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Impeachment

Essa palavrinha em inglês, que traduzida para o português literalmente significa impugnação de mandato, ou seja, denomina o processo de cassação de mandato do chefe do Poder Executivo pelo Congresso Nacional, Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais aos seus respectivos chefes de executivo, é o terror do executivo.

Pois não há de ver que essa bendita palavra, que derrubou o ex-presidente Collor, está na boca de alguns formadores de opinião em Parauapebas. Volta e meia chega alguém e pergunta sobre o governo municipal, da situação financeira, da ausência do executivo, da falta de obras, do grupo de vereadores que votaram contra o governo para a substituição do primeiro secretário Miquinhas, da possibilidade de mudar o rumo do governo.

Questionamento objetivando articular a cassação do prefeito que envolve pessoas ligadas à Igrejas, associações, empresários, profissionais liberais, um leque muito grande de pessoas, todas interessadas no assunto: saber se seria possível fazer uso dessa prerrogativa em Parauapebas.

Eu pessoalmente acho que um processo de cassação contra o prefeito Darci, seria muito justo, pois existem várias razões administrativas, ou a falta delas, que poderiam culminar na cassação do prefeito.

Mas…

Como tenho um certo conhecimento de como funciona as “coisas políticas” por estas bandas do Pará, acho uma tremenda perda de tempo toda essa especulação pró-impeachment de Darci.

O que esses ocultos arregimentadores da cassação de Darci deveriam fazer era se organizarem politicamente, criar um movimento em prol de cobrar as mudanças tão faladas pelo nosso descomprometido prefeito, cobrar uma maior fiscalização por parte da Câmara Municipal, cobrar que se acabe com essa mania oriunda do primeiro mandatário e que parece ter virado regra, de que o chefe da SEFAZ é o dono do mundo e que após sentar-se na cadeira felpuda do gabinete da Rua F não deve mais satisfação a ninguém sobre assunto algum, e outras tantos pequenos fatos que fazem a máquina ficar inerte, provocando a insatisfação da grande maioria do povo.

A quem seria conveniente a cassação de Darci?

Se formos analisar a atual situação de paralisia da administração municipal, em virtude de um embate político que se fortificou na base aliada após a filiação do secretário de obras, João Fontana, no PMDB, e pensarmos que um processo de impeachment, nesse momento, só faria essa situação ficar ainda pior, seria salutar não mexer com isso agora e sim chamar o prefeito e seus secretários para uma mesa de negociação, envolvendo partidos (aliados e oposição) para o bem de Parauapebas.

Darci foi eleito pela grande maioria dos parauapebenses, que confiaram a ele mais quatro anos de mandato em virtude de, a maioria, achar que desempenhou um bom papel no primeiro mandato. Esse  voto de confiança que a população pebana outorgou à Darci não pode ser desrespeitado em nome da satisfação política ou financeira de uns e outros que, sabe-se lá, não querem somente se dar bem, assim como alguns membros do atual governo estão se dando.

Cobrar uma mudança de rumo. Esse sim deveria ser o papel desses que na surdina buscam cassar o prefeito. Respeitando o direito democrático de oposição, o prefeito Darci teria o respaldo da sociedade civil organizada para fazer as mudanças que ele julgasse necessárias para colocar no rumo certo esse desgovernado navio que se tornou a administração municipal.

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Lugar de criança é na escola

Cadê o conselho tutelar e o órgão fiscalizador de transito de Parauapebas? Como exerço a profissão de repórter, estava a procura de pautas para abordar na imprensa de Parauapebas. Hoje pela manhã, estive nas paradas de vans observado todo movimento da cidade, pude notar menores trabalhando no duro dentro das vans, até sendo maltratado por passageiros.

Um garoto que aparentava ter apenas 11 anos gritava: “via quartel, rodoviária, bairro da paz, direto”, o mesmo é cobrado para não se enrolar nos trocos. Ainda com a van lotada ele ainda gritava: “via quartel, rodoviária, bairro da paz, direto, tem vaga”. Já com a van bastante cheia, o garoto se exprimia para abrir a porta. Não é só esse adolescente também vi outros menores.

