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Pérolas do Twitter

Zenaldo Coutinho"Neste 7, vem a reflexão: quem quer dividir o Pará fala que o Pará é grande para administrar, e o Brasil? É enorme! Alguém dividiria o Brasil?"

Zenaldo Coutinho (PSDB) em seu twitter

Nota do Blogger: sem comentários. Aliás, é melhor escutar uma dessas do que ser surdo!

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Por Frei Betto

O Brasil ainda tem muito a conquistar nos quesitos saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e infraestrutura (rodovias, portos e aeroportos). É um gigante de pés de barro. Contudo, nossa democracia se aprimora graças aos movimentos sociais, à mídia vigilante, à exigência de transparência e adoção de leis como a Ficha Limpa.

Algo de novo marca a atual disputa presidencial. Os quatro candidatos com melhor posição nas pesquisas têm em comum muito mais do que julga o nosso vão preconceito. Nenhum deles procede das tradicionais oligarquias que se acostumaram a fazer na vida pública o que fazem na privada. Nem pertencem à elite brasileira ou nasceram em berço esplêndido. Os quatro se originaram na classe pobre ou média.

Todos abominam a ditadura militar, o conservadorismo e tiveram na esquerda sua iniciação política. Três foram vítimas da ditadura: Plínio (cassado e exilado); Serra (exilado) e Dilma (presa e torturada). Marina, alfabetizada aos 16 anos, sofreu a opressão do latifúndio amazônico. Filha do seringal e discípula de Chico Mendes, viu-se obrigada a se "exilar" da floresta para livrar-se da pobreza e da falta de escolaridade.

Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças. A exceção é Plínio, que não se envergonha de defender o socialismo. O PSOL vale-se do período eleitoral para divulgar suas propostas e se afirmar como partido. Isso oxigena o debate democrático.

Dilma, Serra e Marina se irmanam na arte de se equilibrar na corda bamba. Evitam tombar à esquerda ou à direita e adotam discurso que não desagrada nem um nem outro. Assim, a distância entre oposição e situação quase se anula e permite a Lula, que faz um bom governo, manter-se na confortável posição de quase unanimidade nacional. E a Henrique Meirelles despontar como o nosso Alan Greenspan, que ficou quase 20 anos à frente do Banco Central dos EUA.

Embora discurso de campanha seja como produto de feira livre – não passa recibo – e os quatro candidatos apareçam envoltos numa aura de confiabilidade, o problema reside no andar de baixo. Ao contrário do ditado, o  andor é de barro e não o santo. Dilma ou Serra terão de governar sob pressão dos últimos redutos da oligarquia, o PMDB e o DEM, alvos de frequentes denúncias de corrupção, nepotismo e outras maracutaias.

Marina, como já declarou, tentará suprir sua falta de alianças com um governo supostamente suprapartidário. O que, aliás, fez de fato o governo Lula, a ponto de merecer o apoio de Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson e José Roberto Arruda. Plínio, realista, sabe que a chance presidencial do PSOL é ainda um projeto de futuro.

Algo de comum entre os quatro chama a atenção: o silêncio frente à corrupção que assola a política brasileira. Os quatro são éticos, fichas limpas. Mas Dilma, Serra ou Marina, quem for eleito, terá de quebrar ovos para fazer a omelete. Ou fazer de conta que, neste reino tupiniquim, que não se parece à Dinamarca, nada há de podre.

Quem vencer, verá.

Fonte: Adital

Lei do caminhão de lixo

Conversando com um velho amigo outro dia sobre como o mundo está vivendo em constante stress, de como ninguém mais dá um bom dia ou um boa tarde para a pessoa que passa ao lado, o experiente amigo se saiu com a seguinte história, que pode nos levar a refletir sobre as atitudes que volta e meia estamos tomando:

"Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.  O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!’

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.

Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho,  em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo… . respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem. A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"

Tenha um bom dia, livre de lixo!

