Terceiros

Carajás: Lúcio Flávio Pinto comenta o acordo das horas in itineres

Mais uma vez, é a Vale quem ganha em Carajás

Voltou a paz social entre capital e trabalho na região de Parauapebas, no sul do Pará, uma das mais conturbadas do país, onde estão em atividade – ou em implantação – algumas das maiores minas brasileiras e mundiais, na província mineral de Carajás. A frase foi dita por Rafael Grassi Ferreira, dono de um título que diz bastante sobre a importância das questões de que trata: gerente geral jurídico trabalhista da Vale, a segunda maior mineradora do planeta.

Ferreira estava feliz por assinar, no dia 20, um acordo com os empregados, depois de mais de dois anos de litigância em torno de um tema até então considerado intragável pela Vale: o pagamento pelo tempo gasto por seus empregados desde seus domicílios até os locais de trabalho. A empresa se recusava a aceitar essa reivindicação, juridicamente denominada de hora "in itinere" (no itinerário). Alegava que não era responsabilidade sua e que o transporte era de competência do poder público, por se tratar de espaço público, situado fora dos limites da sua propriedade.

Com a recusa, o Ministério Público do Trabalho – e não nenhum dos sindicatos com jurisdição em Carajás, como seria de se esperar – propôs uma ação civil pública contra a ex-estatal, privatizada em 1997. O juiz da 1ª vara do trabalho de Parauapebas, Jônatas Andrade, considerando-se convencido de que, por trás de artifícios adotados, era mesmo a Vale quem transportava os empregados, condenou a companhia a recolher 200 milhões de reais ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador, administrado pelo BNDES), pela prática de "dumping social", e mais R$ 100 milhões como danos morais coletivos, a serem pagos aos funcionários. Há 15 mil em atividade nas minas de Carajás.

No acordo promovido em Belém, pela justiça do trabalho, a empresa finalmente reconheceu o direito. Os trabalhadores receberão diariamente um adicional pelos 44 minutos gastos até a mina de ferro de N4, 54 minutos até a jazida de cobre do Sossego e 80 minutos até a mina de manganês do Azul. A empresa terá também de quitar o débito acumulado nos últimos 42 meses (crédito em favor dos empregados retroativo a fevereiro de 2007, provavelmente data-base).

Não foi apresentado, durante a celebração do acordo, o cálculo do valor total desses pagamentos. Mas o representante dos trabalhadores disse que o adicional pelo transporte deverá proporcionar um acréscimo de 3% ao salário base dos empregados da Vale. Espera-se que esse valor se estenda a todas as empresas terceirizadas, que absorvem a maior parte do universo em atividade em Carajás: 12 mil dos 15 mil que atuam nas minas são seus contratados.

Como os empregados terceirizados moram em Parauapebas, distante 30 quilômetros da entrada de Carajás, e não no núcleo residencial interno, reservado aos funcionários da Vale, as empreiteiras serão mais oneradas pelo acordo do que a própria mineradora, cujos funcionários têm um percurso bem mais curto do que o dos demais. Enquanto o impacto na folha da Vale é calculado em 3%, o das empreiteiras deverá chegar a 10%. Ainda assim, é um ônus singelo em vista do peso suave dos salários no custo total de produção e em relação aos lucros (e dividendos) obtidos desde a venda da estatal.

Pelo acordo, a Vale também promoverá ações sociais no montante mínimo de R$ 26 milhões (pouco mais de 10% do valor definido na sentença judicial apenas pelo "dumping social"). Até março de 2012 implantará em Parauapebas uma unidade do Instituto Federal do Pará (antiga Escola Técnica) para cursos de mecânica e eletroeletrônica e, até março de 2011, uma escola modelo no município.

Além de proporcionar satisfação ao representante da empresa, o acordo também tranqüilizou o representante sindical. Por causa do impasse, a convenção coletiva, que venceu em 1º de julho, não pôde ser renovada e, por isso, foi prorrogada até o final de agosto. Agora as negociações poderão ser retomadas.

Em boa hora para a direção do sindicato poder apregoar o resultado como uma vitória e usá-lo na propaganda para a eleição de novembro, embora a atuação sindical tenha se restringido a homologar o que foi estabelecido na negociação entre a empresa, o Ministério Público, o juiz de Parauapebas e a presidente do tribunal regional. O continuísmo deverá persistir na cúpula sindical de Carajás.

O acerto, porém, foi ainda mais vantajoso para a Vale. Condenada inicialmente a desembolsar R$ 300 milhões, o total dos seus gastos ficará muito abaixo do mínimo que a súmula 34 do Tribunal Superior do Trabalho garante ao empregado nesses acordos, que é de 60% do valor da condenação, ou, nesse caso, R$ 180 milhões. Mesmo considerando apenas os R$ 200 milhões atribuídos como pena à prática do "dumping", o pagamento do itinerário dos funcionários será bem inferior aos R$ 154 milhões de diferença entre as ações sociais, de R$ 26 milhões, e a pena legal.