O que eu mais pude notar é a ausência e descanso do Conselho Tutelar de Parauapebas nas ruas para fiscalizar o trabalho infantil. Como todo mundo sabe o trabalho infantil, em geral, é proibido por lei. Especificamente, as formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil não apenas são proibidas, mas também constituem crime. A idade para se trabalhar é recomendada para menores de até 16 anos. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de trabalho para menores de 14 anos. E acima dos 16 anos o trabalho é autorizado desde que não seja no período da noite, em condição de perigo ou insalubridade e desde que não atrapalhe a jornada escolar. A jornada do trabalho de cobradores de vans é de 6h da manhã às 23h da noite, para ganhar apenas 10% de toda renda apurada durante o dia todo. Como diz o dilema; “lugar de criança é na escola”. Mas existem aqueles que dizem, “melhor trabalhar do que roubar”. No caso, de trabalho infantil, o governo brasileiro oferece vários recursos para essas crianças, como por exemplo, cursos gratuitos, áreas de lazer, bolsa-escola e outros.

Várias reportagens foram publicadas contra os condutores desses veículos de transporte, mas parece que não fazer nenhum efeito nas autoridades de Parauapebas. O que se pode observar é que os donos de vans, por ambição de dinheiro, retiram alguns bancos para colocar mais passageiros em pé, eles até improvisam corrimão para os passageiros se segurarem. Os próprios condutores não se exemplam, continuam disputando por passageiros, colocando a vida de outros em riscos.

Artigo de Jocyel Caetano, repórter

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Para refletir

Tolo é aquele que não sabe e diz que sabe, afaste-se dele. Sábio é aquele que sabe e diz que não sabe, ande com ele.

Confúcio

Galo de cabeça erguida Não interessa como foi a farra… Volte pra casa sempre de cabeça erguida!

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Frase

Nós, concursados e não nomeados, devemos nos unir e entrar com uma ação no MP, contra a Prefeitura de Parauapebas, para que ela demita os contratados e nomeie todos os concursados que estão desempregados esperando suas vagas, vamos juntar provas, leva o edital e pedir uma vistoria do MP na prefeitura de Parauapebas! Queremos que cumpram a lei e seja feita a justiça para quem foi classificado!

Leitor do blog, sobre os contratados da PMP

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Parauapebas 22 anos: como estaremos em 2020?

Parauapebas completa hoje, 10 de maio,  22 anos de emancipação política.

De lá para cá assumiram a prefeitura municipal o médico e atual vereador Faisal Salmen, o comerciante Francisco Alves, o Chico das Cortinas, a socióloga e atual deputada federal Ana Isabel Mesquita e o professor Darci Lermen. Cada qual com sua maneira de administrar, construíram uma parcela da Parauapebas que hoje se apresenta.

Da pequena cidade que nasceu ao pé da Serra dos Carajás, em 1988, com apenas dois bairros: Rio Verde e Cidade Nova, este último planejado pela então Cia Vale do Rio Doce atendendo a exigências dos investidores, Parauapebas é hoje uma grande cidade que já conta com 25 bairros: Altamira, Bairro da Paz, Bela Vista, Beira Rio I, Beira Rio II, Betânia, Caetanópolis, Casas Populares I, Casas Populares II, Cidade Nova, Guanabara, Jardim América, Jardim Canadá, Liberdade I, Liberdade II, Maranhense, Nova Carajás, Nova Vida, Novo Brasil, Novo Horizonte, Primavera, Rio Verde, Vale dos Carajás, Vila Rica, União, e a cada dia parece surgir um novo.

A extração do minério de ferro representa a principal fonte de recursos do município empregando cerca de 8 mil pessoas diretamente e cerca de 20 mil indiretamente. Além do minério de ferro possui destaque a extração dos minérios de manganês e de ouro.

Com o senso demográfico do IBGE, que será realizado a partir de julho em todo o Brasil, acredita-se que Parauapebas revelará toda a sua pujança de crescimento. A estimativa do mesmo IBGE para 2009 era de 152, 777 habitantes. Este número certamente já foi superado se levarmos em conta que o TRE-PA fechou o cadastramento de eleitores na semana passada e os números, não oficiais, chegam à casa dos 93 mil eleitores, o quinto maior eleitorado do Estado. Acredita-se que a população está na casa dos 200 mil habitantes.

Esse crescimento vem sendo apontado pelos gestores municipais como a maior dificuldade encontrada para que se faça uma boa administração. Segundo estudos do IBGE, a população de Parauapebas cresceu cerca de 9% ao ano nos últimos anos, contra 1,3% do país e 2% do Pará. A falta de planejamento estratégico talvez seja hoje o principal problema de Parauapebas. As casas de madeira e adobe aqui vistas em meados dos anos 80 estão paulatinamente sendo trocadas por prédios e outras de alvenaria, todavia, falta água para atender a demanda, o saneamento básico atende uma pequena parcela da população, a saúde é problemática e o poder público não consegue traduzir em obras ou benfeitorias o voto de confiança alcançado nas urnas em 2008, caminhando a passos largos rumo ao ostracismo que fatalmente se tornará a administração Darci Lermen se medidas planejadas e emergenciais não forem tomadas.

Pensar na Parauapebas de 1984, quando aqui cheguei, é lembrar com saudosismo do Clube do Morro, das quadras de areia onde a molecada jogava vôlei e futebol, das amizades sinceras e desinteressadas, da implantação da mina de Carajás e da população flutuante que à época rondava nosso município. Pensar na Parauapebas de 2010 é sentir na pele o descaso e a arrogância administrativa e o despreparo inequívoco de quem sabe o que tem que ser feito, mas não sabe por onde começar, acreditando piamente que hora ou outra as coisas acontecerão como num conto de fadas.

Pensar na Parauapebas de 2020 é pensar na responsabilidade, no planejamento, na vontade política de tornar esses 7.007.737 km2, que constituem o município, auto-suficientes economicamente. É preciso que políticos, iniciativa privada e população em geral abram um diálogo de o que fazer para tornar a Parauapebas de 2020 melhor do que foi a de 1984 e do que é a de 2010.     

Esse diálogo certamente apontará tópicos como a educação, segurança, saúde, emprego e renda, etc. Precisamos urgentemente discutir esse horário intermediário que é um verdadeiro crime contra o aluno; precisamos buscar novos cursos universitários e melhor aparelhar os que já existem; precisamos capacitar melhor os nossos trabalhadores para que empresas que prestam serviços em Carajás não tenham que trazer profissionais para assumirem os melhores cargos, sobrando para os que aqui vivem apenas os de segunda linha; precisamos fortalecer a bacia leiteira e incentivar financeira e economicamente a nossa pecuária; precisamos mudar a política agrícola municipal, formando associações onde os agricultores fariam a entrega de seus produtos e, em contrapartida, receberiam um preço justo e assim como insumos, sementes e defensivos subsidiados pelas associações, evitando o que acontece hoje, onde o poder público banca uma verdadeira fortuna para o transporte de colonos para as feiras municipais e mesmo assim a maioria dos produtos é importada de outros Estados; é preciso incentivar grandes empresas a se instalarem em Parauapebas, fortalecendo o comércio; é preciso um diálogo com a Vale e suas agregadas para que se mude a política de venda do minério de ferro, procurando alternativas para agregar valores ao produto aqui retirado, gerando emprego e renda para o município.

Enfim, é necessário abrir o leque de investimentos no município, cobrar mais e oferecer mais. Só assim poderemos ver empresas crescerem, vou citar aqui apenas uma, usando como exemplo do empreendedorismo do parauapebense o Hospital Santa Terezinha, em matéria publicitária no JP – Jornal de Parauapebas (pág.4 deste fim de semana) onde são mostradas fotos daquela instituição de saúde em 1985, em 1990, em 2000 e agora em 2010. Nota-se ali que uma direção progressista, sem medo de investir e investindo com responsabilidade, fizeram daquele hospital uma referência na região. Muitos outros comerciantes, industriais, pecuaristas e profissionais liberais poderiam ser citados aqui como empreendedores. Parauapebas é isso, uma cidade de empreendedores que só precisa de um pouco de boa vontade  dos políticos que a governam. Essa boa vontade poderá levar o município a ser um dos mais bem estruturados do Brasil, com uma boa saúde, qualidade de vida e com inúmeras razões para que nós, parauapebenses natos ou adotados, tenhamos orgulho de dizer lá fora que moramos em Parauapebas, “uma cidade gostosa de viver”!

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Jornalista, um incansável trabalhador

  Jornalista não fala – informa

  Não passeia – viaja a trabalho

  Não conversa – entrevista

  Não faz lanche – almoça em horário incomum

  Não é chato – é crítico

  Não tem olheiras – tem marcas de guerra

  Não se confunde – perde a pauta

  Não esquece de assinar – é anônimo

  Não se acha – ele já é reconhecido

  Não influencia – forma opinião

  Não conta história – reconstrói

  Não omite fatos – edita-os

  Não pensa em trabalho – vive o trabalho

  Não vai à festas – faz cobertura

  Não acha – tem opinião

  Não fofoca – transmite informações inúteis

  Não pára – pausa

  Não mente – equivoca-se

  Não chora – se emociona

  Não some – trabalha em off

  Não lê – busca informação

  Não traz novidade – dá furo de reportagem

  Não tem problema - tem situação

  Não tem muitos amigos – tem muitos contatos

  Não briga – debate

  Não usa carro – mas sim veículo

  Não é esquecido – é eternizado pela crítica

  Jornalista não morre – coloca um ponto final

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Hoje completam 16 anos sem Ayrton Senna

1º de maio de 1994, terceira etapa da temporada da Fórmula 1, Ímola, Itália. Naquela manhã de domingo, milhares de brasileiros assistiam à corrida e torciam pelo tricampeão Ayrton Senna como de costume. No final da prova, porém, o tema da vitória não tocou. Após perder o controle do carro, na curva Tamburello, o piloto chocou-se contra um muro. O Brasil perdia um grande ídolo. Parece que foi ontem, mas Senna nos deixou há exatos 16 anos.

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Parauapebas está quebrada política e financeiramente!

No blog do Wanterlor Bandeira:

Cloro

O fornecedor de cloro para o tratamento de água do município de Parauapebas está ameaçando suspender o fornecimento se não receber os pagamentos atrasados. O estoque do SAAEP já está no fim.

Corte

Segundo o vereador Massud a Prefeitura de Parauapebas reduziu em R$ 300 mil o contrato da Clean Gestão Ambiental. Os reflexos desse corte já está sendo sentido pelos moradores das Vilas Palmares I e II, Sanção e Vila Paulo Fontelles.

Minha cidade, minha paixão

Muito bacana a peça publicitaria do governo municipal em comemoração aos 22 anos de Parauapebas. Mais bonito ainda se a população tivesse alguma coisa para comemorar. Sem nenhuma obra para apresentar,  o governo apela para o marketing no sentido de escamotear os desmandos políticos e administrativo.

Meu Pitaco:

Quantos milhões de reais já entraram nos cofres da prefeitura de Parauapebas na gestão Darci II ? O montante, ainda não oficial, está em torno de R$500 milhões. É muito dinheiro minha gente! 

E isso quando se fala apenas no governo Darci II, que teve início em 2009, portanto há apenas 16 meses.

Quem souber me apontar uma única obra de peso, relevante, iniciada e concluída com  recursos próprios, por favor me informe, pois eu não consegui achar.

Enquanto isso, serviços básicos e essenciais não são oferecidos ou o são de forma atabalhoada, em um total desrespeito ao cidadão parauapebense. Água tratada, recolhimento do lixo, moradia e saúde são assuntos que deveriam ser priorizados pelo governo cidadão pois foram temas maciçamente prometidos durante a campanha eleitoral da reeleição.

O que se vê, na realidade, é um prefeito que está totalmente perdido, que parece querer agradar a todos, ou melhor, parece não querer desagradar ninguém, e com isso as atitudes emergenciais para o bom gerenciamento da máquina administrativa são postergadas, só se fala de política, de eleição, da necessidade de reeleger a governadora, que, tal qual seu pupilo, faz um governo desastroso no Pará.

Todo governo tem seus problemas. Esse, do Darci II, criou em 2007 um comitê gestor, que seria escalado para resolver os problemas que se apresentassem. Era formado por 7 pessoas que, em conjunto tomariam as decisões políticas e administrativas para o bom andamento do governo. Era composto pelo próprio prefeito, por Luiz Vieira (administração), Hernandes Margalho (Finanças), Milton Zimmer (ex-finanças), Coutinho ( gabinete), João Fontana ( Obras ) e Delmar Steff.

O tempo passa, o tempo voa. E com ele vieram os desgastes normais de um primeiro governo fraco, onde as proclamadas obras não puderam ser inauguradas pois não ficaram prontas. Um governo que literalmente quebrou a prefeitura para emplacar uma reeleição e fazer a maioria da Câmara de Vereadores (maioria esta que na sessão de ontem conseguiu perder a 1ª secretaria para uma candidata do PRTB, de oposição), gastando fábulas de dinheiro e comprometendo para sempre o município.

Esse Comitê Gestor foi aos poucos se dissolvendo. Milton Zimmer, até então homem forte do governo, foi estrategicamente retirado do governo sob a alegação de se candidatar à ALEPA em outubro. Delmar Steff, homem sério, politicamente preparado e reconhecidamente militante do PT, não aguentou os desmandos, pediu pra sair e voltou para o Rio Grande do Sul, sem olhar para trás e querendo passar uma borracha nesses 3 anos que aqui permaneceu. João Fontana, até então o fiel escudeiro do prefeito, a quem chamava para opinar e se confessar, foi sendo empurrado para fora, mansamente, desrespeitosamente. Hoje, ocupa a secretaria de maior peso eleitoral dentro do governo, mesmo tendo se transferido para o partido de sua principal adversária nas eleições de 2008, uma secretaria sem recursos sequer para abastecer um veículo . 

A ele a culpa pela atual situação. Teria gasto mais do que podia e que devia.

O Comitê, de sete pessoas, trabalha hoje com quatro. Darci e Luiz Vieira, os antigos petistas que desbravaram a política local e fez um partido de esquerda reacionária vencer as eleições no município socialmente formado por fazendeiros e comerciantes. HM e Coutinho, os dois outros do Comitê Gestor, pára-quedistas que caíram no município depois da vitória e reconhecidamente sem respaldo dos militantes petistas.

Sem a base que o elegeu, sem os amigos que o aconselhavam, sem os comerciantes que trouxeram recursos para as campanhas, alguns comprometendo até o próprio patrimônio familiar, Darci está só. Vive numa bolha. Não conhece mais o município que governa. Não sabe mais quais são os anseios de “todos e todas”. Passa a maior parte do tempo em viagens. Brasília, Belém, Marabá. Segundo a assessoria, buscando recursos. Que recursos? Um município que já arrecadou mais de R$500 milhões somente nesse ano e meio do segundo governo precisa buscar recursos externos?

Aonde está aplicado todo este dinheiro? A máquina é cara, me disse outro dia o secretário de administração. Patrocinamos o Fórum, Detran, TRE, Policias civil, militar e tantos outros órgãos que necessariamente deveria ser responsabilidade do Estado.

Concordo. O Estado é omisso e por isso o desejo separatista!

Porque não usar da transparência e relacionar toda essa despesa. Chamar a imprensa e colocar a situação. Dizer, olha, nos gastamos x com pessoal, com manutenção, com energia elétrica, telefone, combustível, etc… Arrecadamos y e esse dinheiro foi gasto aqui, ali e acolá. Mostrar a cara minha gente!

Minha falecida mãe me dizia sempre que o sujeito político só reconhece que está no fundo do poço quando já é muito tarde para reverter a situação. Parece que é essa a situação em que se encontra Darci, infelizmente, e digo infelizmente porque não faço o tipo de oposição do quanto pior estiver o governo, melhor estaremos. Não, aqui tenho meus filhos, minhas poucas coisas e o crescimento de Parauapebas será o meu crescimento. 

A beira de completar 22 anos de emancipação política, Parauapebas tem um governo que não tem uma única obra pra inaugurar, tem um governo com índices altíssimos de rejeição e a beira de uma colapso financeiro. O governo petista de Darci Lermen, e me desculpe aqui os petistas por vincular o governo ao partido, se fosse uma empresa, estaria quebrado, à beira da falência.

A Câmara Municipal, eleita para ser o agente fiscalizador do povo, tem que tomar o leme desse governo e colocar no rumo certo essa pesada caravela desgovernada, sem timoneiro e sem rumo.  

Para refletir

"Nenhuma atividade no bem é insignificante. As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes."

Chico Xavier

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Coluna do Chico Brito

Chico Brito 2CARTA DE UM CIDADÃOPARA A TV LIBERAL CUJA CÓPIA CHEGOU ÀS MINHAS MÃOS

Por Chico Brito

“D. Laise,

Na TV Liberal, naquele quadro “Profissões e Carreiras”, queria qui tu falasse é da minha profissão, que é a de vendedor. Eu exprico: a gente vende na rua cds e dvds. A gente é que faz a diversão do povo, vende diversão boa e barata, qui sem ser isso a única diversão que o pobre tem aqui é fazer neném, coisa que pode dar muita dor de cabeça se o cabra sair fazendo muitos por aí, e ver filme, além de não dar pobrema, nem que fazer força o caboco tem.

E nossa profissão tem futuro por que, saiba a senhora qui só de imposto nós paga, cada um, cem reais por dia. Por dia não, quero dizer, por noite, por que é de noite que os zomi chega cobrando da gente. E ai de nós se não tiver a grana: aí eles prendem a gente lá na fedorenta, lá naquela cadeia que tá pra disabar no lombo dos engaiolados, coitados! E a cobrança é assim: primeiro vem uma turma, no carro oficial, e a gente tem que pagar cinqüenta pratas. E tem vez que nem bem esses viraram a esquina já chega os outros, e aí é outra facada. Outros cinqüenta. E se a gente não tem a grana, além de prender eles tomam nossa mercadoria, e mandam ligar para algum companheiro, pra ele ir lá pra soltar. É, soltar a grana.

E como nós já somos mais de trinta, a turma até já criou uma associação. É a Associação dos Amigos do Peba – AMEBA, que é pra defender o cidadão contra os imposto pirata e a corupeção. E já foi até registrada. Porque a gente ficamos sabendo que o prefeito daqui, um tal Darci Professor Aloprado, já falou que vai tirar nós da rua e acabar com nosso ganha-pão. E aí, vai ser carreira de noite e carreira de dia por que de dia vai ser os fiscal atrás e nós na frente, e de noite vai ser nós na frente e os fariseu atras da gente. Vai ser preciso muito sebo nas canelas.

Mais mesmo com tudo isso a senhora vai concordar que a profissão nossa é boa por que só desse imposto fajuto nós desembolsa treis mil reais ou mais por mês e ainda consegue viver desse serviço. O negócio é melhor que muito trampo de trabalhar fichado. Melhor até que meu emprego, aquele de que eu pedi demissão na Vale, por que lá minha diária era só de R$80,00 e ainda tinha um chefe chato pra caramba, o Grudento, que aqui fora eu posso chamar ele de Grudento, mais lá eu não podia. A gente é até feliz.

Mas tem dia que a maré não tá pra peixes. Outro dia aconteceu comigo: pois nessa noite, fui botanto o pé na rua e eles chegaram. A polícia. Aí eu corri pela praça da Cidade Nova, joguei a sacola no canteiro de prantas e fui me esconder dentro da igreja, onde quase caí no meio de um magote de beatas rezadeiras. E fui aterrissando ali no meio delas e fui logo ajoelhando. E ajoelhou, tem que rezar. Então enquanto eu procurava nos miolos uma reza olhei pra frente e dei de cara com a cara de S. Sebastião, que é o padroeiro dos zomi e desta cidade também.

Nestante fiquei foi com raiva e pensei: precisava agora aqui é que D. José Cardozo, um Bispo lá de Olinda, cabra tarado por uma excomungação, viesse bispar aqui no Peba pra ver se ele excomungava esses aí que vive dando galopes na gente. E além disso desse uma devertência nesse São Sebastião pra ele deixar de apadrinhar nego que faz semvergonhagem. A sra não acha que eu tenho razão? Com tudo isso qui relatoriei qualquer um pode ver que a profissão, de qualquer jeito, é boa e de carreiras. E tem muitas emoções. E se acha que estou contando alguma lorota, invencionices, vem aqui fazer uma reportagem, e vai ver que confere tudo o que eu falei, timtinho por timtim, tantinho por tantim. E se a senhora quiser comprar CDs, eu vendo é treis por dez, mas pra senhora posso fazer até quatro por dez, pra virar freguêsa. Fica pagando trinta contos por cada um aí não. Dizem que isso é que é a lei da oferta e da procura. E pode ter certeza, aqui a gente é muito procurados.

Abraços do

ZÉ MANEL vulgo O NEGÃO

Vendedor Ambulante de CDs e DVDs

E 1º Secretário da AMEBA – Associação Dos Amigos do Peba”

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