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Laboratório de minério de ferro operacional da Vale é o 1º acreditado pelo Inmetro

A Vale informou, hoje (4), que seu laboratório em São Luís (MA) será o primeiro de minério de ferro operacional a ser acreditado na norma ISO/IEC 17025 – 17025 – Requisitos Gerais para Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração. A recomendação foi feita pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), após uma auditoria que avaliou todos os procedimentos e sistema de gestão do laboratório.

Entre os laboratórios do setor mineral, apenas o de cobre da mina do Sossego e o Centro de Desenvolvimento Mineral (CDM) são acreditados nesta norma. Com a acreditação, que será dada pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE), o laboratório será considerado de classe mundial, referência em técnicas de análises de minério de ferro.

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Os laboratórios realizam ensaios para minérios de ferro e minérios de manganês, abrangendo a caracterização desde as reservas geológicas até os embarques no porto.

“Para os nossos clientes, a confiança e a credibilidade aumentaram. O cliente agora tem certeza de que o laboratório é adequado para o controle e análise das amostras, tudo dentro de padrões ambientais e de segurança. Os técnicos são treinados para coletar e analisar as amostras de minérios de ferro e manganês dentro dos parâmetros da norma, com qualificação constante. Além disso, há a certeza de que são feitos controles dos processos, manutenção da qualificação dos profissionais, auditorias e melhorias do processo interno”, disse o gerente Pablo Mendes.

Para a Vale, a acreditação de um laboratório operacional no negócio de minério de ferro garante que os certificados das análises tenham um padrão internacional, com resultados de ensaios acreditados em outros países, uma vez que o Inmetro tem acordo de reconhecimento mútuo com a European Co-operation for Acreditation (EA).

Segundo a Vale, além de aumentar a credibilidade junto aos clientes, o laboratório prevê redução de custos e aumento de produtividade, pois haverá diminuição de ensaios de repetição em aproximadamente 5%. Ao atender os requisitos técnicos exigidos pela ISO 17025, o laboratório também aumentará a assertividade dos resultados e fará capacitação de pessoas de forma ainda mais sistematizada.

O laboratório da Diretoria de Ferrosos Norte em São Luís será acreditado em determinação do teor de ferro total; determinação dos contaminantes SiO2, Al2O3, Mn, P; determinação da perda por calcinação (PPC); determinação da umidade; e amostragem e preparação de amostras. As informações são da Vale.

Governo autoriza Vale a emitir debêntures para Estrada de Ferro Carajás

O Ministério dos Transportes aprovou o enquadramento, como prioritário, do projeto de investimento em infraestrutura da Vale na expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) para a emissão de debêntures incentivadas. O aval foi publicado em portaria no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (5).

EFC_ValeA portaria não informa o valor da emissão, mas fontes afirmam que a Vale deve protocolar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) até o final da semana uma emissão de R$ 1 bilhão em debêntures incentivadas, em duas séries.

As normas permitem que emissores com grande exposição ao mercado, como a Vale, obtenham registro da autarquia em prazo de até cinco dias. A emissão de debêntures da mineradora será coordenada pelos bancos Bradesco BBI, Banco do Brasil e Itaú BBA.

As debêntures de infraestrutura, também conhecidas como debêntures incentivadas, possuem incentivos fiscais e são usadas como fonte de financiamento de projetos.

A Vale desenvolve um projeto que prevê a duplicação até 2017 da EFC, que liga as operações da companhia em Carajás, no sudeste do Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão.

A EFC possui 892 quilômetros de extensão e, de acordo com dados do website da Vale, as cargas transportadas pela ferrovia são minério de ferro, ferro-gusa, manganês, cobre, combustíveis e carvão.

O projeto de expansão da Vale em Carajás prevê aumentar de 130 milhões de toneladas métricas por ano (mtpa) para 150 mtpa a capacidade de transporte e escoamento das minas da mineradora na região. Para isso, a mineradora vai duplicar 115 quilômetros da ferrovia, comprar locomotivas e vagões e construir o quarto píer do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira. Com informações do Estado de S. Paulo e do Valor Econômico.

Queda no preço do minério leva a demissões e afeta cidades mineradoras

Por José Marques – Folha de São Paulo

imageNo antigo hotel que servia, até março, de alojamento para cerca de 350 terceirizados do setor de extração de ferro, restam apenas um secretário e uma faxineira. A energia foi cortada, e o telefone não pode receber ligações.

