Category Archives: Carajás

Geólogo que descobriu as jazidas de Carajás palestrará em Parauapebas na quinta (22)

Breno dos SantosAproveitando a vinda do geólogo Breno Augusto dos Santos, que descobriu a primeira jazida de minério de ferro na Serra dos Carajás, em 1967, a Secretaria Municipal de Cultural de Parauapebas – Secult -, através do Museu Municipal de Parauapebas, o convidou para ministrar uma palestra ao cidadãos parauapebenses com o tema: “Carajás: um caso histórico. A palestra realizar-se-á no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP), na quinta-feira, 22, às 19h, quando serão contados detalhes da grande descoberta que culminou com a criação da cidade de Parauapebas.

A palestra será aberta à comunidade e contará com a presença de autoridades, estudantes e população em geral. Em função do evento, Breno dos Santos receberá o título de Cidadão de Parauapebas.

Breno dos Santos está em Parauapebas desenvolvendo um trabalho profissional, mas aceitou o pedido do Secretário Municipal de Cultura, Fernando Veras, para participar de alguns eventos, inclusive, como é um dos intermediadores da construção do Museu de Parauapebas, fará parte da mesa quando será anunciada oficialmente a conquista da área para construção dessa tão esperada obra.

Geólogo em Carajás -1967Histórico
Em um voo de helicóptero, o geólogo Breno dos Santos, então funcionário da US Steel, foi obrigado a fazer um pouso de emergência em uma clareira na região. Mas aquela clareira não era proposital, eles haviam pousado em uma “canga” – uma região onde o minério de ferro está tão rente à superfície que a vegetação não consegue crescer de forma normal. O geólogo, durante o voo, havia notado diversas clareiras como aquela pela região, o que não é nada comum. Pronto. Estava descoberta a maior reserva de minério de ferro do mundo, fato que mudaria, em alguns anos, mudaria a história do Brasil, do Pará e de Parauapebas.

Por Luís Bezerra – Secult

ITV desenvolve sistema digital para identificação de plantas

ITV ValeUma tecnologia, em desenvolvimento pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV),  vai agilizar a identificação de espécies vegetais. Trata-se do Digital Plants, um sistema que vai permitir, a partir de uma simples fotografia de uma folha, obter resultados de uma planta, como nome da espécie vegetal, local onde é possível encontrá-la, entre outras, informações que serão reunidas em uma base de dados. A Universidade Federal do Pará (UFPa) e a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) são parcerias no desenvolvimento do projeto. Os primeiros trabalhos estão sendo realizados inicialmente na Reserva Natural Vale, em Linhares (ES),  uma das maiores áreas protegidas de Mata Atlântica brasileira, que reúne 2,8 mil tipos diferentes de plantas. Posteriormente a pesquisa será realizada na região de Carajás, no Pará.

Os primeiros resultados são animadores. O protótipo já atingiu aproximadamente 98% de acertos na identificação das espécies da base de dados conhecido como “Flavia. O Digital Plants, em desenvolvimento desde outubro de 2013, poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar no trabalho de licenciamento ambiental, na etapa de levantamento de florestas.

O ITV foi criado em 2009 para o desenvolvimento de tecnologia e inovações que possam contribuir para os atuais projetos da Vale e também para desenvolver novas oportunidades de negócios para a empresa. É uma instituição de pesquisa e ensino que trabalha para criar possibilidades futuras, por meio da pesquisa científica e do desenvolvimento de tecnologias, em parceria com a comunidade científica mundial. Há duas unidades do ITV no Brasil: um em Ouro Preto (MG) e outro em Belém (PA). A unidade mineira é focada em mineração e a paraense, em desenvolvimento sustentável.

68% dos aeroportos da Infraero possibilitam monitoramento de bagagem

aviacao1O projeto “De Olho Na Mala”, criado para implantar sistemas de monitoramento de bagagens nos aeroportos da Rede Infraero, já foi implantado em todos os terminais da Rede que recebem voos regulares da aviação comercial, cumprindo a diretriz inicial do planejamento da iniciativa.

A ação consiste na instalação de monitores e câmeras que permitem aos passageiros observar, da sala de desembarque, o manuseamento de suas bagagens desde o momento em que elas são colocadas nas esteiras até chegarem aos seus donos.

Na Rede Infraero, 43 dos 63 aeroportos (cerca de 68% da Rede) contam com o sistema. Em outros sete aeroportos da Infraero, as salas de desembarque contam com paredes de vidro que possibilitam ao passageiro ver o processo de restituição de bagagens. Dessa forma, 50 terminais da Rede contam com estruturas que permitem o monitoramento de bagagens pelos viajantes. O restante do total de terminais da Rede não tem operação de voos regulares de aviação comercial e não entra no escopo do projeto. Esses terminais cumprem funções distintas relativas à aviação geral, como voos charter, pouso e decolagem de aviões particulares e operações de helicópteros.

