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Carta de Vespasiano a seu filho Tito – atualíssima
Diga-me de pronto: onde o povo prefere pousar seu clunis?
Carta de Vespasiano a seu filho Tito
Para júbilo e gáudio dos amantes dos textos clássicos, segue uma carta do imperador Vespasiano a seu filho Tito: “22 de junho de 79 D.C.”
“Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas.” “De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória.”
“Alguns senadores o criticam, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?
Num estádio, é claro.”
“Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma ‘per omnia saecula saeculorum’, e sempre que o olharem dirão: Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’.”
“Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão.” “Moralistas e loucos dirão que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. ‘Vel caeco appareat’ (Até um cego vê isso). Portanto, deves construir esse estádio em Roma”. “Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: ‘Ad captandum vulgus, panem et circenses’ (Para seduzir o povo, pão e circo).”
“Esperarei por ti ao lado de Júpiter.”
PS: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta. Tito inaugurou o Coliseu com 100 dias de festa. Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado.
A propósito de Copas e Olimpíadas, continua válida a pergunta de Vespasiano: “Onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?”
Assim a gente de Brasília construirá monumentais estádios em Cuiabá, Recife e Manaus, mesmo que nem haja ludopédio por esses lugares. Só para se ter uma ideia, em Cuiabá, a Arena Pantanal terá 43.600 lugares. No último campeonato de Mato Grosso a média foi inferior a 1.000 pessoas por partida. Em Recife haverá um novo Estádio, embora todos os grandes clubes locais já tenham o seu. Em Manaus, pior ainda: a Arena terá 47 mil lugares. No último campeonato estadual, juntando os 80 jogos, o público total foi de 37.971.
As gentes da Terra Papagalli não ligaram nem mesmo para o exemplo dos sul-africanos, que construíram 5 novos estádios e 4 são deficitários. Vespasiano estava certo – o grande negócio é construir estádios!
NB: Clunis, em latim, significa nádegas.
PSB de Parauapebas realiza encontro
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realizou no último dia 21 de abril em Parauapebas encontro de lideranças municipais. O encontro contou com a presença ilustre do presidente estadual do partido Ademir Andrade, do Secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos José Acreano Brasil Júnior, dos presidentes municipais do partido em Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Marabá e de Canaã dos Carajás. Contou também com a participação de várias lideranças políticas e de movimentos sociais de Parauapebas e região.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Brasil Junior falou do trabalho realizado pela sua pasta em todo estado e disse que estará juntamente com o partido buscando atender as demandas mais urgentes da população de Parauapebas.
O ex-senador Ademir Andrade falou do momento político atual, no estado e no Brasil, das possibilidades de composição para as próximas eleições estaduais e de como o partido deverá se posicionar para eleger o maior número possível de candidatos do PSB.
Pré-candidaturas – Ademir Andrade destacou que será candidato a deputado federal e em Parauapebas deseja ter para uma dobradinha o empresário Sérgio Balduíno (Anagráfica) candidato a deputado estadual, o que foi apoiado por todos os presentes.
Nova Direção – Além da pré-candidatura a deputado estadual outra novidade foi a nomeação de Sérgio da Anagráfica para a presidência do partido em Parauapebas a direção estadual achou por bem mexer na composição do comando do partido no município que nos últimos anos esteve a cargo do empresário Abraão Pimentel. Esta semana será feita uma reunião onde haverá uma definição de quais outros membros estarão compondo a nova comissão provisória.
Sangue novo – O empresário Sérgio da Anagráfica em sua fala disse estar preparado para o novo desafio e que espera o apoio de todos na construção de um novo partido em Parauapebas, destacando que não medirá esforços para fazer um trabalho que seja digno do crescimento que o PSB teve em todo Brasil nos últimos anos.
PSB promoverá evento em Parauapebas no fim de semana
No próximo final de semana (20 e 21/4), lideranças do PSB paraense como o ex-senador Ademir Andrade e o secretário estadual de justiça e Direitos Humanos, José Acreano Brasil Júnior, estarão em Parauapebas quando participarão de encontro com lideranças locais do partido. Durante a estada, Ademir Andrade e Acreano farão nova filiações partidárias, além de recadastramento geral dos filiados em Parauapebas.
No domingo, 21, a partir das 9 horas, acontecem palestras com os temas “Participação e crescimento político do PSB na política municipal, estadual e federal” e “Considerações sobre o atual momento político nacional” no auditório da Câmara Municipal de Parauapebas com entrada franca.
Câmara de Parauapebas terá oposicionistas nas presidências das comissões
Os nomes dos vereadores que vão compor as Comissões Parlamentares da Câmara Municipal de Parauapebas nos próximos dois anos foram apresentados na terça-feira, 5, durante a Sessão Ordinária. O anúncio foi realizado pelo presidente da Casa, Professor Josineto Feitosa (PSDC).