O prédio fica no Alto dos Pinheiros, em Itabira (MG), um dos maiores produtores do minério no Estado, afetado pela queda de arrecadação –R$ 19 milhões a menos que os R$ 85 milhões esperados entre janeiro e fevereiro– com a venda do minério de ferro e desemprego.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, neste ano foram 136 contratados para trabalhar diretamente com extração mineral, ante 450 demissões –número que não leva em conta empresas que trabalham indiretamente no setor, como pequenas empreiteiras.

Os cortes, aliados ao anúncio de que a Vale teve prejuízo de R$ 9,5 bilhões no primeiro trimestre e a boatos de que as minas mais caras da região seriam fechadas, fazem os moradores temer que Itabira vire cidade fantasma.

De maio do ano passado a abril de 2015, o Brasil demitiu quase 10 mil pessoas a mais do que contratou na mineração, o maior número ao menos desde 2004.

O freio nas contratações é puxado pela recessão nacional e pela redução do crescimento chinês, que passou a comprar menos. O minério de ferro, carro-chefe da indústria itabirana, responde por 73% das exportações minerais, segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

“Estamos com um quadro de excesso de oferta de minério. Produzimos mais, mas o preço, que chegou a US$ 110 a tonelada em 2013, deve chegar a US$ 45″, diz o economista Adriano Porto, da UFMG. As demissões, diz, ajustam o mercado à nova realidade.

Em Minas, além de Itabira, cidades como Araxá e Ouro Preto enfrentam consecutivos meses com desemprego maior que admissões no setor, assim como Poços de Caldas, produtora de bauxita, minério do alumínio.

‘DE FERRO’

Conhecida por ser o berço da Vale e a cidade “de ferro” dos versos de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Itabira agora busca soluções para diminuir a dependência da empresa.

No último mês, um movimento organizado por sindicatos, comerciantes e igrejas fez protestos contra os desligamentos. As demissões, diz o movimento, afetaram toda a economia do município, em um efeito cascata.

“Tivemos uma queda de 20% a 30% nas vendas desde o início do ano”, afirmou Maurício Martins, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas itabirana.

Dono de uma imobiliária, Sidney Lage afirma que assinava cerca de 20 contratos de aluguel por mês, principalmente para trabalhadores ligados à mineração. Em maio, foram apenas dois.

Após os protestos, o sindicato dos trabalhadores da categoria se reuniu com a Vale e afirma ter acordado que, de junho ao fim do ano, a rotatividade na região não passe de 2,5%.

Procurada, a mineradora não comentou a reunião. Em nota, disse que mantém uma rotatividade “bem abaixo da média da indústria brasileira de mineração e siderurgia, que é de 15%”.

O comunicado diz ainda que, com a conclusão de dois projetos em Itabira, orçados em US$ 2,6 bilhões, houve “redução do ritmo de obras” e um “processo natural” de desligamentos de terceirizados, previsto desde a contratação das empresas.

NO PARÁ

Embora tenha um saldo positivo de 4% no crescimento do emprego nos últimos 12 meses, as mineradoras do Pará também demitiram mais do que admitiram desde o início do ano. O Estado é o segundo maior produtor de minérios do Brasil.

Na expectativa da principal cidade mineradora do Estado, Parauapebas, a tendência é que a queda continue.

A prefeitura já fala que espera uma arrecadação 30% menor em 2015. “É culpa da retração no mercado asiático, por causa do preço do minério de ferro. Há uma onda considerável de demissões porque temos que diminuir a promoção”, diz Marcel Nogueira, secretário de Comunicação do município.

Ainda assim, a cidade, localizada no sopé da serra dos Carajás, teve 850 contratados a mais que demitidos –uma variação positiva de quase 9%– desde maio do ano passado. Parauapebas recebe 22% da compensação financeira pela exploração de recursos minerais do país, de acordo com o DNPM.

O minério da cidade é qualificado pela Vale como “o melhor do mundo” e tem processo de beneficiamento mais barato que o mineiro.

Vale oferece novo tipo de minério com 63,1% Fe

A Vale vai introduzir no mercado, neste mês, um novo tipo de minério de ferro para seus clientes, chamado de Brazilian Blend (BRBF), segundo informou à Platts uma fonte que trabalha na mineradora, mas não quis se identificar. O produto pode chegar no mercado à vista já nesta semana e deve ter uma produção anual de 30 milhões de toneladas métricas.

