Category Archives: Carajás

Três anos após o plebiscito da divisão do Pará, o que mudou?

Por Henrique Branco ( * )

Há três anos o estado do Pará passava por um marco em sua história. Estava sendo realizado um plebiscito para saber se a dimensão territorial paraense se manteria ou seria desmembrada em mais duas unidades federativas: Carajás e Tapajós no sudeste e oeste paraense, respectivamente.

total-eleitores1Há exatos dois anos, escrevi sobre a questão. Completava naquele momento um ano da consulta popular. E eu já me perguntava, refletia e provocava sobre o que estava sendo feito para atenuar as assimetrias regionais paraenses. Sem esforço se percebia que nada. Várias promessas de integração regional foram levadas pelo vento. O próprio governador Simão Jatene, que um dia após o plebiscito, concedeu entrevista a um canal de televisão, apresentou as possíveis ações por parte do Estado para amenizar e atender as demandas das regiões mais afastadas da capital. Balela palaciana. Nada mudou.

Nos últimos dias se completou três primaveras ou se preferir, verões ou invernos amazônicos e nada foi feito. Pelo contrário, aprofundou-se as diferenças. A RMB (Região Metropolitana de Belém) continua cada vez mais isolada do resto do território paraense, rodeada por “muros” invisíveis, sem a devida conexão com o restante do território. O Pará parece feito de feudos, aos moldes da Idade Média.

Como mudar isso? Não tem fórmula mágica ou ações extraordinárias. O Estado precisa repensar o modelo de gestão, buscar a descentralização da máquina, equilibrar o orçamento, sobretudo na questão de investimentos. Isso se espera ou se esperava do governo Jatene. Nada disso foi feito em seu primeiro mandato, o segundo na história no Palácio dos Despachos. Agora, através das urnas, Jatene terá o terceiro mandato, o segundo consecutivo, sendo o único a chefiar por três vezes o executivo paraense. O que esperar para os próximos quatro anos?

A última disputa eleitoral parece ter deixado cicatrizes fundas no Palácio dos Despachos. Coincidência ou não, as regiões em que o governador perdeu nas urnas, no novo orçamento enviado à Alepa, perderam investimentos, parte do bolo orçamentário. O volume de recursos que o governo Jatene terá em 2015 chegou a R$ 20 bilhões. A RMB levou mais da metade desse volume bilionário. Houveram cortes nos recursos destinados as regiões de Carajás (sudeste paraense) e Tapajós (oeste paraense), bem consideráveis em relação ao atual orçamento em vigor.

Fica claro que o discurso de integração regional ficou sem sentido. Como integrar? Desenvolver? Com menos recursos? Essa alquimia só pode ser conhecida pelo próprio governador.

Jatene vem lardeando aos ventos, e a quem quiser ouvir que irá criar os centros administrativos. Serão duas unidades: em Marabá e Santarém, as duas maiores cidades das regiões sudeste e oeste, respectivamente. Qual perfil de atuação teriam esses centros? Seriam órgãos independentes, que terão autonomia de gestão? Ou meros cabides de empregos para aliados regionais? Como criar essa estrutura administrativa com menos recursos?

A disputa em 2011 entre o SIM e o NÃO mostrou-se apenas ser um processo eleitoral. A confirmação de um estado dividido, com pretensões diferentes e com desejos opostos. O plebiscito confirmou, via processo democrático de consulta popular, que a divisão do território paraense é algo inevitável. O NÃO venceu por reunir a maior quantidade de eleitores, ter o maior colégio eleitoral. Em termos números o resultado não foi surpresa. Mas

Henrique BrancoCerto mesmo que após três anos do plebiscito, o Pará continua desigual e divido. A cada eleição essa separação territorial parece mais forte. As quatros gestões do PSDB e uma do PT não conseguiram diminuir essa divisão. O retalhamento do território paraense parece ser inevitável, algo que está sendo postergado, mas é um caminho sem volta. Questão de tempo e organização para que ocorra. O Pará já está dividido.

( * ) – Henrique Branco é professor de geografia concursado da rede municipal de ensino de Parauapebas, com especialização em Geografia da Amazônia: sociedade e gestão dos recursos naturais.

