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Vale e Fundação Vale doam patrulha mecanizada para produtores rurais

entrega_patrulha_mecanizada_1Vale e Fundação Vale doaram, via Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Canaã dos Carajás, uma patrulha mecanizada para a comunidade da Vila Bom Jesus, localizada na zona rural de Canaã dos Carajás. O equipamento permitirá melhorias na produção agrícola da região e o aumento na geração de renda dos trabalhadores rurais locais.

A patrulha mecanizada é composta por máquinas e implementos para a recuperação de solos, preparo de áreas para plantio, tratos culturais e colheita, entre outros. A doação contempla 11 implementos, como trator, plaina agrícola, grade aradora, grade niveladora, carreta graneleira, roçadeira, plantadeira, distribuidor de calcário e adubo, arador, encantadeira, batedeira de cereais e pulverizador.

Parauapebas: “ 2013 foi um ano de avanços”, diz Valmir Mariano

EDUCAÇÃO

imagePrefeito, no início do mandato o senhor anunciou que umas das prioridades do seu governo seria a educação. O que foi feito em 2013 por essa área?

Valmir Mariano – Este ano, já inauguramos seis unidades educacionais, sendo três na zona rural e três na zona urbana. Outras três escolas já estão construídas e serão entregues à comunidade no início do ano letivo de 2014, uma no Bairro dos Minérios e duas no Rio Verde. Além isso, mais cinco escolas continuam em construção, com término previsto para o ano que vem. Temos mais oito em processo de licitação e abriremos mais licitações para construção de novas escolas no próximo ano. Oferecemos formação continuada para toda a rede, com aproximadamente 2.300 professores; incentivamos o desporto estudantil com os Jogos Interescolares de Parauapebas (JIPs) e, recentemente, adquirimos 100 ônibus escolares que deverão atender aos nossos alunos em 2014.

Apesar disso, ainda existem anexos e o turno intermediário. Há previsão para resolver esta questão?

Valmir Mariano – Todos os anos, o grande número de alunos que entram na rede municipal de educação aumenta a demanda por vagas que já é muito alta. Mesmo assim, já começamos a eliminar os anexos com a construção de novas escolas em 2013 e faremos muito mais no ano que vem. Eliminar os anexos e o turno intermediário foram compromissos que assumi e que vou cumprir. Nossa expectativa é que até o final do ano que vem todos os alunos estudem em escolas de qualidade e não precisem mais recorrer aos anexos. Infelizmente, o turno intermediário é uma realidade muito antiga e um problema que vai levar um pouco mais de tempo a ser resolvido, mas até 2015 vamos extinguir esse turno e garantir mais conforto e qualidade no desenvolvimento da educação em nossas escolas.

E sobre o ensino superior?

Valmir Mariano – Este ano, firmamos convênio com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e estamos trazendo três novas turmas dos cursos de Direito, Engenharia Civil e Engenharia Mecânica. Mas Parauapebas ganhou muito mais este ano. Só para citar um exemplo, além das 150 vagas da UFPA, o município recebeu mais 160 vagas destinadas aos professores que dão aula na rede pública, por meio do Plano Nacional de Professores da Educação Básica (Parfor). Os cursos são Licenciatura em Matemática, História, Pedagogia e Teatro. Além disso, continuamos os trabalhos em parceria com a UFPA e a Vale para a implantação de um polo da UFPA no município e, em um futuro próximo, um novo campus universitário.

SAÚDE

imageA saúde é um campo sensível em Parauapebas. Quais foram os principais desafios enfrentados pela prefeitura nessa área?

Valmir Mariano – Um dos grandes desafios foi acompanhar a demanda por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Hospital Municipal de Parauapebas (HMP): a média mensal foi de 12 mil pacientes no HMP e de 90 mil nas Unidades de Saúde. Também tivemos que melhorar a estrutura do hospital e das UBSs, contratar mais profissionais para melhorar o atendimento, além de trabalhar com saúde preventiva.