De acordo com Cecília Silva, gerente-geral de Marketing Comercial da mineradora brasileira, o novo produto da Vale terá teor de 63,1% Fe e é uma mistura de minério de ferro do Sistema Norte de Carajás com minério do Sistema Sul que tem altos níveis de sílica.

411_600A executiva participou do Singapore Iron Ore Week, realizado até amanhã (15) em Cingapura. O evento é considerado um dos maiores de minério de ferro, com a presença de representantes da BHP Billiton, Rio Tinto, Fortescue Metals Group e Vale, os quatro maiores produtores do mundo.

O BRBF terá os teores de 1,7% de alumina, 4.6% de sílica, 0,035% de enxofre, 0,06% de fósforo, 0,5% de manganês e 2% de perda por ignição. O minério de ferro tipo Brazilian Blend vai ser misturado no centro de distribuição da Vale na Malásia.

Segundo a fonte anônima que trabalha na Vale, o novo produto pode ser ofertado no mercado à vista ainda nesta semana com preço fixado ou por um preço variável em função de índices. Não ficou claro se o BRBF vai ser ofertado diretamente para os clientes que a Vale tem contrato.

“Nós estamos pensando em cerca de 30 milhões de toneladas métricas de minério de ferro tipo Brazilian Blend por ano”, disse a fonte da Vale à Platts. O centro de distribuição da Vale na Malásia possui uma capacidade de 30 milhões de toneladas métricas por ano para misturar minério de ferro, com potencial para expandir para até 100 milhões de toneladas anuais.

Fontes da indústria disseram que o BRBF, que possui relativamente baixo nível de impureza e alto teor de ferro, pode se tonar um “forte concorrente” para o minério de ferro tipo Pilbara Blend com 61% Fe, que é um dos produtos de teor médio com maior liquidez do mercado.

O minério de ferro Pilbara Blend é o carro-chefe da Rio Tinto, terceira maior produtora da commodity no mundo, e contém 4% de sílica, 2,5% de alumina e de 0,08% a 0,09% de fósforo.

Um dos clientes que tem contrato com a Vale, sediado na região central da China, disse que a entrada do Brazilian Blend no mercado marca uma mudança na estratégia de depender de produtos com alto teor de ferro e baixos níveis de sílica, características dos minérios tipo Standard Sinter Feed Guaiba (SSFG) e Standard Sinter Feed Tubarão (SSFT).

Depender de apenas um tipo de minério de ferro misturado foi uma tentativa de atender à demanda de compradores chineses que preferiam minério de ferro com teor médio e baixo nível de impurezas.

“Misturando o minério de ferro de alto teor do Sistema Norte de Carajás com o minério do Sistema Sul, a Vale está se esforçando para pegar uma fatia de mercado dos produtos com 60% a 63,5% de ferro, que é dominado pelo minério da Newman e Mining Area C e especialmente pelo Pilbara Blend”, disse uma fonte de uma siderúrgica chinesa à Platts.

Essa fonte afirmou que o baixo nível de impurezas no Brazilian Blend vai se tornar popular com as siderúrgicas chinesas, que estão enfrentando diversas regulamentações ambientais do governo local.
Alguns compradores de minério de ferro do Japão e da Coreia do Sul disseram que o conteúdo de sílica do BRBF é “ligeiramente elevado” em relação aos concorrentes australianos. Siderúrgicas chinesas que consomem o minério de ferro da Austrália disseram que vai levar algum tempo para avaliar as propriedades metalúrgicas do novo produto da Vale.

“Se você olhar para a combinação de alumina e sílica no BRBF, tem apenas 6,3%, e é muito competitivo com o Pilbara Blend, que tem 6,5%, além de ter um teor mais alto de ferro [63,1% ante 61%]”, afirmou outra fonte de uma siderúrgica estatal chinesa.

“Além de ter mais ferro e um conteúdo parecido de sílica e de alumina, o minério tipo Brazilian Blend tem pouco fósforo em relação ao Pilbara Blend”, disse uma terceira fonte de uma siderúrgica da região central da China, que destacou ainda que o nível de fósforo é importante para os compradores chineses, porque altos teores do produto podem gerar custos adicionais no processo de siderurgia. As informações são da Platts.