Vale quer produzir 50 Mtpa de minério de ferro no S11D em 2017

A Vale afirmou ontem (4) que espera atingir, em 2017, uma taxa de produção anual de 50 milhões de toneladas métricas de minério de ferro no projeto S11D, em Carajás (PA). O objetivo da mineradora é alcançar a capacidade total do projeto, de 90 milhões de toneladas por ano, em 2018.

Projeto S11D da ValeO S11D, maior projeto de minério de ferro do mundo, está previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2016. Para o mesmo ano, cerca de metade do dispêndio com investimentos previstos pela companhia será direcionado ao projeto, de acordo com apresentação da mineradora durante o Vale Day, em Nova York, na última terça-feira (2).

Durante o Vale Day em Nova York, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, citou uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da divisão de metais básicos da mineradora para financiar projetos, incluindo o S11D. “O IPO tem viés de trazer recursos enquanto construímos o S11D em Carajás. Pode ser uma boa âncora para esse projeto, mas vamos aguardar o comportamento do mercado de metais básicos para tomar uma decisão a esse respeito”, disse Ferreira.

A Vale planeja aumentar a produção de minério de ferro do Sistema Norte, que compreende as minas de Carajás, Serra Leste, Plant 2 e S11D, junto com logística ferroviária e expansão do porto, previstos pelo projeto Capacitação Logística Norte (CLN S11D).

A produção das minas da Vale em Carajás deve chegar a 120 milhões de toneladas métricas neste ano, enquanto a capacidade da ferrovia Estrada de Ferro Carajás (EFC) chegará a 128 milhões de toneladas métricas. Nos nove primeiros meses de 2014, a produção das minas da mineradora em Carajás totalizaram quase 85 milhões de toneladas métricas de minério de ferro.

De acordo com a Vale, tanto a produção de minério de ferro quanto a capacidade da EFC são esperadas para chegar a 150 milhões de toneladas métricas por ano em 2015.

O orçamento de investimentos da mineradora para o próximo ano, aponta que a unidade de negócios minério de ferro será responsável por 71% dos US$ 6,358 bilhões orçados para o desenvolvimento de projetos da Vale em 2015, incluindo a expansão das operações integradas de minério de ferro em Carajás, por meio dos projetos S11D e CLN S11D, com US$ 3,696 bilhões.

Em 2018, com todos os projetos funcionando em plena capacidade, a Vale espera que a produção das minas de Carajás alcance mais de 230 milhões de toneladas métricas por ano, mesmo volume de capacidade da EFC na época.

Vale apresenta planejamento estratégico para 2015 na próxima semana

A Vale vai apresentar o orçamento de investimento para 2015 e o planejamento estratégico da empresa durante o Vale Day 2014, que será realizado em Nova York, na terça-feira (2), e em Londres, na sexta-feira (5). Participarão do evento investidores, analistas, jornalistas e pessoas ligadas ao mercado de capitais.

O Vale Day será transmitido ao vivo pelo website da Vale, sendo o evento em Nova York às 13h15 (horário de Brasília) e o evento em Londres às 10h15. Os porta-vozes do encontro serão o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, e os diretores-executivos, que apresentarão um panorama de suas respectivas áreas.

A estimativa do mercado é o anúncio de redução nos investimentos, já que a mineradora anunciou em 2013 que estes seriam reduzidos gradativamente a partir de 2014 até 2018, em virtude da desaceleração dos investimentos em projetos em execução.

A região do Carajás é a que deve receber maior investimentos por parte da mineradora, devido a expansão de Carajás, batizado de S11D, que consumirá a maior parte dos recursos, com pico em 2015.

Vale recebe primeira Licença de Operação para expansão de Carajás

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu ontem (5) à Vale a Licença de Operação (LO) para a N4WS, uma das quatro cavas previstas para serem ampliadas pelo EIA Global, projeto de expansão da mineradora em Carajás.

De acordo com comunicado enviado ao mercado pela Vale nesta quinta-feira, por se tratar de uma operação de mina, não houve a necessidade da obtenção de uma licença de instalação antes da concessão da LO.

