguido do Pará, o Amazonas aparece com 61.887 casos no ano 2000, dos quais, 28.024, correspondem à faixa etária de 16 – 17 anos. Outros 18.397 casos foram registrados na faixa etária de 14- 15. Ainda em 2000, o Amazonas detinha 15.466 registros de mão de obra infantil, referentes à faixa etária de 13 – 10.

Em 2010, o total de ocorrências foi de 82.573 casos. Deste número, 33.130, se concentraram na faixa etária de 10 – 13 anos de idade. Os aumentos também foram verificados nas demais faixas etárias. De 14 – 15 anos, subiu para 21.879, casos, e na faixa etária de 10 – 13 anos,foram 27.564 ocorrências.

Apesar de ter diminuído os registros em dois grupos de faixas etárias, em 2010, o Acre aparece em terceiro lugar do ranking, com 15.135 ocorrências, em 2000, e 16.514 casos registrados 10 anos depois.

Enquanto em 2000, o Estado apresentava 7.037 registros, referentes à faixa etária de 16 – 17 anos, em 2010, houve uma redução, para 6.414 ocorrências. No ano 2000 haviam 4.366 casos referentes à faixa etária de 15 – 14 anos de idade, em 2010 foram verificados 4.240 ocorrências.

Com relação a faixa etária de 10 – 13 anos, enquanto em 2000 haviam 3.732 casos, em 2010, o IBGE registrou 5.860 ocorrências.

No Amapá a pesquisa registrou 7.354 casos em 2000, contra 12.325 verificados em 2010. Todas as faixas etárias tiveram incidência de casos. Em 2000, um total de 3.848 ocorrências foram registradas na faixa etária de 16 – 17 anos, contra 5.694 casos verificados em 2010.

No grupo de 14 – 15 anos, um total de 2.178 casos foram registrados em 2000, enquanto que em 2010 foram observados 3.113 ocorrências. Já o grupo da faixa etária de 10 – 13 anos de idade, pulou de 1.328 em 2000, para 3.518 casos em 2010.

Roraima lidera o quinto lugar no ranking de mão de obra infantil, na região Norte.

Em 2000 o Estado registrou 7.059 casos, dos quais 3.821, na faixa etária de 16-17 anos. O restante distribuído em 1.891 casos na faixa etária de 14 – 15 anos, e outros 1.347, para a faixa etária de 10 – 13 anos de idade.

Entretanto, em 2010 o aumento nos casos de exploração do trabalho de crianças e adolescentes foi verificado em todas as faixas etárias, contabilizando um total de 11.238 registros. Conforme os dados do IBGE, 4.961 ocorrências foram registradas, na faixa etária de 16 – 17 anos. Outros 2.969 registros dizem respeito à faixa etária de 14 – 15 anos,  e outras 3.401 ocorrências a faixa etária de 10 – 13 anos de idade.

IBGE mostra que o Pará está entre os estados com mais crianças e jovens fora da escola

Os maiores percentuais ficaram com o Amazonas (8,8%), Roraima (8,3%) e Acre (8,2%), seguidos pelo Pará (5,5%). Ao todo, 13,59% dos paraenses entrevistados de todas as faixas etárias declararam nunca ter frequentado uma escola

Em 2010, 966 mil crianças e jovens brasileiros na faixa etária de 6 a 14 anos de idade não frequentavam escola. A região Norte tinha o maior percentual de crianças nesse grupo (6,1%), mais que o dobro do Sudeste (2,8%) e Sul (2,5%).

Os maiores percentuais ficaram com o Amazonas (8,8%), Roraima (8,3%) e Acre (8,2%), seguidos pelo Pará (5,5%). No outro extremo, o menor percentual desse indicador foi registrado em Santa Catarina (2,2%).

Os dados foram divulgados no último dia 27 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa que se refere às mudanças ocorridas no país nessa última década, 2000 a 2010.

Ao todo, 13,59% dos paraenses entrevistados de todas as faixas etárias declararam nunca ter frequentado uma escola. Um total de 50,72% declararam não estar frequentando nenhuma escola, apesar de já terem estudado.

Com relação ao ensino superior, o Censo 2010 revela que a porcentagem da população que terminou a faculdade é de apenas 7,9%. Em 2000, esse número era de 4,4%. No Pará, apenas 4,08% dos entrevistados responderam ter ensino superior completo.

As regiões Norte e Nordeste registraram o pior índice de instrução em nível superior, ambos com apenas 4,7% da população diplomada. Abaixo do Pará, o pior índice do Brasil é o Maranhão, com apenas 3,61% da população graduada com nível superior. Já no Sudeste, São Paulo foi o que apresentou a melhor taxa, com 10% de formados.

O percentual de pessoas no Brasil com mais de 25 anos que têm pelo menos o ensino médio completo aumentou e chegou a 35,8%, contra os 23,1% registrados no ano 2000. No Pará, essa porcentagem não passa de 18,92%.

