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Receita do Brasil com exportação de minério de ferro tem queda de 15% até outubro. Vendas de Parauapebas foi 6,01% menor em outubro.

O Brasil exportou mais de 280 mil toneladas de minério de ferro de janeiro a outubro deste ano, um aumento de 5,3% em relação as 267 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado. Apesar da alta no volume exportado, a receita com as exportações registraram baixa de 15%, caindo de US$ 26,2 bilhões para US$ 22,2 bilhões.

Pilha de minério de ferro da Vale

Com a queda no valor exportado, a participação do minério de ferro e seus agregados na receita total de exportações do país caiu de 13,12%, de janeiro a outubro de 2013, para 11,59% nos dez primeiros meses de 2014.

Durante o período, a China foi o país que mais importou minério de ferro do Brasil, totalizando US$ 10,5 bilhões, seguida do Japão, com US$ 2,09 bilhões, e Coreia do Sul, com US$ 1,06 bilhão.

Considerando apenas outubro, as exportações brasileiras de minério de ferro somaram US$ 1,8 bilhão, queda de 41,28% em relação aos US$ 3,2 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. A participação da commodity na receita total de exportações brasileiras caiu de 14,1% para 10,3% na comparação ano a ano.

Durante o mês de outubro, os países que mais importaram o minério de ferro brasileiro foram China, Japão e Países Baixos, totalizando US$ 839 milhões, US$ 164,7 milhões e US$ 98,8 milhões, respectivamente.

O volume total de minério de ferro exportado em outubro foi de 31,7 mil toneladas, 2,28% a menos que as 32,5 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2013. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A redução na receita acumulada no país, apesar da alta no volume de minério de ferro exportado, reflete o atual cenário do mercado global da commodity. Os preços caíram mais de 40% este ano e chegaram hoje (18) a US$ 71,80 a tonelada, de acordo com dados compilados pela Metal Bulletin, que considera o minério com 62% Fe, com entrega no porto de Qingdao, na China, no prazo de oito semanas na modalidade CFR.

Parauapebas
Apesar do minério de ferro ser o carro chefe da balança comercial de Parauapebas, o município continua liderando o ranking da balança comercial brasileira. No período compreendido entre os meses de janeiro e outubro de 2014 Parauapebas exportou nada menos que U$$ 6.544.859.112 ( seis bilhões, quinhentos e quarenta e quatro milhões, oitocentos e cinquenta e nove mil e cento e doze dólares), valor que coloca o município como o maior exportador do Brasil em 2014 e o que detém o maior saldo na balança comercial brasileira. Esse valor é 17,21% menor que o exportado no mesmo período de 2013.

A expectativa é que 2014 seja o pior ano desde 2010, quando a Vale majorou o preço do minério de ferro extraído de Carajás em 114% , passando a vender o minério a US$122,00 a tonelada, quando o valor de referência, à época, era de US$57,00.

Alerta: minério de ferro brasileiro registra menor preço dos últimos 4 anos

O preço médio do minério de ferro exportado pelo Brasil, até a quarta semana deste mês, foi de US$ 66,4 dólares por tonelada. É o menor valor desde os US$ 52,3 registrados em março de 2010, quando a economia se recuperava de uma crise financeira global de 2009. Os dados foram divulgados ontem (25) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

tabela-minerio-de-ferroNo acumulado do ano, o valor do minério de ferro exportado pelo Brasil teve queda de cerca de 35%, segundo dados do MDIC. O preço da commodity tem sido pressionado com um aumento expressivo da oferta global neste ano.

O preço do minério de ferro no mercado à vista teve queda de 0,3%, ou US$ 0,30, e ficou em US$ 88,90 a tonelada ontem (25), de acordo com o índice de preços elaborado pela The Steel Index, que considera recebimento no porto de Tianjin, na China, onde a umidade do minério de ferro, com 62% Fe, varia de 8% a 10% do peso total.

Segundo a Reuters, a queda foi impulsionada pelas grandes mineradoras globais, entre elas a Vale, que elevou a oferta na tentativa de tirar os pequenos produtores do mercado.

A Vale aposta em um crescimento menor da oferta no segundo semestre deste ano, segundo avaliação do diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia, José Carlos Martins, feita em 31 de julho, durante comentários dos resultados trimestrais.