Custo da Vale fica abaixo de 20 dólares por tonelada de minério

A Vale opera, pela primeira vez na história da companhia, com custo de produção para o minério de ferro abaixo de US$ 20 por tonelada. O custo de produção da commodity, já considerando o carregamento no navio (FOB), caiu de US$ 23,2 por tonelada no primeiro trimestre de 2014, para US$ 19,80 por tonelada no primeiro trimestre deste ano. As informações são do relatório de resultados financeiros divulgado hoje (30) pela Vale.

sianiSegundo o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, além dessa redução, o custo de frete Brasil-China da mineradora também caiu de US$ 21,7 por tonelada para US$ 17,2 por tonelada e demais despesas associadas ao minério de ferro tiveram redução de US$ 9,3 por tonelada para US$ 4 por tonelada. Somadas, as reduções de custos atingem US$ 13 por tonelada.

“Estamos confiantes que esse é apenas um primeiro passo e que a companhia nos próximos trimestres vai mostrar muita ênfase na sua capacidade de reduzir custos ainda mais”, afirmou Siani em vídeo comentando o resultado do primeiro trimestre de 2015.

De acordo com o executivo, o ciclo de redução de custos está apenas começando e ao decorrer dos próximos períodos a Vale deverá ser capaz de dar seguimento a essas iniciativas, além de absorver ganhos com a diluição de custos em consequência do aumento dos volumes de produção.

O custo de frete, diz a mineradora, ficou cerca de 20% menor, passando de US$ 21,7 para US$ 17,2 por tonelada. A Vale reduziu as despesas associadas ao minério de ferro de US$ 9,3 por tonelada para US$ 4 por tonelada, uma queda de mais de 40%.

“Quando somadas, essas reduções chegam a US$ 13,1 por tonelada, em função de uma combinação dos esforços internos da empresa, da desvalorização do câmbio e da queda dos preços dos combustíveis. Sabemos que o mercado está bastante competitivo, mas estamos confiantes e sabemos que temos capacidade de reduzir nossos custos ainda mais”, disse Siani. Com informações da Bloomberg.

Empregados da Vale no Maranhão se reúnem para discutir demissões com sindicato. Demissões fomentam movimentos sindicais em 4 Estados

Trabalhadores da Vale interromperam suas atividades por duas horas em São Luís (MA) para se reunir com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Maranhão, Pará e Tocantins (Stefem), na quinta-feira (16). A conversa teve como objetivo discutir as demissões realizadas pela mineradora neste ano.

Vale_São_LuísSomente neste ano, de janeiro até abril, aproximadamente 300 pessoas foram demitidas pela Vale no Maranhão, disse Novarck de Oliveira, diretor de Comunicação de Política Sindical do Stefem. Segundo ele, o intuito do sindicato é buscar um diálogo com a Vale para compreender a atual crise e até onde ela pode ir, para haver, então, condições de negociar as demissões e propor melhores soluções.

“Não há mais um diálogo eficiente com a mineradora e queremos que qualquer passo que seja dado por ela que afete os empregados, seja discutido com o sindicato. A Vale tem muita coisa pra fazer antes de demitir”, disse Oliveira.

Nesta sexta-feira (17), o presidente do Stefem e o sindicato Metabase de Carajás (PA) vão se reunir para discutir a situação da Vale no Rio de Janeiro, de acordo com Oliveira.

A assessoria da Vale disse, por e-mail, que não houve paralisação em São Luís (MA). Segundo a mineradora, os empregados tiveram uma conversa com o sindicato sobre acordo coletivo. A Vale disse que não comenta negociações em andamento com sindicatos.

A mesma situação ocorreu em Parauapebas na quarta-feira (15). Cerca de 1.500 empregados da Vale se reuniram na portaria de N-5, em Carajás, para conversar com representantes do Sindicato Metabase Carajás. As demissões e o possível corte dos 14º e 15º salários por parte da Vale foram os principais temas da conversa.

Demissões
A companhia fechou 2014 com 76.531 empregados diretos no Brasil e no exterior, 1.276 pessoas a menos em relação aos 77.807 contratados de 2013. Em 2012, eram 79.411 empregados diretos. A base de comparação exclui, em 2012 e 2013, empregados que pertenciam a empresas vendidas pela Vale, caso da Valor da Logística Integrada (VLI). Só com criação da VLI, 5.442 empregados deixaram a base funcional da Vale em 2013.

