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Serra Pelada: Em Assembleia, maioria aprova alteração no Estatuto Social da Coomigasp

Aconteceu ontem, dia 10 a grande Assembleia Geral Extraordinária – AGE da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada – COOMIGASP, essa foi à primeira Assembleia Geral convocada pelo interventor judicial Marcos Alexandre Mendes desde que iniciou o processo de intervenção, em 11 de outubro de 2013.

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De lá até aqui os trabalhos se concentraram em enxugar administrativamente a entidade e fazer uma minuciosa auditoria no quadro social para determinar quem realmente é sócio e estaria em dias com todas suas obrigações estatutárias.

A Assembleia geral deste domingo tinha como principal objetivo aprovar alterações consideradas como “fundamentais” tanto para o interventor, quanto para o promotor Hélio Rubens Pinho, que acompanha a Coomigasp desde o afastamento do ex-presidente Gessé Simão de Melo. Inclusive Dr. Hélio Rubens acompanhou a Assembleia de ontem até que se findassem a apuração da votação e disse que a aprovação das alterações no Estatuto “é o primeiro passo para profissionalização da entidade para que ela possa produzir como uma empresa idônea, e sendo, portanto uma cooperativa que possa dividir os lucros com seus cooperados”, disse o Dr. Hélio.

Para o promotor até o momento em que a cooperativa passou à intervenção ela apenas se servia dos cooperados, mas que o objetivo é que a entidade sirva aos cooperados: “Por isso se fez necessária à intervenção, bem como essas alterações no Estatuto Social”, completou.

Apesar de ser extremamente técnico e assumir sempre uma postura de gestor, Marcos Alexandre Mendes surpreendeu a sociedade garimpeira ao se portar de forma simples e se colocar a disposição para responder perguntas feitas pela sociedade: “Nunca tínhamos conseguido chegar tão perto dos presidentes da cooperativa e poder fazer perguntas sobre todos os assuntos e ser respondido na hora”, disse o garimpeiro Sebastião Pereira, Barto Cearense. As perguntas foram feitas depois que o interventor leu item por item que seria alterado no Estatuto Social e apresentou as justificativas do porque essas alterações se faziam necessárias.

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Após leitura dos itens, a alteração no Estatuto Social foi colocada em votação por cédula em doze urnas distribuídas em dez sessões devidamente organizadas por ordem alfabética, o que agilizou o processo, apesar da contagem dos votos ter sido concluída às 19h00. Em nenhuma das 12 urnas o NÃO ganhou, e por 804 votos a favor e 326 contra, foram aprovadas as alterações no Estatuto Social da Coomigasp.

Marcos Alexandre encerrou dizendo que os próximos passos serão concluir a auditoria que está sendo feita na cooperativa, bem como fechar o quadro social para definir quantos serão os legítimos sócios e completou: “Outro fato importante é podermos acompanhar os trabalhos da montoeira e trabalhar agora para solução definitiva do projeto Serra Pelada, com a busca de um parceiro”, explicou Alexandre.

Para o interventor outro passo importante após a aprovação do Estatuo é ir junto ao Governo Federal em busca da liberação do dinheiro da Caixa Econômica: “É importante agora conseguir a liberação desse valor, seja para revestir em benefício direto do garimpeiro, em projetos sociais, ou ainda para operacionalizar o projeto Serra Pelada e fazer a operação da extração de ouro pela própria cooperativa”, finalizou Marcos Alexandre.

Reportagem: Wenderson Costa – Fotos: John Jessé

Serra Pelada: Colossus inicia processo de arbitragem contra a Coomigasp

download (5)A Colossus disse ontem (5) que está iniciando um processo de arbitragem contra a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). Segundo a mineradora, as ações da Coomigasp, que contesta uma série de acordos assinados para a joint venture da mina de ouro Serra Pelada, em Curionópolis, são inadimplentes e trazem danos para a empresa.

De acordo com comunicado ao mercado da Colossus, as contestações da Coomigasp não possuem mérito, pois a cooperativa se contradiz ao questionar a validade jurídica da joint venture e, simultaneamente, entrar com ação judicial para o cumprimento de cláusulas específicas do contrato.

A Colossus disse que as ações da Coomigasp não condizem com suas obrigações, previstas nas cláusulas 8.1 (e), 8.1 (f) e 8.f (g) do acordo de parceria. Segundo a mineradora, a falta de interesse do interventor de estabelecer um acordo fez com que a empresa optasse pelo processo de arbitragem.

“Nós acreditamos que as recentes ações da Coomigasp diminuíram a capacidade da Colossus de obter financiamento adicional e têm criado maiores desafios para Serra Pelada. Queremos trabalhar cooperativamente com a Coomigasp e acreditamos que a maioria dos membros da cooperativa não tem conhecimento de que as ações adotadas recentemente pelo interventor violam diretamente a joint venture”, afirmou John Frostiak, presidente do Conselho de Administração da Colossus.

Segundo ele, a Coomigasp foi comunicada várias vezes que um acordo permitiria que as partes voltassem a trabalhar juntas, como parceiras, visando avançar o desenvolvimento de Serra Pelada. “Até o momento, a Colossus investiu aproximadamente US$ 300 milhões no projeto Serra Pelada e nosso objetivo é garantir que essa mina seja desenvolvida para o benefício de ambas as partes”, afirmou Frostiak.

No mesmo comunicado, a Colossus afirmou que está trabalhando para concluir os resultados financeiros auditados referentes a 2013. A apresentação do relatório é necessária para que a Comissão de Valores Mobiliários de Ontário, no Canadá, libere a negociação de títulos da Colossus, suspensa em maio deste ano, após apresentação tardia dos resultados da mineradora.

Coomigasp
download (6)Para Marcos Alexandre, interventor da Coomigasp, esse processo de arbitragem impetrado pela Colossus não ganhará corpo, visto que é motivado por mentiras. O interventor afirmou ao Blog que várias foram as tentativas de estabelecer uma comunicação com a empresa canadense, todavia, o outro lado apenas impõe seus desejos por escrito. Ainda segundo o interventor, não há por parte da Colossus a construção de um acordo que altere as bases contratuais que foram assinadas pela diretoria deposta que garantiu 75% do ouro de Serra Pelada aos canadenses. Marcos Alexandre classificou a relação entre Colossus e Coomigasp como difícil, já que a empresa canadense insiste que a Coomigasp se posicione  de maneira submissa.

Marcos Alexandre insiste que a ação da Colossus contra a Coomigasp na Câmara de Arbitragem não tem qualquer fundamento legal e afirma que o staff jurídico da cooperativa já trabalha na defesa.

“Não é possível manter uma relação com um parceiro que sequer disponibiliza os dados geológicos da mina ao outro. Já solicitamos esses dados inúmeras vezes e a Colossus insiste em negar, Diante do fato chego a me perguntar se não há algo de muito errado nessa parceria, já que é negada tal informação”.

Marcos Alexandre afirmou ainda que todas as ações impetradas na justiça contra a Colossus visam reestabelecer os direitos de donos de Serra Pelada aos garimpeiros e que tais ações são respaldadas em fatos e dados que mostram os vícios contratuais  no acordo firmado entre as partes.  “Caso a Colossus tenha interesse em estabelecer uma parceria justa e transparente, a Coomigasp está à disposição e aberta ao diálogo”, concluiu o interventor.

Homenagem da Coomigasp ao garimpeiro

Dia do Garimpeiro

BS3 fará o beneficiamento da montoeira de Serra Pelada

O Interventor Judicial da COOMIGASP – Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada -, Marcos Alexandre Morais Mendes, anunciou  hoje que haverá solenidade de apresentação da empresa Brasil, Século III Consultoria Ltda, contratada para as atividades de produção de minerário secundário (Rejeito) do Projeto Serra Pelada.  Durante o evento, que acontecerá na próxima quinta-feira (26), às 15 horas, no Salão de recepções do Hotel Serra Leste, em Curionópolis, a Coomigasp fará a entrega formal da Autorização para início das atividades operacionais.

Serra Pelada: CEO da Sandstorm, controladora da Colossus, afirma que sem investimento projeto não será retomado

Sem investidores não há como retomar a implantação do projeto Serra Pelada, disse o CEO da Sandstorm, Nolan Watson, em reunião com o interventor da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Marcos Alexandre Mendes, no último dia 15. A canadense Sandstorm é a atual controladora da Colossus, sócia da Coomigasp no projeto de ouro em Curionópolis.

Acesso a mina subterrânea de Serra Pelada. Crédito: Colossus

Segundo informações da Coomigasp, Watson teria dito que sem novos investidores além de não ser possível a retomada das operações de Serra Pelada, a negociação sobre a revisão dos percentuais da divisão societária entre Coomigasp e Colossus também seria inviável. Apesar disso, o executivo afirmou que continuaria a buscar parceiros comerciais para a viabilização da operação.

Durante a reunião, Watson falou sobre as dificuldades em encontrar no Canadá novos investidores. Um dos motivos seria a aprovação da anulação da concessão de lavra da joint-venture entre Colossus e Coomigasp, em uma das comissões da Câmara dos Deputados no dia 11 de abril.

O executivo falou, ainda, sobre os atuais números da companhia, as dívidas existentes e a necessidade imediata de novo aporte para continuar o bombeamento da água que alagou algumas galerias.

marcos-alexandre2-300x223O interventor da Coomigasp, Marcos Alexandre, disse na reunião que não abre mão da discussão sobre o percentual que cabe aos cooperados no contrato inicial e que também continuará buscando parceiros comerciais para o projeto.

No contrato inicial entre cooperativa e empresa, foi estabelecido um percentual de 49% para a cooperativa e 51% para a empresa, mas posteriormente a porcentagem foi modificada para 25% cooperativa e 75% empresa, sem autorização dos garimpeiros.

O interventor exigiu, ainda, a entrega de todos os dados geológicos de posse da Sandstorm para que seja, pela primeira vez, realizada a análise pela Coomigasp, sem interferências, e assim os cooperados tenham a real dimensão do potencial de seu ativo mineral. De acordo com o interventor, a antiga diretoria da Colossus havia se negado a fornecer os dados.

“Quero dizer aos garimpeiros que as equipes técnica e jurídica da Coomigasp continuam atentas na defesa do patrimônio da cooperativa e que está aberto ao diálogo com o novo controlador da Colossus, mas, continuamos vigilantes e atentos para que os garimpeiros não sejam prejudicados e que a operação possa ser retomada o quanto antes”, afirmou o interventor.

A reunião aconteceu no hotel Radisson Maiorana, em Belém, e contou com as presenças do promotor Hélio Rubens, dos garimpeiros Edinaldo de Aguiar Soares, João Amaro Lepos e Etevaldo Arantes, que representavam os garimpeiros, do advogado da interventoria Ivaldo Marques Freitas Júnior, e do assessor técnico e gerente de produção da Coomigasp Francisco Carlos Lima.

Esse foi o segundo encontro entre representantes da Coomigasp e o CEO da Sandstorm. Nolan Watson esteve no Brasil no final de março para tratar do projeto Serra Pelada. Na primeira reunião o interventor apresentou as reivindicações da cooperativa e as condicionantes ambientais para a retomada do projeto. Watson havia prometido levar as propostas ao Canadá e dar a resposta na nova reunião, que aconteceu na semana passada. As informações são do blog oficial da Interventoria da Coomigasp.

Serra Pelada: justiça prorroga intervenção na Coomigasp por mais quatro meses

InterventorA justiça de Curionópolis prorrogou hoje (09), por mais quatro meses, a intervenção na Coomigasp – Cooperativa de Mineração de Garimpeiros de Serra Pelada. Continua como interventor o administrador Marcos Alexandre Mendes (foto).

A Coomigasp está sob intervenção desde 11 de outubro de 2013, quando o juiz Danilo Alves, de Curionópolis, atendendo solicitação do Ministério Público do Pará, decretou a intervenção. Para o MPE, a intervenção serve para que a “cooperativa seja profissionalmente e administrativamente gerida, intencionando ainda garantir a lisura, transparência e legitimidade nas eleições internas dos seus dirigentes, vislumbrando atingir seu objetivo precípuo, que é a distribuição dos lucros aos seus cooperados.”

Serra Pelada: acionista da Colossus toma a frente nas negociações para recuperar o projeto

O CEO da Sandstorm Gold, Nolan Watson, se reuniu, na semana passada, com representantes da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), para tratar do projeto de ouro e paládio Serra Pelada no Pará. A Sandstorm é um dos maiores acionista da Colossus Minerals, sócia da Coomigasp na joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM).

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Nolan Watson é um empreendedor prodígio canadense conhecido pela sua contribuição à inovação financeira no setor de mineração. Aos 26 anos ele foi nomeado CFO da Silver Wheaton Corp, onde desenvolveu um modelo de negócios baseado na compra antecipada de metais preciosos a preços fixos. Com isso, levantou US$ 1 bilhão, que fez com que a empresa se tornasse a maior streaming company do mundo.

A reunião aconteceu em Curionópolis (PA) e contou com a presença do interventor Marcos Alexandre Mendes, os garimpeiros José Antônio e Gildásio Vieira, o advogado Ivaldo Marques, do núcleo jurídico da interventoria, e Francisco Carlos Oliveira de Lima, assessor técnico e gerente de produção da Coomigasp.

Segundo o assessor técnico, Francisco Carlos Lima, o CEO da Sandstorm disse que a intenção é que a mineradora tenha uma nova relação com a Coomigasp e com a comunidade de Curionópolis. Ele aproveitou a oportunidade para dizer que a nova diretoria da Colossus está trabalhando na reestruturação da empresa.

Watson apresentou o novo membro do Conselho Administrativo da Colossus no Brasil, que é canadense, mas o nome ainda não foi divulgado. O NMB entrou em contato com a Sandstorm, no Canadá, mas foi informado que somente John Frostiak, diretor e presidente do conselho administrativo da Colossus pode falar sobre esses assuntos.

Marcos Alexandre Mendes - Interventor na CoomigaspDurante a reunião, o interventor apresentou as propostas e exigências da Coomigasp, entre elas a correção do percentual de divisão de participação no projeto para 49% para a cooperativa e 51% para a mineradora, como era o acordo original.

A cooperativa exigiu, ainda, o fornecimento de dados técnicos do projeto para a Coomigasp. “A Coomigasp é sócia do projeto, mas não tem acesso aos dados”, disse o assessor.
O interventor também solicitou que fossem cumpridas condicionantes em relação ao tratamento de água na região, programas de valorização da população e respeito aos idosos. “A população de idosos na região é muito grande, especialmente de garimpeiros que vieram há anos e ficaram por aqui”, explicou Lima.

Segundo Lima, Watson prometeu pensar sobre o assunto e voltar ao Brasil depois do dia 15 de abril e marcar uma nova reunião com a Cooperativa.

O representante da Sandstorm teria dito que está buscando novos sócios para financiar a continuidade do projeto de ouro Serra Pelada.

No Canadá, a Colossus está em concordata. Em janeiro, a mineradora anunciou a saída de J. Alberto Arias, que é fundador, sócio e gerente de portfólio da Arias Resources Capital Management LP, principal acionista da Colossus.

O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) afirmou que, em outra reunião da Colossus na semana passada com representantes do governo do Estado do Pará, a Colossus dissera que está buscando captar os R$ 700 milhões que estariam faltando para dar seguimento ao projeto.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

  

Projeto revoga concessão de garimpo em Serra Pelada

O Projeto de Decreto Legislativo 1407/13, em tramitação na Câmara dos Deputados, revoga a concessão da lavra de ouro, paládio e platina no garimpo de Serra Pelada, em Curionópolis (PA), à empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. Para isso, a proposta anula a Portaria 514/10 do Ministério de Minas e Energia.

imagesCom a anulação dessa norma, segundo os autores do projeto, os direitos sobre a mina retornam para a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Assinam o texto os deputados Domingos Dutra (SDD-MA), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Sebastião Bala Rocha (SDD-AP), Zé Geraldo (PT-PA), Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA).

Segundo os parlamentares, em 2007, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) concedeu o alvará 1.485 para a Coomigasp explorar diretamente o garimpo. A partir daí, conforme relatam, uma série de transações da diretoria da cooperativa com a empresa canadense Colossus culminou na perda de controle quase completa dos garimpeiros sobre Serra Pelada.

Inicialmente, as duas partes criaram a empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. Ainda em 2007, os diretores da cooperativa teriam assinado um contrato em que transferiam 51% do controle da mina aos canadenses, em troca de investimentos de R$ 6 milhões. Os garimpeiros também teriam participação nos resultados da lavra.

Mas, conforme os autores do projeto, à revelia dos garimpeiros, a diretoria da Coomigasp alterou o contrato e transferiu para a empresa do Canadá 75% do controle da mineração. Além disso, foi extinta a participação sobre os resultados.

Por fim, em 2010, o então ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, assinou a Portaria 514, outorgando à Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral a concessão para explorar a mina. “A portaria foi assinada sem o consentimento dos cooperados, que não participaram das novas regras com a empresa canadense”, dizem os parlamentares.

O projeto será analisado pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Rapidinhas

Escolas
Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostra que 44,5% dos colégios brasileiros só possui condições mínimas de funcionamento. No Pará, dos 11.918 estabelecimentos de ensino pesquisados, 77,30% oferece o elementar aos alunos, 18,78% o básico, 3,77% o adequado e apenas 0,15% foram classificados como avançado. Em relação as piores infraestruturas de ensino no Brasil, o Estado do Pará só fica a frente do Maranhão, afirma a pesquisa.

Trabalho escravo
Pelo segundo ano consecutivo o Pará é primeiro colocado na lista de trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Mais de 1.000 trabalhadores foram resgatados somente no ano passado. Marabá foi a cidade com maior incidência de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão. Aproximadamente R$ 10 milhões foram pagos em multas trabalhistas. Segundo a Superintendência do Trabalho, as dimensões geográficas do Estado, a baixa qualificação profissional da população e o número de fiscais insuficientes ajudam a colocar o Pará entre os primeiros da lista.

Curionópolis
O prefeito melhor avaliado do Pará em 2013 começou o ano de 2014 anunciando um abono salarial de R$800 mil aos professores da rede pública municipal. Com a economia dos recursos, vinda de uma administração austera e comprometida com  a sociedade de Curionópolis, cada professor vai receber R$3.000,00 a mais já na folha de janeiro como bonificação. Parabéns ao prefeito Chamonzinho, e que essa atitude sirva de exemplo para outros gestores.

Convocatória
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP) convoca todos os trabalhadores da rede municipal de Ensino de Marabá para uma Assembleia Geral a ser realizada na próxima quarta-feira, dia 22, para discutir seis pautas: Portaria de Lotação da SEMED; Piso Salarial; Reajuste do Vale Alimentação; Situação dos servidores readaptados; lotação dos coordenadores do Programa Mais Educação; e lotação do pessoal de apoio (agentes de serviços gerais, agentes de portaria e merendeiras). O sindicato já ensaia engrossar o discurso em torno de mudanças anunciadas pelo governo municipal para este ano.

R$1.512.785.699,00
Esse foi o valor pago pelo Programa Bolsa Família aos 949,562 beneficiários nos 144 municípios do Pará em 2013. Trazendo cá pro nosso terreiro, em 2013, foram distribuídos R$4.393.732,00 para 3,422 beneficiários de Curionópolis; R$11.095.402,00 para 9,980 de Parauapebas; R$35.985.820,00 para 22.658 de Marabá; R$6.450.038,00 para 4.502 de Eldorado dos Carajás e R$4.784.260,00 para 3,578 beneficiários de Canaã dos Carajás.  Juntos, só os 44.140 beneficiários desses cinco municípios receberam  mais de 62 milhões de reais em 2013.

Sem Educação Física?
As aulas na rede municipal de Marabá iniciam na próxima segunda-feira, 20, e alguns professores de educação física e de artes vivem clima de tensão com a possibilidade de demissão dos profissionais dessas duas áreas que atuam nas séries iniciais – da 1ª à 4ª séries. É que a ordem na Semed é cortar o máximo de gastos para poder pagar os servidores. O assunto foi levantado pela vereadora Vanda Américo em sessão extraordinária esta semana, mas rebatido no mesmo instante pelo líder de governo na Câmara Municipal, vereador Pedro Souza. Ele reconheceu que o tema chegou a ser ventilado pela gestão da Semed, mas depois abortado.

Perda de espaço
A vereadora Antônia Carvalho, a Toinha do PT, de Marabá, perdeu forças no governo municipal depois que perdeu a eleição para o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, vencida pela deputada Bernadete ten Caten, esposa do vice-prefeito Luiz Carlos Pies. Toinha tinha vários cargos dentro da Semed, entre eles Diretoria de Ensino, Projovem Urbano, Coordenadoria da educação infantil, 1º ao 9º ano, departamento de formação e Departamento de Tecnologia Educativa. A esperança dela, informam militantes do partido, é que o prefeito João Salame dê outro espaço para a vereadora, como a chefia da SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano), hoje ocupada por Gilson Dias.

Novo filiado
Em Parauapebas o Partido Solidariedade (SDD), que entre outros filiados possui sete dos quinze atuais vereadores do município, recebeu essa semana a filiação do estudante de engenharia Rodrigo Ribeiro, 22 anos, como mais novo membro. Apesar de novo, Rodrigo é de família tradicional e envolvida politicamente no município e pode contribuir muito para o crescimento do partido.

Pressão
Alguém precisa avisar os nobres edis de Parauapebas que a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal tem como finalidade divulgar as ações dos edis e daquela casa e não fazer anúncios de novos membros dos partidos dos vereadores. Será que está havendo pressão por parte dos edis em cima da galera da comunicação?

TAP
O diretor da TAP – Transportes Aéreos Portugueses - para a América do Sul, Mário Carvalho, está em Belém por conta do novo voo que ligará o Pará a Europa, através da linha Belém-Lisboa, que será operado pela companhia a partir de junho deste ano. Mário está montando o escritório e organizando a estrutura operacional da companhia aérea portuguesa no Pará. O voo Belém-Lisboa será feito por uma aeronave modelo Airbus 330, três vezes por semana – terças, sextas e domingos.

Sim, promessas fiz!
O prefeito de Parauapebas, quando é inquirido pela imprensa sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2012, vem logo com o jargão: – não foram promessas, foram compromissos! Vamos ver se em 2014 os compromissos como a orla, o fim do turno intermediário, a duplicação da Faruk Salmen e das Ruas E e F, o fim das vans, entre outros, vão sair do papel.

Quem é o pai da criança?
Essa semana aconteceu um bom debate entre o deputado Wandenkolk (PSDB) e a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) na rede social  Facebook por causa das obras de construção da ETE e expansão do fornecimento de água em Marabá. A peleja se deu porque, segundo o deputado, as obras seriam custeadas com recursos do governo do Estado e a parte do governo federal seria paga pelo Estado no futuro. Ana Júlia mostrou matou a cobra e mostrou ela morta, dando os números dos convênios com a CEF para serem pesquisados por quem quisesse.

Serra Pelada
Em ano eleitoral, os políticos oportunistas de plantão já miram Curionópolis e Serra Pelada. Agora, depois que a Colossus está praticamente quebrada e sem condições financeiras pra finalizar o projeto, políticos estão procurando as lideranças garimpeiras com a afirmação de que vão reverter a situação e encontrar outro parceiro para tocar o projeto, Garimpeiros devem abrir os olhos, pois ali já foram investidos milhões de dólares e esse dinheiro deve, no mínimo, ser ressarcido à mineradora canadense para que outra assuma.

Futebol
Além de reajustar em 20% todos os contratos mantidos com a Federação Paraense de Futebol (FPF) para este ano, o governo do Estado, por meio dos organismos diretamente envolvidos com a promoção do futebol paraense, instituiu, pela primeira vez na história, uma premiação de R$ 120 mil para o campeão do Parazão. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira, 17, pelo secretário de Promoção Social, Alex Fiúza de Melo.

Exportações em 2013
A mineradora Vale manteve liderança nas exportações brasileiras de empresas em 2013. As exportações da Vale somaram 26,50 bilhões de dólares, contra 25,57 bilhões de dólares em 2012 (alta de 3,6%), mantendo participação sobre as vendas externas totais do país perto de 11%, segundo o levantamento da Secex.

Serra Pelada: “parceria entre Colossus e Coomigasp não deu certo porque já começou errada”, afirma interventor Alexandre Mendes

Por Lima Rodrigues, de Curionópolis

“Não foi uma surpresa porque eu já vinha acompanhando a desvalorização das ações da Colossus na Bolsa de Valores. Era previsível que se chegasse a esse ponto. Todo processo que inicia errado não chega até o fim, e assim foi a parceria entre Coomigasp e Colossus”. A declaração foi feita com exclusividade a este repórter pelo interventor da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Alexandre Mendes, ao comentar sobre a recente demissão de 400 funcionários da empresa canadense Colossus que vinha explorando a mina de Serra Pelada no município de Curionópolis, no sudeste do Pará.

Ele fez também uma avaliação positiva sobre sua administração até agora à frente da cooperativa e respondeu a outros questionamentos de interesse dos garimpeiros e da sociedade em geral. A intervenção ocorreu em outubro do ano passado por determinação da Justiça de Curionópolis, a pedido do Ministério Público do Estado do Pará. De acordo com o MPE, “o objetivo da intervenção foi para que a Coomigasp fosse profissionalmente e administrativamente gerida, intencionando ainda garantir a lisura, transparência e legitimidade nas eleições internas dos seus dirigentes, vislumbrando atingir seu objetivo precípuo, que é a distribuição dos lucros aos seus cooperados”. Confira a entrevista:

DSC_0126(1)Como fica a situação da Coomigasp com esta crise financeira da Colossus e a demissão de mais de 400 funcionários da mina de Serra Pelada?

Chegou o grande momento de fazermos a coisa certa. Vamos ter a oportunidade de viabilizar o projeto de forma justa para o garimpeiro, seja com novos investidores ou por conta própria.

Como o senhor recebeu a notícia da demissão dos funcionários da Colossus? Foi pego de surpresa?

Não foi uma surpresa porque eu já vinha acompanhando a desvalorização das ações da Colossus na Bolsa de Valores. Era previsível que se chegasse a esse ponto. Todo processo que inicia errado não chega até o fim, e assim foi a parceria entre Coomigasp e Colossus.

A Colossus vinha repassando normalmente o dinheiro para a manutenção e pagamento de funcionários e fornecedores da cooperativa?

O último repasse foi feito em outubro, desde então não foi feito mais nenhum pagamento na conta de consignação.

O que os garimpeiros podem esperar daqui para frente em relação à exploração da mina de Serra Pelada? Outra empresa entrará no lugar da Colossus?

O garimpeiro pode ter a certeza que tomaremos todas as medidas cabíveis e faremos o que estiver ao nosso alcance para conseguir a melhor alternativa de viabilidade do projeto. Não podemos e nem queremos que todo o trabalho feito até agora se perca. Independente da solução que vamos encontrar para esse momento, o importante é ressaltar que o garimpeiro estará envolvido em todas as decisões relacionadas à viabilidade do projeto.

O senhor pretende convocar uma assembleia geral extraordinária para discutir a situação com os garimpeiros? Quando seria?

Nesse primeiro momento, o importante é listarmos quais alternativas temos para o projeto, para depois discutirmos com os garimpeiros. Porque é claro que o garimpeiro participará diretamente nas decisões.

Qual o balanço que o senhor faz de sua administração até agora?

Temos um balanço muito positivo. Todas as ações designadas no termo de nomeação da intervenção já estão em andamento, como por exemplo: Já iniciamos a auditoria no cartório; fizemos levantamento do passivo da cooperativa; iniciamos auditoria financeira e contábil; estamos com uma equipe técnica de engenheiro de Minas e Geólogo atuando em Serra Pelada; estamos implantando um modelo de gestão a ser seguido nas próximas gestões, um sistema de gestão integrado; estamos avaliando a licitude de todas as dívidas contraídas pela cooperativa; encerramos com todas as delegacias, centralizando as operações no escritório de Curionópolis; implantamos um sistema online de pagamento das mensalidades; estamos analisando todos os contratos da cooperativa, começando pelo da Colossus, que de imediato entramos com uma ação de nulidade em função das várias irregularidades encontradas; fizemos um plano de redução de custos da cooperativa; implantamos ponto eletrônico para todos os funcionários; buscamos parcerias com o Governo do Estado para atuar nas questões sociais de Serra Pelada; estamos analisando toda documentação para iniciar o beneficiamento da montoeira; além de diversas outras ações de melhorias.

Com esta crise da Colossus, a intervenção continua ou o senhor acha que o Ministério Público pode se afastar do caso? Pessoalmente, o senhor pretende continuar como interventor?

Com certeza o Ministério Público não irá se afastar do caso logo nesse momento em que é precisa unir esforços para viabilizar de uma vez por todas o projeto Serra Pelada. Na verdade esse é o grande momento de esquecer as diferenças e as autoridades do nosso país promoverem um mutirão para dar ao garimpeiro aquilo que é dele por direito. A classe garimpeira é formada de pessoas cansadas de lutar. Houve muita injustiça ao longo desses 32 anos, muita desigualdade. É hora de o Brasil mudar essa página de Serra Pelada e sem dúvidas darei a minha contribuição enquanto fizer parte do processo.

O senhor não teme uma invasão de garimpeiros ao canteiro de obras de Serra Pelada, conflito com a polícia e até mortes em breve?

Não haverá invasão porque o garimpeiro já percebeu que esse não é o melhor caminho. Além disso, a classe deposita confiança na intervenção para ajudar a solucionar essa causa. Nesse momento, precisamos da união dos garimpeiros para apresentarmos um cenário de estabilidade para o mercado e atrair possíveis novos investidores.

Quais as providências imediatas que o senhor está tomando para resolver a situação, já que a Colossus parece que está se afastando de vez dos investimentos na mina?

Já acionamos o Governo do Estado através do MP, o qual se mostrou disponível a contribuir com o que for necessário para a viabilidade do projeto. Faremos o mesmo com quem for necessário, sejam deputados estaduais, federais, ministro de Minas e Energia e até mesmo a presidência da república, se for necessário. É hora de esquecermos as diferenças, precisamos unir esforços para darmos a solução digna e justa à Serra Pelada e para os garimpeiros da Coomigasp.

Qual seu apelo às autoridades brasileiras e sua mensagem aos garimpeiros neste momento tão crítico para a Coomigasp?

Para as autoridades brasileiras, informo que não temos mais tempo a esperar. A hora de dar a solução para Serra Pelada é agora. Vamos mostrar à classe garimpeira a solução. Vamos mostrar para o mundo um case de sucesso. Vamos mostrar para o mundo que o Brasil também faz justiça e que trabalha para diminuir a desigualdade social.