De acordo com Martins, a oferta global de minério de ferro vai crescer cerca de 50 milhões de toneladas no segundo semestre, ante um aumento de 90 milhões de toneladas registrado nos seis primeiros meses deste ano.

No mês passado, o preço da tonelada exportada do minério de ferro foi de US$ 70,1, queda de 21,9% em relação aos US$ 89,8 por tonelada de julho de 2013, com a cotação global da commodity sendo pressionada por uma maior oferta do produto.

O faturamento com as exportações de minério de ferro, principal produto da pauta de vendas externas do Brasil, foi de US$ 2,18 bilhões em julho, frente aos R$ 2,66 bilhões do mesmo mês de 2013, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) no início deste mês.

Com informações da agência Reuters.

CFEM em baixa. Exportação de minério de ferro em alta.

Mina de CarajásDados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) mostram que o Brasil arrecadou R$ 912,15 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no primeiro semestre deste ano, uma queda de 29,4% em relação aos R$ 1,29 bilhão arrecadados nos primeiros seis meses de 2013.

O Pará foi o segundo maior arrecadador de CFEM, com R$ 285,23 milhões nos seis primeiros meses de 2014. O valor representa uma queda de 47,5% na comparação com o primeiro semestre de 2013, quando foram arrecadados R$ 543,20 milhões. No mês de junho, o Pará arrecadou R$ 31,98 milhões, cerca de 2,6% a mais do que os R$ 31,17 milhões do mesmo mês em 2013.

O produto que mais gerou receita no primeiro semestre de 2014 foi o minério de ferro, responsável pela arrecadação de R$ 145,54 milhões. Em segundo lugar entre os maiores produtos arrecadadores de CFEM está o cobre, com cerca de R$ 25,91 milhões.

Minério de Ferro
Em contrapartida, segundo dados divulgados ontem (01) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de minério de ferro do Brasil somaram 29,55 milhões de toneladas em junho deste ano, uma alta de 11,7% em relação aos 26,1 milhões de toneladas de junho de 2013. Na relação com o mês de maio, quando foram exportadas 30,7 milhões de toneladas, houve queda de 3,8% se comparada ao mês anterior.

Geólogo que descobriu as jazidas de Carajás palestrará em Parauapebas na quinta (22)

Breno dos SantosAproveitando a vinda do geólogo Breno Augusto dos Santos, que descobriu a primeira jazida de minério de ferro na Serra dos Carajás, em 1967, a Secretaria Municipal de Cultural de Parauapebas – Secult -, através do Museu Municipal de Parauapebas, o convidou para ministrar uma palestra ao cidadãos parauapebenses com o tema: “Carajás: um caso histórico. A palestra realizar-se-á no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP), na quinta-feira, 22, às 19h, quando serão contados detalhes da grande descoberta que culminou com a criação da cidade de Parauapebas.

A palestra será aberta à comunidade e contará com a presença de autoridades, estudantes e população em geral. Em função do evento, Breno dos Santos receberá o título de Cidadão de Parauapebas.

Breno dos Santos está em Parauapebas desenvolvendo um trabalho profissional, mas aceitou o pedido do Secretário Municipal de Cultura, Fernando Veras, para participar de alguns eventos, inclusive, como é um dos intermediadores da construção do Museu de Parauapebas, fará parte da mesa quando será anunciada oficialmente a conquista da área para construção dessa tão esperada obra.

Geólogo em Carajás -1967Histórico
Em um voo de helicóptero, o geólogo Breno dos Santos, então funcionário da US Steel, foi obrigado a fazer um pouso de emergência em uma clareira na região. Mas aquela clareira não era proposital, eles haviam pousado em uma “canga” – uma região onde o minério de ferro está tão rente à superfície que a vegetação não consegue crescer de forma normal. O geólogo, durante o voo, havia notado diversas clareiras como aquela pela região, o que não é nada comum. Pronto. Estava descoberta a maior reserva de minério de ferro do mundo, fato que mudaria, em alguns anos, mudaria a história do Brasil, do Pará e de Parauapebas.