De acordo com a mineradora, a empresa historicamente registra troca de 5% por ano em seu quadro de empregados. No setor de mineração no Brasil, o turn over é maior, da ordem de 15%. Estão incluídos trabalhadores que deixam a empresa porque foram demitidas, se aposentaram ou pediram para sair e podem ser substituídas, em parte, por novos empregados recrutados no mercado.

No atual cenário da mineração, o que está acontecendo é que cerca de um terço das vagas dos empregados da Vale incluídos no turn over de 5% não está sendo reposta. Em 2014, considerando o contingente total de mão de obra direto na Vale, de 76.531 trabalhadores, 3,8 mil empregados foram trocados. Destes, cerca de um terço, ou aproximadamente 1,2 mil trabalhadores, tiveram os postos de trabalho encerrados.

PavãoEm Parauapebas, o sindicato Metabase de Carajás contabiliza 110 demissões este ano. Os sindicatos dizem que poderão fazer manifestação conjunta em frente à sede da Vale, no centro do Rio de Janeiro, em 29 de abril, data que coincide com a reunião do novo Conselho de Administração da empresa. “A Vale demite mais do que contrata”, disse Raimundo Amorim (foto), do Metabase de Carajás.

A Vale também vem ampliando políticas na área de recursos humanos que reconhecem os melhores empregados. A empresa implementou o programa “Carreira e Sucessão” em que os trabalhadores são avaliados de acordo com a competência e com o desempenho. Até 2013, o programa de avaliação envolvia 18 mil pessoas, incluindo gestores e especialistas. A partir de 2014, 100% dos empregados no Brasil passaram a ser avaliados no programa.

A queda nos preços do minério de ferro levou a Vale a ter fortes perdas de receita no seu principal negócio, o de minerais ferrosos. Essa situação levou a companhia a aprofundar a redução de custos. Quando a atual administração da Vale assumiu a empresa, em 2011, o preço da commodity era de US$ 191 por tonelada. Hoje o preço ronda os US$ 50 por tonelada, queda de quase 75%. Com  informações do Valor Econômico.

Carajás: trabalhadores da Vale estão em greve

greve em Carajás

Cerca de 1.500 funcionários da Mineradora Vale, em Carajás, estão parados na portaria da mina de N-5, na Floresta Nacional de Carajás, desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (15). Segundo as primeiras informações, eles reivindicam o fim das demissões, que vem ocorrendo de forma paulatina, e também o fim dos cortes nos benefícios aos trabalhadores, desde que o preço do minério de ferro caiu no mercado internacional.

Os funcionários das terceirizadas da Vale não foram impedidos de trabalhar.

Instada a se pronunciar sobre o assunto, a Assessoria da mineradora ainda não o fez.

Atualização às 12 horas
Os trabalhadores fizeram uma assembleia na portaria de N5 e depois seguiram para o trabalho. O Acordo Coletivo de Trabalho Específico, relativo a 2015-2017, de Carajás, Salobo, Sossego e S11D, com o Sindicato Metabase, teve início hoje.

Em nota enviada ao Blog, a Assessoria da Vale afirma que a Vale não comenta negociações em andamento com sindicatos. Sobre demissões, a empresa mantém uma taxa de rotatividade bem abaixo da média da indústria brasileira de mineração e siderurgia, que é de 15%. A empresa reforça que, para se adaptar ao atual cenário da mineração, tem focado suas atenções no rigor na alocação de recursos, na otimização e simplificação de processos e no desenvolvimento de ativos de classe mundial, em busca de mais produtividade e para garantir o retorno desejado para seus acionistas.

Vale deve vender uma parte de Carajás para financiar S11D

A Vale pode precisar fazer o impensável e vender uma participação em alguns dos seus mais importantes ativos de minério de ferro na medida em que o preço da principal commodity da mineradora continua em queda e pressiona o balanço da empresa. A afirmação consta em relatório divulgado hoje (27) pelo Deutsch Bank.

Projeto S11DEm um cenário de minério de ferro a US$ 45 a tonelada até final de 2017, “estimamos que Vale poderia ter um déficit de financiamento de US$ 10 bilhões”, diz o analista do Deutsche Bank, Wilfredo Ortiz.