O projeto teve início no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim, em agosto de 2011. Em fevereiro de 2012, o Aeroporto Internacional de Brasília/Juscelino Kubitschek, então administrado pela Infraero, também recebeu o sistema. Com a repercussão positiva nos dois terminais, o projeto começou a ser implantado em escala nacional, aumentando gradualmente sua cobertura ao longo da Rede Infraero. O último terminal a receber o “De Olho Na Mala” foi o Aeroporto de Carajás/Parauapebas, fevereiro passado.

Comunicado ICMBio

Comunicamos que está marcada para o dia 08/04/2014 (terça-feira) das 14:00 às 18:00 horas, a primeira reunião ordinária do Conselho Consultivo da APA do Igarapé Gelado. Tal reunião será realizada em conjunto com o Conselho Consultivo da Floresta Nacional de Carajás.

A pauta desta reunião será:

  • Informes;
  • Apresentação e do Projeto de Expansão da Estrada de Ferro Carajás(EFC) em dois trechos que afetam a APA Igarapé Gelado e a Floresta Nacional de Carajás;
  • O que houver.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio

Parque Zoobotânico da Vale em Carajás registra mais um nascimento

Filhote_de_anta_-_PZV_1A equipe do Parque Zoobotânico Vale (PZV) está comemorando o nascimento de mais um animal em sua área. Desta vez uma anta deu cria a um macho. A mãe que também nasceu no Parque em 2000, vive solta e já ensina ao filhote que pode passear tranquilamente entre as áreas de mata e lagoas do local.

Filhote_de_anta_em_fase_de_amamentação_1Por estar instalado na Floresta Nacional de Carajás e contar com aproximadamente 70% de mata nativa, o PZV se tornou ambiente ideal para preservação das espécies amazônicas. Assim como os animais que vivem nos recintos, os adultos e filhotes que circulam livres também recebem alimentação diária e passam por acompanhamento veterinário. A anta e seu filhote estão recebendo toda a atenção da equipe. Ambos serão vistos juntos durante todo o período de amamentação do pequeno. Após esta fase, cada um seguirá o seu caminho, adotando o comportamento da espécie.

Trilha ecológica

Durante um passeio é possível encontrar com os animais que vivem soltos no Parque. Antas, veados mateiros, garças e cauauãs circulam entre as trilhas e tornam a experiência do visitante ainda mais rica. O PZV também se tornou rota de passagem de muitos animais, dentre eles  aves, cutias e primatas.

O Parque Zoobotânico Vale é aberto à visitação pública todos os dias, das 9h às 15h30. A entrada é gratuita.

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Vale reduz riscos com licença do Ibama

A mineração mais próxima de cavernas em Carajás, no Pará, deverá ter efeito positivo para a produção de minério de ferro da Vale em 2014 e no futuro próximo. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a empresa, na quinta-feira, a avançar a lavra no entorno de cavernas na área conhecida como N4E, na serra norte de Carajás. Com essa licença, a empresa poderá suprimir ou intervir em área de preservação permanente de 31 hectares na Floresta Nacional de Carajás (Flona), no município de Parauapebas (PA).

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A licença foi bem recebida pelo mercado. O banco Goldman Sachs analisou, em relatório, que a licença do N4E reduz de forma significativa os riscos relacionados à meta de produção da companhia para este ano. A Vale fixou a meta de produzir 312 milhões de toneladas de minério de ferro em 2014, 2% acima da meta de 2013, de 306 milhões de toneladas. Os números realizados no ano passado serão conhecidos no fim do mês, quando a empresa divulgará os resultados do quarto trimestre e do ano.

No relatório, o Goldman Sachs diz que a restritiva legislação mineral brasileira relacionada às cavernas se tornou obstáculo importante para minas antigas. E esse é um elemento que, segundo o banco, reduziu a confiança de investidores na meta de 312 milhões de toneladas e no crescimento futuro da produção. O banco considerou a licença como um marco e avaliou que licenças adicionais que poderão ser necessárias para 2015 serão vistas como formalidade. O Goldman Sachs disse que outra importante licença em Carajás, conhecida como “EIA Global”, com previsão de ser concedida no segundo semestre, permitirá minerar novas áreas nas minas N4WS e N5S.

imageFrederico Martins, do escritório do ICMBio em Parauapebas e chefe da Flona, discordou da visão do banco. Para Martins, a licença dada ao N4E não terá efeitos significativos sobre a produção da Vale no curto prazo. De forma paralela à autorização para avanço da lavra, a Vale terá de desenvolver estudos de raio efetivo de cavernas no N4E, afirmou. Esses estudos servem para mensurar riscos para as cavernas. Além de serem demorados, os estudos podem não confirmar as expectativas iniciais, disse Martins. Nesta hipótese, não seria possível reduzir a distância de preservação das cavernas, hoje fixada em um raio de 250 metros da lavra, para 50 metros. Martins disse que o N4E possui um complexo de cavernas, onde existe uma biodiversidade associada, mas os estudos devem se concentrar em apenas duas.