Por Luís Bezerra – Secult

Preço do minério de ferro no 2º semestre pode ser o pior desde 2012

O preço do minério de ferro pode chegar a menos de US$ 100 por tonelada pela primeira vez desde 2012. A queda nos preços ocorre no momento em que a crescente oferta global impulsiona o crescimento do excedente de oferta do mercado transoceânico, e o crescimento da demanda na China perde força. A previsão é de especialistas de mercado de diferentes empresas do mundo todo.

pilha_de_minério_de_ferroO excesso de oferta do mercado transoceânico vai subir para 79 milhões de toneladas neste ano, segundo previsão da Morgan Stanley. Já o banco Standard Chartered prevê um excedente de 136 milhões de toneladas. Os estoques nos portos chineses alcançaram um recorde de 110,1 milhões de toneladas na semana passada, cerca de 27% a mais em relação ao ano passado, segundo dados do Shanghai Steelhome Information Technology.

Os embarques de minério na China bateram recorde e chegaram a 820 milhões de toneladas no ano passado, segundo a China Iron & Steel Association. No primeiro trimestre de 2014, a importação no país asiático cresceu cerca de 19%, para 222 milhões de toneladas, de acordo com dados de 10 de abril.

“A expectativa é que a produção de aço bruto da China chegue a 1,1 bilhão de toneladas em 2025. Nosso panorama é para um forte crescimento na demanda de aço para os próximos dez anos”, disse Michiel Hovers, vice-presidente de marketing da BHP Billiton.

O minério com 62% de ferro entre a Tianjin teve uma queda de 21% em 2014, para US$ 106 por tonelada, segundo dados do The Steel Index. O preço de referência (benchmark price) em março deste ano caiu para US$ 104,70, o pior desde outubro de 2012.

Segundo a Morgan Stanley, preços inferiores a US$ 105 podem impulsionar a compra de minério de fora da China, mas é improvável que ocorra uma queda significante inferior a US$ 100. O preço da tonelada de minério de ferro na China estava US$ 20,34 mais caro do que a média global na semana passada. Em 30 de abril, a diferença de preço chegou a US$ 20,94, a maior defasagem em seis semanas.

A economia chinesa enfrenta seu pior momento de expansão desde 1990. Segundo previsão da Bloomberg, a economia do país asiático deve expandir 7,3% em 2014 à medida que o governo reduz o crédito.

“Nós apontamos o risco de que os elevados estoques nos portos chineses podem levar a um novo ciclo de diminuição dos estoques (destocking), levando a uma pressão adicional nos preços à vista. O preço da tonelada do minério de ferro ficará inferior a US$ 100 no quarto trimestre deste ano por algum tempo”, disse Christian lelong, analista do Goldman Sachs.

Fonte: NMB

Arrecadação da CFEM cai quase 40%

O Brasil arrecadou R$ 138,84 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), durante o mês de abril de 2014, uma queda de 31,05% em relação ao arrecadado no mesmo mês de 2013, quando o valor chegou a R$ 201,46 milhões. No acumulado de janeiro a abril a queda é ainda maior, 39,69%. Os primeiros quatro meses de 2014 arrecadaram R$ 625,747 milhões, enquanto que, no mesmo período do ano passado, o valor chegou a R$ 1,037 bilhão.

dnpm_sede_bsbMinas Gerais foi novamente o Estado campeão de arrecadação, com R$ 63,85 milhões em abril deste ano, segundo dados divulgados no site do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). No acumulado de janeiro a abril, o valor foi R$ 292,85 milhões.

Na comparação anual, Minas Gerais sofreu uma queda de 55% na arrecadação do mês de abril, já que no mesmo período em 2013, o Estado recolheu R$ 141,79 milhões de CFEM. Nos quatro primeiros meses do ano, a queda foi de 35,27%, já que em 2013, o valor arrecadado de janeiro a abril em Minas Gerais foi de R$ 452,46 milhões.

Pará
O Pará foi o segundo maior arrecadador de CFEM, com R$ 44,79 milhões em abril e R$ 206,17 milhões nos primeiros quatro meses de 2014. Na contra mão da tendência de quedas, a arrecadação do Pará aumentou nas comparações anuais. Em abril de 2014 houve um aumento de 33,47% e nos quatro primeiros meses do ano, de 59,29%.

O produto que mais gerou receita foi o minério de ferro, que foi responsável pela arrecadação de R$ 426,96 milhões de janeiro a abril deste ano. Só no mês de abril, ele foi responsável pela arrecadação de R$ 89,90 milhões.

Em segundo lugar entre os maiores produtos arrecadadores de CFEM está o cobre, que gerou receita de R$ 9,87 milhões em abril deste ano e R$ 32,10 milhões no acumulado dos quatro primeiros meses de 2014.