E as principais conquistas?

Valmir Mariano – O desafio é muito grande, mas avançamos muito em 2013. O Hospital Municipal passou por reformas paliativas, 16 Unidades de Saúde do município estão sendo reformadas e ampliadas, contratamos novos profissionais, entre médicos, enfermeiros e agentes, e isso melhorou nossa capacidade de atendimento. O número de médicos, por exemplo, cresceu 20% desde o início do ano até aqui. Também aumentamos o número de enfermeiros, quase dobramos o número de agentes de endemias e adquirimos 10 novas ambulâncias 0km. É importante frisar que são seis ambulâncias semi-UTI e quatro ambulâncias UTI, coisa que o município nunca teve e tudo comprado com recurso próprio. Isto é um grande avanço. Também criamos o Centro de Especialidades Integradas, o CEI, e agora todas as consultas com especialistas da rede pública podem ser feitas em um só lugar. Além disso, foram adquiridos mais de 300 novos equipamentos para aparelhar o serviço de saúde do município. Nos primeiros meses do ano que vem Parauapebas vai contar com uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e duas Unidades de Pronto Atendimento 24 h, e as UPAS, além de novas Unidades de Saúde que iremos construir ao longo de 2014.

E sobre o novo Hospital Municipal? Quando ficará pronto?

Valmir Mariano – O Hospital Municipal já está em fase de acabamento da obra civil, que é a parte da construção propriamente dita. O segundo e o terceiro piso já ficam prontos neste mês e a previsão da Semob é finalizar tudo até março. Estamos em conversa avançada com o Governo do Estado para tornar o nosso hospital um Hospital Regional, referência em saúde no estado e com tudo que a população precisa para ser bem atendida.

E o que será feito com o prédio antigo?

Valmir Mariano – O antigo prédio do hospital vai passar por uma grande reforma, que já começa no início do ano, e continuar com os atendimentos à população. A parte mais complexa do atendimento irá ocorrer no novo hospital e o prédio atual será utilizado para os mais simples.

Parauapebas cresceu muito nos últimos anos. Para muitas pessoas dos bairros mais distantes, o acesso ao hospital é muito difícil. Existe alguma alternativa para facilitar o acesso dessas pessoas ao serviço de saúde?

Valmir Mariano – Infelizmente, ainda existe em Parauapebas a cultura de procurar o Hospital Municipal para atendimentos mais simples, que podem ser realizados na atenção básica, ou seja, nas Unidades de Saúde distribuídas nos bairros da cidade e na zona rural. Ano que vem, vamos ampliar ainda mais o número de unidades para que mais bairros sejam contemplados e mais famílias tenham acesso aos serviços de saúde perto de suas casas. Além disso, a construção das duas Unidades de Pronto Atendimento 24h, as UPAs, serão construídas nesses novos bairros, uma no Beira Rio II e outra no Cidade Jardim, justamente para descentralizar o atendimento e ampliar a área de atendimento da Saúde no município.

E quanto às pessoas que precisam de tratamento fora do município?

Valmir Mariano – Este ano, avançamos bastante nessa área, com destaque para duas ações. A primeira delas foi o início da informatização do TFD (Tratamento Fora de Domicílio).

Um sistema criado pelos próprios servidores da prefeitura que vai garantir mais integração e agilidade nesse processo. Hoje, recebemos uma média de 100 pedidos de tratamento fora de domicílio por dia, em um processo de cadastramento manual. Com a informatização do TFD, os atendimentos estão mais rápidos, o que aumenta a eficiência do serviço. Adquirimos também um ônibus para conduzir os pacientes que precisam fazer hemodiálise em outros municípios, até que o novo hospital fique pronto. Isso vai dar mais conforto para essas pessoas que precisam sair de Parauapebas para fazer esse tratamento em outras cidades.