A chuva

Ela anunciou sua chegada arrastando móveis no andar de cima.
Todos precisavam lembrar que ela estava lá todo esse tempo, hibernando na barriga das nuvens, deixando-se vagabundear com os ventos magros.
Quando todos dobraram o pescoço pra cima, desabou numa alegria líquida. Caiu refrescando como um perdão.
A cidade pode libertar a respiração presa há quase três meses. Adolescentes passaram com as roupas pegadas no corpo, um sorriso de verdejar tudo. Passavam devagar como que aproveitando cada gota. Velha tia que nos veio visitar com piadas conhecidas e histórias deliciosas. Namorada antiga que nos surpreende com uma declaração de um amor que não morreu.
Nessa tarde, depois de sua ida, ninguém fará a sesta, ocupados que estaremos com a alegria de limpar a sujeira das goteiras e de tentar desfazer da cara esse sorriso bobo e insistente.

Fermina Daza

Lucia Hippolito: o futuro do PT

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiásticas de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT… Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes
sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o
mundo adulto.

Mas nos Estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários,
empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um
grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares
com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.

Lucia Hippolito

Carajás: Lúcio Flávio Pinto comenta o acordo das horas in itineres

Mais uma vez, é a Vale quem ganha em Carajás

Voltou a paz social entre capital e trabalho na região de Parauapebas, no sul do Pará, uma das mais conturbadas do país, onde estão em atividade – ou em implantação – algumas das maiores minas brasileiras e mundiais, na província mineral de Carajás. A frase foi dita por Rafael Grassi Ferreira, dono de um título que diz bastante sobre a importância das questões de que trata: gerente geral jurídico trabalhista da Vale, a segunda maior mineradora do planeta.

Ferreira estava feliz por assinar, no dia 20, um acordo com os empregados, depois de mais de dois anos de litigância em torno de um tema até então considerado intragável pela Vale: o pagamento pelo tempo gasto por seus empregados desde seus domicílios até os locais de trabalho. A empresa se recusava a aceitar essa reivindicação, juridicamente denominada de hora "in itinere" (no itinerário). Alegava que não era responsabilidade sua e que o transporte era de competência do poder público, por se tratar de espaço público, situado fora dos limites da sua propriedade.

Com a recusa, o Ministério Público do Trabalho – e não nenhum dos sindicatos com jurisdição em Carajás, como seria de se esperar – propôs uma ação civil pública contra a ex-estatal, privatizada em 1997. O juiz da 1ª vara do trabalho de Parauapebas, Jônatas Andrade, considerando-se convencido de que, por trás de artifícios adotados, era mesmo a Vale quem transportava os empregados, condenou a companhia a recolher 200 milhões de reais ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador, administrado pelo BNDES), pela prática de "dumping social", e mais R$ 100 milhões como danos morais coletivos, a serem pagos aos funcionários. Há 15 mil em atividade nas minas de Carajás.

No acordo promovido em Belém, pela justiça do trabalho, a empresa finalmente reconheceu o direito. Os trabalhadores receberão diariamente um adicional pelos 44 minutos gastos até a mina de ferro de N4, 54 minutos até a jazida de cobre do Sossego e 80 minutos até a mina de manganês do Azul. A empresa terá também de quitar o débito acumulado nos últimos 42 meses (crédito em favor dos empregados retroativo a fevereiro de 2007, provavelmente data-base).

Não foi apresentado, durante a celebração do acordo, o cálculo do valor total desses pagamentos. Mas o representante dos trabalhadores disse que o adicional pelo transporte deverá proporcionar um acréscimo de 3% ao salário base dos empregados da Vale. Espera-se que esse valor se estenda a todas as empresas terceirizadas, que absorvem a maior parte do universo em atividade em Carajás: 12 mil dos 15 mil que atuam nas minas são seus contratados.

Como os empregados terceirizados moram em Parauapebas, distante 30 quilômetros da entrada de Carajás, e não no núcleo residencial interno, reservado aos funcionários da Vale, as empreiteiras serão mais oneradas pelo acordo do que a própria mineradora, cujos funcionários têm um percurso bem mais curto do que o dos demais. Enquanto o impacto na folha da Vale é calculado em 3%, o das empreiteiras deverá chegar a 10%. Ainda assim, é um ônus singelo em vista do peso suave dos salários no custo total de produção e em relação aos lucros (e dividendos) obtidos desde a venda da estatal.

Pelo acordo, a Vale também promoverá ações sociais no montante mínimo de R$ 26 milhões (pouco mais de 10% do valor definido na sentença judicial apenas pelo "dumping social"). Até março de 2012 implantará em Parauapebas uma unidade do Instituto Federal do Pará (antiga Escola Técnica) para cursos de mecânica e eletroeletrônica e, até março de 2011, uma escola modelo no município.

Além de proporcionar satisfação ao representante da empresa, o acordo também tranqüilizou o representante sindical. Por causa do impasse, a convenção coletiva, que venceu em 1º de julho, não pôde ser renovada e, por isso, foi prorrogada até o final de agosto. Agora as negociações poderão ser retomadas.

Em boa hora para a direção do sindicato poder apregoar o resultado como uma vitória e usá-lo na propaganda para a eleição de novembro, embora a atuação sindical tenha se restringido a homologar o que foi estabelecido na negociação entre a empresa, o Ministério Público, o juiz de Parauapebas e a presidente do tribunal regional. O continuísmo deverá persistir na cúpula sindical de Carajás.

O acerto, porém, foi ainda mais vantajoso para a Vale. Condenada inicialmente a desembolsar R$ 300 milhões, o total dos seus gastos ficará muito abaixo do mínimo que a súmula 34 do Tribunal Superior do Trabalho garante ao empregado nesses acordos, que é de 60% do valor da condenação, ou, nesse caso, R$ 180 milhões. Mesmo considerando apenas os R$ 200 milhões atribuídos como pena à prática do "dumping", o pagamento do itinerário dos funcionários será bem inferior aos R$ 154 milhões de diferença entre as ações sociais, de R$ 26 milhões, e a pena legal.

Um ganho ainda mais substancial não constou do termo de acordo. Na sua longa e minuciosa sentença, o juiz Jônatas Andrade classificou como "dumping social" a atitude da empresa de não pagar pelo tempo de percurso do seu empregado, com isso se credenciando a um custo menor de produção. Uma condenação dessas, transitada em julgado, poderia ser utilizada contra a companhia pela prática de concorrência desleal junto à Organização Mundial do Comércio ou a tribunais arbitrais internacionais. Aí a sua dor de cabeça seria profunda e cara.

Mais uma vez a Vale saiu ganhando por, ao invés de reconhecer os direitos trabalhistas a partir do estabelecimento da relação de emprego, cumprindo as normas legais em vigor, só admiti-los em acordo em juízo. É assim que a empresa tem procedido em milhares de ações propostas contra ela e seus empreiteiros nas duas varas da justiça trabalhista de Parauapebas, das mais congestionadas de todo Brasil. A conta sai bem mais barata e dá lucro. Como sempre, a Vale concentra para si, seus sócios, acionistas e compradores no exterior os grandes benefícios da extração (até a rápida exaustão) dos recursos minerais do Pará. O trabalhador, como os Estados nos quais a empresa atua, fica só com o troco.

Nas entrelinhas do ato

“Há três tipos de governo:o que faz acontecer; o que espera acontecer;e o que não sabe o que está acontecendo!”

(George Santayna)

Sempre ouvi dizer que “um ato vale mais que mil palavras”. Apesar disso, sempre acreditei que palavras e atos são indissociáveis: se o são em nosso dia-a-dia, o são ainda mais na política; e mais ainda numa campanha eleitoral.

E, embora esteja iniciando este artigo com frases de efeito sobre atos e governos, meu intuito é, digamos, ir além. Neste caso, ir além significa tentar, dentro das limitações que meu parco intelecto, meus poucos anos de residência e minha limitada capacidade de análise e compreensão da política local me permitem, analisar o “ato político-eleitoral”, se assim podemos considerar, promovido, ao que parece pela administração municipal, para lançamento oficial de suas candidaturas a deputância (federal e estadual), na quinta feira passada (22 de junho), em Parauapebas.

Na verdade, penso que o tal ato, do enredo à encenação, esteve condizente com a forma que a atual administração de Parauapebas vem sendo conduzida, segundo dizem, inclusive, devido à religiosa ausência permanente do prefeito da cidade, por uma trindade de sem votos, no caso, os senhores Hernandes Margalho (SEFAZ), João Fontana (Gabinete) e Luís Vieira (SEMAD), que, aliás, não compareceram ao ágape. Talvez por isso, tamanha infelicidade no “ato” e no “fato”.

Devo confessar aos leitores que também não compareci. Apenas, por força mais do oficio de articulista político do que pela vontade, busquei informações que, ajustadas, pudessem me permitir uma mentalização do dito evento. E chego à conclusão que ora pontuo: toda a concepção, como já o disse, do enredo à encenação, foi de tamanha infelicidade que chego a pensar se sua premeditação foi intencional ou apenas refletiu a ruidosa insensibilidade dos nossos “informais” administradores.

Comecemos pelo enredo. Em primeiro lugar, o patrocinador e, segundo os presentes, mestre de cerimônia, o prefeito Darci Lermen (PT) que, entre longas ausências e curtas presenças em nosso município, dignou-se a apresentar aos seletos convidados, seus candidatos: o velho amigo Milton Zimmer (PT) para deputância estadual; e o novo amigo neopetista Cláudio Puty (PT) para deputância federal. Neste ponto, temos o que comemorar: nosso alcaide esteve na cidade. Oxalá, venha mais vezes, mesmo que seja apenas para pedir votos!

Em segundo lugar, os convidados, se assim pudermos nos referir, ao conjunto de secretários, adjuntos e comissionados de todas as ordens, funções e faixas salariais que por lá deram o ar de sua graça. Alguns, certamente para regatear-se no “boca livre” oferecido. Outros, temerosos de que a ausência pudesse refletir na renda familiar ao final do mês. Outros tantos, por pura falta do que fazer mesmo ou para ter assunto na monotonia do final de semana. Sabe-se lá!

Em terceiro lugar, fechando o enredo, o local: a Chácara Nelore Quality, de propriedade do médico Luís Leite. Talvez, seja isso que chamemos de “fechar com chave de ouro”, pois, acharam de escolher um local longe da cidade e de seu povo, à noite, para evitar visibilidade, o que, não podemos negar, é um contra-senso. E não só: embora seja de se esperar que candidaturas petistas se identifiquem com a luta contra o latifúndio, foram fazer o tal lançamento num símbolo do latifúndio, até na marca, que, por sinal, soa bem: Nelore Quality. Novos tempos, novas idéias, novos métodos!

Agora, a encenação. Podemos sintetizar num único ato: os discursos dos candidatos. Talvez por obtusa percepção, falta desta, devaneio ou dissimulação, os agraciados não deram indicativos de que notaram quem representavam, onde estavam e para quem falavam, pois, se esmeraram em se apresentarem como defensores dos movimentos sociais (inclusive, dos anti-latifúndio e pela reforma agrária). Certamente, esperaram (e obtiveram) aplausos, afinal, o público presente estava lá para isso!

O tal Cláudio Puty chegou à desfaçatez de, como de praxe nos candidatos visitantes à região, anunciar-se “defensor radical do estado de Carajás”, aliás, segundo deixou a entender, “desde criancinha”. Só faltou dizer que a idéia foi dele. Fico, cá com meus botões, a imaginar se algum eleitor paraense de Belém o questionasse sobre o tema, se ele manteria tão “extremada” e “intransigente” posição. Era algo pelo qual eu pagaria pra ver: o novo ícone da revolucionária DS paraense defendendo, em Belém, o Estado de Carajás, a divisão, quase extinção do Estado do Pará. E olha que ele tentou tal intento ao tempo que esteve à frente da Casa Civil do Estado. Faltou pouco. Agora, ele consegue!

Entretanto, não podemos negar, alguns se apressaram em aplaudir mais para apressar o andamento da peça, antes que a carne do churrasco queimasse ou que alguém se apercebesse do vazio político-ideológico em que caiu grande parte do PT de Parauapebas e do Pará, reflexo indefectível do governo por atos, ações e/ou omissões. Talvez pelos três. A carne assada, espero eu, bem cuidada, amenizou e amainou a reflexão política sobre a cena, diria, de teatro, se com isso, não acreditasse está diminuindo tão nobre arte!

Agora, para fechar este artigo com mais uma frase de efeito, talvez tão eloqüente como a que o abri, uma pichação que vi nas paredes da cidade de Olinda, em outros carnavais, anônima: “Neste mundo, o que se diz e se pensa interessam muito; mas, o que se faz interessa muito mais!”

Por Leônidas Mendes – Tendência petista AE

Bem escolher para não se arrepender !

No próximo dia 03 de outubro o país vai parar para eleger o(a) próximo(a) presidente da Republica. O Pará também parará e escolherá, além do (a) presidente, dois senadores, dezessete deputados federais e quarenta e um deputados estaduais. Excelências que assumirão em  1º de janeiro de 2011 e, por quatro anos, decidirão politicamente as ações que certamente afetarão a vida de cada um de nós.

Por isso a importância de escolher bem!

A cada eleição o brasileiro, ao exercer o direito e o dever do voto, tem a chance de mudar os rumos do município, do estado e do país. Um gesto simples para a grande maioria dos brasileiros, maioria esta, que não leva a sério a escolha do candidato. Trocam o direito de escolha por uma camiseta, boné, passagem, óculos, consulta médica, cesta-básica, material de construção, enfim, por agrados que no final lhes serão muito caros.

Esses, não analisam o grau de responsabilidade que é colocar seu escolhido representante para assumir por quatro anos uma das cadeiras em  disputa. Ao trocar o voto por um agrado, estão trocando o direito de dizer não ao que não lhe parece agradável, estão declinando do direito de reclamar no futuro. O candidato que agora lhe faz um agrado em troca do seu voto está certamente se comprometendo com alguém que lhe banca esse agrado, e, esse alguém o cobrará depois de eleito.

Esse é o motivo de haver tanta corrupção neste país. Corrupção que custa para o Brasil entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano, segundo  estimativa de um estudo divulgado em maio pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). 

Todo esse dinheiro, ainda segundo o mesmo estudo, se investido em educação, por exemplo, poderia ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro.

Se reclamamos das estradas ruins, das constantes greves dos professores que são esquecidos pelos governantes, da falta de saneamento básico, da insegurança, do desemprego, da falta de investimentos na saúde, deveríamos voltar o pensamento para alguns anos atrás e nos perguntarmos: eu sou culpado por uma boa parte desses fatos que hoje eu tanto reclamo? eu escolhi bem o meu representante e ele tem lutado para que o meu país, meu estado e meu município melhore?

Na hora de escolher o  (a) seu/sua candidato (a) lembre-se disso. Não aceite agrados de quem só aparece pra ter com você uma conversa, lhe dar um abraço e se apresentar como candidato de quatro em quatro anos. Procure um candidato próximo a você, que lhe respeite. Não vote em candidatos que só aparecem na sua região quando em campanha, em busca do único bem, seu, que a ele interessa: o voto.

Escolha com sabedoria! Isso pode fazer a diferença entre a felicidade e a tristeza por longos quatro anos. Não se deixe enganar por propagandas bem feitas, por discursos inflamados, recheados de moralidade e auto promoção. Na grande maioria das vezes, esses são os mais corruptos e fazer você escolher errado é o principal objetivo.

Todo político, assim como todos nós, tem seu lado bom, seu lado cidadão responsável, e também seu lado ruim. Sei que escolher um representante não é tarefa fácil, a maioria de nós erra, está ai a situação do nosso país, do nosso estado e do município para amparar o que estou dizendo.

Não seria legal, daqui há dois anos, você descobrir que escolheu mal e que só lhe resta o arrependimento. Seria tarde demais. Por isso, reflita bem e boa escolha!

O homem e o fogo.

Por Márcia Carvalho Leite

Na pré – história os homens da caverna precisavam esperar que um raio atingisse uma árvore para usufruírem do fogo. A sua descoberta foi um grande avanço para a humanidade e aconteceu no período conhecido como Mesolítico. Com o fogo o homem pôde espantar os animais, cozinhar a carne e outros alimentos, iluminar sua habitação além de conseguir calor nos momentos de frio intenso.