Segundo a mineradora, os próximos passos são a obtenção da autorização de supressão vegetal pelo Ibama e o início do desenvolvimento da mina, imediatamente após a obtenção da autorização. “A licença obtida suporta o plano de produção nos anos de 2015 e 2016 do complexo minerador de Carajás e é um grande avanço no processo de crescimento da nossa produção de minério de ferro”, afirma a empresa no comunicado.

Mina N4W da Vale, em Carajás PA

Mina N4W da Vale, em Carajás (PA)

A Vale informou ainda que continua trabalhando, em conjunto com o Ibama e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no processo de licenciamento da cava N5S, também localizada em Carajás.

A licença ambiental prévia do EIA Global, concedida em agosto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), compreende a ampliação de quatro cavas que contêm reservas de 1,8 bilhão de toneladas de minério de ferro, e a permissão para pilhas de estéril no Sistema Norte de Carajás.

As quatro cavas previstas para serem ampliadas são N4WS, N5S, Morro I e Morro II, corpos minerais adjacentes às minas abrangidas na Licença de Operação n° 267/2002 (LO 267/2002). O EIA Global compreende a Serra Norte do Complexo Minerador de Carajás e dará acesso a novas áreas em que ainda não há produção mineral e estão próximas às lavras já existentes. O projeto S11D, também em Carajás, não faz parte do EIA Global, pois está localizado na parte Sul.

O complexo de Carajás engloba a operação simultânea de cinco minas a céu aberto: N4E, N4W, N5E, N5W e N5 Sul. Atualmente, Carajás é o maior complexo produtor de minério de ferro em operação do planeta. De suas minas saem aproximadamente 35% do minério de ferro produzido pela Vale anualmente.

Inscrições abertas para vagas técnicas em Carajás e Salobo

vale

A Vale ainda está com vagas técnicas disponíveis do Programa Formação Profissional (PFP) para atuação nas minas de Carajás e Salobo. Para saber mais sobre as vagas e se inscrever, os interessados devem acessar o site www.vale.com/oportunidades até o dia 10 de novembro.

O objetivo do recrutamento é formar mão de obra nas localidades em que a Vale está presente, buscando promover a qualificação de profissionais na região. Podem participar da seleção candidatos com mais de 18 anos e que possuam ensino técnico completo nas áreas de Mineração, Mecânica, Elétrica e Eletromecânica.

O programa é dividido em duas etapas. Na formação teórica, com duração de três a cinco meses, os jovens estudam em tempo integral em instituição de ensino parceira da Vale, participando de um curso de qualificação técnica. Já na formação prática, durante seis a 12 meses, os aprovados dão continuidade ao seu desenvolvimento por meio de experiência profissional em uma das áreas da empresa.

Na fase de formação teórica, os participantes receberão bolsa-auxílio de R$ 900. Já na fase prática do treinamento, a bolsa é de R$ 1.564 mais os benefícios oferecidos pela Vale a seus empregados.

Processo seletivo

Após a inscrição, os candidatos passarão por outras etapas eliminatórias: provas de Português e Matemática, entrevista com consultoria, avaliação psicológica, dinâmica de grupo, entrevista técnica com gestor e exames médicos, além das avaliações de desempenho nas fases teórica e prática.

Nascem filhotes de onça-pintada em parque da Vale no Pará

É a segunda vez que o Parque Zoobotânico Vale consegue reproduzir a espécie que está ameaçada de extinção.

Um casal de onça, sendo uma pintada e uma preta, reproduziu no Parque Zoobotânico Vale (PZV), em Parauapebas, sudeste do Pará. Os filhotes, uma fêmea preta e um macho pintado, estão em local reservado onde recebem cuidados especiais dos tratadores. É a segunda vez que nascem filhotes desta espécie no parque, a primeira foi em 2002. Os pais já vivem no local há três anos desde que foram doados pelo Ibama do Pará.

filhotes_onças_crédito_-_Salviano_Machado-Vale_5_1

A onça-pintada consta nas listas estadual (Secretaria de Meio Ambiente do Pará), nacional (Ministério do Meio Ambiente/Ibama) e internacional (The IUCN – International Union for Conservation of Nature) de espécies ameaçadas de extinção e, por isso, há um grande incentivo às iniciativas de reprodução no mundo inteiro. “O nascimento dos filhotes no Parque da Vale aumenta a expectativa de conservação da espécie já que a reprodução de indivíduos pretos (melânicos) é raríssima. Para se ter uma ideia, na natureza a população de onça-preta é estimada em apenas 10%”, explica Leandro Maioli, biólogo do Parque.