China mantém proibição a super navio da Vale

Reuters – A China irá permitir que apenas navios com capacidade até 250 mil toneladas de peso morto atraquem em seus portos a partir de 1º de julho, disse o Ministério do Transporte, banindo de vez os cargueiros gigantes da mineradora brasileira Vale, que já estavam proibidos de entrar nos portos do país desde janeiro de 2012.

Esta será o mais recente revés para a maior produtora de minério de ferro no mundo, que esperava que a China, seu principal comprador, retirasse a proibição colocada em prática para proteger os armadores nacionais.

imageA Vale investiu mais de US$ 2 bilhões para construir diversos navios de carga com 400 mil toneladas de peso morto, os chamados Valemax, para reduzir o custo de transporte para a China.

Os principais rivais da Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, operam na Austrália e têm mais vantagem no custo do frete marítimo, que é mais curto.

A expansão dos portos chineses tem sido “irracional” e eles precisam reduzir a capacidade para atender a uma série de requerimentos, incluindo o limite de capacidade máxima de 250 mil toneladas para os navios atracados, disse o Ministério do Transporte em uma declaração publicada em seu website em 10 de fevereiro.

As novas regras vão entrar em vigor em 1º de julho, disse a nota, acrescentando que “cada autoridade portuária deverá orientar as empresas a reestruturarem os terminais de acordo com as regras de desenvolvimento de transporte marítimo de grande porte”.

Apesar de a proibição chinesa elevar os custos de frete da Vale, o uso dos cargueiros gigantes não é um problema porque eles podem atracar em outros portos, disse o diretor da consultoria de transporte marítimo Drewry Maritime Advisors, Jayendu Krishna.

“No esquema geral das coisas considerando a distribuição global de minério de ferro, as implicações em custo provavelmente não serão muito grandes”, disse ele.

Há atualmente 30 navios do tipo Valemax em operação, alguns de propriedade da Vale. A empresa afirmou no passado que perdia de US$ 2 a US$ 3 por tonelada em custos de frete devido à proibição chinesa.

Devido à proibição, a mineradora criou um terminal de transbordo nas Filipinas, em 2012, onde os Valemax transferem o minério para navios menores, que seguem rumo à China.

Governo arrecada 29,5% mais royalties da mineração em 2013

Segundo a Agência Estado, no ano passado o governo ampliou em quase 30% a arrecadação com a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), conhecido no jargão do setor como os royalties da mineração. Os cofres públicos registraram entrada de R$ 2,376 bilhões em 2013, de acordo com dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ante R$ 1,834 bilhão registrado um ano antes.

imageO aumento da arrecadação com a Cfem ocorre em meio às discussões para mudança do Marco da Mineração, que tem entre as alterações previstas as alíquotas cobradas. Hoje, por exemplo, as alíquotas do imposto para o minério de ferro é de 2% sobre o faturamento líquido. O minério de ferro é o produto que mais contribui para a Cfem.

No novo código para o setor, que irá substituir o vigente desde 1967, o governo não definiu as alíquotas no texto que foi apresentado em junho e as deixou para serem fechadas via decreto. No entanto, o texto do marco foi alterado pela Comissão Especial criada para tratar do assunto, que já deixou clara a sua vontade de deixar o porcentual do imposto fechado. No caso do minério de ferro a alíquota passaria para 4% do faturamento bruto, por exemplo. A expectativa é de que o texto do marco seja votado pelo Congresso Nacional no início do ano, para que o mesmo entre em vigor em 2014.

A maior pagadora da Cfem é a Vale, maior mineradora do País. Em 2013, a companhia enfrentou alguns problemas para ampliar a sua produção, que deverá registrar queda em relação ao visto um ano antes. Se a meta da Vale de produção de minério de ferro foi alcançada no ano passado, o volume pode ter chegado a 306 milhões de toneladas, uma leve queda em relação ao ano prévio, quando a produção chegou a 319,96 milhões de toneladas.

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Fonte: DNPM

Juntos, em 2013, os 63 municípios mineradores paraenses arrecadaram R$519.213.988,91 em Cfem, ficando atrás apenas de Minas Gerais (R$768.595.286,88), onde 450 dos seus 853 municípios são mineradores.

