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Parauapebas: mais de 300 km de estradas e vicinais são revitalizados na Zona Rural
Desde o dia três de janeiro uma equipe da Secretaria Municipal de Obras (Semob) atua na zona rural de Parauapebas com o objetivo de revitalizar as estradas e vicinais. Reduzindo possibilidades de acidentes e melhorando a trafegabilidade para escoamento da produção, assim como, o transporte dos alunos da zona rural.
Até o final de março, mais de 300 quilômetros de estradas e vicinais serão recuperadas, afirma Dário Veloso, secretário municipal de obras. “Estamos com 100 equipamentos na zona rural para fazer esse trabalho, são caminhões, retroescavadeira, rolo compressor, caminhão pipa, trator de esteira, pá carregadeira e motoniveladora” informa o secretário.
Encascalhamento das vias e reestruturação das bordas das estradas para escoar a água da chuva, assim como a substituição de pontes de madeiras por manilhas e em alguns casos a colocação de concreto, fazem parte das atividades de revitalização. Atuam na obra 40 servidores, lotados na Semob, além de outros profissionais de empresas contratadas.
Vanda Coelho, produtora rural, que reside a 22 quilômetros do centro urbano de Parauapebas, diz que a obra fez uma grande diferença, “eles fizeram um trabalho de qualidade, acho que vai demorar muito para essa estrada ficar ruim novamente. Antes eu gastava duas horas pra chegar à cidade, agora gasto 40 minutos”, afirma a produtora rural.
Fotos: Anderson Sousa
Moradores de assentamento no Pará esperam por instalação de energia elétrica na região desde 2004
Ben Hur e Marcivânia, de 7 anos, nem eram nascidos na primeira vez em que seus avôs Josefa Francisca, de 63, e José da Silva, de 62, ouviram dizer que a luz chegaria e mudaria a vida deles e das mais de 400 famílias que vivem no assentamento Nazaré, entre Conceição do Araguaia e Redenção, no Pará. Corria 2004 e muita gente fez planos. Em 2012, todos ainda precisam de velas e lamparinas para ter alguma claridade.
- O pensamento aqui é: “Um dia podem lembrar que somos criaturas. Por isso, a gente ainda tem esperança de ter luz, de poder ver uma novela, de ter um divertimento. E de ganhar dinheiro. Com luz, dá para fazer polpa de jaca e de manga, geleia, e vender”. A gente escuta isso de quem tem mais estudo e fica achando bom – conta Josefa, que divide a casa com seis pessoas e recebe em média R$ 300 por mês. – Era mais, mas uma filha estava passando fome na cidade, o banco ofereceu um empréstimo e agora ganho pouquinho.
Vizinha de Josefa, Silvana Rodrigues, que mora com três filhos entre 4 e 16 anos numa casa com as paredes pretas, queimadas pelo calor das velas, conta que ficou esperançosa quando a companhia de energia foi ao local, no primeiro semestre deste ano, marcar as casas que seriam beneficiadas.
- Não ficaram nem uma semana. Foi tão triste… É horrível, sabe, viver sem luz. Eu não acostumo. Mesmo que a gente tenha um dinheirinho para comprar carne, a gente não pode, não tem geladeira. Tentei abrir um comércio, mas não funcionou. Era muito gasto com lamparina. Tentei criar galinha e porco, mas aqui também não tem muita água. A gente vai levando – diz a manicure, que gasta por noite três velas para iluminar a casa e, às vezes, fica mesmo no escuro. – O pacote com oito custa R$ 4. Eu nem sei fazer conta, mas sei que é muito dinheiro todo mês para quem vive com R$ 166 do Bolsa Família e nem sempre tem serviço. Mesmo tendo esse pedacinho de terra, eu quero ir embora com os meninos.