A onça-pintada é um símbolo da fauna brasileira. O felino vive em regiões quentes e temperadas do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. No Brasil, a espécie é encontrada em todos os biomas.

No PZV, a conservação da biodiversidade, especialmente da fauna, é feita a partir da manutenção de exemplares, preferencialmente da região amazônica. Além da onça-pintada e da preta, o Parque mantém casais de espécies de interesse para conservação e, desta forma, incentiva a reprodução em cativeiro. Atualmente, há um programa com esse objetivo que contempla duas espécies de aves ameaçadas de extinção: a arara-azul-grande e a ararajuba, que no ano passado reproduziu com sucesso.

No caso das aves, no processo de reprodução são formadas as matrizes, ou seja, os casais que irão se reproduzir. As duplas ficam isoladas em um recinto semelhante ao habitat natural, onde é colocado um ninho artificial. “A adaptação é lenta, pois não depende da ação humana. Além disso, outros investimentos foram feitos, como a instalação de uma incubadora para facilitar o desenvolvimento de filhotes”, explica André Mourão, veterinário do PZV.

Sobre o Parque Zoobotânico Vale

Inaugurado em março de 1985, o Parque ocupa uma área na Floresta Amazônica de 30 hectares, localizada no coração da Floresta Nacional de Carajás, Unidade de Conservação Federal administrada, protegida e fiscalizada pelo ICMBio, com o apoio da Vale. Dos 30 hectares que ocupa, 30% foram utilizados para a construção de recintos e área de apoio. O parque mantém atualmente um plantel de mais de 260 animais. Entre as espécies existem algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, arara-azul-grande, ararajuba, macaco-aranha-da-testa-branca e macaco-cuxiú. O parque contribui para a conservação ex situ das espécies, servindo como estoque genético e formando profissionais especializados para trabalhar em benefício da conservação da fauna e flora amazônicas.

O PZV é aberto à visitação pública todos os dias, das 9h às 15h30. A entrada é gratuita. (Foto: Salviano Salgado)

Geólogo que descobriu as jazidas de Carajás palestrará em Parauapebas na quinta (22)

Breno dos SantosAproveitando a vinda do geólogo Breno Augusto dos Santos, que descobriu a primeira jazida de minério de ferro na Serra dos Carajás, em 1967, a Secretaria Municipal de Cultural de Parauapebas – Secult -, através do Museu Municipal de Parauapebas, o convidou para ministrar uma palestra ao cidadãos parauapebenses com o tema: “Carajás: um caso histórico. A palestra realizar-se-á no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP), na quinta-feira, 22, às 19h, quando serão contados detalhes da grande descoberta que culminou com a criação da cidade de Parauapebas.

A palestra será aberta à comunidade e contará com a presença de autoridades, estudantes e população em geral. Em função do evento, Breno dos Santos receberá o título de Cidadão de Parauapebas.

Breno dos Santos está em Parauapebas desenvolvendo um trabalho profissional, mas aceitou o pedido do Secretário Municipal de Cultura, Fernando Veras, para participar de alguns eventos, inclusive, como é um dos intermediadores da construção do Museu de Parauapebas, fará parte da mesa quando será anunciada oficialmente a conquista da área para construção dessa tão esperada obra.

Geólogo em Carajás -1967Histórico
Em um voo de helicóptero, o geólogo Breno dos Santos, então funcionário da US Steel, foi obrigado a fazer um pouso de emergência em uma clareira na região. Mas aquela clareira não era proposital, eles haviam pousado em uma “canga” – uma região onde o minério de ferro está tão rente à superfície que a vegetação não consegue crescer de forma normal. O geólogo, durante o voo, havia notado diversas clareiras como aquela pela região, o que não é nada comum. Pronto. Estava descoberta a maior reserva de minério de ferro do mundo, fato que mudaria, em alguns anos, mudaria a história do Brasil, do Pará e de Parauapebas.