No Pará, Parauapebas foi o município que levou a maior parte da Cfem. Sozinho, o município recebeu R$450.805.592,51 em 2013, seguido por Canaã dos Carajás (R$25.818.309,96), Marabá (R$12.763.712,63), Paragominas (R$10.057.707,99), Juriti (R$6.602.096,66), Oriximiná (R$5.053.552,23) e Ipixuna do Pará (R$4.442.267,72).

Para 2014 a Vale projeta que o volume de minério de ferro produzido chegará em 321 milhões de toneladas, sendo 312 milhões de toneladas de produção própria e 9 milhões de terceiros.

Preço do minério

A arrecadação da Cfem subiu no ano passado, mesmo com o preço do minério de ferro apresentando queda no acumulado do ano no mercado à vista (spot) de quase 7%. Apesar desse queda, quando se compara o preço do insumo no início de 2013 e no fim, os preços se mantiveram ao longo de todo ano em um patamar elevado. Em 2012, por exemplo, o preço da matéria-prima chegou a ficar abaixo de US$ 90 a tonelada, enquanto em 2013 o menor valor foi de US$ 110, considerando em ambos os casos o preço no mercado à vista.

Logística da Vale limita aumento de produção imediata em Carajás

Mesmo que a mineradora conseguisse resolver rapidamente questão com o governo brasileiro, aumento na produção ficaria limitado à capacidade de escoamento por ferrovia.

A expansão da produção de minério de ferro da Vale em Carajás, no Pará, depende do aumento de capacidade de logística, afirmaram em Londres nesta quinta-feira executivos da mineradora. Mesmo que a mineradora conseguisse resolver rapidamente a questão das suas atividades de mineração em áreas de cavernas com o governo brasileiro, o aumento na produção ficaria limitado à capacidade de escoamento do produto por ferrovia, afirmou o diretor de Estratégia e Ferrosos, José Carlos Martins.

A segunda maior mineradora do mundo tem projeto para elevar sua capacidade de logística na região, mas no momento a ferrovia de Carajás pode transportar até 128 milhões de toneladas por ano de minério, como lembrou o presidente da companhia, Murilo Ferreira, no mesmo evento que reuniu investidores e analistas de mercado.

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O relatório de produção da Vale, divulgado recentemente, informou que o começo de um dos projetos de expansão da Vale em Carajás neste último trimestre do ano poderá ser limitado devido à atual capacidade de transporte.

A expectativa era que o projeto, batizado de Adicional 40, porque deverá ter capacidade final de 40 milhões de toneladas de minério por ano, produzisse 5,2 milhões de toneladas no final deste ano, caso não houvesse restrição na logística.

A duplicação de seções adicionais da ferrovia poderá gradualmente aliviar tal restrição, informa o relatório.

O aproveitamento das minas da Serra Sul, também em Carajás, só será possível com um gigantesco projeto de logística de 11,58 bilhões de dólares que foi aprovado pelo Conselho da companhia. O projeto de Serra Sul, conhecido como S11D e com capacidade de produção de 90 milhões de toneladas, depende desses investimentos em infraestrutura.

A Vale espera concluir todo o projeto de logística em 2018, com a duplicação de aproximadamente 570 quilômetros da estrada de ferro, a construção de um ramal ferroviário com 101 quilômetros, a aquisição de vagões e locomotivas e expansões no terminal marítimo de Ponta da Madeira.

Além de Serra Sul e do projeto em “ramp up” para o adicional de 40 milhões de toneladas de minério, a Vale também traz em seu plano de investimentos o projeto Serra Leste, na mesma região, com capacidade estimada de 6 milhões de toneladas.

Localizada em plena floresta, a atividade de mineração em Carajás esbarra também em questões ambientais. Um dos principais pontos questionados pelos órgãos ambientais competentes é a mineração em áreas com ocorrência de cavernas. A Vale depende de licenciamento ambiental para algumas atividades.

Fonte: Reuters

S11D: ANTT autoriza obra do ramal ferroviário sudeste do Pará

A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT – autorizou a Estrada de ferro Carajás – EFC – da mineradora Vale, a executar obras do projeto ramal ferroviário sudeste do Pará. A informação está no Diário oficial da União desta segunda-feira (21).

O projeto faz parte do Corredor de Logística Norte, por onde será escoada a produção de minério de ferro do S11D, o maior projeto da história da Vale, previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2016.

Os investimentos autorizados ficam limitados a R$1,483 bilhão.