Investigação no MP do Mato Grosso
O Luz Para Todos, criado no governo Lula, hoje é uma das ações do Brasil Sem Miséria. Em Conceição do Araguaia, a luz não chegou a alguns assentamentos, segundo o Ministério de Minas e Energia, devido a um problema com as Centrais Elétricas do Pará (Celpa). “O avanço das obras esteve prejudicado, embora já tivesse contrato em andamento, plano de obras aprovado e recursos disponíveis, pela impossibilidade de repasse financeiro, em razão da recuperação judicial da Celpa”. Ainda segundo o ministério, a “Aneel autorizou no último dia 30 de outubro a anuência prévia para a transferência do controle societário da distribuidora de energia elétrica Celpa”. Significa que o controle da concessionária vai mudar, e a instalação da luz ficará mais próxima. Em Conceição do Araguaia, desde o início, o programa já fez 3.214 ligações. Mas 1.710 domicílios ainda aguardam a ligação.
Morador da região, Gebrael Asmar, mais conhecido como Gibrim, luta desde 2004 para levar luz aos assentamentos, todos legalizados pelo Incra. Por pressão dele, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia enviou ao Ministério Público Federal do Pará, em outubro de 2011, um relatório sobre o atraso no programa. O MPF abriu uma investigação e apura por que os assentamentos Nazaré, Centro da Mata, São Raimundo, Vila Transbrasiliana, São Jacinto e Olho D”Água ainda vivem às escuras.
- Não ter luz é ter pobreza. Luto porque, se meu município crescer, eu vou junto. Se for para a lama, também vou – diz Gibrim. – Energia não traz só mais conforto. As pessoas podem ter um motor a bomba, por exemplo, para pegar água, o que é muito bom, já que a maioria carrega baldes de 20 litros para cima e para baixo. Mas a luz também movimenta a economia. E quem vive nos assentamentos precisa muito. São pessoas humildes, que poderiam viver do que têm nos seus quintais: goiaba, caju, jaca, tudo isso podia virar polpa, sorvete e gerar renda.
Além de esbarrar em problemas das empresas de energia, o Luz Para Todos enfrenta fraudes cometidas por servidores públicos. Em Nova Ubiratã, no Mato Grosso, o Ministério Público investiga se o ex-secretário de Agricultura Valdenir José dos Santos cobrou para levar luz para produtores rurais. O Luz Para Todos é gratuito.
Além disso, políticos usam o programa como moeda eleitoral. O ministério diz que, mesmo as prefeituras e os governos estaduais tendo participação institucional no programa, isso “não dá ao prefeito a condição de utilizar o programa eleitoralmente”. Em todo o Brasil, até 2014, serão beneficiadas pelo programa 140,7 mil famílias abaixo da linha de extrema pobreza.
- A gente tem uma vida dura e sonha com a luz. Queria ter uma geladeira, guardar comida. Tudo que temos são rádios a pilha. Quando dá, a gente compra pilha nova e fica sabendo do mundo. Com R$ 200 por mês, não dá para fazer outra coisa a não ser esperar – resigna-se Neurene Silva, de 31 anos, que vive desde 2000 no assentamento e divide a casa com o marido Ildemar, de 44, os dois filhos e os sogros.
Fonte: O Globo
Três mil estudantes da zona rural de Eldorado dos Carajás estão sem poder frequentar a escola
Há três meses a prefeitura do município não paga o aluguel dos ônibus que fazem o transporte escolar dos alunos.
“O que nós esperamos é a conclusão do ensino de cada série que eles estão fazendo. Então para eles pararem agora, sendo que não foram completados os 200 dias letivos, para nós é um prejuízo grande e bastante preocupante”, lamenta o agricultor Valter Costa, pai de cinco crianças que estão sem estudar por conta da falta de condução, já que a família mora a três quilômetros de distância do colégio.
Em uma das maiores escolas da cidade, as aulas também estão paradas, já que nem todos os alunos podem comparecer porque não tem alternativa de transporte. “A gente tem que repassar o conteúdo, mas fica devendo para os demais, ai tem que repetir. Tem avaliação. Então, não tem jeito, tem que suspender aula”, explica a diretora da escola, Maria Aparecida Rocha.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação e foi também até a casa da secretária, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto. Por telefone, o ouvidor da prefeitura de Eldorado dos Carajás, Omar Lúcio Silva, confirmou que o aluguel dos 34 veículos está atrasado há três meses, mas garantiu que o pagamento deve acontecer até a próxima semana.