Mas e hoje? Será realmente necessário queimar tanto para sobreviver. Claro que não. Existem outras tecnologias, inclusive mais baratas, outras forma de cultivo de alimentos, para os carros e fábricas existem filtros que inibem a poluição e mesmo assim, o homem em sua pretensa ignorância continua queimando. Imagino até o deslumbramento de tais pessoas quando o fogo toma conta da beira da estrada, da floresta, dos morros e dos entulhos nas ruas, terrenos baldios e quintais. Seus olhos devem brilhar com as faíscas. Um encantamento doentio.

Como se já não houvesse avisos suficientes, como se as campanhas contra queimadas não fossem constantes, como se as multas fossem legais. O que falta além de consciência?Vai me dizer que isso é parte da cultura de um povo?

E quando esse mesmo povo leva seus os filhos para os hospitais, já lotados, com casos graves de intoxicação e problemas respiratórios? A culpa é por acaso do governo? Digamos que boa parte sim,
principalmente, quando não há empenho das autoridades competentes em punir os culpados, por outro lado também não há estrutura suficiente para combater crimes como esses. A corrupção não permite. Quando os bombeiros ou os fiscais vão a campo investigar os criminosos, ninguém nem sabe quem foi. Nem diriam se soubessem.Com impunidade fica muito mais fácil praticar crimes, tão fácil, quanto dois mais dois.

Na noite passada, uma fumaça insuportável tomou conta do bairro União, durante toda a noite respiramos um ar intragável. Nos meses de agosto e setembro as centelhas da má educação, do desrespeito e da impunidade queimam o direito mínimo de qualidade de vida que nós, cidadãos que pagam impostos e que lutam pela sobrevivência de suas famílias merecem. O direito de pelo menos respirar dignamente. Isso sem falar na sujeira das cinzas e no tempo seco.

Aproveito e peço encarecidamente à Secretaria de Meio Ambiente deste município, que tendo esta, feito um bom trabalho ao longo da sua administração, retome a Campanha contra as Queimadas Urbanas, com a mesma intensidade realizada no ano passado. Precisamos respirar, merecemos isso.

Imprensa do Pará perde expressão

Por Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O Dez Minutos, de Manaus, se consolidou como o maior jornal do Norte e Nordeste do país. Com uma tiragem de praticamente 80 mil exemplares diários, número apurado pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) em fevereiro deste ano, já é o 14º maior do Brasil em venda avulsa. Sua circulação é apenas três vezes e meia menor do que o líder nacional, a Folha de S. Paulo, com 287 mil exemplares. Todos os grandes jornais brasileiros ficaram abaixo de 300 mil exemplares. Menos de três décadas atrás chegaram a bater na marca de um milhão de exemplares, com promoções comerciais atraentes. Em 1990 a Folha colocava 350 mil exemplares nas ruas.

Na região Norte-Nordeste, o mais próximo do periódico de Manaus, em 28º lugar, é o Diário do Nordeste, de Fortaleza, que, com circulação de 41 mil exemplares, passou à frente do tradicional líder regional, A Tarde, de Salvador (30º), com 40 mil exemplares, metade do que vende o Dez Minutos. O jornal amazonense abriu um pouco sua diferença sobre o Estado de Minas, que vem em seguida, com 76 mil exemplares. Poucos anos atrás esta situação era impensável. O segundo jornal em Manaus fica muito abaixo: é o Diário do Amazonas (69º), com apenas 12 mil exemplares. A Crítica, que foi líder durante muitos anos, não aparece no ranking.

O Diário do Pará se mantém em 41º lugar, com circulação de 28 mil exemplares. Seu concorrente direto, O Liberal, deve continuar abaixo, embora não se saiba sua tiragem porque ainda está fora do IVC. Seu principal executivo, Romulo Maiorana Júnior, anunciou sua volta à fonte de maior credibilidade sobre a imprensa escrita do Brasil. A promessa vai fazer dois anos e ainda não foi cumprida. Se não se filiou novamente ao IVC, é porque a tiragem de O Liberal continua inferior à do jornal dos Barbalhos.