ÁGUA TRATADA

imageNo início do ano, Parauapebas enfrentava sérios problemas de distribuição de água tratada. Como está a situação hoje e o que a prefeitura tem feito para resolver essa situação?

Valmir Mariano – Em 2013, trabalhamos muito para começar a resolver essa questão. Para se ter uma ideia do quanto fizemos até aqui, dobramos a capacidade de abastecimento e distribuição de água no município e hoje mais de 40 milhões de metros cúbicos de água chegam às torneiras de Parauapebas todos os dias. Além disso, já foram iniciados os serviços de construção de sistema de captação, tratamento e distribuição de água no complexo Caetanópolis, para atender a uma população estimada em 35 mil habitantes; cinco reservatórios com capacidade para 2.500 m3 de água para atender às comunidades dos bairros Jardim Canadá, Nova Vida, Betânia e Bela Vista, e os outros cinco com capacidade para 200 m3 nos bairros e localidades Jardim Canadá, Céu Azul, Jardim América, Distrito Industrial, Vila Sanção e Vila Paulo Fonteles.

Apesar de tudo, o desperdício ainda é muito alto. O que fazer para reduzi-lo?

Valmir Mariano – São aproximadamente 150 litros de água por pessoa desperdiçados a cada dia e isso prejudica muito o abastecimento. Por isso, estamos realizando campanhas nas escolas para educar as crianças sobre o assunto e temos equipes nas ruas falando diretamente com a população. Mês passado, por exemplo, a campanha “Desperdício Zero” percorreu as ruas da cidade todos os sábados para falar desse assunto e saber a opinião das pessoas sobre o serviço, que foi bem avaliado.

ZONA RURAL

imageO agronegócio é apontado por pesquisadores como uma das alternativas econômicas que Parauapebas pode desenvolver. Como seu governo tem investido nesse setor?

Valmir Mariano – Neste ano, atendemos a mais de 1.200 famílias de produtores do campo. Foram mais de mil hectares de destoca e enleiramento, mais de dois mil hectares de gradeamento, duas mil toneladas de calcário, 26 toneladas de sementes de milho, duas toneladas de sementes de feijão e 880 mil ramas de mandioca, 122 lotes secos (grandes reservatórios para captar água da chuva e outras fontes), 86 tanques de piscicultura e entrega de tratores e implementos agrícolas para atender às seis regiões da zona rural.

O abastecimento de frutas e verduras na cidade ainda conta como principais fornecedores comerciantes vindos de outros municípios. Com esses investimentos, os produtores locais poderão reverter essa situação?

Valmir Mariano – No início do ano, realizamos o Censo Agropecuário para levantar as principais demandas e o perfil dos pequenos produtores. Dividimos a zona rural em seis áreas para atender melhor as necessidades dos produtores e estamos trabalhando todos os dias para melhorar a produção e a qualidade de vida daquelas pessoas. Como resultado desse trabalho, não só iremos garantir mais competitividade aos nossos produtores como também iremos aumentar a aquisição, por parte da prefeitura, de produtos da nossa zona rural para a merenda escolar, por exemplo.

INFRAESTRUTURA

imageE quanto às obras de infraestrutura, o que foi feito?

Valmir Mariano – Vou começar falando da zona rural, um trabalho que nunca havia sido realizado. Foram quase 700 quilômetros de abertura e recuperação de estradas. Quem tiver a oportunidade de ir lá vai ver a grande diferença. Temos recebido o reconhecimento dos produtores e continuaremos trabalhando na zona rural. Na cidade não foi diferente. Pavimentamos vias e implementamos a operação tapa-buracos, que recuperou quase 10 mil m² de vias. Também estamos melhorando a integração, abrindo e ligando vias, como é o caso da Rodovia PA 160 à PA 275, no trecho que corta o Bairro Jardim Canadá, e a pavimentação da Rua F, que interliga o Bairro Beira Rio II à PA 160, passando pelo Bairro Parque dos Carajás. Também estamos construindo pontes para aumentar essa integração. Tudo isso faz parte do plano de mobilidade urbana, que prevê a duplicação das rodovias PA 160 e PA 275, da estrada Faruk Salmen e a construção da orla no Rio Parauapebas, que já vamos começar no ano que vem. Aproveito para desejar Feliz Natal e Próspero Ano Novo a toda a população de Parauapebas, na certeza de que, juntos, faremos muito mais em 2014.

Fonte: ASCOM PMP

Canaã dos Carajás realiza Diagnóstico Rural Municipal

A Secretaria de Produção e Desenvolvimento Rural (Secretaria de Agricultura) do governo “Você Fazendo Parte” começou suas atividades com uma iniciativa inédita em Canaã dos Carajás. Trata-se do Diagnóstico Rural Municipal, isto é, uma pesquisa qualitativa e quantitativa para ter pleno conhecimento de seu objeto de trabalho, o campo.

Antes de desenvolver suas atividades próprias, a Secretaria de Produção decidiu começar o ano como as grandes empresas privadas, no momento em que vão lançar um novo produto no mercado ou mesmo iniciar uma grande ação, realizando uma pesquisa para balizar os futuros trabalhos, a fim de reconhecer profundamente com está o segmento em que atua. Assim, foi realizado o Diagnóstico Rural Municipal, ocorrido de março a maio de 2013.

Segundo o Secretário de Produção e Desenvolvimento Rural, Jaime Andrade, o diagnóstico foi realizado em quatro etapas distintas, sendo que a primeira foi a coleta de dados em campo, onde foram feitas visitas em 100% das propriedades da zona rural, aplicação de questionários, por uma equipe de 12 pessoas e levantamento de informações técnicas dos produtores rurais, como produção animal, produção vegetal, etc. Já a segunda etapa consistiu na tabulação dos dados coletados; a terceira etapa foi a análise estatística dos dados tabulados e a última foi a elaboração de um relatório, o diagnóstico.

Segundo o Zootecnista da Prefeitura, Ramon Duarte Neves, a pesquisa, que teve por objetivo a construção de um banco de dados para a Secretaria de Produção, fornecendo uma leitura completa e macro de como de fato é o mercado rural de Canaã, “foi importante para conhecer o potencial agrícola da região, que até então ninguém tinha, em documento oficial, nenhum registro desta informação”.

Ramon afirmou também que a Secretaria de Produção precisava há tempos de um documento com este, pois não tinha nenhuma informação concreta e

registrada a respeito da produção animal e vegetal no município, e precisava conhecer melhor a zona rural, como potencial produtivo, por exemplo.

“A partir deste diagnóstico, a Secretaria de Produção já está montando seu plano de ações, que na verdade são os projetos de assistência técnica para piscicultura, apicultura, estudos com lavouras, hortas e assim por diante”, explicou Ramon Duarte, “uma vez que nós temos aqui zootecnistas, agrônomos e veterinários”, comentou.

Hoje a Secretaria de Produção já é capaz de fornecer um diagnostico real e caracterizar a situação da zona rural do município, bem como identificar o perfil produtivo de cada produtor, como produção de leite, extração vegetal, etc. Por isso a Secretaria de Produção está planejando melhor suas ações, com foco estreito no seu objeto de trabalho, sendo que alguns planos já foram definidos e outros ainda estão em andamento.

O estudo serve de base para os próximos anos de trabalho e é um documento importante que agora integra o acervo bibliográfico da Secretaria de Produção. “Não queríamos começar um projeto de assistência técnica, dando um tiro no escuro, por exemplo, nós queríamos nos respaldar tecnicamente, através deste diagnóstico, agora sim podemos dar inicio aos projetos de assistência técnica”, disse Ramon.

Além do trabalho árduo da Secretaria de Produção da Prefeitura de Canaã dos Carajás, a realização desta pesquisa contou também com o apoio de experientes parceiros no ramo, como a Emater-PA, Adepará, Cooperativa Agropecuária de Canaã dos Carajás e o Sindicato dos Produtores Rurais de Canaã.

Ao se pronunciar sobre o assunto, o Prefeito Jeová Andrade, disse que “precisamos voltar a fazer o nosso município produzir, Canaã já foi um celeiro agrícola do estado do Pará, mas hoje até a banana que consumimos vem de fora, todavia, este Diagnóstico Rural nos dará a direção correta para mudar este cenário”.

O Engenheiro Agrônomo, Roberto Ramos, explicou que a iniciativa da Secretaria de Produção foi enaltecida pelo Prefeito Jeová Andrade que parabenizou toda a equipe, não somente por planejar didaticamente todas as etapas de pesquisa a serem vencidas, mas também por ter competência para gerir e executar todo o desenvolvimento pré e pós-pesquisa.

No dia 23 de julho o Diagnóstico Rural Municipal foi apresentado oficialmente para Jeová e amanhã (06), será apresentado para as instituições que apoiaram a pesquisa.

COMUNICADO: interdição de ponte na zona rural

A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Obras (Semob), informa que a ponte de acesso à Vila Cedere I será interdita para recuperação, a partir de segunda-feira (10). Durante o período de interdição, os veículos deverão utilizar um desvio construído especificamente para dar acesso à localidade. Após a recuperação da ponte, será liberada apenas para veículos pequenos. A Semob informa também que já está em processo de licitação a construção de uma nova ponte em substituição da atual.  

Ascom Parauapebas

Parauapebas: mais de 300 km de estradas e vicinais são revitalizados na Zona Rural

Desde o dia três de janeiro uma equipe da Secretaria Municipal de Obras (Semob) atua na zona rural de Parauapebas com o objetivo de revitalizar as estradas e vicinais. Reduzindo possibilidades de acidentes e melhorando a trafegabilidade para escoamento da produção, assim como, o transporte dos alunos da zona rural.

Até o final de março, mais de 300 quilômetros de estradas e vicinais serão recuperadas, afirma Dário Veloso, secretário municipal de obras. “Estamos com 100 equipamentos na zona rural para fazer esse trabalho, são caminhões, retroescavadeira, rolo compressor, caminhão pipa, trator de esteira, pá carregadeira e motoniveladora” informa o secretário.

imageEncascalhamento das vias e reestruturação das bordas das estradas para escoar a água da chuva, assim como a substituição de pontes de madeiras por manilhas e em alguns casos a colocação de concreto, fazem parte das atividades de revitalização. Atuam na obra 40 servidores, lotados na Semob, além de outros profissionais de empresas contratadas.

Vanda Coelho, produtora rural, que reside a 22 quilômetros do centro urbano de Parauapebas, diz que a obra fez uma grande diferença, “eles fizeram um trabalho de qualidade, acho que vai demorar muito para essa estrada ficar ruim novamente. Antes eu gastava duas horas pra chegar à cidade, agora gasto 40 minutos”, afirma a produtora rural.

Fotos: Anderson Sousa

Moradores de assentamento no Pará esperam por instalação de energia elétrica na região desde 2004

Ben Hur e Marcivânia, de 7 anos, nem eram nascidos na primeira vez em que seus avôs Josefa Francisca, de 63, e José da Silva, de 62, ouviram dizer que a luz chegaria e mudaria a vida deles e das mais de 400 famílias que vivem no assentamento Nazaré, entre Conceição do Araguaia e Redenção, no Pará. Corria 2004 e muita gente fez planos. Em 2012, todos ainda precisam de velas e lamparinas para ter alguma claridade.

- O pensamento aqui é: “Um dia podem lembrar que somos criaturas. Por isso, a gente ainda tem esperança de ter luz, de poder ver uma novela, de ter um divertimento. E de ganhar dinheiro. Com luz, dá para fazer polpa de jaca e de manga, geleia, e vender”. A gente escuta isso de quem tem mais estudo e fica achando bom – conta Josefa, que divide a casa com seis pessoas e recebe em média R$ 300 por mês. – Era mais, mas uma filha estava passando fome na cidade, o banco ofereceu um empréstimo e agora ganho pouquinho.