O chefe da Flona reconheceu, porém, que a redução do raio de lavra em outras áreas de Carajás, dentro da licença EIA Global, pode sim ter um efeito positivo sobre a produção de minério de ferro da Vale. Ele disse que o N4WS inclui cavernas de máxima relevância. O decreto 6640/08, sobre a proteção de cavernas, prevê que diante de fatos novos, comprovados por estudos técnico-científicos, o ICMBio pode rever a classificação do grau de relevância das cavernas. Martins defende que na Flona se negociem áreas para serem mantidas “íntegras” e áreas para serem mineradas. Mas esse acordo levaria ao bloqueio de jazidas, o que não interessaria à Vale, afirmou. A Vale não quis comentar as declarações.

A discussão revela como as licenças para mineração se tornaram difíceis. “A licença para área relativamente pequena, de 31 hectares, torna-se motivo de comemoração”, disse Martins. Procurado, o Ibama confirmou que autorizou a interferência em raio de distância menor para cavidades (cavernas) de alta e média relevância no N4E. Essa é uma classificação dada às cavernas pela legislação, que também inclui cavernas de máxima relevância, raras ou únicas, que têm de ser preservadas. O Ibama afirmou que o EIA Global está em análise pelo instituto. Procurada, a Vale confirmou que recebeu a autorização de supressão vegetal do N4E.

Fonte: Valor Econômico

Serra dos Carajás: Parque da Vale concentra diversidade amazônica e atrai milhares de visitantes

imageDurante o período de férias a visitação ao Parque Zoobotânico Vale (PZV) aumenta. Crianças, jovens e adultos encontram no local o ambiente ideal para passeios, piqueniques, contato com a natureza e produção de fotos. O Parque está localizado dentro da Floresta Nacional de Carajás e tem 70% de área de floresta nativa preservada. Além de encher os olhos do visitante com as cores vibrantes da natureza, o passeio no PZV encanta pelos sons dos pássaros que sobrevoam suas árvores e pelo clima agradável. O Parque é hoje é um dos locais preferidos de quem procura lazer para toda a família no Sudeste do Pará. Só em 2013 foi visitado por mais de 130 mil pessoas. 

Acessando o setor próximo ao das aves rapinantes o público poderá conferir os novos recintos inaugurados. O jacu vermelho, o mutum de penacho e o guará ganharam casa nova. A mudança para um local mais amplo está garantindo mais qualidade de vida para os animais. 

imageO Parque Zoobotânico Vale

Inaugurado em março de 1985, o Parque ocupa uma área na Floresta Amazônica de 30 hectares, localizada no coração da Floresta Nacional de Carajás, Unidade de Conservação Federal preservada e fiscalizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Vale. Dos 30 hectares que ocupa, apenas 30% foram utilizados para a construção de recintos e área de apoio. O parque mantém atualmente um plantel de mais de 260 animais nativos da região amazônica. Entre as espécies existem algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, arara azul grande, ararajuba, macaco-aranha-da-testa-branca e macaco cuxiú. O parque contribui na conservação das espécies, servindo como estoque genético e formando profissionais especializados para trabalhar em benefício da conservação da fauna e flora amazônica. 

O Parque Zoobotânico Vale é aberto à visitação pública todos os dias, das 9h às 15h30. A entrada é gratuita.

Finalmente onça é retirada da área do Núcleo Urbano de Carajás

A Gerência de Administração e Serviços Urbanos do Núcleo de Carajás, em Parauapebas encaminhou hoje (18) e-mail aos moradores naquela localidade informando que a onça que estava passeando pelo Núcleo desde a última segunda–feira foi afugentada do local. Durante este período, os moradores foram aconselhados a permanecerem em suas residências. Confira a íntegra do e-mail:

Informamos que o felino (onça), que entrou no Núcleo Urbano de Carajás na segunda-feira, foi afugentado ontem e já avistado fora dos limites da cerca, às margens da Raymundo Mascarenhas. As equipes da Segurança Ambiental e Parque Zoobotânico, com o apoio de profissionais de empresas especializadas e cães, fizeram uma varredura completa no Núcleo para garantir que a área voltasse a normalidade.