Um ganho ainda mais substancial não constou do termo de acordo. Na sua longa e minuciosa sentença, o juiz Jônatas Andrade classificou como "dumping social" a atitude da empresa de não pagar pelo tempo de percurso do seu empregado, com isso se credenciando a um custo menor de produção. Uma condenação dessas, transitada em julgado, poderia ser utilizada contra a companhia pela prática de concorrência desleal junto à Organização Mundial do Comércio ou a tribunais arbitrais internacionais. Aí a sua dor de cabeça seria profunda e cara.

Mais uma vez a Vale saiu ganhando por, ao invés de reconhecer os direitos trabalhistas a partir do estabelecimento da relação de emprego, cumprindo as normas legais em vigor, só admiti-los em acordo em juízo. É assim que a empresa tem procedido em milhares de ações propostas contra ela e seus empreiteiros nas duas varas da justiça trabalhista de Parauapebas, das mais congestionadas de todo Brasil. A conta sai bem mais barata e dá lucro. Como sempre, a Vale concentra para si, seus sócios, acionistas e compradores no exterior os grandes benefícios da extração (até a rápida exaustão) dos recursos minerais do Pará. O trabalhador, como os Estados nos quais a empresa atua, fica só com o troco.

Parauapebas: rica cidade onde não se tem áreas de lazer

Quem conhece a economicamente movimentada cidade de Parauapebas convive com uma rotina inevitável, a falta de lazer. Quem chega à cidade vê em cada esquina a movimentação dos barzinhos onde freqüentemente as pessoas se encontram para um momento de descontração, pode ir se contentando que esta é uma das poucas opções de lazer disponíveis na cidade.

Existem alguns “point’s” voltados para a dança, mas só abrem aos finais de semana e não conseguem atender a demanda de uma cidade visivelmente cheia de jovens e adultos que procuram sair da rotina.

As minúsculas praças da cidade estão sempre lotadas, o que dificulta até andar ou mesmo sentar nos bancos da praça nos finais de semana. Os jovens extravasam sua energia com os sons ligados em alto volume e faltam furar o asfalto de tanto circular nas Praças.

Nos dias de sol a população pode se refrescar no belíssimo ambiente do City Park, um local agradável com piscina, tobogãs e ainda apreciar as águas do Rio Parauapebas. Mas infelizmente no inverno o local fica praticamente deserto.

Apesar dos esforços da Secretária de Cultura da cidade, na realização dos eventos que incentivam a população a sair de casa e valorizar o que os talentos locais produzem, a falta de um ambiente adequado desmotiva a participação da população.

Existem as tradicionais festas do calendário da cidade como o Carnaval patrocinado pela Prefeitura, a festa de São Sebastião padroeiro da cidade, o aniversário de Parauapebas que ocorre em Maio, Festa Junina e a festa do milho em junho, a Feira Agropecuária que acontece em Setembro e alguns shows de bandas e cantores, mas que não ocorrem com periodicidade.

O parque zoobotânico em Carajás, distrito de Parauapebas, onde é necessário autorização da Vale e do Ibama para conhecê-lo, apesar de ser belíssimo e agradável, quem já foi uma vez, só volta por pura falta de opção, dificilmente algo muda no local.

O Cine Teatro está à disposição mais de quem mora em Carajás, a burocracia para subir a serra é um desincentivo para quem pretende assistir algum filme, que acaba preferindo ficar em casa e assistir aos tradicionais programas de TV aberta, a cabo ou mesmo locadoras que muitas vezes possibilitam mais rapidamente os últimos lançamentos em filmes.

Alguns moradores da cidade apontam a carência de locais a céu aberto para passeios em família, como bosques, praças maiores e mais arborizadas com playground, pista de skate, quadras poliesportivas onde se possa ao mesmo tempo praticar esporte, fazer passeios e piquenique, ou levar os filhos para brincar, teatro, cinema, museu, locais públicos para banho.

Com base na Constituição Federal de 1988, o direito social ao lazer, como direito de todos é responsabilidade do Município, dentro de sua função social como entidade titular de competências próprias destinadas a satisfação dos interesses locais dos munícipes, lembrando aos empresários investidores que em Parauapebas sobra dinheiro no bolso e falta opção de lazer.

Texto de Rosangela Sampaio – Blog Espaço Aberto Pebas

Seguro-desemprego: pagamento recorde em 2009

O pagamento do  seguro-desemprego foi recorde em 2009, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foram destinados cerca de R$ 19,5 bilhões aos   trabalhadores involuntariamente dispensados por seus empregadores.  Esse  valor  significa  uma  ampliação de  mais de 32% em relação ao ano anterior na concessão e pagamento do benefício.

O aumento é expressivo e deve ser atribuído à grave crise econômica e financeira que atingiu o Brasil durante o primeiro semestre de 2009.

Com a grande redução das exportações e enfraquecimento do mercado interno em determinados setores, não estimulados com benefícios fiscais, as empresas e indústrias se viram obrigadas a reduzir seu quadro de funcionários, enxugando as folhas de pagamento, para minimizar os gastos e perdas. Com isso, o número de trabalhadores dispensados sem justa causa aumentou vertiginosamente, o que acarretou, por consequência, o acréscimo na concessão do seguro-desemprego.

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Amazônia e Copenhague

Os holofotes do mundo estarão voltados para Copenhague em dezembro próximo. China e Estados Unidos são os países mais poluidores do planeta e deveriam anunciar metas audaciosas de redução de emissões, principalmente no setor de energia e de tecnologia industrial. Tudo indica que isso não irá acontecer e Copenhague será um evento mais voltado para "Marry Christmas and Happy New Year".

Diferentemente de China e EUA, o Brasil deverá anunciar em Copenhague um plano de metas para diminuição de emissões, com destaque para a redução do desmatamento da Amazônia. Um PAC às avessas. Trata-se apenas de uma estratégia política para remediar tudo o que não feito anteriormente com relação a política nacional de meio ambiente, incluindo aí a gestão duvidosa de Marina Silva.

Em 2002, na Conferência de Johanesburgo, na África do Sul, o Brasil fez a mesma coisa e anunciou ao mundo a criação do maior parque de floresta tropical do planeta, no Amapá, curiosamente presenciado por um ilustre amapaense que também esteve na Rio 92 e deverá integrar a comitiva do Amapá para Copenhague.

O desmatamento da Amazônia sempre foi matéria de muitas críticas da comunidade internacional e, apesar da redução anunciada oficialmente, continua, vergonhosamente, apresentando acréscimos de 7 mil quilômetros quadrados por ano, sem contar a perda de riqueza decorrente do desmatamento silencioso, aquele que o satélite não vê.

O Plano de Metas de Redução de Emissões anunciado pelo governo brasileiro para Copenhague não passa de ficção. Uma revolução tecnológica para uso da biodiversidade e dos recursos naturais da Amazônia seria o plano de metas mais inteligente do Brasil para Copenhague. Para exemplificar e mostrar que isso é possível, algumas metas são aqui elencadas para o horizonte de tempo de 2020:

  1. Transformar as universidades em centros de excelência em pesquisa e tecnologia para manejo de recursos naturais e eficiência em gestão ambiental;
  2. Ampliar a geração e transmissão de energia a partir de médias e pequenas hidrelétricas em substituição as usinas térmicas que queimam diesel e emitem gases de efeito estufa;
  3. Implantar infraestrutura para o desenvolvimento do ecoturismo nas áreas protegidas e cidades próximas;
  4. Reformular a política nacional de meio ambiente, de modo a aperfeiçoar os instrumentos de gestão ambiental para o clima, como a Avaliação de Impacto Ambiental e a Auditoria Ambiental;
  5. Estabelecer vinculação entre conservação e imposto de renda, atribuindo percentuais de redução para pessoas física e jurídica associados a índices de áreas protegidas e redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD).

O presidente Lula tem declarado que a proposta brasileira de redução de desmatamento da Amazônia é mais audaciosa do que a proposta de redução de emissões dos EUA. O problema é que a proposta foi elaborada em Brasília, onde tudo é possível de acontecer até encontrar a realidade.

O REDD, proposta dos governadores da Amazônia para Copenhague apoiada por Lula, está longe de ser uma política pública simplesmente pela ausência de instrumentos participativos na sua formulação. A sociedade amazônica está ausente desse debate e a grande maioria desconhece o assunto. O REDD é uma proposta de governo e não de Estado.

De todo modo, Copenhague receberá muito bem qualquer proposta de redução de emissões, ainda mais diante de uma comitiva oficial brasileira bastante representativa, menor apenas que a da Dinamarca, o país-sede; e liderada pela Ministra Dilma, personagem internacionalmente conhecida pelos “relevantes” serviços prestados na implementação de políticas ambientais na Amazônia, no Brasil e no mundo.

Por Keniston Braga

Cumprimento a Senghor *

Por Chico Brito

Ritmo de tambor, Senghor, tan-tãs.
compasso fundo de meu coração.
Tudo são evidências de existir, de amar.
Não tenho riquezas,
não tenho medos,
não tenho segredos,
A não ser
este singelo sol interior,
e a volúpia de meus pés desnudos
se enraizando no chão.
O meu passado engrossa minhas veias
como lôdo,
vertiginoso, perigoso, puro.
E este fio fino
é o que detém ainda
a invasão da loucura.

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* – Senghor, escritor e político senegalês, nasceu em 1906 na cidade costeira de Joal. Seu pai, Basile Diogoye Senghor, era um comerciante da etnia serer, minoritária no Senegal. Sua mãe, Gnilane Ndiémé Bakhou, era muçulmana de etnia peul. O sobrenome de seu pai, Senghor deriva da palavra portuguesa “senhor”

Em 1928 foi estudar em Paris, onde entrou para a Sorbonne, lá permanecendo entre 1935 e 1939, tornando-se o primeiro africano a completar uma licenciatura nesta universidade parisiense.

Como escritor, desenvolveu a Négritude (movimento literario que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto negativo que a cultura europeia teve junto das tradições africanas). Nas suas obras, as mais engrandecidas são Chants d’ombre(1945), Hosties noires (1948), Ethiopiques (1956), Nocturnes (1961) e Elegies majeures (1979).

Durante a II Guerra Mundial esteve preso por dois anos num campo de concentração nazista e só depois é que os seus ensaios e poemas seriam publicados.

Entre 1948 e 1958 foi deputado senegalês na Assembleia Nacional Francesa.

Quando o Senegal foi proclamado independente, em 1960, Senghor foi eleito por uma unanimidade presidente da nova República, vindo a desempenhar o cargo ate final de 1980, graças a reeleições sucessivas.

Defensor do socialismo aplicado à realidade africana, tentou desenvolver a agricultura, combater a corrupção e manter uma politica de cooperação com a França, país onde faleceu em 20 de dezembro de 2001.

Festival de Cinema movimenta Parauapebas

A semana que passou foi dedicada ao cinema, no sudeste do Estado. Durante cinco dias, de 10 a 14 de novembro, o Curta Carajás – Festival de Cinema de Parauapebas exibiu filmes nacionais e ofereceu oficinas gratuitas.

A sala de exibição mais próxima da sede do município fica a quase 30 km de distância, no Núcleo Urbano de Carajás, o que dificulta o acesso da maioria da população, como o funcionário público Manoel do Socorro. “Não podemos perder essas oportunidades, porque gostamos muito de cinema e aqui não temos um. Então, aproveitamos para trazer as crianças e assistir aos filmes”, diz.

Além da Mostra Competitiva, duas mostras paralelas fizeram parte da programação. A Mostra Labirinto, organizada pelo Labirinto Cinema Clube, exibiu documentários. Já a Mostra ABDeC, foi preparada pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Pará e levou ao público ficções, e animações paraenses.

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Editais de licitação da BR-230 serão publicados em julho

Até o dia 15 de julho próximo, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), publicará os primeiros editais de licitações para dar início às obras de construção e pavimentação dos 10 trechos da BR-230, mais conhecida como Transamazônica, que serão asfaltados desde a divisa do Tocantins com o Pará até o município de Rurópolis, totalizando 853,05 quilômetros num investimento de aproximadamente de R$ 1, 079 bi com previsão de término em julho de 2012. Atualmente já estão asfaltados aproximadamente 200 quilômetros entre a divisa do Tocantins até o município de Rurópolis e a licença prévia para o empreendimento foi emitida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) em 14 de julho de 2008.

A decisão de publicação dos editais foi tomada nesta quarta-feira (24), depois da realização da audiência pública que contou com a presença do diretor Geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT),  Luiz Antônio Pagot, Mauro Ernesto, que assumiu a Superintendência Regional da instituição no Pará e Amapá no lugar de João Bosco Lobo, José da Silva Tiago, Presidente da Audiência Pública e coordenador Geral de Cadastros e Licitações do Departamento, Hideraldo Luiz Caron, diretor de Infra-estrutura Terrestre da instituição, Nilton de Brito, coordenador Geral de Desenvolvimento, Estudos e Projetos do Departamento, além da participação de empresários e moradores das regiões envolvidas e dos deputados federais Lúcio Vale (PR-PA), Gerson Peres (PP-PA) e Zé Geraldo (PT-PA), do vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale (PR-PA).

O presidente da audiência pública José da Silva Tiago abriu os trabalhos detalhando os 10 trechos para os participantes e mostrando que os projetos estão sendo estruturados e serão encaminhados para a licitação em meados de julho. Os empresários presentes não fizeram contestações das informações apresentadas e apenas aguardam a publicação dos editais. Luiz Antônio Pagot enfatizou a importância da obra. “Ela liga o Oceano Atlântico ao Oceano Índico, no Peru.  Em território paraense são 1.775,7 quilômetros entre o município de Estreito, na divisa do Maranhão com o Tocantins, e vai até Palmares, na divisa do Pará com o Amazonas, e envolvem mais 3.500 mil habitantes, além de ser a única ligação terrestre entre a Amazônia Ocidental, a Região Nordeste e a Região Centro Oeste. Na década de 70 eram três municípios e hoje são 15 cidades. 65% da população do entorno é rural e trabalha com madeira, lavoura e pecuária, além da agricultura familiar”, explicou.

Pagot enfatizou que o asfaltamento dos mais 853 quilômetros é essencial para população local.  “Os recursos estão garantidos no orçamento por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e vários trechos já estão asfaltados. Entre Marabá e Itupiranga, por exemplo, são aproximadamente R$ 43,7 km. Deste total, uma extensão de 27,5 quilômetros estão asfaltados e serão licitados os 16,20 Km restantes. Somente nestes trechos sem asfaltos, que somam mais de 853 quilômetros, os recursos atingem mais de 1 bilhão. No entanto, o governo do presidente Lula está direcionando mais de R$ 2 bilhões para melhorias de infraestrutura em outras rodovias do Pará, inclusive a BR-163, que liga Santarém a Cuiabá”, enfatizou.

O deputado federal Zé Geraldo destacou para os presentes que estes trechos a serem asfaltados não estava incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento e foram necessários a intervenção junto ao presidente Lula, à Ministra da Casa Civil, Dilma Rousself, além de outros ministérios. “Os recursos do PAC estavam direcionados para a construção da Usina Hidrelétrica de  Belo Monte, para as eclusas de Tucuruí e par a BR 163, que liga Santarém à Cuiabá. Porque então deixar a Transamazônica de fora”, questionou o deputado acrescentando que “o governo federal compreendeu a necessidade de incluir a obra no PAC e garantir os recursos para o asfaltamento. Foi uma vitória importante para milhares de famílias destes municípios que terão, gradativamente, por onde escoar as mercadorias produzidas na agricultura familiar, além de mais acesso à saúde, educação, transporte e qualidade de vida”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Deputado Zé Geraldo

Tão antigo quanto a criação do mundo

Que me perdoem alguns petistas amigos, mas esse e-mail não tive como deixar de publicar.

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.  Assim:
- Aos Suíços os fez estudiosos  e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses,  organizados e pontuais.
- Aos argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos brasileiros foram dadas três! Isto não os fará  soberbos em relação aos outros povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.
- Isto é verdade!
- Façamos então uma correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os outros povos! Assim:

  • O que for petista e honesto, não pode ser inteligente.
  • O que for petista e inteligente, não pode ser honesto.
  • E o que for inteligente e honesto, não pode ser petista.
    Palavras do Senhor

Um Brasil sem ética, e covarde!

Dalmar Pimenta*

Quando comecei a escrever este artigo, assustei-me com o título escolhido para o mesmo. Achei-o um pouco forte demais. Porém, no atual cenário em que estamos vivendo, não se pode dizer outra coisa.

No momento em que vemos os representantes do povo e dos estados, fazendo farra com o nosso dinheiro na compra de passagens e custeio de viagens nababescas, devidamente acompanhados de suas parceiras; no momento em que estamos vendo estados totalmente destruídos pelas chuvas por falta de estrutura e saneamento básico, enquanto seus governantes se esbaldam em ilhas particulares; no momento em que vemos a fome grassar sobre os menos favorecidos; no momento em que eu, operador do direito assisto a dois Juízes da nossa Suprema Corte, último baluarte de nossa democracia se digladiando em público e a cores; no momento em que assistimos pela televisão invasores de terras particulares com proteção financeira do Governo Federal nos proporcionarem a "volta do velho oeste americano"; no momento em que vejo um Governo eleito pelo povo brasileiro com a proposta de mudar e hoje vemos este mesmo governo de quatro perante nossos próprios congressistas e até de governantes de países vizinhos; no momento em que vejo nosso Congresso Nacional prestes a votar uma Emenda Constitucional que irá proporcionar o maior calote mundial a seus governados, chego à conclusão de que o título desse artigo está até ameno, pois retrata tão somente a realidade em que estamos vivendo.

De fato, nossos poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário) estão a nos demonstrar o que é ferir de morte um principio básico que nos foi ensinado desde pequenos, qual seja, a moral e a ética.

E o povo brasileiro, onde estão os nossos símbolos de seriedade? Onde estão os caras-pintadas? Onde estão as nossas instituições de classe que sempre se levantaram contra deslizes e imposições sem sentido? Simplesmente nos acovardamos. Preferimos fingir que nada está acontecendo e que tudo está como dantes no quartel de Abrantes. Que saudades de nosso valente Sobral Pinto!

Estamos nos acomodando e esquecendo-nos de um direito básico do cidadão: a legalidade dos atos políticos. Todos sabem o quanto é tênue uma democracia onde o povo, independentemente de classe social, religião, cor, estado civil e idade, age como se nada estivesse acontecendo frente a tantos abusos, desmandos, corrupção, violência e, principalmente falta de amor ao próximo e, porque não dizer, falta de amor ao Brasil.

Tive um amigo que sempre dizia "democracia tem limites" e hoje vejo que ele tinha razão, pois, a nossa democracia está chegando a seu limite. Até falar em terceiro mandato está se tornando coisa normal. Porque não copiarmos o Chavez, o Evo, o Rafael Correa, pois, afinal de contas lá tudo está caminhando como eles querem. Porque não implantar o mesmo desplante aqui no Brasil no momento em que o povo está tão feliz, descrente, covarde e passivo diante de tudo?

Este é o momento de tentarmos moralizar o nosso Brasil e por isso, não podemos nos dar ao luxo de nos acovardarmos, de nos entregarmos a esta farra de Sodoma e Gomorra. As eleições estão chegando, temos de levantar a cabeça, temos que curar esse câncer que vem a cada dia corroendo o nosso discernimento e a nossa capacidade de julgar entre o certo e o errado. A nossa arma é mortal contra todos estes desmandos e falta de compostura.

A nossa arma é o voto. Enquanto permanecermos como estamos, cegos, omissos, irresponsáveis e covardes, aqueles que sabem desta nossa condição continuarão nos fazendo de trouxas até. E, no final, nos aparece um deputado tabagista a dizer, afirmar e reafirmar publicamente que "está pouco se lixando para a opinião pública".

E ele tem toda razão, pois, na hora de escolhermos os nossos governantes e parlamentares, nós brasileiros mais uma vez demonstramos nossa covardia, demonstramos que somos todos amnésicos. O Brasil não tem memória! No Brasil de hoje, sequer temos ética!

*  Conselheiro editorial da Editora Del Rey

Lançado o maior Portal de Voluntariados do Brasil !

Planeta Voluntários- Porque ajudar faz bem!

"O que surpreende mais: o fato de vivermos em um mundo onde um quarto da população vive em estado de pobreza absoluta? Ou o fato de pela primeira vez possuirmos a riqueza, a tecnologia e o conhecimento para criar um mundo livre da pobreza em menos de uma geração?"

Em maio foi lançado o Planeta Voluntários,o Maior Portal de Voluntariados do Brasil, com uma expectativa de cadastrar mais de 1 milhão de ONGs e instituições beneficentes, e do outro lado cadastrar mais de 10 milhões de voluntários.

Iniciativa

O Planeta Voluntários é um site não governamental criada pelo empresário Marcio Aurélio Demari, da empresa  Demari E Ferreira,  sediada em  Londrina, Paraná, no Brasil, com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado, que levará o serviço voluntariado a auxiliar  milhões de brasileiros e entidades que necessitam de  todo tipo de ajuda; o site conta com um sofisticado banco de dados que cruza as informações  dos voluntários com  as instituições cadastradas.

Meta

A meta é ser o elo entre as pessoas que desejam colocar suas habilidades e seu tempo à disposição de organizações não governamentais e as organizações que necessitam desses voluntários para prestar serviços de melhor qualidade para quem precisa.

Relatórios da miséria no Planeta:

Fome

Todos os dias, mais de 850 milhões de pessoas vão se deitar com fome;  dentre elas, 300 milhões são crianças. A cada cinco segundos, uma delas morre de fome.  Todo ano no Planeta, morrem de fome cerca de 30 milhões de pessoas.

Água Potável

Globalmente, ao longo das últimas décadas, a quantidade de água potável disponível tem diminuído dramaticamente. Há 1,6 bilhão de Km³ de água no mundo, mas, o que podemos beber é menos de 1% disso…  A poluição das águas mata hoje 2,2 milhões de pessoas por ano; mais de 75 % da reserva mundial de peixes é sobre-explorada; E o aumento no nível dos oceanos causado pelo aquecimento global pode deslocar dezenas de milhões de pessoas.

Em 20 anos, mais de 60% da população mundial sofrerão com a escassez de água. Também segundo a ONU, na atualidade, mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso a água tratada.

Saneamento

Quatro em cada 10 pessoas no mundo não têm acesso nem a uma simples latrina de fossa não asséptica, e são obrigadas a defecar a céu aberto. Aproximadamente 2 em cada 10 pessoas – mais de 1 bilhão de pessoas – não têm nenhuma fonte de água potável segura. 80% das internações hospitalares no mundo são devidas a doenças transmitidas pela água. Como consequência, 3.900 crianças morrem diariamente em razão desta crise humanitária, totalmente evitável, porém silenciosa.

Habitação

Atualmente, 900 milhões de pessoas vivem em assentamentos precários (favelas e áreas de risco) em todo o mundo.  A menos que a situação mude substancialmente, 1,5 bilhão de moradores de zonas urbanas serão favelados em 2020,o equivalente à população da China.  O Brasil terá 55 milhões de favelados,o que seria equivalente a 25% da população do país. Atualmente, quase 1 bilhão de pessoas – um sexto da população mundial – vivem em favelas.

Educação

O Brasil tem atualmente cerca de 16 milhões de analfabetos, e metade desse número está concentrada em menos de 10% dos municípios do país. O planeta ainda conta com 780 milhões de analfabetos.  No Brasil existem 16,295 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever pelo menos um bilhete simples. Levando-se em conta o conceito de "analfabeto funcional", que inclui as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.

Aids

No ano passado a Aids matou 3 milhões de pessoas, e outros 4,1 milhões foram infectados – mais de 8.000 por dia, e a doença hoje infecta 40 milhões, dos quais 25 milhões vivem no continente africano. Além disso, a epidemia deixou órfãos 15 milhões de crianças, mais de 500 mil crianças nasceram com o HIV, o vírus causador da Aids, no ano passado. Entre elas, cerca de 20 mil crianças brasileiras. O número de mulheres infectadas com vírus HIV aumentou em 44% no país nos últimos dez anos. O uso de seringas contaminadas mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo todo.  Somente no Brasil existe atualmente mais de meio milhão de pessoas contaminadas com o vírus da AIDS, mas elas não sabem disso.Os números são alarmantes também em violência, mortalidade infantil, desemprego, desmatamento, poluição, entre outros. "Quando olha para o mundo nessa perspectiva, consegue perceber a real necessidade de solidariedade, compreensão e educação?"

Lançado o Desafio

O desafio do mundo é uma chamada para a ação Global, uma busca por soluções de assuntos como a pobreza, a fome e a poluição, que são visíveis onde vivemos. A pobreza afeta a vida de 20 milhões de brasileiros. Dentre eles, as crianças, que são perto de um terço do desenvolvimento do mundo. Precisamos alimentar o futuro, melhorar o acesso à educação, desenvolver oportunidades e transformar essa cruel realidade.

Doe uma porção do seu tempo para a caridade e faça parte do time para acabar com a pobreza. Descubra como você, sua empresa ou organização podem fazer a diferença.Todos serão mais ricos sem a pobreza.
Vamos juntos restabelecer a esperança e resgatar a dignidade daqueles que as perderam na injustiça social.

Planeta Voluntários
www.planetavoluntarios.com.br
Porque ajudar faz bem

Diretoria da ACIP se reúne com Darci Lermen e debate problemas de Parauapebas

Na tarde desta quinta-feira (14), membros da diretoria da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (ACIP), foram recebidos pelo prefeito municipal de Parauapebas, Darci José Lermen, em uma reunião que foi realizada no gabinete do prefeito e serviu para a diretoria da ACIP apresentar à autoridade, alguns problemas do município que já vinham sendo debatidos pela entidade no decorrer do ano.

Na reunião, diretores da ACIP, encabeçados por José Rinaldo Alves de Carvalho, presidente da entidade, apresentaram reivindicações importantes e que visam melhorar as condições de vida dos moradores de Parauapebas.

Confira os tópicos debatidos;

Comércio ilegal

A direção da ACIP solicitou da Prefeitura Municipal de Parauapebas que fiscalizasse o comércio ilegal no município, tendo em vista que diariamente diversos caminhões carregados de tijolos fogem da fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda (SEFA) que fica na entrada da cidade e vendem produtos sem notas fiscais por toda a cidade, prejudicando assim as empresas locais legalizadas que pagam impostos todos os meses.

Além de tijolos, outras mercadorias como frutas, roupas e outros materiais de construção estão sendo vendidos sem nenhuma qualidade no município. Por esse motivo, diretores da entidade pediram ao prefeito Darci Lermen que criasse uma força tarefa para fiscalizar essas irregularidades em conjunto com a SEFA.

Por sua vez, Darci Lermen determinou que o Departamento de Arrecadação Municipal (DAM) em parceria com Secretaria Municipal de Fazenda e Departamento Municipal de Trânsito, fiscalize mais de perto essas irregularidades.

Alvará

A diretoria da ACIP solicitou na reunião que o prefeito Darci Lermen determinasse o mais rápido possível que a Secretaria Municipal de Fazenda não emita mais alvarás para empresas por mais de seis meses, sob pena de ser caçado o documento da empresa que não se regularizar no período determinado.

Matadouros

A diretoria da ACIP solicitou também à prefeitura municipal que iniciasse imediatamente as fiscalizações nos matadouros de Parauapebas que abatem carnes bovinas e suínas, sendo que os açougueiros estão reclamando das condições precárias desses locais e do preço abusivo que está sendo repassado a eles e respectivamente para os consumidores de carnes.

José Rinaldo sugeriu ainda que a prefeitura crie um matadouro público municipal, para acabar assim com os problemas denunciados.

Por sua vez, Darci Lermen se mostrou preocupado com a situação e disse que irá se esforçar para regularizar os matadouros, ou se possível, criar um matadouro municipal.

Plano Diretor Participativo

Preocupados com a situação dos munícipes de Parauapebas, a direção da ACIP cobrou de Darci Lermen mais agilidade na questão das obras do PDP. Lermen, afirmou que o plano apresentou algumas irregularidades e que nos próximos dias a equipe de Governo irá nos bairros elaborar mais metas de obras, e bem próximo a Prefeitura Municipal deve aprovar o orçamento de obras para o próximo ano.

Loteamentos

A diretoria da ACIP se mostrou preocupada com diversos loteamentos em Parauapebas e sugeriu que a Prefeitura Municipal exija, nos próximos loteamentos, que acrescentem nos projetos ruas mais largas, para evitar que num futuro distante, a cidade não vire um verdadeiro caos.

Para José Rinaldo, esses atuais loteamentos que existem em Parauapebas, futuramente podem trazer um ônus enorme ao município.

Darci sugeriu ainda que nos próximos loteamentos seja feito também audiência pública para estabelecer metas aos empreendedores.