As comissões são definidas no início de cada Legislatura e têm como finalidade a análise dos projetos da própria Câmara, do Executivo e até mesmo aqueles de iniciativa popular. Cabe a elas acompanhar os planos e programas governamentais, além da fiscalização orçamentária. Assim os parlamentares que fazem parte dessas comissões devem estudar, detalhadamente, todos os projetos que são encaminhados à Câmara. Suas conclusões são emitidas em forma de parecer de modo a orientar o plenário na apreciação e aprovação da matéria.
Vejam abaixo como ficaram as seis comissões do Legislativo de Parauapebas. Todas as comissões serão presididas por vereadores eleitos por partidos que eram oposição ao atual prefeito:
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Comissão |
Presidente |
Membros |
| Justiça e Redação | Euzébio Rodrigues dos Santos (PT) |
- Odilon Rocha de Sanção (PMDB) - Moacir Charles A. B. Segundo (PSD) |
| Terras, Obras, Serviços Públicos, Minas e Energia |
Bruno Leonardo A. Soares (PP) |
- Ivanildo Braz S. Simplício (PDT) - José Francisco do A. Pavão (PTB) |
| Segurança Pública e Defesa Social | José Arenes da Silva (PT) |
- Euzébio Rodrigues dos Santos (PT) - Odilon Rocha de Sanção (PMDB) |
| Finanças e Orçamento |
Bruno Leonardo A. Soares (PP) |
- Major da Mactra (PSDB) - Luzinete Rosa Batista (PV) |
| Educação, Cultura e Meio Ambiente | Eliene Soares S. da Silva (PT) |
- João Assi – João do Feijão (PP) - Luzinete Rosa Batista, PV |
| Direitos Humanos |
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- Maridé Gomes da Silva, PSC - Ivanildo Braz S. Simplício, PDT |
Pará: Simão Jatene se afasta e Helenilson Pontes assume o governo do Pará
Por recomendações médicas, o governador Simão Jatene (PSDB) ficará afastado do cargo por 30 dias. O vice-governador, Helenilson Cunha Pontes (PPS), assume o governo.
O governador do Pará Simão Jatene ficará afastado do cargo por 30 dias, sem licença médica, após ter sido submetido a um procedimento de desobstrução de artéria, realizado no Hospital do Coração, em São Paulo, no último dia 27 de fevereiro. O vice, Helenilson Pontes, assumirá a função à frente do governo estadual.
Em coletiva à imprensa realizada nesta quinta-feira (7), Pontes afirmou que a determinação do governador é que a administração pública estadual continue no seu ritmo normal, seguindo a agenda administrativa. “O governador pediu que eu assumisse a frente das inaugurações, do tratamento de obras que nós vamos lançar nos próximos 30 dias”, anunciou o governador em exercício.
De acordo com Ponte, há uma agenda marcada no Senado Federal na próxima semana. “No Senado Federal nós devemos levar a voz do Pará na discussão do Fundo de Participação dos Estados, que é um debate importante”, adiantou.
O encontro na Câmara Federal deve incluir na pauta a discussão a respeito da Lei Kandir, que diz respeito à isenção do ICMS aos produtos e serviços destinados à exportação. “A Lei Kandir também está sendo levada por nós ao presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, uma das principais preocupações do Pará”, declarou Helenilson Pontes, que deverá abordar ainda o código de mineração na reunião com o presidente da Câmara.
Saúde de Jatene
Ainda de acordo com Pontes, o estado de saúde de Simão Jatene é estável, e o período de afastamento se faz necessário para a recuperação do governador. “Ele sofreu um procedimento sério. E ninguém é de ferro, ninguém é de aço, precisa se cuidar. E o governador, dentro de 30 dias, se Deus quiser, vai estar aqui entre nós”.
Nos próximos dias, será definido se Simão Jatene voltará para o Pará ou permanecerá em São Paulo. Segundo Pontes, a comunicação com o governador é diária. “Nós estamos em contato com ele diariamente, conversando sobre as questões mais centrais do estado. Ele tem amplo conhecimento do que está acontecendo aqui, nós estamos conversando, discutindo, me aconselhando com ele diante de certas questões que exigem um posicionamento mais efetivo do governo”, garantiu.
O pedido de afastamento precisa ainda ser aprovado pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Márcio Miranda (DEM), presidente da Alepa, afirmou que até a próxima segunda-feira (11) deve receber o atestado médico e o pedido de licença do governador, que deverá ser enviado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (12). “O CCJ deve se reunir, dedica-se [o documento] a um relatório, esse relatório pode ser aprovado na própria quarta-feira (13)”, explicou Miranda.