Renda baixa
O Censo apontou ainda que, no Pará, a renda média per capita é de R$ 383, uma das mais baixas do país, ficando à frente apenas de Alagoas (R$ 378), Piauí (R$ 367) e Maranhão (R$ 319). A renda por pessoa em Belém é maior que a do Estado: R$ 697.

Os mais altos rendimentos médios domiciliares foram os das regiões Centro-Oeste e Sudeste, que ficaram próximos, com diferença de menos de 1%, vindo em seguida o da região Sul. Em patamares mais baixos ficaram os das regiões Nordeste e Norte, que representaram 55,5% e 67,5%, respectivamente, daquele da região Centro-Oeste.

Divórcios
O número de divórcios no Brasil superou a marca histórica registrada nos últimos anos: pelo menos 1,8 por mil habitantes da população brasileira respondeu afirmativamente ao Censo do IBGE, informando a mudança do estado civil em 2010. No ano anterior, ela havia sido 1,4 por mil habitantes. Já a taxa geral de separação teve queda significativa e registrou o menor patamar da série histórica, iniciada em 1984, chegando a 0,5 caso por mil habitantes.

No Pará, foram registrados 3.747 divórcios no ano. Foram realizadas 410 separações judiciais e 1.495 mulheres conseguiram a guarda dos filhos. Em compensação, foram feitos 27.359 casamentos.

De acordo com o estudo, 40,9% dos divórcios registrados em 2010 foram de casamentos que duraram no máximo 10 anos. Em 2000, foram 33,3% dos divórcios para o mesmo período e, em 2005, 31,8%.

Considerando ainda os divórcios judiciais concedidos e sem recursos e as escrituras de divórcios realizadas em tabelionatos, essas dissoluções ocorridas em 2010 foram de casamentos que tiveram em média 16 anos de duração.

As informações da pesquisa mostram que as médias de idade se elevaram para ambos os cônjuges. Em 2010, a idade média ao se divorciar foi de 43 anos. Em 2000, essa idade era de 41 anos. Entre as mulheres, a diferença aumentou apenas um ano no período analisado, sendo a idade média atual de 39 anos.

Sub-registros
Com relação ao sub-registro de nascimentos no Brasil, o estudo mostrou que houve uma queda de 21,9% para 6,6% entre os anos de 2000 e 2010, atingindo o menor nível já observado.

Enquanto estados como o Maranhão e o Piauí registraram as maiores quedas (de 73,1% para 20% em dez anos, e de 71,6% para 13,4% no mesmo período, respectivamente), o Pará, juntamente com o Amazonas registraram os maiores índices (28% e 26,5%).

Fonte: Diário do Pará

Informação valiosa

Causa preocupação o vazamento pelo IBGE, pouco mais de 12 horas antes do horário oficial, do índice de inflação (IPCA) de outubro. O indicador apareceu “escondido” no site do IBGE por volta das 17h da quinta, mas a divulgação oficial ocorreria às 9h de sexta. Segundo técnicos do órgão, não foi a primeira vez que a segurança dos dados foi comprometida.

Desde junho, quem soubesse procurar poderia ter acessado, com antecedência, 63 indicadores relativos, entre outros tópicos, a inflação, produção industrial, emprego, PIB e vendas no varejo. O site teria registrado em torno de 1.200 acessos neste período.

O fato é grave e merece apuração rigorosa, pois trata-se de informação privilegiada que possibilita ganhos milionários, senão bilionários, no mercado financeiro.

O mercado trabalha com projeções para os principais indicadores econômicos. Desvios em relação a essas previsões podem causar movimentação significativa de preços dos ativos financeiros. Um resultado de inflação acima do esperado por analistas, por exemplo, tende a pressionar para cima as taxas de juros nos contratos futuros negociados na Bolsa.

Também as deliberações do Banco Central sobre a taxa de juros estão sob suspeita. Analistas interpretam mudanças nos contratos de juros de certas pessoas físicas na Bolsa como um indicador útil do que poderá ser decidido.

A possibilidade de ganhos rápidos e vultosos pode levar à corrupção e à promiscuidade entre agentes públicos e instituições privadas.

No IBGE, desde 2007 dados relevantes são apresentados a um grupo pequeno de autoridades apenas duas horas antes de sua liberação pública -para minimizar o risco de vazamento. Mesmo assim, pouco se sabe sobre o nível de segurança ao longo do processo de preparação das estatísticas.(FSP)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) policia o mercado de capitais e combate o uso de informações privilegiadas de empresas. É preciso que esse tipo de vigilância se estenda às instituições públicas e privadas responsáveis pela divulgação de informações econômicas que podem propiciar ganhos.

