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No Pará, Duda Mendonça acompanha julgamento do “mensalão”

Duda_MendoncaO publicitário Duda Mendonça (foto), réu do processo do mensalão que é julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), reduziu suas atuações em campanhas desde que o escândalo veio à tona e se refugiou em sua fazenda no sul do Pará. Duda foi para o Estado para diminuir a “agonia” à espera do veredito, segundo o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. De acordo com o defensor, foi de lá que o publicitário assistiu, nesta segunda-feira, os ministros do Supremo o absolverem dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O Pará é um dos principais campos de atuação de Duda desde que o esquema foi denunciado. Em 2011, ele comandou a campanha pela divisão do Estado em três, que foi derrotada em plebiscito. Amante de rinhas de galo, investiu em vaquejadas e tem, entre seus planos, fazer um filme sobre as regiões que dariam origem a Carajás e Tapajós se o Pará tivesse sido dividido. O publicitário nasceu em Salvador e, desde 1986, atua como marqueteiro de campanhas eleitorais. Em 1992, ajudou a eleger Paulo Maluf prefeito de São Paulo e, em seguida, seu sucessor, Celso Pitta. Em 2002, auxiliou Lula a alcançar a Presidência, investindo no estilo “Lulinha Paz e Amor” e em comerciais emotivos. Nas eleições deste ano, deu apenas consultoria a candidatos.

Fonte: Terra

Em Xinguara, Duda Mendonça, empresários, pecuaristas e vaqueirama inaugurarão hoje pista de vaquejada

Nesta quarta-feira (23) em Xinguara será inaugurada uma pista oficial de Vaquejada. A iniciativa foi idealizada pelo Sindicato Rural de Xinguara, e impulsionado pelo publicitário baiano Duda Mendonça que liderou a promoção do projeto recebendo a adesão de muitas lideranças empresariais e pecuaristas da região.

Segundo Osvaldo Assunção ‘Osvaldinho’ que trabalhou na administração da obra, estima-se que foram gasto entre R$ 800 a 1 milhão, na construção da ‘Pista Hermes Dantas’, e que agora Xinguara entrará no circuito nacional de realização de competições deste importante esporte que contagia pessoas do Brasil inteiro. “Esta pista é uma das maiores da região norte do Brasil”, explicou.

Para comemorar será realizada uma extensa programação que terá início na parte da manhã com a inauguração solene da pista e corrida de boi (o valeu o boi). A boiada usada (120 bois) é uma doação da fazenda de Duda Mendonça.

O publicitário estará presente ao evento acompanhando o seu filho, que é Vaqueiro atuante e compete em todos Brasil. A ‘Vaqueirama’ já confirmou presença. Em virtude da Vaquejada que esta acontecendo em Redenção e da que acontecerá em Rio Maria, dezenas de Haras de várias partes do Brasil estão na região e, consequentemente, estarão em Xinguara nesta quarta-feira.

No início da noite acontecerá um grande leilão do Sindicato Rural. Para fechar a noite, terá o show de Maída e Marcelo. Ainda como parte da programação, no sábado, a partir das 15 horas, em um local ao lado da pista de vaquejada, acontecerá uma corrida de motocross. A pista de Cross foi feita pelo Sindicato Rural em parceria com a Buriti Imóveis.

Esta será apenas a programação de inauguração, pois segundo Osvaldinho em setembro deste ano, paralelo a festa da FAX, acontecerá a Vaquejada oficial de abertura da pista, que faz parte do circuito nacional das competições de vaquejadas com grandes valores em prêmios. Ocasião em que Vaqueiros do Brasil inteiro estarão em Xinguara.

Fonte: AN10

Com ajuda de Duda Mendonça, pista de vaquejada de Xinguara será inaugurada em maio

A Pista de Vaquejada de Xinguara (PA) que está sendo construída ao lado do Parque de Exposições Orlando Quagliato, em parceria entre o Sindicato Rural e o publicitário Duda Mendonça, vai ficar pronta este ano (2012) e deverá ser inaugurada com uma grande vaquejada no mês de maio, pelo menos foi o que informou o Presidente do Sindicato Rural, pecuarista Osvaldinho Assunção, responsável pela construção da obra. Osvaldinho adiantou que a pista, quando estiver pronta, será uma das melhores do Norte e Nordeste do País.

