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Dilma é a segunda mulher mais poderosa do mundo, diz Forbes

Ueslei Marcelino – Reuters

Dilma forbes

A presidente Dilma Rousseff é a segunda mulher mais poderosa do planeta, aponta o ranking anual das 100 mulheres mais poderosas do mundo da revista Forbes, divulgado nesta quarta-feira, 22. No ano passado, Dilma estava na terceira posição, atrás da chanceler alemã, Angela Merkel, em primeiro e que manteve a posição neste ano, e da ex-secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Com a saída de Hillary do primeiro escalão do governo dos Estados Unidos, Hillary caiu para o quinto lugar e abriu espaço para a subida de Dilma à vice-liderança do ranking.

Intitulado “The World’s 100 Most Powerful Women”, o ranking inclui ainda outras duas brasileiras: a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que subiu da 20ª para a 18ª posição; e a modelo Gisele Bundchen, que caiu da 83ª posição para 95ª neste ano.

A revista ressalta que Dilma, chamada pela publicação de “ex-revolucionária”, “fica no topo da sétima maior economia do mundo” e que “sua ênfase no empreendedorismo inspirou uma geração de ‘start-ups’” no Brasil. A Forbes afirma ainda que a atual tarefa da presidente brasileira é “tirar o país dos dois anos de crescimento mais lentos em mais de uma década”, em referência às taxas de crescimento brasileiras registradas em 2011 (2,7%) e 2012 (0,9%), seus dois primeiros anos de mandato.

Com relação à presidente da Petrobras, a Forbes ressaltou que, no ano passado a companhia se tornou a “maior empresa do hemisfério sul em vendas (US$ 144 bilhões) e valor de mercado (US$ 120 bilhões)”. Nesta semana, no entanto, a consultoria Millward Brown rebaixou o valor da marca Petrobras de US$ 10,5 bilhões para US$ 5,7 bilhões entre 2012 e 2013, passando da primeira para a quarta posição entre as marcas mais valiosas da América Latina.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, caiu da 16ª posição em 2012 para a 26ª neste ano. A revista ressaltou os problemas com a inflação no país e as demonstrações populares de insatisfação contra seu governo para justificar seu novo lugar na lista.

Em primeiro lugar, a chanceler alemã Angela Merkel liderou o ranking em sete das últimas dez edições. Ela é descrita como a pessoa que carrega a “fé no euro em suas costas”. A revista ressaltou suas políticas de austeridade fiscal no combate à crise econômica global e os conflitos que ela enfrenta com seus vizinhos europeus com relação a essas políticas.

Segundo a Forbes, a lista deste ano inclui nove chefes de Estado com um PIB combinado de US$ 11,8 trilhões, 24 CEOs que controlam um total de US$ 893 bilhões em receitas e 16 mulheres que iniciaram suas próprias empresas.

“Selecionamos mulheres que vão além da taxonomia tradicional da elite do poder (político e econômico). Essas agentes de mudanças estão realmente transformando nossa ideia de influência e autoridade e, no processo, vão transformando o mundo de maneiras novas e emocionantes”, afirmou a revista.

As dez primeiras colocadas no ranking são: 1ª) Angela Merkel, chanceler da Alemanha; 2ª) Dilma Rousseff, presidente do Brasil; 3ª) Melinda Gates, copresidente da Bill & Melinda Gates Foundation(Estados Unidos); 4ª)Michelle Obama, primeira-dama norte-americana; 5ª) Hillary Clinton, filantropia (Estados Unidos); 6ª) Sheryl Sandberg, diretora-executiva do Facebook (Estados Unidos); 7ª) Christine Lagarde, diretora do FMI (França); 8ª) Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (Estados Unidos); 9ª) Sonia Gandhi, presidente do Congresso Indiano; 10ª) Indra Noovi, CEO da Pepsi (Estados Unidos).

Governo do Pará inaugura presídio para detentas grávidas

Presídio do Pará foi construído especificamente para atender detentas grávidas. Intenção é oferecer pré-natal e permitir um aleitamento materno adequado. É o primeiro da região Norte.

Do R7

O Governo do Pará inaugurou, na última sexta-feira (15), um presídio destinado às detentas que estão grávidas. Localizada próxima ao Centro de Recuperação Feminino, a unidade materno-infantil tem 14 leitos que abrigarão dez internas grávidas e quatro detentas que tenham acabado de dar à luz.

Os leitos estão distribuídos em três quartos, onde mães e filhos receberão acompanhamento de uma equipe de saúde composta por pediatras, enfermeiras, ginecologistas, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, odontólogos e nutricionistas. O atendimento funcionará 24 horas e contará com uma ambulância para emergências.

Atualmente, o Centro de Recuperação Feminino custodia 550 mulheres, das quais dez estão grávidas e cadastradas no SUS (Sistema Único de Saúde) para acompanhamento médico do pré-natal. Este é o primeiro modelo de presídio no Norte do País.

MP-PA lança Campanha Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

A campanha será lançada na sexta (8) de março – Dia internacional dedicado a mulher. A estratégia de comunicação é o vídeo “Campanha Copevid 2013” com mensagem de informação e incentivo a denúncia de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A cantora Alcione é a estrela do vídeo produzido pela Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid) para a Campanha Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher 2013, com o auxílio do Ministério Público do Maranhão.

No Pará o Ministério Público estadual por meio do seu Procurador-Geral de Justiça Antônio Eduardo Barleta de Almeida colocou à disposição esse material de divulgação a todas as emissoras de televisão na região amazônica. Esse procedimento consolida uma ação unificada em todos os Ministérios Públicos dos Estados.

AÇÃO – No sábado dia (9) das 9 as 14 horas na Praça Batista Campos o Ministério público estadual participa de ação integrada com outros órgãos governamentais e não governamentais O MP no local do evento fará atendimento judiciário e judicial as mulheres e seus familiares.

DADOS – O demonstrativo de informações cadastrais da promotoria de justiça de violência doméstica e familiar contra a mulher aponta que para o período de janeiro a dezembro/2011 há o registro de 5.092 casos cadastrados em tramitação nas duas Varas de juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher. (Os dados de 2012 ainda estão em construção).

Foram instaurados processos/procedimentos que correspondem a 3.328 casos pela Promotoria de justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no ano de 2011.

Durante o mês de março a campanha terá a divulgação desse vídeo nos veículos de comunicação do país. É uma estratégia de comunicação essencial na Campanha elaborada pela Comissão Permanente de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid) que integra o Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH) do Conselho Nacional de Procuradores Gerais de Justiça (CNPg).

Fonte: Assessoria de imprensa MP-PA

Prefeito Jeová Andrade felicita a todas as mulheres pelo seu dia

imageO Dia Internacional da Mulher tem por objetivo, de um lado, lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, e do outro,  refletir sobre as discriminações e violências às quais muitas mulheres ainda estão sujeitas.

Esta data está associada à incorporação da mão de obra feminina na indústria desde a época da Segunda Revolução Industrial, período em que as condições de trabalho, geralmente eram mais perigosas e por esta razão, gerava frequentes protestos por parte das trabalhadoras.

Desde a primeira Conferencia internacional de Mulheres realizada no ano de 1910, até os dias atuais, o Dia Internacional da Mulher reúne milhões de pessoas para a promoção de debates pela igualdade social e também, em comemoração aos gradativos avanços e conquistas.

Enfatizando o fato de ainda serem notórios os obstáculos enfrentados pelas mulheres, dentre os quais, diferença salarial entre os dois sexos, os escassos cargos políticos ocupados por mulheres e sobretudo, a violência doméstica, o prefeito de Canaã dos Carajás, Jeová Andrade, homenageia a todas as mulheres pelo seu dia, reforçando que a participação dos governos na promoção de políticas públicas voltadas para a mulher deve ser constante.

Para Jeová Andrade, a luta das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes. Contudo, não se pode ignorar o fato de que num país de tamanha dimensão como o Brasil, infelizmente, muitas mulheres permanecem anônimas para a história oficial.

“Devemos reconhecer e parabenizar as mulheres por sua criatividade, por sua relutância, o que lhes permitiu pintar, bordar e ousar formas e mais formas de se organizar e defender seus interesses. Com isso, a proteção, a dignidade da mulher está cada vez mais pautada em todos os campos legais. Como exemplo, podemos citar o Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu por 10 votos a 1, que não é mais necessária a representação, ou seja, a reclamação formal da mulher para processar o autor de agressões físicas previstas na Lei Maria da Penha. Pela decisão, a partir da queixa da mulher ou terceiro, o processo continua independentemente de representação ou do desejo da vítima em desistir da ação. Isso é prova de que tem valido à pena todo o empenho das mulheres na defesa de seus interesses e também de que a nossa sociedade se volta em favor da causa de proteger, garantir e valorizar os direitos da mulher”. enfatizou o prefeito

Para Jeová Andrade, trata-se de uma data muito importante, com isso, o Dia Internacional da Mulher em Canaã dos Carajás será comemorado em grande estilo. “Nossa intenção é promover um evento especial para proporcionar uma reflexão sobre as lutas da mulher por mais igualdade social, pelo fim dos velhos preconceitos e ainda, homenagear todas as conquistas que a mulher brasileira, a mulher paraense, a mulher canaaense merece”. destacou.

OAB promove semana da mulher em Marabá

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8) de março, a subseção da Ordem em Marabá promoverá a semana da mulher advogada. Será a I Semana de Estudos Jurídicos que contará com os palestrantes o médico Luiz Gonzaga Rodrigues Malcher – Diretor no centro de Perícias Científicas (Renato Chaves) e a Promotora de Justiça do Estado do Pará, Cremilda Aquino.

Luiz Gonzaga falará sobre a importância da perícia para elucidação de crimes contra a mulher. Já a promotora explicará sobre a violência praticada contra as mulheres e o enfrentamento dos casos de abuso a violência doméstica e afetiva.

Para participar da Semana de Estudos Jurídicos basta inscrever-se na sede da subseção. A inscrição custa R$10,00 para estudantes e R$20,00 para advogados.

Semana da Mulher

Durante a semana da mulher, de quatro a sete de março, a coordenação do evento colocará um clínico geral para atender as advogadas, das 09h30 às 11h30, na sede da OAB. Serão realizadas consultas e prescrições de exames de mamografia, ultrassonografia pélvica, preventivo (PCCU), além de aferição de pressão arterial e glicemia capilar.

O evento é uma realização da subseção de Marabá em parceria com a Comissão da Mulher Advogada, a escola Superior de Advocacia e a Caixa de Assistência dos Advogados do Pará.

Fonte: OAB-PA

Secretaria da Mulher de Parauapebas: Edital de convocação nº 01/2013

EDITAL DE CONVOCAÇÃO Nº01-2013

No único presídio feminino do Pará, grávidas dormem no chão

Em visita ao estado, CPI da Violência contra a Mulher constatou que governo não presta atendimento adequado; há só 13 delegacias especializadas, das quais só uma funciona à noite e nos fins de semana

Em visita ao Pará na sexta-feira, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista que investiga a violência contra as mulheres considerou degradante o atendimento no estado. A CPI constatou a péssima situação do Centro de Recuperação Feminino, único presídio para mulheres do Pará, e número insuficiente de delegacias e de unidades especializadas no atendimento às mulheres em Belém e no interior.

A CPI mista verificou ainda a fragilidade das políticas específicas para indígenas e quilombolas e excesso de processos nas três varas da violência doméstica e familiar.

O estado tem 144 municípios, mas apenas 13 delegacias especializadas no atendimento às mulheres (uma na capital e 12 no interior).

O Pará é o quarto estado em assassinatos de mulheres. A taxa de homicídios é de 6,1 para cada grupo de 100 mil mulheres — acima da média nacional, que é de 4,6. Paragominas, com 48 mil habitantes, é a cidade onde mais mulheres são mortas no Brasil. A taxa de homicídios é de 24,7.

Com exceção da delegacia de Belém, todas as demais não funcionam à noite nem aos finais de semana, admitiu a delegada Christiane Lobato, diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Pará, ao prestar esclarecimentos à CPI, na Assembleia Legislativa. Segundo ela, faltam funcionários.

Após diligência ao Centro de Recuperação Feminino de Ananindeua, presídio da Região Metropolitana de Belém, as integrantes da CPI demonstraram preocupação com as condições do local. O centro abriga 642 mulheres.

Instalações precárias, falta de atendimento médico e jurídico, sujeira, superlotação em algumas celas e alagamentos foram alguns dos problemas observados.

A coordenadora estadual de Saúde da Mulher, Conceição Oliveira, ao depor à CPI, admitiu que o governo não tem uma política pública de saúde voltada para as mulheres do Centro de Recuperação Feminino. Lá, boa parte das mulheres aguarda julgamento e convive lado a lado com as presas já condenadas pela Justiça.

— Não tem água para beber. Não tem chuveiro adequado, não tem vaso sanitário. Eu diria que nem os animais vivem do jeito que as mulheres estão vivendo nesse presídio — afirmou a relatora da CPI, a senadora Ana Rita (PT-ES).

Para a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que presidiu a audiência no Pará, a situação exige uma solução urgente por parte do poder público:

— É desumano, são mulheres grávidas cheias de coceira, dormindo no chão, não tem colchão, um nojo. É uma coisa revoltante. Eu acho que o estado tem que tomar as devidas iniciativas.

Durante a audiência pública, a relatora recomendou a criação no estado de uma secretaria específica para as mulheres.

Fonte: Jornal do Senado

Pesquisa vai traçar diagnóstico da rede de atendimento à mulher no Pará

Com o objetivo de melhor atender as mulheres em situação de violência, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) vai preparar um diagnóstico da rede de proteção existente em 16 municípios do Estado do Pará. A pesquisa será executada por empresa ou organização contratada por meio de licitação, na modalidade pregão eletrônico. O aviso de licitação foi publicado na edição desta quarta-feira, 14, do Diário Oficial do Estado. A licitação será aberta no dia 28 deste mês, às 10h.

A pesquisa abrangerá os quatro eixos do Pacto Nacional de Enfrentamento a Violência contra a Mulher. São eles: implementação da Lei Maria da Penha e fortalecimento dos serviços especializados de atendimento; proteção dos direitos sexuais e reprodutivos e enfrentamento da feminização da Aids; combate à exploração sexual de meninas e adolescentes e ao tráfico de mulheres; e promoção dos direitos humanos das mulheres presas. Além da pesquisa, a instituição contratada vai auxiliar na elaboração do Planejamento Integral Básico 2012/2015.

O levantamento será desenvolvido nos municípios de Belém, Ananindeua, Abaetetuba, Santarém, Castanhal, Marabá, Breves, Itaituba, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Tucuruí, Xinguara, Altamira, Capanema e Jacundá. O diagnóstico será realizado na rede de serviço de atendimento à mulher de cada município, especializado ou não, incluindo delegacias, centros de referência, promotorias, varas criminais, serviços de saúde, assistência social, abrigos e outros inseridos neste contexto.

Dados da Delegacia da Mulher de Belém indicaram que em 2011 houve cerca de 9 mil registros de violência contra a mulher, com destaque para os crimes previstos na Lei Maria da Penha. Quanto ao atendimento nos Centros de Referência da Mulher, nos municípios de Belém e Ananindeua, em 2011 foram atendidas 968 mulheres. No entanto, ainda não se sabe a real dimensão da problemática no Estado como um todo, devido às precárias fontes de sistematização de dados.

O diagnóstico visa preencher esta lacuna e fornecer indicadores como números da violência, números de atendimentos à mulher em situação de violência, serviços existentes e o funcionamento, número de notificações nos serviços de saúde, situação socioeconômica das mulheres, eficiência e eficácia dos serviços, entre outros pontos.

A implantação dos Centros Integrados de Atendimento a Mulher (Pro Paz Mulher) é um dos compromissos do Governo do Estado do Pará para fomentar as políticas públicas para as mulheres. O primeiro destes centros foi inaugurado em Santarém e há previsão para lançar outros três.