Analfabetismo foi reduzido à metade em Parauapebas

<SAMSUNG DIGITAL CAMERA> Está confirmado e quem diz é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): a taxa de analfabetismo em Parauapebas caiu pela metade. Exatamente 50,3% da população maior de 15 anos até então analfabeta, deixou essa condição nos últimos dez anos.

Para chegar a esse número, digno de foguetório, o governo municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), trabalhou incansavelmente, sobretudo nos últimos sete anos, período em que foram desenvolvidos programas e projetos educacionais que, muito além de alfabetizar, proporcionaram dignidade e cidadania a cada munícipe.

Nesse contexto de números positivos, a figura maior é o professor, e a ele se deve o mérito de tal conquista, numa estatística que põe Parauapebas na condição de um dos municípios mais escolarizado do Pará, dividindo o primeiro lugar com Belém, Ananindeua, Tucuruí, Redenção e Castanhal. Em 2000, o município era o 11º em alfabetização de seus cidadãos.

NÚMEROS
No Censo 2000, o município tinha 16,3% de sua população analfabeta. Hoje, pelos números do Censo 2010, a taxa de analfabetismo é de 8,1%. A maior parte dessa baixa se deu sob a gestão do prefeito Darci Lermen, de 2005 para cá. No final de 2004, a taxa de analfabetismo ainda era de 15,6%.

A fim de reverter tal situação, o governo municipal criou parcerias, as quais viabilizaram a formação de jovens e adultos que não tivessem contato com o mundo do saber escolar. Assim, no decorrer da caminhada, esse trabalho foi sendo reconhecido.

O ano era 2005. Depois de alfabetizar em torno de 150 servidores municipais, Parauapebas foi contemplado com o prêmio “Ouro”, durante a Jornada Nacional de Educação. Naquele ano, também, a atual gestão em parceria com a Fundação Vale dinamizava o Programa Vale Alfabetizar, que sozinho possibilitou que 12 mil pessoas, jovens e adultos, pudessem aprender a ler e a escrever.

A partir de então, foram intensificadas as formações continuadas para professores e coordenadores, e estes vêm fazendo muito mais do que o que sempre esteve ao seu alcance. Em verdade, eles contribuíram para que Parauapebas fosse recordista na conquista do prêmio “Palma de Ouro” (em 2007, 2009 e 2010) e para que a educação abocanhasse o prêmio “Gestor Nota 10” no ano passado. Todos esses méritos têm reconhecimento do Ministério da Educação (MEC).

CONQUISTAS
Ainda assim, a maior das conquistas é saber que a qualidade da educação municipal evolui a cada ano, o que pode ser traduzido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), cujo indicador – tanto de 1ª a 4ª série, quanto de 5ª a 8ª – está acima das médias do Pará e do Brasil. O município, a saber, antecipou no ano passado a nota que, em tese, era esperada tirar daqui dois anos. Agora, tem o Ideb mais alto do Estado.

Atualmente, com a taxa de alfabetização que detém, Parauapebas é um dos poucos municípios da Amazônia a enquadrar-se em padrão educacional similar à média dos países desenvolvidos. “Temos motivos de sobra para comemorar, uma vez que demos um salto de qualidade na educação nunca antes visto. Esse é um resultado expressivo e que deve ser celebrado por toda a comunidade escolar”, comemora o secretário de Educação, Raimundo Neto.

QUALIDADE
Não à toa, essa qualidade traduz-se em resultados. No ano passado, uma pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) trouxe o que seria uma espécie de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) fora de época, antecipando o que o Censo 2010 mostra agora sobre a educação municipal.

Na pesquisa de abrangência nacional da entidade carioca, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) coloca Parauapebas como o mais desenvolvido do Pará, com índice de 0,7825 (o grau vai de 0 a 1; quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o lugar). Nem o Brasil como um todo – com IFDM de 0,7478 – é tão desenvolvido quanto Parauapebas.

Não obstante, todas as ações que nos últimos sete anos alfabetizaram, e com qualidade, milhares de jovens e adultos são apenas o início. É a partir de agora, com uma empolgação ainda maior, que a batalha de combate ao analfabetismo vai se expandir.

Todos – comunidade escolar e sociedade em geral – estão convocados para tornar Parauapebas uma referência mundial em educação num futuro bem próximo, unindo esforços para chegar ao último dos analfabetos e conduzi-lo ao fantástico universo do conhecimento e do saber, ajudando-o a aprender a ler e escrever com dignidade. Até lá…

Texto: André Santos, foto Rosiere Morais

Pirâmide etária da população de Parauapebas

População por sexo - Parauapebas

Segundo o Censo do IBGE realizado em 2010, Parauapebas tem 153.908 habitantes. Destes,  77.893 são do sexo masculino, o que representa 50,6% da população, e 76.015 do sexo feminino, que representa 49,4% da população. Na zona rural estão apenas 15.218 habitantes ( 9,9% ) contra 138.690 (91,9%) da zona urbana.