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Mercado: viajar de avião é mais barato do que de ônibus

O juiz aposentado Dagoberto Loureiro, de 74 anos, costuma viajar de avião há décadas e tem encontrado aeronaves cada vez mais lotadas. “Antigamente, tinha mais tripulante do que passageiro em alguns voos”, brinca.

O aumento na procura por viagens aéreas se deve ao fato de o preço das passagens estarem em queda no Brasil. Segundo relatório divulgado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) na semana passada, a tarifa  média  fechou 2011 a R$ 276,25, 6,8% menor do que no ano anterior. Os valores são calculados com base nos dados das tarifas  domésticas cobradas pelas empresas aéreas e atualizados pelo índice IPCA, que mede a inflação.

Viajar de avião ficou até mais barato do que de ônibus, em algumas situações. Para Salvador, por exemplo, o DIÁRIO encontrou passagem aérea, de ida e volta,  por R$ 270. De ônibus, custa R$ 597,51 .

Segundo o economista Roberto Troster, a queda nos preços está ligada à questão do aumento da concorrência e a um “desenho institucional inteligente” que as empresas aéreas brasileiras copiaram das americanas. Oferecer passagens mais em conta, aumentar a demanda. Pelo modelo, o preço das tarifas vai subindo à medida que o voo vai enchendo. “Todos saem ganhando”, afirma Troster.

Dagoberto Loureiro viaja de dois em dois meses de São Paulo para Foz do Iguaçu (PR), onde morou e tem casa, e está sabendo aproveitar bem essa nova fase da aviação. Em vez de passar quase 20 horas na estrada dentro de um ônibus, ele sempre chega ao destino em uma hora e 15 minutos, pagando pouco mais.

“O segredo é planejar as viagens com antecedência e aproveitar as promoções das empresas aéreas”, diz. Ele paga, em média, R$ 200 pela passagem aérea para o interior do Paraná, um terço do que pagaria fora de promoção. O aposentado aproveita os preços mais baixos e já compra para duas ou três viagens.

Empresas criam alternativas para atrair cliente

O DIÁRIO fez pesquisa em sites que comparam preços e vendem passagens aéreas e constatou que os bilhetes comprados com pelo menos um mês de antecedência saem até um terço mais em conta do que se fossem adquiridos na véspera. Mas é importante se programar bem antes, pois as empresas cobram taxas de aproximadamente R$ 100 para mudança de data.

Algumas empresas aéreas também entraram na onda dos sites de compras coletivas. A TAM tem seu próprio portal com essa modalidade. Durante 24 horas, alguns trechos são vendidos com descontos que chegam perto de  80%, desde que um determinado número de pessoas faça a compra. Outra dica são cartões de fidelidade. O juiz aposentado Dagoberto Loureiro está somando pontos no Gol Smiles para uma viagem internacional, provavelmente para os Estados Unidos. Mas não descarta ir para Tóquio para assistir ao Corinthians na disputa do título mundial.

Fonte : redebomdia

Mais que nada

Por Edson Vidigal (*)

Quando as coisas sempre dão certo para uma pessoa logo se diz que ela tem muita sorte. Muitas vezes nem sempre é assim.

Mas como as coisas que dão certo acabam obtendo uma repercussão descomunal, as coisas que não dão certo praticamente somem afogadas pelas ondas dos falatórios a favor.

Pratica-se muito aquela máxima de que em politica, por exemplo, o que vale não é o fato, mas a repercussão que se lhe dê.

Ou seja, o fato pode até conter muitas verdades, mas o que vai interessar mesmo será a versão final a ser disseminada.

Isto quer dizer que essa versão final para ser apresentada de forma atraente pode ser fantasiosa, recheada com mentiras, as mais descaradas.

E assim vão se forjando os mitos que se não conseguirem ficar bem na foto da história, pelo menos já tem espaços cativos no cotidiano das indecorosidades, posando de invencíveis.

Não estou certo que a palavra certa para um começo de compreensão dessa coisa seja cinismo. Digo que não estou certo porque a palavra cinismo não diz tudo.

O cinismo, originariamente, era uma doutrina filosófica na Grécia antiga. Os cínicos buscavam a felicidade na vida simples em sintonia com a natureza, desprezando riquezas, confortos, tendo como parâmetro dessas virtudes o jeito de ser dos cachorros.

Então quando se diz hoje que alguém é cínico está se dizendo que ele não tem compromissos com as regras sociais nem com a moral vigente, ou seja, é um descarado.

Daí que para algumas pessoas esse negocio de agir com cinismo chega a ser uma constante, quase sempre uma característica, algo já inoculado ao caráter.

A vida em sociedade impõe regras morais e éticas e regras legais, o que significa que todos nós estamos sujeitos a limites.

Cada um na sua função, uns como políticos, outros como juízes, todos como cidadãos, cada um está adstrito aos seus próprios limites.

Mas quando nessa sociedade de regras morais e éticas e de regras legais vem um e transgride e nada lhe acontece, nenhuma sanção lhe é imposta, ele se julga imunizado pela impunidade para poder continuar transgredindo.

Não demora e passa a ser uma pessoa temida, poderosa. Outros transgressores, de menor potencialidade, vão se juntando a ele, na crença de que vão ter sua proteção.

Mostrando união, exibem força e o chefão poderoso passa a ser mais temido. Os medrosos por natureza ou por ocasionais interesses, pelo sim, pelo não, aderem ou se calam.