A perda de expressão da imprensa paraense é visível, sob qualquer aspecto, mesmo sem que se faça uma análise qualitativa. Ela já não pesa em termos nacionais. Não tirou proveito da influência da internet, que alavancou publicações com grafismo destacado, notícias rápidas e ênfase em usos e costumes. Até aqui, o Amazônia, que tenta explorar o segmento, é um fracasso de público e comercial. Não seguiu os fenômenos que ocorreram em Manaus e em São Luís, onde o Aqui Maranhão atingiu circulação de 39 mil exemplares e subiu para o 33º lugar, oito corpos à frente do Diário do Pará.

Por enquanto, a maior característica da imprensa diária de Belém é explorar o sensacionalismo do crime, como nenhum outro jornal do país. Não é propriamente um título que credencie.

Fonte: O Estado do Tapajós On Line

Amigos, de bobeira e de seriedade

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito,nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

 

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

 

Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar Wilde

Carnaval, Copa do Mundo e Eleições: 2010 um ano que não acabou.

Por Márcia Carvalho Leite – colaboradora do Blog

O Carnaval já passou, o sonho do hexa também, as eleições vêm aí e ao término desse processo democrático e legítimo quem terá terminado será o ano.

E o que fizemos?

Vivemos, realizamos, ou, apenas sobrevivemos um dia de cada vez? Para os conformados isso já grande coisa, basta lembrar que tem gente em situação pior que a nossa.

Analisando um ano que não acabou – temos ainda um semestre pela frente – é importante lembrar que 2010 não será, totalmente, em vão. A Ficha Limpa que o diga. Quem diria que essa lei “revolucionária” seria aprovada no Congresso e no Senado em pleno ano de eleições? Suspeito?

Tudo bem! Como diria minha vovozinha: – “Dos males o menor!” Ah! O verbo foi mudado, porém, isso é outra história. Já deu pra perceber o resultado.

Conquistamos o direito de sediar as Olimpíadas. Foi lindo! Muitas lágrimas de alegria foram derramadas. Um espetáculo de emoções! Quem imaginava? Bom, no entanto, é preciso ficar atento para o desenrolar desse processo, pois, como a população está cansada de saber, grandes ações necessitam de um volume enorme de erário ($$) e infelizmente, onde há dinheiro há corrupção. Triste, mas, real.

Eu não sei se aproveito o espaço para pedir, encarecidamente, que todos fiquem atentos a tudo que está acontecendo, ou se fico na minha. Não sei por que pode não ter efeito algum, pois, tem tanta gente pedindo e poucos se movimentando. Deixo você decidir então… Desisto, minha consciência falou mais alto e abrindo um parêntese imploro:

- Caro leitor, talvez você não possa mudar o mundo, mas quem sabe já pode melhorar o seu bairro! Papo furado? Não! Pode sim. Você tem direito e precisa saber como cobrá-lo. Pessimismos a parte vamos trabalhar, então, pra que esse próximo semestre seja melhor que o primeiro. Para que mesmo que politicamente o ano esteja encerrado – exceto pela campanha eleitoral gratuita e absurda (e aguarde de tudo eleitor) – possamos conquistar aquilo que não foi realizado nos primeiros seis meses de 2010. Afinal, a esperança é a última que morre. E depois, temos ainda uns dias no final de novembro e dezembro. Epa! Mas, ai tem também recesso, natal, ano novo, expectativas, um novo governo, carnaval….etc.

Juízes e Juízos

Por Wilmar Marçal (*)

Decepção e frustração. Esses são os sentimentos atuais e remanescentes de quase todos brasileiros sobre a concessão de liminares, por parte do poder judiciário, aos candidatos “fichas-sujas”. A forma interpretativa de qualquer juiz que concede esse tipo de benefício e imunidade aos maus políticos, sempre será fruto de análise subjetiva, com a frieza das letras que compõem as Leis. Alguns pareceres jurídicos são tão difíceis e enfadonhos para ler que acabam desmotivando o entender. Doutores da escrita nem sempre se fazem claros e pelas sombras dos argumentos “legais” atenuam o que deveria ser eliminado.