Fonte: Folha do Bico
Nota do Blogger: o município de Eldorado dos Carajás é essencialmente rural. Diferentemente dos outros da região, quase 470% da população vice na Zona Rural. O atual prefeito, o petista Genival Diniz Gonçalves sabia disso quando deixou de pagar os aluguéis dos ônibus que transportavam os alunos dos assentamentos para as escolas do município, assim como sabia que os donos dos ônibus não iriam transportar os alunos de graça. Isso mostra o grau de comprometimento que o atual prefeito tem com a população do município. A sorte daquele sofrido povo foi que soube responder às mazelas do atual prefeito nas urnas. Genival obteve apenas 28,91% dos votos, ficando em terceiro lugar e dando adeus à sua rápida carreira política. O partido do prefeito, confirmando a má gestão, fez apenas dois dos 13 vereadores da futura Câmara Municipal.
Parauapebas: semifinais do Campeonato Rural de Futebol de Campo
Neste domingo, 23, ocorrem as semifinais do V Campeonato Rural de Futebol de Campo, no Estádio Rosenão. As partidas começam às 16h, com a disputa entre os times do Gelado e Palmares Sul. O segundo jogo é às 18h, quando entram em campo as equipes do Nova Esperança e Garimpo das Pedras.
O campeonato promovido pela Prefeitura de Parauapebas é um dos maiores do Pará e envolve cerca de 900 pessoas entre jogadores, técnicos, arbitragem e coordenadores. Desde o final do mês de junho, 30 equipes disputam os jogos organizados pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer nas comunidades Três Voltas, Carimã, Valentim Serra, Vila Sanção e Onalício Barros. A disputa pelo terceiro lugar e a final do campeonato estão previstas para o próximo domingo, 30, também no Rosenão.
Serviço
Semifinais do Campeonato Rural de Futebol de Campo
Data: 23/09/2012 (domingo)
Local: Estádio Rosenão – Bairro Liberdade
Horário: A partir das 16h
“Vox populi, vox dei”
Esse final de semana o Blogger deu uma volta na Zona Rural. Confesso que há tempos não andava por aquelas bandas. Fiquei impressionado com o grau de conhecimento dos moradores daquelas localidades distantes até 80 km da sede do município sobre o andamento da política em Parauapebas.
Comendo uma galinha caipira na casa do Sr. Antônio Rocha, um lavrador cearense que há 18 anos veio para Parauapebas, ganhar a vida e criar os filhos, me emocionei com o relato daquele senhor de 62 anos. O homem sabe de tudo que acontece por aqui, sabia de coisas que, confesso, não tinha conhecimento.
Questionado sobre como recebia tais informações, já que em seu lote de reforma agrária não tem TV, a resposta foi clara e objetiva: não perco o programa matinal da rádio Arara Azul FM, é de lá que me mantenho informado. Segundo Rocha, a ordenha é feita com o radinho ao pé do curral, a debulha do milho para tratar as galinhas idem. Até a lida na roça de mamão papaya ( Sr. Antônio é um grande produtor do fruto ) é feita com o rádio ligado em Demerval Moreno e companhia.
Perguntado se já havia escolhido em quem votar, seu Antônio foi categórico: “já sim, eu não me iludo com gente que diz uma coisa e age de outra, que fica pulando de galho em galho feito macaco com coceira. Mas não digo não pois o voto é secreto, mas não troco o certo pelo duvidoso nunca”.
Como diz o velho provérbio: “Vox populi, vox dei” ( A voz do povo é a voz de Deus ).
Parauapebas: Darci Lermen e Vale assinam convênio para asfaltar Zona Rural
A Prefeitura de Parauapebas (PA) e a Vale, por meio da sua controlada Salobo Metais S/A, assinaram nesta quarta-feira (4), convênio que viabilizará o asfaltamento das estradas vicinais de acesso às Vilas Sanção e Paulo Fonteles, ambas localizadas em Parauapebas. As vias serão ligadas à estrada Paulo Fonteles que já está sendo pavimentada. O evento ocorreu no auditório da Prefeitura e contou com a presença do prefeito Darci Lermen, do vice-prefeito Afonso Araújo, do líder do governo na Câmara, vereador Odilon Rocha (PMDB), diretores e gerentes da Vale e moradores das Vilas Sanção e Paulo Fonteles.