Por Luís Bezerra – Secult

ITV desenvolve sistema digital para identificação de plantas

ITV ValeUma tecnologia, em desenvolvimento pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV),  vai agilizar a identificação de espécies vegetais. Trata-se do Digital Plants, um sistema que vai permitir, a partir de uma simples fotografia de uma folha, obter resultados de uma planta, como nome da espécie vegetal, local onde é possível encontrá-la, entre outras, informações que serão reunidas em uma base de dados. A Universidade Federal do Pará (UFPa) e a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) são parcerias no desenvolvimento do projeto. Os primeiros trabalhos estão sendo realizados inicialmente na Reserva Natural Vale, em Linhares (ES),  uma das maiores áreas protegidas de Mata Atlântica brasileira, que reúne 2,8 mil tipos diferentes de plantas. Posteriormente a pesquisa será realizada na região de Carajás, no Pará.

Os primeiros resultados são animadores. O protótipo já atingiu aproximadamente 98% de acertos na identificação das espécies da base de dados conhecido como “Flavia. O Digital Plants, em desenvolvimento desde outubro de 2013, poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar no trabalho de licenciamento ambiental, na etapa de levantamento de florestas.

O ITV foi criado em 2009 para o desenvolvimento de tecnologia e inovações que possam contribuir para os atuais projetos da Vale e também para desenvolver novas oportunidades de negócios para a empresa. É uma instituição de pesquisa e ensino que trabalha para criar possibilidades futuras, por meio da pesquisa científica e do desenvolvimento de tecnologias, em parceria com a comunidade científica mundial. Há duas unidades do ITV no Brasil: um em Ouro Preto (MG) e outro em Belém (PA). A unidade mineira é focada em mineração e a paraense, em desenvolvimento sustentável.

68% dos aeroportos da Infraero possibilitam monitoramento de bagagem

aviacao1O projeto “De Olho Na Mala”, criado para implantar sistemas de monitoramento de bagagens nos aeroportos da Rede Infraero, já foi implantado em todos os terminais da Rede que recebem voos regulares da aviação comercial, cumprindo a diretriz inicial do planejamento da iniciativa.

A ação consiste na instalação de monitores e câmeras que permitem aos passageiros observar, da sala de desembarque, o manuseamento de suas bagagens desde o momento em que elas são colocadas nas esteiras até chegarem aos seus donos.

Na Rede Infraero, 43 dos 63 aeroportos (cerca de 68% da Rede) contam com o sistema. Em outros sete aeroportos da Infraero, as salas de desembarque contam com paredes de vidro que possibilitam ao passageiro ver o processo de restituição de bagagens. Dessa forma, 50 terminais da Rede contam com estruturas que permitem o monitoramento de bagagens pelos viajantes. O restante do total de terminais da Rede não tem operação de voos regulares de aviação comercial e não entra no escopo do projeto. Esses terminais cumprem funções distintas relativas à aviação geral, como voos charter, pouso e decolagem de aviões particulares e operações de helicópteros.

O projeto teve início no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim, em agosto de 2011. Em fevereiro de 2012, o Aeroporto Internacional de Brasília/Juscelino Kubitschek, então administrado pela Infraero, também recebeu o sistema. Com a repercussão positiva nos dois terminais, o projeto começou a ser implantado em escala nacional, aumentando gradualmente sua cobertura ao longo da Rede Infraero. O último terminal a receber o “De Olho Na Mala” foi o Aeroporto de Carajás/Parauapebas, fevereiro passado.

Comunicado ICMBio

Comunicamos que está marcada para o dia 08/04/2014 (terça-feira) das 14:00 às 18:00 horas, a primeira reunião ordinária do Conselho Consultivo da APA do Igarapé Gelado. Tal reunião será realizada em conjunto com o Conselho Consultivo da Floresta Nacional de Carajás.

A pauta desta reunião será:

  • Informes;
  • Apresentação e do Projeto de Expansão da Estrada de Ferro Carajás(EFC) em dois trechos que afetam a APA Igarapé Gelado e a Floresta Nacional de Carajás;
  • O que houver.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio