Category Archives: Polícia Federal

“Operação Desfecho” cumpre mandados em Parauapebas

Uma operação da Polícia Federal foi realizada na manhã de hoje, 18, em Parauapebas e Canaã dos Carajás. O objetivo foi cumprir 20 mandados judiciais, entre prisões preventivas, buscas e apreensões e conduções coercitivas. Desse total, sete ordenam a prisão preventiva de investigados por possíveis fraudes no transporte escolar do município de Parauapebas.

A secretária municipal de Educação, Juliana de Souza, e o coordenador municipal de Juventude, Shirlean Rodrigues (ex-secretário interino de Educação) estão entre os presos preventivamente na operação. Todos ficarão na Delegacia da Polícia Federal em Marabá. Segundo as investigações da PF, teria havido favorecimento para empresas e fraude nas contratações para o transporte escolar, com prejuízos superiores a R$ 7 milhões.

A operação de hoje é um desdobramento da operação realizada pela Polícia Federal na Secretaria de Educação do município em setembro de 2014, quando foram recolhidos vários documentos relativos às licitações para o transporte escolar daquela secretaria.

Segundo a Polícia Federal, os presos irão responder pelos crimes de organização criminosa, apropriação indébita previdenciária, fraudes em licitação, falsidade ideológica e peculato.

Em nota, a Prefeitura de Parauapebas confirmou a operação e disse estar colaborando com as investigações:

A Prefeitura de Parauapebas confirma a informação de que houve uma operação da Polícia Federal no prédio do Centro Administrativo, localizado no Morro dos Ventos, no Bairro Beira Rio II. A ação teve como objetivo a busca da ficha funcional de alguns servidores da Semed.

A instituição também confirma que os servidores Juliana dos Santos de Souza e Shirlean Rodrigues foram conduzidos até a sede da Polícia Federal em Marabá.

A Prefeitura considera que as investigações promovidas por órgãos públicos criados com esta finalidade fortalecem a democracia do nosso país e continua comprometida em colaborar com as investigações, demonstrando interesse na sua conclusão breve, na apuração imparcial e no esclarecimento de todos os fatos à população.

Em Canaã dos Carajás a Polícia Federal prendeu o empresário Gilvan da Silva Pinheiro,  dono da empresa, LOCAN – LOCAÇAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS. Valdemar da Pavinorte, proprietário de uma das empresas envolvidas na suposta prestação irregular de serviços para a Semed estaria com mandado de prisão provisória decretado, mas não foi encontrado pela Polícia Federal e é considerado foragido.

Chefe de unidade do Incra é preso em Tucuruí, no sudeste do Pará

Representante da Fetraf também foi preso. Um terceiro suspeito foi preso pela Polícia Federal em Belém.

Uma operação realizada no Pará pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), prendeu o piauiense Gilvan Ribeiro dos Reis, 49 anos, chefe da unidade avançada do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Tucuruí. Além dele, mais dois foram presos investigados por desmatamento ilegal no projeto de assentamento Cururuí, em Pacajá, no sudoeste do Estado.

Natural de Floriano-PI, Gilvan mora desde os 17 anos no município paraense e está há mais de 30 anos como funcionário do Incra. Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável, dentro do esquema, por passar informações sobre possíveis fiscalizações do Incra, evitando que a quadrilha fosse flagrada.

Também foi preso o representante da Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) no sudoeste do estado, Roberto Elias de Lima. Segundo as investigações, Lima teria facilitado a entrada de desmatadores nos assentamentos de reforma agrária.

A operação cumpriu, ainda, mandado contra Gelson Gomes de Andrade, acusado de coordenar o envio de homens armados para assentamentos do Incra, que negociavam com assentados a retirada ilegal de madeira. Gelson Gomes de Andrade é foragido da Justiça na Bahia e no Espírito Santo.

Todos os réus já foram denunciados pelos crimes de constrangimento ilegal, desmatamento em terra pública e comercialização ilegal de produto florestal. Gilvan Ribeiro dos Reis também responde por violação de sigilo funcional. A polícia ainda procura outros dois que estão foragidos.

O superintendente do Incra em Marabá, Eudério de Macedo Coelho, disse que a prisão do servidor é absurdo. “É um servidor honesto, correto. Nunca vi nada que o envolvesse em desvio de conduta ou descumprimento das normas. A prisão dele foi baseada na relação dele com o movimento social, que é necessária na função que ele ocupa e por sua vez essa liderança do movimento social é que tinha relação com outras pessoas desconhecidas por ele e por nós. Nas gravações apresentadas pela polícia, em nenhum momento tem fala dele sobre esse assunto. É o absurdo dos absurdos. Ele sempre denunciou práticas delituosas na região ao Ibama, Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF)”, afirmou o superintendente.

Eudério Coelho disse que a assessoria jurídica do Incra já passou as informações necessárias para o advogado contratado pela família para que este saiba como agir. “É uma tristeza imensa, uma pessoa extremamente correta, que tem 30 anos de trabalho ser desmoralizada, isso deixa a gente muito decepcionado”, lamentou. (CidadeVerde.com)

Polícia Federal faz operação de busca e apreensão de documentos na prefeitura de Parauapebas.

0_pc_4976550555405bb186871d6.38710892Munidos de um mandado de busca e apreensão, solicitado pelo Ministério Público Federal, oito agentes da Polícia Federal estiveram hoje, 02, pela manhã no prédio da Prefeitura de Parauapebas no Morro do Ventos.

Segundo as primeiras informações, trata-se de uma investigação para apurar supostas irregularidades em uma licitação ocorrida em 2013 que visava a contratação de transporte escolar para os alunos da rede pública municipal de Parauapebas, ainda nos primeiros meses do governo Valmir Mariano, quando a secretária de educação era Francisca Ciza.

Os agentes recolheram alguns documentos na Semed e na Comissão de Licitação do município.

A Assessoria de Comunicação de Parauapebas emitiu uma nota esclarecendo os fatos ocorridos no prédio da PMP. Confira a nota:

Sobre a ação da Polícia Federal, ocorrida nesta terça-feira (02), a Prefeitura de Parauapebas esclarece que a PF esteve no Prédio Administrativo, cumprindo diligência referente ao processo de nº 5008-36.2014.4.01.3901, cujo objeto é a locação de transporte escolar do primeiro quadrimestre de 2013.

Ressaltamos que todas as solicitações feitas pelo Ministério Público Federal referentes a este processo foram atendidas oportunamente.

O governo municipal busca trabalhar de forma transparente, pautado no compromisso com o recurso público, portanto, está à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos referentes a esta ação judicial.

Prefeitura Municipal de Parauapebas
Assessoria de Comunicação Social

Atualização às 11h40

Concluída a operação, o delegado da Polícia Federal, Antônio Carlos Cunha de Sá concedeu entrevista à imprensa local esclarecendo sobre a ação. Confira o áudio produzido por Laércio de Castro para o Programa Conexão Carajás, da Rádio Liderança FM:

Receita Federal apreende 7Kg de cocaína no aeroporto de Belém

Fruto de operação rotineira de vigilância e repressão da Alfândega do Aeroporto Internacional de Belém em conjunto com a Polícia Federal, a apreensão ocorreu nesta madrugada.

RF Cocaina3RF Cocaina2A droga estava na bagagem de passageiro que se encontrava em voo doméstico vindo de Manaus, chegando àquela capital às 4h40, de 31/8.

Foram apreendidos seis pacotes da pasta de cocaína, totalizando, aproximadamente, sete quilos.

A operação

O trabalho realizado envolveu a análise de risco, onde são observadas diversas informações em relação à procedência da aeronave e aos viajantes, o que levou ao desvio do voo para a área internacional do Aeroporto Internacional de Belém, onde o conteúdo pode ser detectado pelo scanner fixo da Receita Federal e apreendido.

O conteúdo foi entregue à Polícia Federal para as devidas providências.

Delegado da PF é denunciado por execução de índio no Pará

Um delegado da Polícia Federal foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por homicídio qualificado no Pará. Segundo a procuradoria, Antonio Carlos Moriel é responsável pelo assassinato do indígena Adenilson Kirixi Munduruku, durante a operação Eldorado, no dia 7 de novembro de 2012. O crime ocorreu na aldeia Teles Pires, na divisa do Pará com o Mato Grosso.

Testemunhas afirmam que a vítima foi executada com um tiro na nuca, depois de ter sido baleado três vezes nas pernas. A exumação do corpo condiz com os relatos. Se a Justiça aceitar a denúncia, o delegado pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

Aldeia-Teles-Pires

A operação visava destruir balsas ilegais de garimpo nas terras indígenas Munduruku e Kayabi. No dia 7 de novembro de 2012, “um dos caciques chegou perto do delegado tentando conversar com este para que não desse continuidade na destruição da balsa. O denunciado afirmou que a operação teria que ser realizada, e ainda empurrou a referida liderança indígena. Em reação, um dos indígenas que estava no local empurrou o braço do delegado Moriel, e como estavam próximos ao rio, em uma área de declive o denunciado veio a cair na água. Após tal situação, policiais federais passaram a atirar contra os indígenas e em direção ao rio. Atrás do cacique Camaleão estava um outro indígena, a vítima Adenilson Kirixi Munduruku”, narra a denúncia do MPF.

Segundo o MPF, todos os agentes da PF que participaram da ação dizem não se recordar do ataque porque estavam ocupados tentando controlar os indígenas. Outros três indígenas foram feridos gravemente na operação, contudo, o MPF não conseguiu provas que ligassem as lesões à ação da polícia. Com isso, somente Moriel foi denunciado.

Unifesspa é investigada pela Polícia Federal e pelo MPF

Denúncias de malversação de recursos nas obras do campus Taurizinho estão sendo apuradas

Por Ulisses Pompeu e Esaú Moraes

As obras do novo campus da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), nos fundos do Loteamento do bairro Cidade Jardim, já se arrastam por quatro longos anos e agora encaram uma reviravolta. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) investigam suposta malversação de recursos públicos aplicados no projeto. Após saber da denúncia em primeira mão, o CORREIO DO TOCANTINS procurou o reitor pró-tempore da instituição, professor Maurílio de Abreu Monteiro, o qual informou que os investimentos programados para o campus podem até ser interrompidos por causa do processo, caso as autoridades judiciais apontem essa necessidade.

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O CT teve acesso com exclusividade à cópia de um Memorando do próprio reitor para o Consad (Conselho Superior de Administração) da Unifesspa, em que ele relata que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão investigando “denúncias anônimas” de desperdício de verbas nas obras da cidade universitária através de inquéritos já em andamento.

A reportagem recebeu informações de servidores da universidade dando conta que haveria uma indisposição e até temeridade por parte da gestão da Unifesspa em investir na construção de prédios no Campus do Taurizinho porque apenas o custo de aterro e terraplanagem da área – que é baixa e alagadiça – estaria orçado em R$ 20 milhões.

No documento, Maurílio Monteiro pede ao Conselho Superior de Administração parecer e autorização “para prosseguirmos com os imprescindíveis investimentos na área da Cidade Universitária, a despeito dos trâmites dos inquéritos mencionados”.

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Polícia Federal auxiliará no combate à violência contra advogados no Pará

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se comprometeu a determinar que a PF auxilie a polícia do Pará nas investigações sobre a morte do advogado Jorge Pimentel, baleado em um bar em Tomé-Açu em março último. A ajuda virá ainda no combate a outros casos de violência contra advogados paraenses. De acordo com Cardozo, basta apenas solicitação da Secretaria de Segurança do Estado.

O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, e uma comitiva de conselheiros Federais da entidade foram recebidos em audiência no MJ para tratar da situação de violência contra advogados no Pará. Os representantes relataram ao ministro as dificuldades em efetuar a prisão dos supostos mandantes do crime contra o advogado, ocasião em que também foi morto a tiros o empresário Luciano Capácio.

De acordo com os conselheiros, há clima de terror em diversas regiões do Estado, dada a impunidade de criminosos e mandantes em diversos crimes, que têm  entre suas vítimas inclusive juízes.

Fonte: Migalhas

Sistema de telemarketing com sede no RJ foi usado para espalhar falsa notícia do fim do programa Bolsa Família.

Em menos de uma semana de investigação, a Polícia Federal descobriu que uma central de telemarketing com sede no Rio de Janeiro foi usada para difundir o boato de que o Bolsa Família, o principal programa social do governo federal, iria acabar.

Mensagem de voz distribuída pela central anuncia o fim do programa, conforme dados do inquérito aberto no início da semana, a partir de uma determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A descoberta reforça a tese de que a ação tenha sido organizada. A PF tem cópia da mensagem.

Agora, a polícia quer descobrir quem contratou os serviços de telemarketing e se, de fato, existe algum grupo com interesse político-eleitoral por trás da tentativa de assustar os beneficiários do Bolsa Família. A polícia decidiu também interrogar, a partir da próxima semana, as 200 primeiras pessoas a fazer saques logo após o início da disseminação dos boatos sobre o fim dos programas no fim de semana. A polícia quer saber como cada um deles foi informado sobre o fim do programa e se essas pessoas receberam as ligações do serviço de telemarketing. – Está comprovado o uso do telemarketing – disse ao GLOBO uma fonte que está acompanhando de perto as investigações.

Os boatos sobre o falso fim do programa começaram a ser difundidos no sábado passado e provocaram uma corrida em massa à agências da Caixa Econômica Federal, pagadora do benefício. Segundo informações repassadas pela Caixa aos investigadores, os primeiros saques foram feitos no Maranhão, Pará e Ceará por volta de 11 horas do sábado passado, 30 minutos depois do registro de uma das ligações da central de telemarketing sobre o falso fim do programa. Na segunda-feira seguinte, o governo contabilizou cerca de 900 mil saques no valor total de R$ 152 milhões. Para evitar confusão, o Ministério do Desenvolvimento Social autorizou a Caixa a antecipar nos dias 18 e 19 pagamentos que só seriam feitos ao longo da semana. Coube à Caixa orientar quem estava na fila alertando que não havia risco de interrupção. O governo decidiu ainda mandar mensagens de texto para celulares das famílias vinculadas ao programa para tentar tranquilizá-las.

A presidente Dilma Rousseff classificou a ação de criminosa. E o ministro Cardozo reconheceu que, diante da magnitude do caso com registro de pessoas na fila em 13 estados, tratava-se de uma manobra orquestrada. A ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, chegou a insinuar, no twitter que os boatos teriam partido da oposição. Depois se retratou, mas os líderes da oposição reagiram e passaram a levantar suspeitas sobre setores do governo que, no fim das contas, acabariam obtendo dividendos políticos com o caso. Os investigadores do caso tentam se manter longe dos embates políticos, mas não descartam que o episódio tenha alguma conotação eleitoral. O Bolsa Família tem sido motivo de debate nas principais eleições nos últimos anos. A partir do aprofundamento sobre o uso do telemarketing, a polícia entende que poderá esclarecer o caso.

Fonte: O Globo

Redenção: PF deflagra “Operação Aposta Zero”

A PF deflagrou no domingo (5/4) a Operação Aposta Zero com o objetivo de apurar crimes de peculato, lavagem de dinheiro, comunicação falsa de crime e falsidade ideológica em desfavor a dois empresários, proprietários de três lotéricas permissionárias da Caixa Econômica Federal –CEF, na cidade de Redenção. Os empresários teriam se apropriado indevidamente de valores arrecadados pelas lotéricas e não repassados à CEF.

Durante as investigações foram obtidos elementos que indicam que os investigados estariam desviando recursos e transferindo para uma terceira pessoa, também investigada.

Foram expedidos pela Justiça Federal cinco mandados de busca e apreensão em duas residências e em três lotéricas, sequestro de 14 bens imóveis e três veículos, bloqueio de contas bancárias e quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e das lotéricas. Foram encontrados, aproximadamente, R$ 260.000 em espécie escondidos no forro do teto da residência, apreendido um revólver calibre 38, com quatro munições, além da apreensão de maquinário e objetos pertencentes a CEF. Após o pagamento de fiança o dono do imóvel foi solto e responderá ao processo em liberdade.

A prisão preventiva dos investigados foi negada pela justiça que estabeleceu medidas cautelares alternativas, como a obrigação de comparecimento quinzenal em juízo, proibição de ausentar-se da sede do município sem autorização e apreensão dos passaportes.

Fonte: ASCOM da PF em Redenção

Justiça Federal decreta prisão de delegada da Polícia Civil, ex-secretário e um Policial Militar em S. F. do Xingu

A Justiça Federal de Redenção determinou a prisão preventiva de Claudilene Souza Maia, delegada da Polícia Civil do município de São Félix do Xingu. Uma investigação da Polícia Federal concluiu que a delegada, o ex-secretário de obras, Marcos Prudente e o Policial Militar Valdenor Rodrigues estariam envolvidos no desaparecimento de cerca de 35 toneladas de ‘Volfranita’, minério que é utilizado para fabricação de componentes de equipamentos eletrônicos. O valor estimado do material que desapareceu é de R$ 800 mil reais.

O material estava armazenado no estacionamento da Secretaria de Obras do município após ser apreendido, em setembro, pela Polícia Federal, sem Nota Fiscal. Contudo, desapareceu de forma misteriosa.

Após investigação, a Polícia Federal concluiu que o ex-secretário e comparsas surrupiaram a carga. Mesmo diante do fato, houve recusa por parte da delegada Claudilene em fazer a ocorrência do roubo da carga, então as investigações apontaram a delegada como envolvida no desaparecimento do minério.

O Juiz Federal, Ayres Pimenta, determinou a prisão do trio pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, porém, posteriormente o juiz substituiu a prisão da delegada pela suspensão do exercício do cargo enquanto a corregedoria da Polícia Civil, em Belém, apura as denúncias do MPF.

Fonte: Portal A Notícia