Vizinha de Josefa, Silvana Rodrigues, que mora com três filhos entre 4 e 16 anos numa casa com as paredes pretas, queimadas pelo calor das velas, conta que ficou esperançosa quando a companhia de energia foi ao local, no primeiro semestre deste ano, marcar as casas que seriam beneficiadas.

- Não ficaram nem uma semana. Foi tão triste… É horrível, sabe, viver sem luz. Eu não acostumo. Mesmo que a gente tenha um dinheirinho para comprar carne, a gente não pode, não tem geladeira. Tentei abrir um comércio, mas não funcionou. Era muito gasto com lamparina. Tentei criar galinha e porco, mas aqui também não tem muita água. A gente vai levando – diz a manicure, que gasta por noite três velas para iluminar a casa e, às vezes, fica mesmo no escuro. – O pacote com oito custa R$ 4. Eu nem sei fazer conta, mas sei que é muito dinheiro todo mês para quem vive com R$ 166 do Bolsa Família e nem sempre tem serviço. Mesmo tendo esse pedacinho de terra, eu quero ir embora com os meninos.

Investigação no MP do Mato Grosso

O Luz Para Todos, criado no governo Lula, hoje é uma das ações do Brasil Sem Miséria. Em Conceição do Araguaia, a luz não chegou a alguns assentamentos, segundo o Ministério de Minas e Energia, devido a um problema com as Centrais Elétricas do Pará (Celpa). “O avanço das obras esteve prejudicado, embora já tivesse contrato em andamento, plano de obras aprovado e recursos disponíveis, pela impossibilidade de repasse financeiro, em razão da recuperação judicial da Celpa”. Ainda segundo o ministério, a “Aneel autorizou no último dia 30 de outubro a anuência prévia para a transferência do controle societário da distribuidora de energia elétrica Celpa”. Significa que o controle da concessionária vai mudar, e a instalação da luz ficará mais próxima. Em Conceição do Araguaia, desde o início, o programa já fez 3.214 ligações. Mas 1.710 domicílios ainda aguardam a ligação.

Morador da região, Gebrael Asmar, mais conhecido como Gibrim, luta desde 2004 para levar luz aos assentamentos, todos legalizados pelo Incra. Por pressão dele, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia enviou ao Ministério Público Federal do Pará, em outubro de 2011, um relatório sobre o atraso no programa. O MPF abriu uma investigação e apura por que os assentamentos Nazaré, Centro da Mata, São Raimundo, Vila Transbrasiliana, São Jacinto e Olho D”Água ainda vivem às escuras.

- Não ter luz é ter pobreza. Luto porque, se meu município crescer, eu vou junto. Se for para a lama, também vou – diz Gibrim. – Energia não traz só mais conforto. As pessoas podem ter um motor a bomba, por exemplo, para pegar água, o que é muito bom, já que a maioria carrega baldes de 20 litros para cima e para baixo. Mas a luz também movimenta a economia. E quem vive nos assentamentos precisa muito. São pessoas humildes, que poderiam viver do que têm nos seus quintais: goiaba, caju, jaca, tudo isso podia virar polpa, sorvete e gerar renda.

Além de esbarrar em problemas das empresas de energia, o Luz Para Todos enfrenta fraudes cometidas por servidores públicos. Em Nova Ubiratã, no Mato Grosso, o Ministério Público investiga se o ex-secretário de Agricultura Valdenir José dos Santos cobrou para levar luz para produtores rurais. O Luz Para Todos é gratuito.

Além disso, políticos usam o programa como moeda eleitoral. O ministério diz que, mesmo as prefeituras e os governos estaduais tendo participação institucional no programa, isso “não dá ao prefeito a condição de utilizar o programa eleitoralmente”. Em todo o Brasil, até 2014, serão beneficiadas pelo programa 140,7 mil famílias abaixo da linha de extrema pobreza.