O convênio atende a uma solicitação das comunidades daquela região e vai beneficiar as quase 400 famílias residentes naquela área. A ideia é promover melhoria na infraestrutura rodoviária, utilizada para escoamento da produção rural, beneficiando assim o homem do campo e também a economia local.
Para o prefeito Darci Lermen, a obra é um marco para a produção rural local e consolida os trabalhos que a gestão municipal tem realizado, visando à promoção o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram na zona rural. “Se um dia as cidades forem devastadas, o campo vai continuar. Mas se um dia o campo for devastado, as cidades não vão continuar”, disse o prefeito Darci, citando uma frase famosa, para em seguida completar: “Sem o campo não temos comida. Nossa luta é para que o trabalhador não abandone sua terra, mas para isso são necessárias ações, como educação de qualidade para os filhos dos produtores, infraestrutura e estradas vacinais. Hoje, temos escolas de qualidade na zona rural de Parauapebas. O acesso é fundamental. Esta estrada será construída pela Vale, mas beneficiará toda a comunidade”, destacou.
Citando um ex-presidente, Darci afirmou que “estamos fazendo o impossível para poder fazer o possível e se estivermos juntos e organizados seremos fortes no município. Segundo ele, ´´a cidade cresce muito e é muito difícil atender todas as demandas do jeito que você quer, por isso precisamos de união”, frisou, ao destacar a importância da parceria com a Vale em projetos desenvolvidos em Parauapebas.
Texto: Lima Rodrigues – Foto Helder Messiahs
Prefeitura de Parauapebas e Vale assinam convênio para pavimentação asfáltica na zona rural
Na próxima quarta-feira, 04, Prefeitura e Vale, por meio da sua controlada Salobo Metais S/A, assinarão um convênio que viabilizará o asfaltamento das estradas vicinais de acesso às Vilas Sanção e Paulo Fonteles, ambas localizadas em Parauapebas. As vias serão ligadas à estrada Paulo Fonteles que já está sendo pavimentada. O evento ocorrerá no auditório da Prefeitura, às 09h.
O convênio atende a uma solicitação das comunidades daquela região e vai beneficiar as quase 400 famílias. Ele promoverá melhoria na infraestrutura rodoviária, utilizada para escoamento da produção rural, beneficiando assim o homem do campo e também a economia local.
Para o prefeito Darci Lermen, essa obra é um marco para a produção rural local e consolida os trabalhos que a gestão municipal tem realizado, visando à promoção o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram na zona rural. De acordo com o diretor do Departamento de Operações de Cobre, Eugenio Victorasso, um dos focos de atuação da Vale é apoiar à gestão pública. “Buscamos o desenvolvimento sustentável das regiões onde atuamos e o fato de termos objetivos comuns com o poder público torna a parceria viável”, comemora Victorasso.
A obra está orçada em cinco milhões de reais, cada uma das partes envolvidas no convênio será responsável por 50% desse valor. O recurso da Vale será repassado para conta específica e a Prefeitura será responsável pela execução de toda obra de pavimentação das duas estradas.
RESPONSABILIDADES
No convênio, a Prefeitura de Parauapebas se compromete a:
1. Executar a obra de pavimentação das duas estradas;
2. Identificar os superficiários das áreas por onde passarão as duas estradas a serem asfaltadas, bem como as áreas não edificáveis (30 metros para cada lado, a contar do eixo central);
3. Identificar as interferências– quanto às áreas de posse da comunidade rural do município – a serem feitas para a consecução do objetivo do convênio;
4. Validar, junto à comunidade local, por meio de reuniões, o traçado da estrada a ser construída;
5. Desenvolver um trabalho de pesquisa junto ao INCRA e ao ITERPA consistente na verificação da cadeia dominial das áreas a serem atingidas pela construção da Estrada;
6. Realizar trâmite pertinente para transferência para o domínio do município das áreas atingidas e necessárias para a realização da obra;
7. Elaborar o plano de controle ambiental necessário para a consecução do objetivo do convênio;
8. Acompanhar, junto coma comunidade que será diretamente beneficiada, as obras de asfaltamento da Estrada;
9. Realizar a avaliação e emitir parecer do processo de licenciamento, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma);