O documento diz ainda que “quedas maiores e mais rápidas que o esperado nos preços do minério de ferro, combinadas com reduções nos custos operacionais, resultaram em um balanço de pagamentos precário da Vale”.

Em uma situação com esta, vender ativos é uma opção melhor para cobrir a necessidade de financiamento do que se endividar. “Sob as condições atuais do mercado, apenas os ativos mais valorizados podem ser vendidos sem destruir valor”, afirma o relatório.

Em outro trecho, o documento diz que a “Vale deveria considerar vender uma pequena participação em seu Sistema Norte, as joias da coroa, em um esforço para fortalecer seus balanço de pagamentos”.

“Pelas nossas estimativas, a venda de participação de 15% ou 20% poderia levantar US$ 8 bi ou US$ 10 bi, o suficiente para cobrir a maior parte dos US$ 11 bi necessários em investimento de capital e escorar o balanço de pagamentos para enfrentar praticamente qualquer turbulência no mercado de minério de ferro”, declara o documento da Deutsch. Com informações da Bloomberg e do Financial Post.

Curionópolis: Vale realiza primeiro carregamento de minério produzido em Serra Leste

A Vale deu início ao primeiro carregamento de minério de ferro produzido em Serra Leste, no município de Curionópolis, sudeste do Pará, com a obtenção da última das três licenças ambientais para operação. Os 334 vagões do trem começaram a ser carregados para o embarque de 34 mil toneladas de minério, segundo informações publicadas pela Vale na sexta-feira (20).

A licença, emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas/PA), autorizou a Vale a operar a estrada e a pera ferroviária de Serra Leste. As licenças ambientais de operação da mina e da usina já haviam sido obtidas em fevereiro deste ano.

No ano passado, a Vale concluiu o projeto Serra Leste, uma nova usina de beneficiamento localizada em Carajás (PA). Essa operação vai acrescentar, inicialmente, 2 milhões de toneladas de minério de ferro à produção anual de Carajás, mas a mineradora planeja expandir esse volume para 6 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 10 milhões de toneladas anuais.

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A Mina de Serra Leste, que fica a 50 quilômetros de Curionópolis e a cinco quilômetros de Serra Pelada, tem reserva inicial de 307,4 milhões de toneladas, com teor médio de 65,4% de ferro.

O volume das vendas de minério de ferro da Vale em 2014 apresentou aumento de 2%, devido ao crescimento da Serra Leste, da Usina 2 de Carajás e Conceição Itabiritos. Já o volume das vendas de pelotas de minério de ferro aumentou 6,6% devido ao início das operações da usina de pelotização Tubarão VIII e do crescimento das usinas de pelotas de Omã.

A Vale investiu mais de US$ 1,8 bilhão no Pará no quarto trimestre de 2014, o correspondente a uma alta de 20% em relação ao terceiro trimestre. Os investimentos da empresa no Estado alcançaram mais de US$ 6,1 bilhões no ano passado.

Preço do minério de ferro preocupa Parauapebas

Minério de ferroUma notícia nada boa para Parauapebas, município com o maior saldo da Balança Comercial brasileira em 2014, e cujo o minério de ferro é o carro chefe: o minério de ferro pode atingir um patamar inferior a US$ 40 por tonelada métrica neste ano, em meio a um cenário de aumento da oferta de baixo custo e de diminuição da demanda da China.

A declaração foi feita ontem (5) por Andy Xie, ex-economista-chefe para a região Ásia-Pacífico do Morgan Stanley, que previu o colapso desde o pico da commodity, em 2011.

Segundo informações, o custo médio da Vale para o minério de ferro produzido em Carajás é de US$38,00 (trinta e oito dólares) embarcado. O valor especulado pelo economista chinês chega muito próximo do custo Carajás, fato que, se vier acontecer, pode provocar a paralisação das operações da Vale com o minério de ferro em Carajás.

O minério de ferro caiu 47% em 2014 e permanece em queda neste ano. O minério com teor de 62% de ferro, entregue no porto de Qingdao, na China, atingiu um pico de US$ 191,70 a tonelada em fevereiro de 2011.Ontem (05), esse mesmo minério fechou cotado a US$ 61,64 por tonelada, de acordo com os dados da Metal Bulletin.