Fonte: Clube do Vaqueiro

“Ganhou a campanha do medo”, diz Duda Mendonça sobre plebiscito no PA

O marqueteiro Duda Mendonça  – que coordenou a campanha pela divisão do Pará, derrotada nas urnas neste domingo – disse que a propaganda do “não” à separação fez “terrorismo”, sem apresentar argumentos.

“O Lula perdeu dois mandatos por causa do medo”, afirmou Duda, que já coordenou campanhas do ex-presidente.

Os eleitores do Pará votaram ontem em um plebiscito sobre a criação de mais dois Estados no atual território: Carajás (região sudeste) e Tapajós (oeste). A divisão foi rejeitada por 66,60% e 66,08% dos eleitores, respectivamente.

Duda foi convidado por representantes da frente favorável à criação do Estado do Carajás, ele disse ter aceitado sem cobrar cachê.

Segundo Duda, as frentes contrárias à divisão inventaram mentiras para moradores da região metropolitana de Belém, que ficaria no Pará remanescente, como perda de riquezas naturais. “Que riqueza? O Pará não tem riqueza. As florestas, os rios, os minérios são do governo federal.”

Ele disse também que teve de contratar paraenses que moram em São Paulo, porque pessoas do próprio Estado recusaram, com medo de que parentes que trabalham em órgãos públicos sofressem retaliações.

Para Duda, o plebiscito deveria ter ocorrido apenas nas regiões que queriam se separar. “Se tivesse ocorrido plebiscito em Portugal para a independência do Brasil, a gente seria colônia até hoje.”

PROBLEMAS

O marqueteiro teve de enfrentar baixa arrecadação de dinheiro (em comparação a eleições de políticos) e o atraso no início da campanha. Apesar disso, ele não admitiu erros – ele foi criticado por ter usado o nome do governador Simão Jatene (PSDB) no horário eleitoral.

Disse que foi preciso “dar nome aos bois”, já que o governador palpitou sobre a divisão (“ele não devia se meter”, afirmou Duda) e não lutou contra a Lei Kandir, criada em 1996. A lei causou perdas na arrecadação de impostos das mineradoras no Pará.

Duda pretende agora fazer um documentário sobre os problemas das regiões de Carajás e Tapajós. “Adoro a região, vou continuar ajudando. A luta continua.”

Fonte: UOL

Plebiscito antecipa campanha de 2014 no Pará

A campanha sobre a divisão do Pará em dois novos Estados colocou no centro do debate a gestão do governador Simão Jatene (PSDB) e antecipou a sucessão estadual de 2014. O grupo a favor da criação dos Estados de Carajás e Tapajós vinculou os problemas históricos do Estado à administração atual e atacou o PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Jatene, que a princípio se disse neutro, engajou-se na campanha contra a divisão. O governador foi atacado e, em seu direito de resposta, usou os programas eleitorais do plebiscito para fazer o balanço do primeiro ano de mandato no rádio e na televisão. As frentes favoráveis à divisão do Estado atacaram o governador. “Um dos grandes responsáveis pela pobreza do Pará se chama Simão Jatene”, diz a apresentadora do programa a favor da criação dos Estados. Na propaganda, populares deram depoimentos. “O governo é todo pilantra. Não está nem aí para os pobres”, declara uma entrevistada.

As críticas foram concentradas na Lei Kandir, aprovada na gestão Fernando Henrique Cardoso, “amigo íntimo e colega de partido de Jatene”, como descreve a propaganda. A lei acabou com a cobrança do ICMS na exportação de produtos primários e prejudicou o Pará, Estado exportador de minérios. “Ele [o governador] podia ter interferido, falado com FH, brigado e lutado pelo Pará, mas lavou as mãos como Pilatos. Cruzou os braços e abandonou seu povo, deixando que levassem embora nossa riqueza, ficando para nós só a pobreza”, reforçou a propaganda do marqueteiro Duda Mendonça.