Força Tarefa

José Rinaldo Alves de Carvalho, presidente da ACIP disse ao prefeito Darci Lermen que a ACIP apóia a operação “Força Tarefa” que tirou dezenas de cadeiras de bares das calçadas e autuou estabelecimentos que estavam trabalhando irregularmente, porém, Rinaldo pediu que a prefeitura proibisse a venda de bebidas alcoólicas em quiosques doados pelo órgão para comerciantes em várias partes da cidade.

Transporte

Na área do transporte, a diretoria da ACIP solicitou ao prefeito municipal que inicie imediatamente o processo de regularização do transporte coletivo em Parauapebas, tendo em vista que a empresa que vende vale transportes está agindo ilegalmente e só pode se tornar legal depois que o transporte coletivo for legalizado.

Os serviços de moto táxi e táxi também foram inclusos nas conversas, tendo em vista que os serviços prestados estão sendo bastante criticados e os preços são considerados abusivos.

Texto: Bariloche Silva – ASCOM ACIP

Transparência nos valores da mídia

Eli, leitor do blog e indignado com as despesas com propaganda do Governo Federal envia e-mail com sugestão:

Como cidadão, pagador de escorchantes impostos, taxas, juros exorbitantes e impraticáveis nos países democráticos e de economias abertas, reclamo o fato de o Governo Federal destinar milhões e milhões de reais com despesas de propaganda sem informar aos contribuintes o custo de cada projeto de mídia.

Partindo do princípio da transparência com os gastos públicos, em respeito ao regimento da lei de responsabilidade administrativa o Governo é obrigado a divulgar o valor de cada obra.

Considerando que a propaganda é uma obra de divulgação das ações do Governo, requeiro que o Governo Federal faça constar na barra de cada publicidade de qualquer formato midiático, o seu valor, ou seja quanto custou tal propaganda. Por exemplo: ESTA PROPAGANDA DA PETROBRÁS CUSTOU AOS COFRES PÚBLICOS R$ 00.000.000.000,00

Peço ao Ministério Público, OAB, Procuradores Federais e cidadãos que ingressem na justiça para que seja cumprido o exposto no regimento da administração pública, para que nós contribuintes saibamos quanto custa cada projeto de publicidade na mídia Nacional e Internacional.”

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Lavando a roupa suja no STF

 

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gilmar mendes

Quem não teve a chance de acompanhar o bate boca entre o presidente do STF, Gilmar Mendes e o Ministro Joaquim Barbosa, pode conferir aqui. Quem você acha que tem razão?

Abril vermelho

Um confronto entre um grupo de sem-terra e seguranças deixou oito feridos na fazenda Castanhais, pertencente à Agropecuária Santa Bárbara, em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. Outras cinco pessoas eram mantidas como reféns na propriedade até a noite deste sábado, 18.

Um segurança da empresa Marca, que presta serviço à Santa Bárbara, levou um tiro no olho e corre risco de morte. Ele foi internado em estado grave em um hospital de Marabá, onde passou por cirurgia. O sem-terra conhecido por Índio também foi gravemente ferido por um tiro, mas não corre risco de morte. Os outros seis feridos foram atendidos em hospitais de Parauapebas.

Após o confronto, os agricultores ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST) decidiram manter quatro jornalistas e uma advogada reféns, juntamente com outros 300 funcionários da empresa, que faz parte do grupo do banqueiro Daniel Dantas.

O clima na propriedade foi definido pelos dois lados como extremamente tenso. Apesar disso, a polícia não havia aparecido no local do confronto. A Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá deve mandar hoje pela manhã uma equipe à fazenda.

"Estamos sitiados. O clima aqui está horrível", disse ao Estado o gerente da fazenda, Oscar Boller. Ele contou que dois seguranças da Marca levantaram as mãos e pediram para negociar com os sem-terra, mas a resposta foi bala da parte deles. A partir daí, segundo Boller, houve a reação dos seguranças.

O MST acusa os seguranças de terem iniciado o tiroteio e prometem não sair da fazenda. Os jornalistas impedidos de deixar o local são os repórteres Vitor Aor, da TV Liberal, Edinaldo Souza, do jornal Opinião, João Freitas e Felipe Almeida, da Rede TV. A advogada Brenda Santis, da Santa Bárbara, também está entre os reféns. Foi ela quem levou os jornalistas à fazenda, para mostrar a invasão. Os repórteres teriam sido usados como escudos pelo MST, segundo Boller.

A Santa Bárbara tem 13 fazendas invadidas e ocupadas desde janeiro por agricultores ligados ao MST, à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) e à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri). ,

Fonte: O Estado

Migalhas

Ontem, em festiva confraria de vinhos em SP (Confraria da Quinta), advogados, economistas e empresários ficaram matutando qual seria o melhor slogan de campanha numa eventual candidatura política do delegado Protógenes. Entre um vinho e outro, saiu essa, que parece bem apropriada :

Protógenes, o deputado que te escuta.