- A gente tem uma vida dura e sonha com a luz. Queria ter uma geladeira, guardar comida. Tudo que temos são rádios a pilha. Quando dá, a gente compra pilha nova e fica sabendo do mundo. Com R$ 200 por mês, não dá para fazer outra coisa a não ser esperar – resigna-se Neurene Silva, de 31 anos, que vive desde 2000 no assentamento e divide a casa com o marido Ildemar, de 44, os dois filhos e os sogros.

Fonte: O Globo

Três mil estudantes da zona rural de Eldorado dos Carajás estão sem poder frequentar a escola

Há três meses a prefeitura do município não paga o aluguel dos ônibus que fazem o transporte escolar dos alunos.

“O que nós esperamos é a conclusão do ensino de cada série que eles estão fazendo. Então para eles pararem agora, sendo que não foram completados os 200 dias letivos, para nós é um prejuízo grande e bastante preocupante”, lamenta o agricultor Valter Costa, pai de cinco crianças que estão sem estudar por conta da falta de condução, já que a família mora a três quilômetros de distância do colégio.

Em uma das maiores escolas da cidade, as aulas também estão paradas, já que nem todos os alunos podem comparecer porque não tem alternativa de transporte. “A gente tem que repassar o conteúdo, mas fica devendo para os demais, ai tem que repetir. Tem avaliação. Então, não tem jeito, tem que suspender aula”, explica a diretora da escola, Maria Aparecida Rocha.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação e foi também até a casa da secretária, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto. Por telefone, o ouvidor da prefeitura de Eldorado dos Carajás, Omar Lúcio Silva, confirmou que o aluguel dos 34 veículos está atrasado há três meses, mas garantiu que o pagamento deve acontecer até a próxima semana.

Fonte: Folha do Bico

Nota do Blogger: o município de Eldorado dos Carajás é essencialmente rural. Diferentemente dos outros da região, quase 470% da população vice na Zona Rural. O atual prefeito, o petista Genival Diniz Gonçalves sabia disso quando deixou de pagar os aluguéis dos ônibus que transportavam os alunos dos assentamentos para as escolas do município, assim como sabia que os donos dos ônibus não iriam transportar os alunos de graça. Isso mostra o grau de comprometimento que o atual prefeito tem com a população do município. A sorte daquele sofrido povo foi que soube responder às mazelas do atual prefeito nas urnas. Genival obteve apenas 28,91% dos votos, ficando em terceiro lugar e dando adeus à sua rápida carreira política. O partido do prefeito, confirmando a má gestão, fez apenas dois dos 13 vereadores da futura Câmara Municipal.

Parauapebas: semifinais do Campeonato Rural de Futebol de Campo

Neste domingo, 23, ocorrem as semifinais do V Campeonato Rural de Futebol de Campo, no Estádio Rosenão. As partidas começam às 16h, com a disputa entre os times do Gelado e Palmares Sul. O segundo jogo é às 18h, quando entram em campo as equipes do Nova Esperança e Garimpo das Pedras.

O campeonato promovido pela Prefeitura de Parauapebas é um dos maiores do Pará e envolve cerca de 900 pessoas entre jogadores, técnicos, arbitragem e coordenadores. Desde o final do mês de junho, 30 equipes disputam os jogos organizados pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer nas comunidades Três Voltas, Carimã, Valentim Serra, Vila Sanção e Onalício Barros.  A disputa pelo terceiro lugar e a final do campeonato estão previstas para o próximo domingo, 30, também no Rosenão.