A propaganda desgastou o governador, que exigiu direito de resposta por ser vinculado à lei criada na gestão de FHC. Na televisão, disse que tem lutado para buscar compensações à Lei Kandir e listou ações de seu governo no interior do Estado. Com receio de mais desgaste político, Jatene anunciou a criação de uma taxa para produção mineral. O projeto foi enviado à Assembleia Legislativa durante o período de propaganda eleitoral sobre o plebiscito.

O presidente da Frente Pró-Criação de Carajás, deputado estadual João Salame (PPS), diz que os ataques ao governador Jatene começaram porque ele definiu sua posição. “Jatene assumiu uma posição e, dessa forma, está sujeito às bordoadas. Faz parte de qualquer processo eleitoral”, comenta Salame. “Sou aliado do governo, mas defendo um sonho, assim como milhares de pessoas que querem a separação”, diz.

Dirigentes separatistas assumiram discursos de candidatos de oposição a Jatene. “Nossas prioridades são saúde, educação e infraestrutura, com o recapeamento das estradas esburacadas”, declara Salame ao Valor. “Hoje o Estado tem o pior salário de bombeiro e delegado e não paga o piso nacional dos professores. Temos os piores índices na área de Educação”, diz.

A campanha contra a divisão, apoiada por Jatene, apelou para o discurso emocional e, com receio da insatisfação popular pós-plebiscito, apelou para que não houvesse briga “de irmão contra irmão”.

“O Pará nunca mais será igual”, acredita o deputado federal Lira Maia (DEM), presidente da Frente Pró-Criação de Tapajós. “O interior está mostrando nesse plebiscito que não é submisso”, diz.

A prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins Lima (PT), reforça que o Estado “não será o mesmo” depois do plebiscito. “Se perdermos, entraremos com novo projeto de lei pedindo a divisão no dia seguinte ao plebiscito”, comenta. Santarém é a capital prevista para Tapajós.

Na tentativa de conseguir aprovar a divisão do Pará no plebiscito de domingo e separar-se do Estado, a região de Tapajós tenta diferenciar-se do modelo exploratório de desenvolvimento de Carajás.

Políticos e moradores de Santarém e dos outros 26 municípios que poderão formar o Estado de Tapajós defendem a preservação da floresta nativa que ainda ocupa a maior parte do território. Nos discursos, dizem que Tapajós é diferente de Carajás, que abriga muitos migrantes atraídos para aquela região para explorar recursos minerais, desmatar florestas e trabalhar na pecuária extensiva. Além disso, argumentam que o pedido de separação é uma luta histórica e não é por pressão de um grupo econômico, como em Carajás. “Queremos ser um Estado verde e receber recursos por ser uma área de preservação”, diz a prefeita.

A região onde poderá ser criado Carajás baseia sua economia nos minérios. Lá estão a maior reserva de ferro do mundo e os principais investimentos da Vale. O território concentra os maiores latifúndios pecuaristas da Amazônia e parte da floresta foi transformada em pasto. Quase metade da área florestal (42,9%) já foi desmatada. Segundo o Ibama, a madeira extraída ilegalmente alimenta as siderúrgicas locais. A área é marcada por conflitos no campo e Marabá, prevista para ser a capital do novo Estado, é a quarta cidade mais violenta do país.

O coordenador estadual da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura (Fetraf), Francisco Carvalho, acredita que o governador terá dificuldades políticas nas regiões separatistas. “Podemos até não ganhar, mas o Pará nunca mais será o mesmo. Na hora em que o político de Belém quiser pedir votos aqui, vai ter dificuldade”, diz. Líder local, reclama que as regiões Sul e Sudeste do Pará, onde ficaria Carajás, não consegue eleger governador, vice governador nem senador. “E dos 17 deputados federais, temos apenas seis das regiões de Carajás e Tapajós”, comenta.