Atualmente, o Estado do Pará possui:

  • 11 centros de referência de atendimento à mulher em situação de violência, nos municípios de Breves, Parauapebas, Capanema, Abaetetuba, Xinguara, Santarém, Itaituba, Jacundá, Tucuruí, Belém e Ananindeua. A rede de atendimento inclui ainda quatro casas abrigos, nos municípios de Belém, Marabá e Parauapebas;
  • 12 Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher (Deam) nos municípios de Belém, Marabá, Altamira, Abaetetuba, Santarém, Castanhal, Breves, Parauapebas, Itaituba, Paragominas, Redenção e Tucuruí; quatro promotorias especializadas em Belém;
  • um Núcleo Especializado de Atendimento a Mulher – Defensoria Pública em Belém;
  • seis varas especializadas em Violência Doméstica nos municípios de Belém, Altamira, Santarém e Marabá;
  • uma equipe multidisciplinar de Atendimento à Família em Situação de Violência do Tribunal de Justiça do Estado;
  • um Serviço de Aborto Legal na Santa Casa de Misericórdia em Belém;
  • um posto de orientação e atendimento à pessoa em trânsito para o Suriname e Guiana Francesa em Belém;
  • duas Casas de Saúde da Mulher nos municípios de Santarém e Belém;
  • e um CREAS Temático de Atendimento à Família em Situação de Violência em Belém.

O contrato com a organização vencedora da licitação terá vigência de quatro meses, a contar da data de sua assinatura.

Fonte: Agência Pará de Notícias

Mulher: DF, Pará e Bahia lideram ranking nacional do Ligue 180 no primeiro semestre de 2012

Somente neste ano, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 computou quase 400 mil atendimentos nos meses de janeiro a junho – uma média de 2.150 registros por dia

Nos seis primeiros meses de 2012, Distrito Federal, Pará e Bahia tiveram o maior índice de procura dentre os 388.953 registros da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). A procura pelo serviço foi feita por 625 mulheres em cada 100 mil do Distrito Federal (1º), 515 do Pará (2º), 512 da Bahia (3º), 490 do Espírito Santo (4º) e 473 do Mato Grosso do Sul (5º).

No mesmo período, em 2011, as cinco primeiras posições no ranking nacional do Ligue 180 foram ocupadas pela Bahia (1º), Sergipe (2º), Pará (3º), Distrito Federal (4º) e Piauí (5º).  “De norte a sul do Brasil, a violência é uma realidade. Nesse primeiro semestre, vários  crimes nos chocaram pela barbárie. É por isso que a SPM está liderando uma campanha  pelo fim da impunidade e pela responsabilização dos agressores”, destaca a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, que, na manhã desta terça-feira (07/08), lançou a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”, coordenada pela SPM, Ministério da Justiça, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

A violência física é a mais recorrente com 26.939 atendimentos, sendo 13.219 (52%) com risco de morte e 11.513 (45%) risco de espancamento. A violência psicológica foi percebida em 12.941 (27%) dos relatos; a moral em 5.797 (12%); a sexual em 915 (2%) e a patrimonial em 750 (1%).  Cárcere privado obteve, no primeiro semestre de 2012, 211 casos – com média de 1,15 por dia.

No primeiro semestre de 2012, dos 194.753 encaminhamentos feitos pelo Ligue 180 para os serviços públicos, 107.057 (54,97%) foram para a segurança pública. Em um universo de 374 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher no país, somente o Ligue 180 encaminhou 23.572 casos.

Veja abaixo o ranking de atendimentos do Ligue 180 por unidade federativa (número de registro do Ligue 180 dividido pela população feminina estadual e multiplicada por 100 mil)

Ranking de registro por taxa da população feminina (por 100 mil)

UF

1º Semestre 2012

1º Semestre 2011

Comparação entre a posição do estado em 2012 e 2011

(%)

Posição

Taxa

Posição

Taxa

Distrito Federal

625,69

419,82

49,04%

Pará

515,94

429,01

20,26%

Bahia

512,40

448,88

14,15%

Espírito Santo

490,91

281,44

74,43%

Mato Grosso do Sul

473,90

18º

199,73

137,27%

Rio de Janeiro

456,80

11º

242,51

88,36%

Piauí

456,60

394,35

15,79%

Alagoas

401,44

281,36

42,68%

Sergipe

392,48

430,02

- 8,73%

Maranhão

10º

365,50

309,05

18,27%

Rio Grande do Norte

11º

337,78

10º

243,67

38,62%

Amapá

12º

305,38

19º

191,61

59,38%

Pernambuco

13º

281,57

14º

235,32

19,66%

Minas Gerais

14º

280,52

13º

235,39

19,17%

Goiás

15º

279,74

12º

238,94

17,07%

Rio Grande do Sul

16º

259,79

20º

159,33

63,05%

Paraná

17º

255,69

15º

219,22

16,64%

São Paulo

18º

239,13

16º

210,05

13,84%

Tocantins

19º

234,95

247,87

- 5,21%

Acre

20º

228,81

21º

157,02

45,72%

Mato Grosso

21º

224,90

25º

135,75

65,67%

Roraima

22º

212,27

24º

142,42

49,05%

Paraíba

23º

201,92

17º

207,33

- 2,61%

Ceará

24º

173,58

23º

145,04

19,68%

Rondônia

25º

173,47

22º

149,62

15,94%

Santa Catarina

26º

150,77

26º

97,31

54,93%

Amazonas

27º

97,31

27º

79,96

21,69%

Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR

Lei Maria da Penha completa seis anos

Participe do evento em Parauapebas em comemoração aos seis anos da Lei Maria da Penha!

image

Há seis anos, a lei criada com o intuito de encorajar as mulheres a denunciar a violência no ambiente doméstico era sancionada pelo presidente Lula

A Lei Maria da Penha completa seis anos nesta terça-feira (07) com uma agenda de eventos que irá discutir os resultados conquistados até hoje e os próximos caminhos da lei. Criada em 2006, a lei federal 11.340 teve o intuito de encorajar as mulheres a denunciar a violência no ambiente doméstico, onde, em muitas vezes, a polícia e Justiça não conseguem entrar.

Há seis anos, a farmacêutica e bioquímica cearense Maria da Penha Maia estava sentada ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva para se tornar símbolo da luta contra a violência contra as mulheres. O então presidente sancionava a lei que levava o seu nome e tornava mais rigorosas as punições contra quem agride mulheres. “Essa mulher renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no nosso País”, disse Lula.

O projeto foi elaborado por um grupo interministerial a partir de um anteprojeto de organizações não-governamentais. O governo federal o enviou ao Congresso Nacional no dia 25 de novembro de 2004. Lá, ele se transformou em projeto de lei, foi aprovado e sancionado em 7 de agosto de 2006.

Em comemoração aos seis anos de criação da lei, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) vai realizar três ações voltadas ao enfrentamento da impunidade dos casos de violência contra as mulheres.

O primeiro será o encontro nacional  “O Papel das Delegacias no Enfrentamento à Violência contra as Mulheres”, que vai reunir cerca de 300 delegadas e delegados, responsáveis pelo atendimento às mulheres. O encontro ocorre nestas terça e quarta-feira e tem como objetivo fortalecer as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e pactuar as Normas de Atendimento às Mulheres, de acordo com a Lei Maria da Penha.

Durante o evento também será lançada a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”, voltada à mobilização da sociedade brasileira, operadoras e operadores de direito e justiça para celeridade dos julgamentos dos crimes de violência contra as mulheres.

Nesta terça-feira ainda será divulgado o balanço semestral da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, com ranking por Estados. Serão divulgados dados dos atendimentos realizados pelo serviço da SPM, de 2006 a 2012 – nos seis anos de vigência da lei

As três ações ocorrerão na terça-feira (7/8), a partir das 9h, em Brasília, quando da abertura do encontro nacional sobre Delegacias de Atendimento às Mulheres. O evento terá a presença da ministra Eleonora Menicucci, da SPM, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de Maria da Penha Maia Fernandes e de autoridades do sistema de justiça.

Texto: Último Segundo