Vai se formando o mito da invencibilidade. A impunidade deixa de ser a omissão da polícia ou a fraqueza conivente dos julgadores para se transformar em graça divina, – a sorte, justificativa única de tudo.

Olha aqui, amiga, amigo, – tudo na vida um dia acaba. Estrela brilhante se apaga, a lua tem suas fases e numa dessas uma nuvem pode tirar da reta lunar o orifício sortudo. Se é pacto com diabo, é bom lembrar que nessas parcerias nunca ninguém ganhou.

A impunidade cansada de carregar tudo sozinha nesses tempos todos já começa a sair fora. E se acham que é sorte, é bom não abusar.

( * ) – Edson Vidigal é ex-presidente do STJ e professor de Direito na UFMA. Texto originalmente publicado no site Migalhas.

Somos todos corruptos!

Ontem (11), o Tribunal da cidade suíça de Zug publicou seu processo contra os cartolas brasileiros João Havelange e Ricardo Teixeira, o primeiro mandatário quase que eterno na FIFA, o segundo praticamente eternizada na CBF.

O relatório aponta que, em oito anos, nada menos que R$ 45 milhões em subornos passaram por suas contas. Outro desprazer que aponta o relatório é que para os velhinhos honestos da FIFA, pagamentos de subornos pertencem ao salário recorrente da maioria da população sul-americana e brasileira em especial. Ou seja, somos todos corruptos!

Semana passada um casal de catadores de lixo encontrou uma sacola com dinheiro fruto de um assalto no Rio de Janeiro e sem pestanejar procurou a polícia para entregar o achado, intacto. Certamente os “velhinhos da FIFA” não tiveram acesso a essa informação.

Um estudo da Fiesp divulgado em 2012 apontou que o custo anual da corrupção no Brasil gira em torno de 41,5 e 69,1 bilhões de reais. Isso, ainda segundo o estudo, representaria entre 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O dinheiro, se investido em educação, por exemplo, poderia ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro.

O Brasil é um país de corruptos! Isso se evidencia a cada quatro anos, quando são realizadas as eleições para escolha de nossos mandatários políticos. Somos corruptos quando trocamos nosso sagrado direito de escolha por um saco de cimento, uma passagem, uma receita de medicamentos… quando votamos em quem sabemos que não nos representará a contento e fazemos disso apenas mais um negócio. Isso é corrupção ativa e não adiantará no futuro dizer que o político A, B ou C ( que você colocou no cargo após ter recebido um mimo) é ladrão, corrupto, safado.

Ladrão, corrupto e safado somos nós, os eleitores. Todavia, acima de tudo, somos demagogos!

Votamos em quem nos comprou e depois, revestidos da auréola da pureza política, cobramos dele transparência, cobramos que ele produza leis que combata a impunidade e diminua a corrupção. Que utopia!

Bolsa isso, bolsa aquilo, casa própria… Programas assistencialistas do governo que têm deixado nossa população cada fez mais preguiçosa e corrupta. A propaganda eleitoral mais contundente de quem está no poder é alegar que, se o adversário for eleito, esse dinheirinho que tanto tem ajudado as famílias mais pobres do Brasil será imediatamente cortado, fato que faz o eleitor esquecer que não tem saúde e educação de qualidade, e, portanto, volte a votar em quem está sistematicamente comprando seu voto.

Já que citei a utopia, que tal pedir aos nossos representantes que instituam o voto censitário, aquele que restringiu, no século XVIII, que eleitores de baixa renda tivessem direito de escolher nossos representantes? Será que isso alteraria o atual quadro político brasileiro?

Inserção política de Parauapebas no Programa Cidades Sustentáveis

Por Brenda Linhares
O que é, afinal, uma das mais citadas palavras em nosso dia a dia? Principalmente em tempos de Rio +20 quando se discute aquecimento global, envelhecimento populacional, consumismo, civilização, verde, verde, verde, produtos biodegradáveis, emissão de gases…. O que é sustentabilidade e o que cada um de nos tem a ver com isso?

A sustentabilidade é um conceito sistêmico que engloba não só a questão ambiental, como se costuma pensar, como também (e principalmente) os aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais. Assim sendo, a sustentabilidade urbana pode ser traduzida como um equilíbrio entre os aspectos social, econômico, cultural e ambiental, permitindo, por exemplo, de forma prática, que uma cidade seja capaz de se desenvolver, aproveitando a tecnologia, mas com respeito às características ambientais da região onde se encontra, economia de seu país e cultura de seu povo. Com o alcance deste equilíbrio seria assumido um compromisso com o bem estar no presente e também para as futuras gerações.

E nós? Como está a agenda de sustentabilidade de Parauapebas? Em período de efervescência eleitoral, promessas de mudanças e mudanças de promessas: o bem estar dos atuais moradores e de nossas futuras gerações está realmente sendo levado em consideração?

Nossos digníssimos políticos estão, por acaso, realmente preocupados com educação, saneamento básico, alimentação, transporte público e moradia? Somos nós, indivíduos, e, portanto, a sociedade, responsáveis SIM pela sustentabilidade. Sozinhos certamente não temos força e poder para garantir o equilíbrio das searas citadas acima, mas olhemos ao nosso redor: o trânsito está cada dia mais caótico, temos um imenso número de vans – com motoristas em sua maioria irritantemente imprudentes e irresponsáveis, veículos em péssimas condições que transportam passageiros até em pé e sem a mínima condição de segurança -, péssima sinalização de vias, carros aos montes, caminhões, motocicletas e…onde estão as bicicletas – opção muito mais saudável e menos impactante ambientalmente, especialmente para pequenas distâncias? – Hum, bem… uma ou outra ainda se arrisca a transitar, porém no geral o lugar das “magrelas” tem sido dentro de casa. Afinal, como andar sobre duas rodas “analógicas” no meio de tanta loucura? Eis aí o papel dos cidadãos, da sociedade e não apenas do indivíduo como ser em particular: cobrar melhorias de infraestrutura, gestão e higiene que nos permitam exercer a sustentabilidade em seu contexto mais amplo.

Todavia, vamos além… estamos em uma unidade de conservação ambiental, dentro da Flonaca, Floresta Nacional de Carajás, parte integrante da famosa e mundialmente cobiçada floresta Amazônica. Controlamos rigorosamente, via Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade (ICMBio) a entrada de pessoas nesta área, preservamos a fauna e flora local. Ok, lindo. Ambientalmente vamos muito bem, obrigada, entretanto, como reduzir nossas emissões de gás carbônico se estamos em uma área remota cujas estradas de acesso aos demais municípios do estado é lastimável em todas as suas vertentes (estrutura, acesso e segurança)? Trabalhamos duro, planejamos viagens com meses de antecedência e contamos com a compreensão de nossos queridíssimos bancos para um belo limite a fim de podermos garantir sair desta cidade e chegar até nossos destinos sãos e salvos, de avião. Resultado: trilhões de CO2 por dia. E aí?

Era uma casa muito engraçada…

Sem saneamento, sem energia, sem teto: realidade, sem graça, mas realidade. A jovem Parauapebas tem seríssimos problemas de moradia, parte pelo crescimento desordenado da cidade e parte pela absurda valorização imobiliária que atinge, além de cidades das regiões sul e sudeste, a Paris do Pará. Esgoto a céu aberto? Tem! Frequentes quedas de energia? Presente! Moradores de rua? Tem também!

Engraçado é saber que estamos em uma das províncias minerais mais ricas do mundo, a pouquíssimos quilômetros de distância de cidades planejadas,

integramos o ranking das cidades lideres em exportação do país e os royalties repassados pelo poder privado ao poder público são exorbitantes. Por que então não fomos nós a inventar as casas de aço, montadas em 10 horas, quentes no inverno e frescas no verão e com possibilidade de compra à vista, pelo programa Minha Casa, Minha Vida ou via financiamento pela Caixa Econômica? E, bem, se não tivemos a criatividade de pensar nisto por que não aderir à iniciativa desenvolvida por uma empresa catarinense da cidade de Brusque e que já entregou 300 casas na América do Sul e África?

Plantar, comer, colher, viver

De onde vêm os alimentos que consumimos? A maior parte de outros estados, o que lhes dá um período de validade extremamente reduzido se comparado à generalidade, já que a logística para chegada aos supermercados de nossa região é bastante ramificada e lenta. Produtos caros e sem qualidade, é o que temos por hora.

Por que não incentivar a agricultura familiar local? Reformar e fiscalizar a limpeza e qualidade do Mercado Municipal? Assim, reduziríamos custos com logística, diminuiríamos mais um pouquinho nossa cota de emissão, ganharíamos em qualidade, tempo e saúde.

Saúde, esta é outra que, cá entre nós, também não vai lá muito bem. Vejam o estado de nossos hospitais, ambulâncias, postos de saúde e, essencialmente, a qualidade dos profissionais deste ramo. Nos lados de cá qualquer mal estar é facilmente diagnosticado como gases, remédio bom é na veia e tudo para se a energia cai. Quem não tem saúde não pensa, não produz, não cuida de sua casa, não recicla seu lixo.

Uma sociedade enferma não poder ser sustentável.

Bom, voltemos à pergunta inicial então… como podemos tornar Parauapebas sustentável? Pense, reflita, o que você precisa para ter uma vida equilibrada (que, convenhamos, vem a ser uma vida sustentável)? Além dos

assuntos abordados no decorrer deste texto, precisamos ter cultura, segurança e o que mais? Avalie bem cada pequeno detalhe na hora de escolher seus candidatos e cobre deles uma atitude, uma proposta, um programa, um incentivo, um plano, resposta às suas perguntas.

Faça sua parte, cobrar do poder público municipal a qualificação da administração pública relacionada ao planejamento e gestão do território é um dever da sociedade organizada.

Rapidinhas

Concurso PM
A partir do dia 03 de julho, o Estado do Pará dará início às inscrições para concurso da Polícia Militar. Serão 2.200 vagas a serem preenchidas em Belém, Marabá, Altamira e Santarém. Destas, 200 são específicas para o sexo feminino. O concurso deverá aumentar em 2 mil o número de soldados da corporação, entre homens e mulheres.

Redução de impactos
O Projeto Ferro Carajás S11D, em Canaã dos Carajás prevê a substituição de caminhões fora-de-estrada, comuns na mineração, por uma estrutura composta de escavadeiras e britadores móveis. Com isso, o minério será transportado por correias de borracha móveis que percorrerão até 9 km de extensão entre o local da extração e a usina de beneficiamento do produto. Com a solução inovadora, a Vale pretende reduz o impacto ambiental da extração de minério de ferro.

Redução de impactos II
O uso de correias transportadoras permitirá que a usina de beneficiamento seja construída em uma área de pastagem, fora da área de floresta onde está localizada a mina, reduzindo o impacto com o desmatamento. A usina de beneficiamento do minério de S11D usará também uma rota de processamento desenvolvida pela Vale e que permite reduzir em 93% o consumo de água, o equivalente ao abastecimento de uma cidade de 400 mil habitantes. O beneficiamento à umidade natural, já utilizado nas minas N4 e N5 de Carajás, vai reduzir o consumo de água para 110 mil m3/mês contra quase 1,7 milhão m3/mês em uma planta a úmido.

Schincariol
Diretores da empresa Schincariol, instalada no Pará desde 2005, apresentaram ao governador Simão Jatene na tarde de ontem (27) a possibilidade de novos investimentos no Estado nos próximos dois anos. A ideia é ampliar a capacidade de produção da fábrica, localizada no município de Benevides, que passaria a produzir cerca de três milhões de hectalitros por ano, um milhão a mais da capacidade atual.

Deixe disso, Lindolfo!
Dizer que este Blogger disse que A, B ou C serão vitoriosos ou derrotados no pleito proporcional de 2012 em Parauapebas antes mesmo de se fecharem as coligações não passa de falta do que fazer ou prazer em usar, desautorizadamente, o nome deste blogueiro para fazer adivinhações. Não entendo a paixão de um suposto homem por outro a ponto de citá-lo em quase todos os seus posts, achando que credibilidade se constrói de um dia pro outro. Vá caçar o que fazer, rapaz. Use o seu espaço para criticar quem quer que seja, todavia, seja honesto, propositivo, democrático, emita suas opiniões e respeite as dos outros mesmo que elas sejam contrárias às suas.

Propaganda Eleitoral
O Supremo começou ontem a julgar a questão do rateio do tempo de horário eleitoral gratuito no rádio e na TV entre os partidos políticos. O ministro Toffoli proferiu parte de seu “instigante” voto. Entre um e outro “digo eu”, o ministro fez um longo histórico dos partidos no país desde o tempo do império. Quando, pares de horas depois, estávamos em meados do século passado (Kassab ainda não tinha nem sequer vindo ao mundo), o ministro Britto interrompeu a sessão, que será retomada hoje. Antes de saírem, no entanto, o ministro Marco Aurélio, tendo ouvido atentamente o colega, não deixou de registrar que o ministro Toffoli ombreava-se com o ministro Celso de Mello como historiador da Corte.

E o salário oh !
Governo começa a divulgar salário de servidores no Portal Transparência. Enquanto Dilma recebeu R$ 19.818,49 em maio, os ministros Mantega e Miriam Belchior receberam R$ 36.297,24, cada um.

 

Isso é que é dano moral!

O Stella Awards é um prêmio conferido anualmente aos casos mais bizarros de processos judiciais nos Estados Unidos. O prêmio tem este nome em homenagem a Stella Liebeck, que derrubou café quente no colo e processou, com sucesso, o McDonald’s, recebendo quase 3 milhões de dólares de indenização.

Desde então, o Stella Awards existe como uma instituição independente, publicando – e “premiando” – os casos de maior abuso do já folclórico sistema legal norte-americano.

Este ano, os vencedores foram:

5º lugar (empatado):
Kathleen Robertson, de Austin, Texas, recebeu US$780.000,00 de indenização de uma loja de móveis, por ter tropeçado numa criancinha que corria solta pela loja e quebrado o tornozelo. Até aí, quase compreensível, se a criança descontrolada em questão não fosse o próprio filho da sra. Robertson.

5º lugar (empatado):
Terrence Dickinson, de Bristol, Pennsylvania, estava saindo pela garagem de uma casa que tinha acabado de roubar. Ele não conseguiu abrir a porta da garagem, porque a automação estava com defeito. Não conseguiu entrar de volta na casa porque a porta já tinha fechado por dentro. A família estava de férias e o Sr. Dickinson ficou trancado na garagem por oito dias, comendo ração de cachorro e bebendo Pepsi de um engradado que encontrou por ali. Ele processou o antigo proprietário da casa, alegando que a situação lhe causou profunda angústia mental. Recebeu US$500.000,00.

4º lugar:
Jerry Williams, de Little Rock, Arkansas, foi indenizado com US$14.500,00, mais despesas médias, depois de ter sido mordido na bunda pelo beagle do vizinho. O cachorro estava na coleira, do outro lado da cerca, mas ainda assim reagiu com violência quando o Sr. Williams pulou a cerca e atirou repetidamente contra ele com uma espingardinha de chumbo.

3º lugar:
Um restaurante na Filadélfia foi condenado a pagar US$113.500,00 de indenização a Amber Carson, de Lancaster, Pennsylvania, após ela ter escorregado e quebrado o cóccix. O chão estava molhado porque, segundos antes, a própria Amber Carson havia atirado um copo de refrigerante no seu namorado, durante uma discussão.

2º lugar:
Kara Walton, de Claymont, Delaware, processou o proprietário de uma casa noturna da cidade vizinha, por ter caído da janela do banheiro e quebrado os dois dentes da frente. Ela estava tentando escapar do bar sem ter que pagar o couvert (de US$3,50). Recebeu US$12.000,00, mais despesas dentárias.

1º lugar:
O grande vencedor do ano foi o sr. Merv Grazinski, de Oklahoma City, Oklahoma. O Sr. Grazinski havia recém comprado um Motorhome Winnebago Automático e estava voltando sozinho de um jogo de futebol, realizado em outra cidade. Na estrada, ele marcou o piloto automático do carro para 100 km/h , abandonou o banco do motorista e foi para a traseira do veículo preparar um café. Quase como era de se esperar, o veículo saiu da estrada, bateu e capotou. O sr. Grazinski processou a Winnebago por não explicar no manual que o piloto automático não permitia que o motorista abandonasse a direção. O júri concedeu a indenização de US$1.750.000,00, mais um novo Motorhome Winnebago. A companhia mudou todos os manuais de proprietário a partir deste processo, para o caso de algum outro retardado mental comprar seus carros.

Política: amigos e inimigos, quem é quem?

Na política, os conceitos de amizade e inimizade são ambíguos. Tanto que constituem temas clássicos, merecendo uma infinidade de análises e sentenças.

O realismo político desconfia muito da amizade. Este é um sentimento próprio das relações pessoais, indivíduo a indivíduo, intrinsecamente subjetivo, destituído de interesses, fundado na afeição. Por sua própria natureza, então, acomoda-se mal no mundo mais impessoal e “interesseiro” da política. O pensamento “realista” prefere sempre lidar com interesses do que com sentimentos. Interesses são definidos, quantificáveis, suscetíveis de negociação. Sentimentos são ocultos, arbitrários, volúveis e demandam uma reciprocidade não quantificável.

A atmosfera do poder, se não torna a amizade impossível, por certo impõe tensões muito desagregadoras a ela. No mundo em que o governante desenvolve suas atividades não há muito espaço para amizades. Amigos exigem muito e esperam muito, na forma de atenção, consideração e compreensão. Amigos tendem a atribuir um significado ao conceito de lealdade do chefe para com eles, que extrapola em muito os limites toleráveis para quem tem a responsabilidade de governar.

Amigos exigem uma solidariedade irrestrita e imediata a qualquer momento em que entrem em dificuldades, que será paga pelo governante em “moeda política”, que com tanto esforço acumulou. Amigos, pois, tendem a desenvolver expectativas exageradas e desproporcionais do governante.

Tais expectativas – compreensão, paciência, consideração, solidariedade irrestrita – são perfeitamente justas e adequadas no contexto de relações pessoais privadas. Transpostas para o mundo da política, que na sua lógica própria não as reconhece, tornam-se politicamente onerosas e até tirânicas. Por estas razões, amigos no governo estão sempre à “beira da decepção” com seu amigo poderoso, na iminência do rompimento da amizade.

Há sempre alguns amigos que são capazes de fazer a distinção entre as duas situações – amizade na vida privada e na vida pública. São poucos, mas são valiosos. Você os reconhece porque eles não lhe criam problemas. Antes, resolvem-nos, mesmo ao custo de prejuízo pessoal, e você só fica sabendo muito depois.

A outra marca deles é a de não opor obstáculos e não desenvolver hostilidade com os novos amigos ou colaboradores que você atrai para seu círculo mais próximo. Destes amigos, o governante deve cercar-se. Eles serão o apoio mais importante nos piores momentos. Dos outros deve afastar-se.

Os “amigos perigosos” comportam-se de maneira oposta nos dois casos: costumam criar-lhe problemas e hostilizam, por princípio, os novos participantes do círculo mais próximo de você. Já os “inimigos”, o realismo político encara de maneira diferente. Inimigos e adversários possuem muitos atrativos políticos. A adesão de um adversário ou inimigo sempre significa um enfraquecimento do bloco adversário, se não quantitativo, por certo que qualitativo. Aos olhos do povo, o apoio de um adversário valerá muito mais do que o mesmo apoio de um aliado.

Inimigos e adversários também não têm expectativas, ou melhor, as expectativas que tinham em relação a você eram todas negativas. Ao convidá-lo para integrar sua equipe, você provoca a reversão da expectativa, premiando-o quando o que se esperava era que fosse ignorado, prejudicado. O gesto de convidá-lo realiza uma expectativa que ele não possuía, e pela qual ele ficará devedor e sinceramente grato.

Além disso, um adversário ou inimigo que se integra ao governo tem muito a provar. Ele terá que reverter as dúvidas que vão pairar sobre sua lealdade, e terá que revelar sua competência duplamente. Por estas razões, ele será mais dedicado, preocupado em não deixar dúvidas quanto a sua lealdade, evitará criar-lhe problemas, e, tendo rompido com o outro lado, dependerá de você e do seu sucesso mais que seus amigos.

Finalmente, o inimigo cooptado será infinitamente mais paciente e compreensivo que os “amigos”. Diferentemente destes, ele não pode dar-se ao luxo de ficar “à beira da decepção, na iminência de afastar-se ofendido”. Afinal, ele já “mudou de campo” uma vez.

Se repetir a dose, é por que quem tem problemas é ele, e não os grupos políticos que abandona. Todas estas considerações ajudam a entender porque os pensadores e os políticos, ao longo da história, revelam tanto ceticismo em relação à amizade na política, e tanta atração pela cooptação dos adversários.

Por Francisco Ferraz

Cidadania: seus deveres devem estar acima dos seus direitos?

A palavra cidadania vem do latim civitas, “cidade” e é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.

Todos nós, cidadãos deste mundo, na grande maioria das vezes cobramos do Estado, da escola, do vizinho, de quem nos está próximo, nossos direitos e nos esquecemos dos nossos deveres.

É justo o cidadão que corrompe um agente de trânsito, que não para na faixa de pedestres, que joga lixo no chão, que não usa adequadamente os recursos naturais, em fim, o cidadão que tem a chance de exercer seu papel de cidadão e não o faz, cobrar seus direitos?

Ha anos comprei um carro zero quilômetro e o mesmo veio com um defeito de fábrica. Por mais que eu insistisse com a concessionária para que resolvesse o problema este não foi resolvido. Na época procurei uma juíza na tentativa de que ela me desse uma solução para o caso. Minha intenção era parar de pagar as parcelas, já que o veículo era financiado, provocando assim uma situação judicial no sentido de ver meu problema resolvido.

A magistrada, no alto de seu conhecimento, disse-me na lata que eu não deveria jamais parar de pagar o financiamento, senão daria à concessionária razão para ingressar com ação para rever o bem vendido. Segundo ela, eu deveria cumprir com os meus deveres para depois, munido das notas das revisões, ingressar com ação em busca dos meus direitos.

Eu, aos vinte e poucos anos, afoito e achando que meus direitos deveriam ser superiores aos meus deveres, achei aquilo um absurdo. Todavia, fui convencido por amigos próximos a executar a sugestão da magistrada. Quitei o veículo depois de alguns meses e ingressei imediatamente com a ação sugerida, munido das provas de que o famigerado veículo tinha um defeito crônico e que tal me constrangeu ao longo do tempo.

Tempos depois fábrica e concessionária arquitetaram na justiça um acordo judicial que me foi muito vantajoso. Troquei o carro velho por um novo e ainda recebi uns trocados de indenização.

Aprendi, desde então, que meus deveres sempre deveriam vir à frente dos meus direitos e tenho me dado muito bem com essa prática.

Volta e meia nos pegamos exercendo o papel do cidadão que pensa: “farinha pouca, meu pirão primeiro”, quando na verdade deveríamos praticar a cidadania plena, todos têm de dar sua parcela de contribuição para que tudo tenha um bom funcionamento.

Cobramos água farta e de boa qualidade mas desperdiçamos sistematicamente esse precioso líquido sem que isso nos cause qualquer tipo de dolo ou pesar. Exigimos um bom serviço da concessionária de energia elétrica mas não procuramos economizar pensando no meio ambiente. Economizamos em virtude da remuneração financeira que em contrapartida fazemos à concessionária. Não fosse a dor no bolso, quem se importaria em apagar ou não uma lâmpada em um ambiente não usado?

Pensamos no imediatismo. Cremos na premissa que temos direitos, esquecemos dos nossos deveres. Nos preocupamos somente com nossos próximos ou com quem nos interessa. Essa de pensar que uma ação que devemos tomar poderá prejudicar A ou B não nos é recorrente e isso é um erro. Se exercermos nossa cidadania de forma plena ( cumpra-se os deveres e busca-se os direitos) certamente faremos deste mundo, país, estado e município, um lugar melhor de se viver.

Exerça a sua cidadania. Não espere pelos outros ( você não é massa de manobra) e tem o direito e o dever de fazer as escolhas que lhe forem mais convenientes e isso ninguém pode tirar de você! Esqueça o trivial, reinvente sua vida, isso é ser cidadão!

A gente se diverte como pode, esperando Godot.

O texto abaixo, de Edson Vidigal (ex-presidente do STJ e professor de Direito na UFMA) nos remete ao pensamento de que, em anos eleitorais, sempre aparece alguém que se apresenta como o político que vai resolver todos os problemas, aquele que tem todas as soluções. É fato que a insatisfação aparente e a busca pelo novo sempre levará à tona esse tipo de candidato. Todavia, diz o autor, nem sempre o que parece solução o é.  Seria essa, como parafraseando o texto, impossível?

Acompanhe o excelente texto e reflita:

“E quem haveria de imaginar que por Palmátria, como o poeta Tribuzi chamava esta paragem de Pindorama, quem haveria de imaginar, pasmem, que muitos dentre os do nosso tempo ainda fossem acreditar em Godot e, pior e mais engraçado, ainda se pusessem a esperá-lo como quem espera um Messias, ainda que desfocado, um Messias que não tem nada a ver nem com a imitação do original, enfim, um Messias de Feira do Paraguai, por conseguinte falso nas promessas, falsificado nas razoes.

O oportunismo em política só busca proveitos e, como para os oportunistas a farinha é sempre pouca, nem se constrangem em levar ao pé da letra a máxima – farinha pouca, meu pirão primeiro.

O Godot é aquele cara por quem muitos esperam, até com doses fortes de encegueiramento, mas que nunca chega. Termina o tempo do espetáculo no qual todos vivem a expectativa de que ele, afinal, vai chegar e o cara não chega.

Talvez, no fundo, o Godot destes tempos tenha uma noção silenciosa e secreta de sua própria inutilidade e fraquezas, sabendo que a sua vocação não é fomentar esperanças e torná-las possíveis, e daí se agarrar até as sugestões dos horóscopos para não chegar nunca, enquanto os outros na plateia o esperam.

Esperando Godot era uma expressão muito recitada no antigamente mais antigo, nem tanto remontando aos tempos bíblicos, quando se queria dizer, para o consolo geral, que um cara formidável, paregórico para todos os males, iria chegar.

Daí que passou a ser mais fácil esperar por Godot. Os povos em todas as gerações têm essa tendência a não sopesar a realidade, a não encarar as dificuldades, a não assumir sua cidadania e a não ir à luta. Preferem sempre, a cada época, esperar por algum Godot, um novo tipo de Messias, quem sabe até de esquerda, quem sabe até de direita, mas se dizendo o novo.

Os grandes déspotas do último século na Europa e em Palmátria, também, começaram como Godot. Tanto as pessoas fantasiaram suas esperas que muitos caras se fazendo passar por Godot, rompendo com o script da peça, contrariando o autor, Samuel Beckett, antes do fim da peça, chegaram. E em cada lugar do mundo, incluindo Palmátria e Pindorama por inteiro, deu no que deu.

Na peça de Beckett, há no começo uma paisagem vazia e lá no fundo, no meio, uma arvore solitária. Nesse vazio, dois vagabundos, Estragon e Vladimir que se entregam à espera de um certo Godot. Quando Godot vai chegar ou porque o esperam, eles não sabem. Mas esperam.

Conversam, espalham lorotas, divagam e coisa e tal e o Godot, gente, nada de chegar. Até porque, talvez, quem sabe, ainda que chegue, não estará chegando. Godot é ausência física, mas como promessa real é puro engodo, não existe. Ele deve ter noção, se atendendo aos pedidos gerais chegar, deve ter noção, sim, da potencialidade do dano que poderá causar em matéria de decepção. Para ficarmos só nessa rima.

Como escreveu, a propósito, Otto Maria Carpeaux, - afinal, a gente se diverte como pode, esperando Godot”.

Politicando em Parauapebas

Nunca gostei de fazer o papel de “Mãe Diná”, adivinhar não é o meu forte. Todavia, ao se falar em eleições e políticas futuras não há outro jeito. O negócio é especular, mesmo que informações de bastidores não possam ser publicadas a pedido das fontes e/ou em observância a ética. Farei uma breve consideração sobre o processo eleitoral em Parauapebas e o que penso sobre tudo que já vem sendo publicado na mídia local.

Segundo o que se noticia na mídia e informam os cientistas políticos de plantão, Sr. Valmir da Integral vem liderando as pesquisas de intenção de votos. Algumas delas não merecem sequer serem mencionadas, tamanha a cara de pau de alguns institutos que transportam para o papel não a opinião dos entrevistados, mas uma terrível e prejudicial massagem no ego de alguns pré-candidatos.

No tocante às candidaturas oficialmente formalizadas, apenas Valmir (PSD), Coutinho (PT), e  Chico das Cortinas (PRP) se dizem candidatos oficiais e articulam apoio para sacramentar suas candidaturas.

Ainda não oficializados por seus partidos, são, ou se manifestam como pré-candidatos, a atual secretária nacional de políticas para o turismo, ex-deputada federal e ex-prefeita, Bel Mesquita (PMDB), os atuais vereadores Adelson Fernandes (PDT) e  Massud (PTB), o publicitário Claudio Feitosa (PPS), os empresários Raimundo Cabeludo (PR) e Agnaldo Ávila (DEM), o comerciante Zezinho (Psol) e Rui “Vassourinha” Hidelbrando (PRB).

Em uma campanha política, além do, ou, para alcançar os ambicionados votos que levarão o candidato ao êxito, é preciso saber quem paga ou de onde virão os recursos para tal.

As últimas campanhas políticas em Parauapebas, notadamente, foram uma verdadeira enxurrada de dinheiro despejada na disputa pela cadeira do executivo e outras, ainda maiores, pelas vagas do Legislativo.  Isso não será diferente desta vez. Quem pretender ocupar a cadeira principal do Morro dos Ventos precisará rapidamente viabilizar recursos, muitos recursos.

Baseado nisso vem a pergunta: dos 11 postulantes ao cargo de prefeito, acima citados, quais terão condições isoladas de viabilizar financeiramente uma campanha? A resposta é simples, apenas dois, Coutinho e Valmir – os candidatos que são governo (municipal e estadual, respectivamente).

Em recente reunião da alta cúpula estadual do PMDB com pré-candidatos do partido, Helder Barbalho disse em alto e bom som que Bel Mesquita é uma pré-candidata com reais chances de vencer e que o partido irá tentar viabilizar financeiramente recursos para que ela dispute em igualdade de condições a eleição municipal.

Sem querer ser o dono da verdade, acredito que os outros oito citados não passarão, se a insistência for continuada e virar persistência, de meros coadjuvantes. Alguns deles buscam espaço para no futuro tentar uma composição que lhes rendam apoio financeiro para postularem vaga no Legislativo. Outros, querem mesmo é ser indicado vice ou uma secretaria no futuro governo. Esconderão até onde o conveniente for limite para tomar uma decisão, sem importar com ideologias, pragmatismos ou ética eleitoral.

Chico das Cortinas
Aqui quero deixar claro o apreço que tenho pelo ex-prefeito Chico das Cortinas, único que cresce de forma contundente a cada pesquisa, mas que, em minha opinião, declinará quando os profissionais da política entrarem em campo com um monte de dinheiro para ser gasto nas milionárias campanhas. Creio que a força que as igrejas jamais conseguiram tirar de dentro dos templos será redundante também em 2012. Falta um líder religioso que convença a população evangélica que política se faz com cumplicidade e que, assim como pregou Jesus, não se deve servir a dois deuses.