O desgaste do governador é simbolizado pela aproximação entre ruralistas e trabalhadores em Marabá, cidade símbolo da violência no campo. No município, a Fetraf, uma das principais organizações populares do Pará, engajou-se na campanha pela divisão e articulou-se com representantes do agronegócio.

O coordenador da Fetraf, Francisco Carvalho, explica a aproximação. “Temos que conversar com todo mundo. Não é luta política. É uma responsabilidade de todos nós”, afirma. A federação fez mutirões em assentamentos para transferir títulos de eleitores. Os trabalhadores rurais acreditam que a divisão do Estado facilitará a governança e aproximará a população do poder público, facilitando a pressão. “Diminuindo o tamanho da casa fica mais fácil cuidar dela”, afirma o agricultor Valderino Viana, de 47 anos, que transferiu o domicílio eleitoral no mutirão. Para o agricultor Izaias Melo, do assentamento Belo Vale, “não há nada a perder” com a divisão. “

No comando das campanhas separatistas estão políticos e empresários ligados ao agronegócio. Autor do projeto de lei que propôs em 1992 a criação de Carajás, o deputado Giovanni Queiroz (PDT) é um dos diretores da Frente Parlamentar da Agropecuária. O presidente da frente pró-Tapajós, deputado federal Lira Maia (DEM) seu é presidente.

No Pará, a Fetraf divide o comando dos trabalhadores rurais com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri). O MST não é tão influente quanto as federações no Estado, mas é articulado nos assentamentos. Tanto a Fetagri quanto o MST fazem ressalvas à aproximação aos ruralistas, apesar de apoiarem a divisão do Pará.

Para Rudá Galileu, assessor e militante da Fetagri, essa aproximação não garante que os conflitos no campo vão diminuir. “Foi um ato impulsivo de sindicalistas. As pessoas estão sendo induzidas pelo emocional. Na campanha do plebiscito não está sendo discutido um projeto político, mas sim quem vai ficar com os minérios do Pará”, diz. Para Galileu, os conflitos agrários podem se intensificar. Em Parauapebas, cidade que concentra a exploração mineral pela Vale, o MST é influente, mas não conseguiu se articular durante a campanha. “Hoje quem está no poder é a oligarquia rural. A divisão do Estado vai trazer mais oportunidades para disputarmos espaço, mas a esquerda não conseguiu conduzir essa discussão”, diz Jorge Neri, do MST.

Para o advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Batista Afonso, o Pará perdeu a oportunidade de debater seu modelo de desenvolvimento. Carajás concentra os investimentos da Vale, tem a maior mina de ferro do mundo e o maior rebanho de gado. Segundo a CPT, só no ano passado foram registrados 90.137 conflitos no campo, 16% de todo o país, e denúncias de 1.522 pessoas trabalhando em condições análogas às de escravidão. O conflito se agrava na região porque muitas fazendas ocupadas por assentamentos têm grandes reservas minerais, o que eleva o valor da propriedade.

Por Cristiane Agostine – Marabá –  para Valor Econômico

Plebiscito: programa de TV do SIM pega pesado com Jatene

O programa eleitoral da Frente que apóia a divisão do Pará para a criação de Carajás resolveu retaliar a declaração do governador Simão Jatene, favorável ao Não, publicada na semana passada nos jornais da capital. Os que querem a divisão afirmam que o malfadado Projeto de Lei que cria a Taxa da Mineração é uma estratégia de Jatene para enganar o povo paraense, levando-o a votar pela não criação dos novos estados. O Projeto foi aprovado ontem nas comissões da ALEPA, poucas horas antes da exibição do programa na TV.