Lembramos que para garantir a segurança de moradores, trabalhadores e visitantes, a equipe de Segurança Empresarial da Vale desenvolve uma série de ações continuamente, com o objetivo de prevenir incidentes com felinos no Núcleo Urbano de Carajás, que está localizado em uma área de preservação – habitat de inúmeras espécies de animais silvestres.

Entre essas medidas estão as rondas diárias ao longo da cerca; o rastreamento de indícios de felinos em área habitada; a verificação da integridade da cerca de proteção do Núcleo; a conservação de postos de vigilância fixos nos acessos norte e sul, assim como as inspeções nas áreas de bosque dentro do Núcleo .

Aviso: Alerta de felinos na área do Núcleo Urbano de Carajás

Busca por onça em CarajásA Gerência de Administração e Serviços Urbanos, responsável pelo Núcleo Urbano de Carajás enviou há pouco o seguinte comunicado a todos os moradores daquele Núcleo:

A ronda preventiva realizada diariamente pela equipe da Segurança Ambiental detectou, na manhã desta segunda-feira (16), a presença de felino (onça pintada) no Núcleo Urbano de Carajás, na altura da Rua Tapajós. O local já foi mapeado e, no momento, os guardas florestais realizam os procedimentos para captura ou recondução do animal para a floresta. O trabalho conta com o apoio de equipe do Parque Zoobotânico Vale.

Solicitamos, portanto, que até a situação ser normalizada, evitem caminhar nas áreas próximas aos bosques e também orientem familiares e prestadores de serviços para que façam o mesmo. Pedimos, ainda, que mantenham as crianças em casa até que seja liberado novo comunicado pela Administração do Núcleo, informando sobre a captura ou afastamento do animal.

Caso aviste algum felino na região do Núcleo, entre em contato imediatamente com a equipe de Segurança (3327-4710) e informe o local, ponto de referência, horário e características do animal avistado. E lembre-se: nunca entre na floresta sozinho. Essa atitude é essencial para evitar acidentes com animais silvestres e garantir a sua integridade física e de seus familiares”.

Na imagem, enviada por um morador do Núcleo, funcionários da empresa de segurança a procura da onça.

 

Povos afetados por obras na Amazônia são retratados em livro-reportagem

Projeto da Agência Pública mostra os impactos sociais causados à população amazônica pela falta de planejamento estrutural na construção de hidrelétricas e de mineradoras

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Festa noturna em canteiro de obra de grande porte na Amazônia. Falta de planejamento e problemas sociais

A Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo lança neste sábado (14) um livro sobre a Amazônia e as populações afetadas pelas obras desenvolvimentistas na região. Amazônia Pública reúne histórias e questões de povos tradicionais ribeirinhos, pescadores, indígenas e lavradores em três polos industriais: o Vale dos Carajás, no Pará, em que predomina a extração e exportação de minério de ferro; o Rio Madeira, em Rondônia, em que se localizam as hidrelétricas Santo Antônio e Jirau; e o Rio Tapajós, no oeste do Pará, em que está prevista a construção das hidrelétricas São Luiz e Jatobá.

“O que a gente vê, principalmente em Carajás, no sudeste do Pará e no oeste do Maranhão é a pobreza chocante das populações locais. As pessoas só sentem desvantagens no polo, elas não conseguem perceber benefícios em termos de desenvolvimento”, explicou a coordenadora do projeto, Marina Amaral, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Para Marina, as obras modificam a estrutura social dos locais em que serão instaladas sem se preocupar com os povos que lá residem. “Há uma invasão de gente durante a construção dos polos que faz dobrar a população local. Isso modifica toda a estrutura da região, acaba com a rede social, que passa a ser insuficiente, como escolas e hospitais.” Ela cita ainda o aumento da criminalidade como efeito colateral das grandes obras amazônicas. Tráfico de drogas e exploração sexual de jovens estão entre os principais delitos.

O livro-reportagem, financiado pela Climate and Land Use Alliance (Clua) – aliança de quatro fundações internacionais em torno das questões climáticas –, reforça a necessidade de projetos desenvolvimentistas que calculem os impactos causados às populações locais e estratégias para reduzi-los, além de buscar o crescimento das iniciativas e atividades locais. “Se o trem pode carregar milhões de toneladas de minério de ferro por dia, por que ele não pode ser utilizado para escoar a carga de pequenos produtores?”, questiona Marina.

Amazônia Pública é resultado de um trabalho de campo realizado durante julho a outubro de 2012 e será lançado e distribuído gratuitamente neste sábado (14), às 16 horas, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

Fonte: Rede Brasil Atual