De acordo com Miranda, Jatene pediu apoio ao governador em exercício. “O governador está bem, me ligou hoje de manhã pedindo para dar apoio integral ao governador em exercício Helenilson, pediu pra que o Parlamento acompanhasse todas as atividades do executivo”.
Fonte: G1 PA
Água Azul: Justiça anula decreto de exoneração e João Lourenço poderá ser empossado
O médico José Lourenço disse que conseguiu a microfilmagem do pagamento da rescisão contratual amigável e uma gravação de voz em que, o ex-prefeito Davi Passos confirma que o médico se desligou da prefeitura de Xinguara através de negociação amigável.
De posse destas provas, Lourenço ingressou na justiça pedindo a anulação do Decreto de Exoneração e uma indenização por danos morais e materiais. O Juiz Edvaldo Saldanha suspendeu liminarmente o decreto de exoneração que foi usado para cassar os direitos políticos de José Lourenço. Desta forma deixa de existir o fato que deu origem a impugnação de João Lourenço. Com esta decisão, a defesa do prefeito eleito peticionou ao TSE informando o fato novo e solicitando a liberação do registro de candidatura e aguarda decisão.
O processo está com o Ministro Marco Aurélio que já pediu o julgamento do mesmo, o que poderá acontecer a qualquer momento.
O advogado Joel Lobato, que também atua no caso, disse que existem todas as chances de João Lourenço vir a tomar posse, “Na lei eleitoral 9.504, quando fala do fato superveniente fortalece as possibilidades”, disse Joel Lobato.
Outro fato que reforça a tese de que Lourenço poderá assumir é que o atual prefeito de Xinguara Osvaldo Assunção “Osvaldinho” (PMDB), através da procuradoria do município tornou nulo o PAD que julgou o médico, resultando na homologação de um acordo judicial entre o município e José Lourenço, no qual ele abriu mão da ação de ressarcimento por danos materiais e morais feito na justiça contra a prefeitura.
Fonte: A Notícia
Candidato mais votado em Água Azul do Norte se diz perseguido por Davi Passos, ex-prefeito de Xinguara
Apesar da administração do prefeito em exercício, Sargento Palmeira, de Água Azul do Norte estar em pleno andamento, é grande a especulação em relação à situação política do município no que diz respeito ao resultado das eleições do ano passado.
O candidato que obteve a maioria dos votos ( o médico José Lourenço (PSB) obteve 58,15% dos votos válidos ) não pode assumir e certamente haverá outra eleição, mas não está descartada a possibilidade de sua posse.
José Lourenço garante que foi e está sendo vítima de uma manobra orquestrada pelo ex-prefeito de Xinguara, Davi Passos (PT), com o objetivo de lhe prejudicar e beneficiar o candidato concorrente, Deusmir Gonçalves (PT).
Durante o tempo em que Davi foi prefeito de Xinguara, José Lourenço trabalhou no município como médico auditor concursado. Segundo ele, por ter opinião própria e não aceitar fazer irregularidades e questionar coisas erradas na Saúde Pública acabou contraindo uma animosidade com o então prefeito e sua esposa, então secretaria de saúde do município e por essa razão foi arrolado injustamente para responder um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Na época houve confronto acirrado entre o médico e o prefeito, mas, antes do julgamento do PAD o médico e o prefeito fizeram um acordo, o que parecia ter sido o fim da briga: a prefeitura pagou salários atrasados ao médico e o mesmo solicitou sua demissão. Esta aceita pelo prefeito.
Porém, dois anos após, quando Lourenço deu entrada em seu registro de candidatura para prefeito de Água Azul do Norte foi surpreendido. O Partido dos Trabalhadores, sigla do então prefeito de Xinguara, Davi Passos, ingressou na justiça tendo em mãos o julgamento da sindicância de quando o médico foi desligado da prefeitura Xinguara com o relatório dizendo que João Lourenço havia sido demitido à bem do poder público. Desta forma o médico estaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa, que prega em um de seus artigos: “o servidor demitido a bem do poder público perde os direitos políticos”.
“Foi uma grande covardia do senhor Davi Passos, tudo para beneficiar o seu correligionário de partido que disputava comigo”, esclarece Lourenço. O médico disse que perdeu os recursos impetrados tanto em Xinguara quanto em Belém porque, passados mais de um ano, teria jogado os papeis e provas do acordo no lixo, não tendo como provar o contrário. “Joguei no lixo pois jamais imaginei que o senhor Davi teria coragem de fazer isso com uma pessoa”, explicou Lourenço.
Por causa do imbróglio, a justiça eleitoral negou diplomação e posse à Jose Lourenço. O médico recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda o julgamento do caso.