Valmir da Integral
Apesar de liderar as pesquisas Valmir (PSD) terá grande dificuldades em compor um grupo forte para disputar em caráter de igualdade com outros candidatos que nesse quesito estão a anos luz a frente. Valmir trocou de partido quatro vezes nos últimos quatro anos (PSB, PTB, PDT e PSD), e, todas as suas trocas foram marcadas por desgastes, acusações e outros disse me disse com a militância dos partidos abandonados. Mesmo com o apoio, leia-se recursos, do governo do estado e a pressão imposta por este aos partidos da base aliada no estado, Valmir sentirá na própria pele que, em política, o jargão “aqui se faz, aqui se paga”, estará no seu encalço e a formatação de um grupo de apoio vai dar muito trabalho. Valmir traz consigo o apoio de Jatene, governador responsável pela perda do maior sonho dos carajaenses: o Estado do Carajás. Isso certamente será tema muito usado na campanha que se aproxima. Valmir terá que saber se desvencilhar do tema e provar que não foi contra Carajás, apesar de não ter feito lá aquelas forças para que o objetivo fosse alcançado. Outro fato que trará dificuldade ao candidato do PSD será a disputa pelas cadeiras na Câmara Municipal. Tanto o PSD como o PSDB, único aliado oficial, não têm em seus quadros candidatos com peso político para levar o nome do candidato majoritário às ruas. Faisal? Alguns desavisados poderiam corrigir o Blogger. Faisal é declaradamente oposição dentro do PSDB e ainda não digeriu a rasteira que sofreu de Zé Rinaldo, Jatene, Valmir e Cia Ltda.

Coutinho
Coutinho é o candidato do PT, maior partido em Parauapebas e dono de uma legião fiel de militantes. Legião esta que sabe agora, como poucos, como é doce o sabor do poder. Apesar do terrível “fogo amigo” interposto por alguns insatisfeitos com a atual administração e/ou desmamados abruptamente das tetas governamentais, a grande maioria dos militantes petistas sabe agora o que é estar no poder e deve votar maciçamente no 13 quando o momento de decidir chegar. Não pensem que o petista, por mais insatisfeito que esteja, entregará de bandeja a cadeira atualmente ocupada por Darci à um quase tucano ou apoiado pelo PSDB.  A seu favor, Coutinho tem um grupo de partidos liderados pelo PP e que comporão um verdadeiro exército pleiteando um lugar no Legislativo, e levando seu nome de porta em porta. O ponto negativo, segundo as pesquisas, é a má avaliação do atual prefeito junto ao eleitorado, todavia, Darci acredita que parte dessa rejeição se dá em virtude do tempo de governo, o que é natural, e promete reverter isso inaugurando várias obras nos próximos dias e mostrando durante a campanha que o grande problema do seu governo teria sido a comunicação.  Coutinho tem pouco tempo para efetivar essa reversão? me perguntariam na lata alguns dos cientistas políticos de plantão torcendo para que o Blogger erre? Sim, contudo, conhecendo o eleitor parauapebense como eu conheço, acho a empreita bastante possível de ser cumprida. Fazer pela primeira vez o sucessor em Parauapebas é outro fator que excita a militância petista. Mostrar competência e capacidade de mudar as coisas na política é um tema que deverá unir a militância petista.

Bel Mesquita
Bel Mesquita ainda é uma incógnita. Pesquisas de intenção de voto a colocam em segundo lugar mesmo que nunca se tenha ouvido de sua boca que é candidata à sucessão de Darci. Se, com o prometido, o partido conseguir viabilizar financeiramente sua campanha, Bel deverá vir forte e pregando o planejamento estratégico como lema. Pesa contra sua candidatura a perda de boa parte de sua base política. Bel, em virtude de sua função no governo federal, não esteve na cidade nos últimos anos e essa perda política é natural. Mesmo assim não se pode descartar um projeto político que envolve o nome da peemedebista. Bel, e essa indecisão do partido em viabilizar financeiramente sua campanha e consequentemente o seu silêncio, tem provocado atrasos em outros projetos políticos. Vários caciques políticos em Parauapebas aguardam saber pra que lado vai Bel e o PMDB para só depois decidirem para onde irão.  Especula-se que Bel será cabeça de chave em uma chapa que teria o PT de vice. Acho pouco provável que o PT abdique de lançar Coutinho pelos motivos acima mencionados. Por ser funcionária da presidente Dilma Rousseff (PT), considerar que PT e PMDB estarão juntos em outubro contra o candidato do Jatene é bastante plausível e torna-se ainda mais evidente quando se leva a política local para os níveis estadual e federal. As recentes visitas de Helder Barbalho comprovam isso e, acima de tudo, mostram que as futuras batalhas tendem a ser de PMDB e PT contra o PSDB.

Terceira via
Penso ser pouco provável que o famigerado “Grupão”, formado por DEM, PSC, PSDC, PR, PV, PRP, PTB, PDT e sei lá mais quantos partidos, não sairá do papel. O ego do ser humano, e do político em particular é muito grande para que se chegue ao único termo que faria com que esse “Grupão” viabilizasse política e financeiramente um nome para disputar em condições igualitárias uma eleição em Parauapebas: abdicação! Esse discurso de que o melhor colocado em pesquisa a ser encomendada em época apropriada será o candidato com o apoio irrestrito de todos os outros nunca colou e não será agora, creio eu, que irá colar. Resta a eles buscar agasalhar-se nas candidaturas de Bel, Coutinho ou Valmir, persistir nesse enredo trará sérios problemas futuros a esses partidos.

Que fique claro que essa avaliação é pessoal e minha maneira de ver a situação nesse momento, pois, como me disse certa vez um amigo, antigo político e que vez ou outra solta verdadeiras pérolas do vocabulário político, “ política é como nuvem, você olha tá de um jeito, você olha coça o olho, olha de novo e mudou tudo”.

Podem crer, o amigo está coberto de razão!