A grande demanda de processos que tramitam nos fóruns brasileiros, reflete bem que a “matilha de lobos politiqueiros” é a grande beneficiada pelos “habeas corpus constantis”. O sistema é de embromação (ou embromation) e com isso as quadrilhas de alguns parlamentares vão se perpetuando pelas reeleições. Em vários estados da federação, guardado o devido respeito e proporção, a Assembléia Legislativa está mais para um referencial de capitania hereditária do que propriamente para uma escolha bem feita. Supõe-se que a continuidade nas urnas vem sendo praticada pelos “altíssimos investimentos” na conta de alguns prefeitos e vereadores. Basta percorrer as localidades e perguntar pelas “lideranças”. Um arranjo bem orquestrado e com muita disposição de gastos. Uma vergonha para a democracia. Por isso é hora de reagir e agir.

A reorganização comunitária, popularizando a boa e verdadeira informação é preciosa conduta contra a indústria do nepotismo eleitoral e contra os usurpadores da boa fé dos povos. A mídia digital, decente e verdadeira, é e sempre será imprescindível, inclusive nas eleições de 2010. Se por um lado não conseguimos limitar as liminares, por outro temos nas mãos uma força imensurável pela mudança, se possível em 100% dos deputados. Com ação e determinação vamos varrendo a sujeira. Cada um começando pela frente de sua casa, sem esperar benefícios ou moeda de troca por isso. A população é do tamanho do sonho de cada um de seus componentes. A população não precisa e não depende de nenhum juiz, mesmo que alguns usem canetas de ouro. A população de bem tem, sim, é muito juízo. Basta colocá-lo em prática.

* Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./PR

wilmar_pr2010@hotmail.com

Darci Lermen (PT) completou, na semana passada, 2.000 dias como prefeito de Parauapebas

Na última sexta-feira, 25, o prefeito Darci Lermen completou exatos dois mil dias à frente da prefeitura municipal de Parauapebas. Ele tomou posse me 01/01/2005 e foi reeleito.

O blogueiro e jornalista, responsável pelo jornal semanal HOJE, Marcel Nogueira, comenta em seu blog que a Praça Mahatma Gandhi, que era um dos pontos mais lindos do município e foi  construída durante o mandado do primeiro prefeito de Parauapebas, Faisal Salmen, está passando por uma maré de azar.

Peço permissão aqui para discordar do confrade.

Quem passa por uma maré de azar que já duram exatos 2004 dias, é boa parte da população de Parauapebas, e o pior é que esse azar ainda deve demorar mais 917 dias para terminar. 

E por falar em tempo, motivo deste post, termino dedicando duas frases sobre o tempo ao nosso querido prefeito, caberá a ele saber qual será usada nesses 917 dias que lhe restam:

"O homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida." (Charles Darwin).

"Quando o futuro vira passado, é fácil ver o que tinha que ser feito."  (Autor desconhecido)

Para refletir

Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. Seu nome era Kyle. Parecia que ele estava carregando todos os seus livros. Eu pensei:

Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira?Ele deve ser mesmo um C.D.F’!
O meu final de semana estava planejado ( festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.

Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle. Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que ele caiu no chão. Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.Meu coração penalizou-se! Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos.

Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: ‘Aqueles caras são uns idiotas! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria’. Kyle olhou-me nos olhos e disse: ‘Hei, obrigado’!
Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.

Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto antes, porque ele freqüentava uma escola particular. Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros. Ele se revelou um garoto bem legal. Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele. Meus amigos pensavam da mesma forma.

Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse: ‘diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!’. Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos.

Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade. Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C…D.F.

Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar. No dia da Formatura Kyle estava ótimo. Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola. Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adoravam!

Às vezes eu até ficava com inveja.Hoje era um daqueles dias.. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: ‘Ei, garotão, você vai se sair bem!’  Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse: valeu!

Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso: a formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar.

Vou contar-lhes uma história:

Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana! Contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.

Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso. Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável! Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza.

Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão. Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.

Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre o outro de alguma forma.

PROCURE O BEM NOS OUTROS!