Serviço
Semifinais do Campeonato Rural de Futebol de Campo
Data: 23/09/2012 (domingo)
Local: Estádio Rosenão – Bairro Liberdade
Horário: A partir das 16h

“Vox populi, vox dei”

Esse final de semana o Blogger deu uma volta na Zona Rural. Confesso que há tempos não andava por aquelas bandas. Fiquei impressionado com o grau de conhecimento dos moradores daquelas localidades distantes até 80 km da sede do município sobre o andamento da política em Parauapebas.

Comendo uma galinha caipira na casa do Sr. Antônio Rocha, um lavrador cearense que há 18 anos veio para Parauapebas, ganhar a vida e criar os filhos, me emocionei com o relato daquele senhor de 62 anos. O homem sabe de tudo que acontece por aqui, sabia de coisas que, confesso, não tinha conhecimento.

Questionado sobre como recebia tais informações, já que em seu lote de reforma agrária não tem TV, a resposta foi clara e objetiva: não perco o programa matinal da rádio Arara Azul FM, é de lá que me mantenho informado. Segundo Rocha, a ordenha é feita com o radinho ao pé do curral, a debulha do milho para tratar as galinhas idem. Até a lida na roça de mamão papaya ( Sr. Antônio é um grande produtor do fruto ) é feita com o rádio ligado em Demerval Moreno e companhia.

Perguntado se já havia escolhido em quem votar, seu Antônio foi categórico: “já sim, eu não me iludo com gente que diz uma coisa e age de outra, que fica pulando de galho em galho feito macaco com coceira. Mas não digo não pois o voto é secreto, mas não troco o certo pelo duvidoso nunca”.

Como diz o velho provérbio: “Vox populi, vox dei” ( A voz do povo é a voz de Deus ).

Parauapebas: Darci Lermen e Vale assinam convênio para asfaltar Zona Rural

Assinatura do Convênio para asfalto na Z Rural - por HELDER MESSIAHS A Prefeitura de Parauapebas (PA) e a Vale, por meio da sua controlada Salobo Metais S/A, assinaram nesta quarta-feira (4), convênio que viabilizará o asfaltamento das estradas vicinais de acesso às Vilas Sanção e Paulo Fonteles, ambas localizadas em Parauapebas. As vias serão ligadas à estrada Paulo Fonteles que já está sendo pavimentada. O evento ocorreu no auditório da Prefeitura e contou com a presença do prefeito Darci Lermen, do vice-prefeito Afonso Araújo, do líder do governo na Câmara, vereador Odilon Rocha (PMDB), diretores e gerentes da Vale e moradores das Vilas Sanção e Paulo Fonteles.

O convênio atende a uma solicitação das comunidades daquela região e vai beneficiar as quase 400 famílias residentes naquela área. A ideia é promover melhoria na infraestrutura rodoviária, utilizada para escoamento da produção rural, beneficiando assim o homem do campo e também a economia local.

Para o prefeito Darci Lermen, a obra é um marco para a produção rural local e consolida os trabalhos que a gestão municipal tem realizado, visando à promoção o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram na zona rural. “Se um dia as cidades forem devastadas, o campo vai continuar. Mas se um dia o campo for devastado, as cidades não vão continuar”, disse o prefeito Darci, citando uma frase famosa, para em seguida completar: “Sem o campo não temos comida. Nossa luta é para que o trabalhador não abandone sua terra, mas para isso são necessárias ações, como educação de qualidade para os filhos dos produtores, infraestrutura e estradas vacinais. Hoje, temos escolas de qualidade na zona rural de Parauapebas. O acesso é fundamental. Esta estrada será construída pela Vale, mas beneficiará toda a comunidade”, destacou.

Citando um ex-presidente, Darci afirmou que “estamos fazendo o impossível para poder fazer o possível e se estivermos juntos e organizados seremos fortes no município. Segundo ele, ´´a cidade cresce muito e é muito difícil atender todas as demandas do jeito que você quer, por isso precisamos de união”, frisou, ao destacar a importância da parceria com a Vale em projetos desenvolvidos em Parauapebas.

Texto: Lima Rodrigues – Foto Helder Messiahs