A estratégia de vincular o governo Jatene, suposto financiador da campanha contra a criação de Tapajós e Carajás, vinha sendo discutida pelas direções das frentes separatistas há algum tempo, mas só ontem o martelo foi batido e Duda Mendonça recebeu a autorização para exibi-lo. O programa acusa Jatene de abandonar as regiões separatistas e de falir o Estado do Pará quando apoiou a implantação da Lei Kandir, que segundo estudo do Tribunal de Contas da União –  TCE – apresentado ao governador em agosto passado trouxe perdas na arrecadação tributária de R$21,5 bilhões ao Pará, no período compreendido entre 1997 e 2010.

Os programas das Frentes pró Carajás e Tapajós, que desde seu início tentam mostrar que somente com a criação de Tapajós e Carajás haveria uma verdadeira mudança na qualidade de vida dos paraenses,  no início eram didáticos, apresentando números e informações para o convencimento dos eleitores. O de ontem, termina com o slogan “diga NÃO ao Jatene, diga SIM para mudar”.

A Frente contra a criação dos dois Estados prometeu fazer durante o programa que será exibido amanhã (02) a defesa do governador. A exibição dos programas vai até o dia 7/12, restando, portanto cinco dias de inserções. Vamos aguardar para ver os que os marqueteiros guardaram para os últimos dias.

Duda Mendonça e a campanha do SIM

Um influente articulador da Frente Pró-Criação do Estado de Carajás confidenciou-me que realmente o trabalho de Duda Mendonça a frente da campanha pelo SIM é mesmo de graça. Segundo o informante, Duda Mendonça sabe valorizar o seu trabalho e não trabalha barato, ou cobra caro ou não cobra, e, se ele fosse cobrar o que costuma a Frente não teria condições de contratá-lo.

Para o informante, Duda Mendonça é proprietário rural na região e tem interesse em ver criado o Estado de Carajás e, com ele, consequentemente, uma melhora significativa na região.

Segundo informado, Duda Mendonça teria feito algumas exigências para assumir a campanha, entre elas a contratação de uma boa produtora, com equipamentos de primeira geração. A Frente contratou a Vanguarda, de Chiquinho Cavalcante, responsável pelas campanhas vitoriosas de Edimilson Rodrigues, Ana Júlia e do atual governador do Amapá.

Ainda segundo informado alguns produtores conhecidos de Duda Mendonça, que trabalharam com ele nas campanhas do ex-presidente Lula, querem conhecer o Pará e também entrar na campanha.

Mesmo sem ônus, a contratação de Duda é cara para a Frente Pró-Carajás. Existem custos como as pesquisas qualitativas e quantitativas ( Duda escolheu o renomado Instituto Vox Populi para fazer esse acompanhamento) e despesas com transporte, alimentação e hotelaria, que não são baratas.

Para o informante, Duda está nessa campanha mais pelo desafio. Só a enorme diferença no número de eleitores do Novo Pará e da região separatista já torna a missão muito difícil de ser ganha. Duda sabe que, se for vitorioso, isso entrará pra seu currículo, aumentando seu já conceituado portfólio de campanhas vitoriosas.

Essa semana Duda Mendonça esteve em Marabá para reunir-se com a direção da Frente Pro Carajás e alguns empresários. O objetivo era apresentar algumas despesas que deverão ser feitas. Depois de uma longa reunião onde o publicitário apresentou uma síntese da campanha televisiva e o norte a ser seguido, todos os presentes se comprometeram a dar o melhor de si em prol da criação dos novos estados.

Esse trabalho já começou a ser feito. Uma comitiva parlamentar composta pelos deputados federais Giovanni Queiroz e Zequinha Marinho, pelos estaduais João Salame, Pio X e Bernadete tem Caten está visitando vários municípios da região norte do Pará. O primeiro foi Ulionópolis, onde a comitiva se reuniu com lideranças municipais para mostrar a viabilidade e a necessidade da criação dos novos estados. Segundo informações grande parte dos eleitores de Ulionópolis ficou satisfeita com que ouviu e votará pelo Sim no plebiscito. O mesmo aconteceu em Paragominas onde várias lideranças políticas declararam apoio ao SIM. Neste sábado a comitiva seguiu para Ipixuna. Lá foi instalado o Comitê do SIM e importantes lideranças locais aderiram a campanha do SIM.