10. Realizar prestação de contas a Vale, de todos os valores repassados pela mesma para execução da obra.
Fonte: ASCOM PMP
Cartório Eleitoral realiza atendimento itinerante na zona rural de Parauapebas
Com o objetivo de acelerar o processo de cadastramento eleitoral e facilitar acesso ao título aos moradores da zona rural, que tem dificuldade de deslocamento, o Cartório Eleitoral, 075ª Zona Eleitoral, realizará atendimento itinerante conforme seguinte cronograma:
|
Data |
Dia |
Localidade |
Retorno p/ entrega do Título |
| 17/3 | Sábado | Cedere I | 24/3 |
| 24/3 | Sábado | Palmares I | 31/3 |
| 31/3 | Sábado | Palmares II | 14/4 |
| 14/4 | Sábado | Vila Sanção | 21/4 |
| 21/4 | Sábado | Vila Paulo Fonteles | 28/4 |
| 28/4 | Sábado | Núcleo Urbano de Carajás | 12/5 |
Na data de atendimento serão preenchidos os formulários de solicitação de título e na data de retorno ocorrerão as entregas. Os eleitores devem levar pelo menos um desses documentos originais de identificação pessoal: certidão de nascimento ou casamento, RG ou Carteira de Trabalho. Não serão aceitos passaportes ou carteiras de habilitação. Também é necessário levar comprovante de residência, atual e original, e certificado de reservista para os maiores de 18 anos.
IPTU
A Prefeitura de Parauapebas informa a toda população que os carnês de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) serão entregues até 15 de março de 2012, nos endereços fornecidos ao fisco. Após essa data, os contribuintes, que não obtiverem seus carnês terão até dia 31 de março de 2012 para obter seu IPTU com desconto de 10% no Departamento de Arrecadação Municipal (DAM), localizado na Rua F, n°244, Bairro União. O IPTU também pode ser obtido pela internet no endereço: http://servicos.parauapebas.pa.gov.br. No entanto, as guias impressas pelo site não gozam do direito ao desconto de 10%.
Em março propriedades rurais do Pará terão o “cartão do produtor”
O setor rural do Pará começa a utilizar, a partir do mês de março, o “cartão do produtor”, um dispositivo único de identificação, com uma única plataforma, que recebe a base de dados completa sobre o desempenho de cada propriedade no Estado. O consultor Décio Coutinho, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), explica que a entidade disponibilizará ao usuário uma rede de terminais espalhados no estado inteiro, cobrindo todos os municípios e estabelecimentos comerciais, sindicatos rurais, e nas associações de produtores.
Recentemente, houve uma reunião na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) para discutir sobre o novo sistema que inclui essa plataforma de gestão agropecuária, composta pela Prodepa, empresa do Estado de processamento de dados e Agência de Defesa Agropecuária (Adepará); Secretaria de Meio Ambiente (Sema); Secretaria da Agricultura (Sagri); Instituto de Terras do Pará (Iterpa); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Secretaria da Fazenda (Sefa).
Durante o encontro, os organismos fizeram um acordo operacional, um protocolo de cooperação técnica, cujo objetivo é oferecer treinamento para a utilização desse novo sistema do cartão, aprovado pelo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A CNA fechou com a Suíte Plus, empresa que interligará todos os sistemas das secretarias e agências de defesa para ter um banco de dados único, e por meio das máquinas, facilitar ao produtor a emissão de documentos fiscais, cadastro ambiental, regularização fundiária.
O cartão terá armazenado todos os dados do proprietário e da propriedade. “Essa nova modificação envolve uma série de entidades, em que o cartão do produtor não vai servir apenas para a emissão da GTA”, diz o presidente da Faepa, Carlos Xavier. A Adepará já tem seu sistema, o Siapec, podendo recepcionar todas as informações de diversas áreas, depois, distribuir os dados para cada secretaria. “Agora não vai ser só o trabalho da Adepará com a Federação da Agricultura, agora vai ser nacional e os seis primeiros estados a emitir foram definidos: Pará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Goiás. O cronograma foi decidido, a partir de março, estaremos com esse novo sistema do cartão do produtor”, ressalta o diretor geral da Adepará, Mário Moreira.
Texto: Andréa Ferreira – Adepará
Conexão Rural passa a ser veiculado às 8 da manhã de domingo
O programa Conexão Rural – a Voz do Campo na TV – que é produzido e apresentado pelo jornalista imperatrizense Lima Rodrigues, 52 anos, que é natural de Marabá, passa a ser apresentado a partir deste domingo das 8 às 9 horas e não mais das 7 às 8 horas, conforme foram os dois primeiros programas veiculados pela Rede TV – canal 40 de Parauapebas (PA) e Rede Record – canal 27 de Curionópolis (PA). Na Rede Record – canal 9 de Xinguara, o Conexão segue no mesmo horário, ou seja, às 7 horas dos domingos.
Entre os destaques do programa deste domingo está o processo de inseminação artificial desenvolvido na Estação Conhecimento pela Fundação Vale no APA do Gelado, a 40 quilômetros de Parauapebas, onde os produtores rurais sãos orientados nas áreas de pecuária leiteira, agricultura e agroindústria. É a segunda matéria da série Estação Conhecimento feita pela repórter Nayara Amorim, com direção de Lima Rodrigues. O programa apresentará ainda as dicas do médico veterinário Carlos Alberto sobre os cuidados que o produtor rural deve ter com a brucelose e a música de Juca do Acordeom.
O Conexão Rural apresenta informações de interesse dos produtores rurais. Segundo o jornalista Lima Rodrigues, 52, o objetivo do programa é divulgar e valorizar o trabalho desenvolvido pelos produtores rurais das regiões sul e sudeste do Pará e destacar matérias das mais diversas que estejam ligadas ao homem do campo, ao agronegócio e ao meio ambiente. “A meta do Conexão Rural é apresentar dicas e orientações aos produtores rurais visando a melhoria do plantel e o aumento da produtividade da agricultura na região e divulgar as ações das grandes empresas nas áreas ambientais, como, por exemplo, os projetos de reflorestamento e agrícolas nas regiões sul e sudeste do Pará”, informou o produtor e apresentador do programa. Além de notícias de interesse dos produtores rurais, o programa apresentará ainda entrevistas com especialistas em agricultura, piscicultura, agronegócio, entre outros temas”, afirmou.
“Vamos contar a história dos agropecuaristas pioneiros nas regiões sul e sudeste do Pará. Haverá ainda entrevistas com os presidentes dos sindicatos rurais; uma mensagem de quem entende do assunto em conversas descontraídas no quadro prosa na varanda”, disse Lima.
De acordo com Lima Rodrigues, o programa buscará também trazer para os produtores rurais as últimas novidades das tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. O Conexão Rural também chega para abrir espaço para a música sertaneja; os artistas da região, cantores individuais ou duplas que cantam as coisas da terra
Perfil
O jornalista e radialista Lima Rodrigues, 52 anos, é formado em Comunicação Social – Jornalismo – pelo Centro Unificado de Ensino de Brasília (CEUB) – hoje UniCEUB no primeiro semestre de 1984. Ele nasceu em Marabá, no Pará, foi criado em Imperatriz, no Maranhão, onde começou no jornalismo em junho de 1977 no jornal O Progresso, jornal para qual até hoje colabora escrevendo uma coluna semanal toda terça-feira.
Lima Rodrigues trabalhou 17 anos na Rádio Nacional de Brasília e em outras inúmeras emissoras, entre as quais as rádios Bandeirantes e Eldorado, de São Paulo. Fez cobertura jornalística no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional por mais de 20 anos e fez inúmeras viagens nacionais e internacionais acompanhando os presidentes da República desde a época do presidente José Sarney.