A comitiva segue pelos municípios do Pará mostrando a viabilidade econômica e a necessidade da criação dos novos estados. Para o presidente da Frente Pro Carajás, deputado João Salame, “o objetivo está sendo alcançado: esclarecer a população de que com a divisão todos ganham e que apesar da perda territorial o Pará remanescente será mais rico, e, consequentemente melhor administrável. Não podemos esquecer que com a criação de Carajás e Tapajós a região Norte politicamente será mais representada”, concluiu o presidente.

Plebiscito: Duda Mendonça diz ter certeza da vitória

Um dos mais renomados profissionais de comunicação do País, com o know-how de ter trabalhado a campanha vitoriosa de Luís Inácio Lula da Silva a presidente da República, Duda Mendonça diz estar doando o seu trabalho à causa da redivisão territorial na Amazônia. Em sua fala no lançamento da Frente Parlamentar ele empolgou a plateia presente ao afirmar que não tem dúvidas de que a campanha alcançará êxito, inclusive na região de Belém, onde concentra-se a maior parte do eleitorado do Pará. Segundo ele, a sua certeza vem do fato de que o pró-Carajás tem argumentos sólidos.

“Isso é uma grande aliança para o bem do Pará. A região Nordeste do País é forte porque é unida. Agora é a vez do Norte. Não existe essa coisa de fronteira, ela é uma linha imaginária. Todos somos irmãos. Isso de dizer que as pessoas daqui vêm de fora. São pessoas que são de fora, mas que escolheram morar aqui, o que é um apelo quase tão forte do que o de dizer que aqui nasceu, pois é uma opção, uma escolha”, bradou o publicitário, referindo-se a alguns mitos criados pelos contrários a redivisão.

Mendonça também afirmou que a campanha não é a da divisão, mas da esperança e de um novo Brasil. “A grande força disso aqui está em vocês entenderem que esta é a Copa do Mundo de vocês, é o Campeonato Brasileiro. Cada um, no mínimo, deve botar um adesivo no seu carro e no de um amigo. Se cada um fizer isso, eu garanto que já é um movimento fantástico”, opinou.

Em outro questionamento, Duda Mendonça respondeu que a campanha não usará truques de marketing, mas sim dará amplitude aos próprios argumentos técnicos já existentes em estudos e que avalizam a viabilidade dos dois novos estados.

Patrick Roberto
Coordenação de Comunicação
Comissão Pró-Carajás/Marabá

Plebiscito

Dia 11 de setembro será o último dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio a fim de estar apto a votar no plebiscito para a criação dos Estados de Carajás e Tapajós. No dia 13 de setembro começa oficialmente a propaganda eleitoral sobre o plebiscito.

Duda Mendonça, que fará a campanha conjunta de Carajás e Tapajós, estará em Belém, Santarém e Marabá no próximo dia 21, apresentando as diretrizes para o projeto do SIM à imprensa.

Lançamento das Frentes Parlamentares Pró Estado do Carajás e Tapajós será no dia 21.

Luciano Guedes – presidente da AMATCARAJÁS – Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás – informa que será realizada solenidade de lançamento das Frentes Parlamentares Pró Estado do Carajás e Tapajós no dia 21.

O evento, segundo Guedes, acontecerá em Belém durante um café da manhã no Hilton Hotel às 8:00 horas, em Santarém às 14:00 horas e na Câmara de Vereadores de Marabá às 20 horas.

A programação contará com a participação dos Deputados Estaduais e Federais dos dois futuros Estados, sendo eles acompanhados por Duda Mendonça, que fará uma apresentação sobre as campanhas.

É importante salientar que o publicitário Duda Mendonça fará também a campanha do Tapajós, o que deve ser visto como grande ganho, já que é importante que as duas frentes (Carajás e Tapajós) caminhem juntas, fato que será decisivo para a criação dos novos Estados.