Com informações do Jornal A Notícia
“Fogo amigo” de aliados quer derrubar Valmir do poder?
Reconhecer seus defeitos é, sem sombra de dúvidas, se não a maior, uma das grandes virtudes que o ser humano pode ter. Tomar uma atitude corretiva quando se percebe o erro cometido, voltando atrás ou agindo de forma a reparar o erro é, em minha opinião, qualidade que deve ser exaustivamente enaltecida.
Durante a campanha para as últimas eleições municipais este blogueiro tentou mostrar aos leitores um cenário político que poderia vir a acontecer caso o eleito fosse, como foi, o então candidato Valmir da Integral.
Antes de continuar é necessário esclarecer que apesar de não ter uma amizade íntima com o atual prefeito, sempre mantivemos uma relação cordial, amistosa e respeitosa. Fato que por si só me libera para tecer comentários sobre o modo como vem operacionalizando sua gestão.
As críticas que fiz ao candidato Valmir e ao governo Valmir foram, são e serão sempre no sentido de ver esse município que aprendi a chamar de meu no caminho do progresso e da autossuficiência social, econômica e financeira.
Parauapebas precisa começar a pensar grande. Foi-se o tempo em que picuinhas oriundas de gabinetes de secretários e assessores insatisfeitos com a forma de compor o governo faziam frente ao modo enxuto e visionário de outros, provocando a demissão de competentes parceiros somente em virtude do gestor não contar com a maturidade e segurança política para manter a competência e o comprometimento em detrimento do aliado político que, amanhã ou depois pode lhe virar as costas pelo simples motivo de não ter um de seus desejos atendidos.
Minha já falecida mãe volta e meia me lembrava da passagem bíblica que preceitua: “diga-me com quem andas e eu te direi quem és.” Essa expressão nada mais é que o poder de saber as qualidades de uma pessoa pela companhia que ela mantém.
Pois bem, voltando à campanha de 2012, este Blogger volta e meia tocava na tecla que a eleição de Valmir Mariano não traria mudança alguma em virtude dos conchavos políticos necessários para a vitória do mesmo. Não reclamava, naquele momento, dos conchavos feitos por Valmir, e sim com quem foram feitos tais acordos.
Citava, vocês se lembram, que estar ao lado de Massud, Claudio Almeida e da renegada dissidência petista não representava mudança alguma. O Blogger foi voto vencido e a grande maioria da população, ansiosa por mudança, escolheu a sugerida por Valmir, sem se dar conta que se a proposta de mudança era no âmbito social, pois no político, as velhas raposas jamais iriam avalizar uma mudança nos antigos conceitos do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Antes mesmo de completados os primeiros 55 dias de governo, os aliados de primeira hora naquele momento político, somados a vereadores eleitos pela oposição, já articulam uma nefasta e sorrateira maneira de derrubar Valmir do cargo. Quem assumiria a vaga seria a vice-prefeita, Sra. Ângela, esposa de Massud.
Esse movimento oposicionista da direita, o chamado “fogo amigo”, vem provocando grandes prejuízos ao governo Valmir Mariano. No princípio as articulações eram concebidas nos bastidores. Agora, já se fala do assunto nos corredores e gabinetes do Palácio dos Ventos sem o mínimo constrangimento.
O movimento se dá, principalmente, em virtude da atual classe política parauapebense manter-se em letárgico estado de escassez. A sociedade não soube construir novas lideranças e o que se vê são os velhos ratos da política local mandando e desmandando.
Analisando os primeiros dias do governo Valmir, se tem a impressão que o futuro parece distante demais. Na escolha do secretariado ele até que foi bem. Conseguiu montar um grupo quase técnico dentro das possibilidades políticas que se apresentaram. Alguns ajustem foram feitos para agasalhar todos os que se empenharam para o êxito eleitoral, deixando a “família da mudança” temporariamente satisfeita.
Os problemas internos dentro do governo Valmir tiveram início quando cortaram as pernas de Zé Rinaldo, secretário de Finanças e até então declarado principal apoiador de Valmir. O hoteleiro supermercadista se irritou, sabe-se lá pelo inesperado corte em sua secretaria, que lhe tirou poderes de primeiro ministro, lhe deixando em igualdade de condições aos outros, ou por ver que não era nele que Valmir depositaria as fichas visando uma boa gestão.
Aliando-se a alguns partidários tucanos começou a orquestrar uma campanha de difamação contra a secretária de Educação, Francisca Ciza, contra o secretário de Planejamento, Célio Costa, contra o Secretário de Obras, Dário Veloso, contra o gestor da Secult, Chico Brito e contra o Chefe de Gabinete, Zé Omar, entre outros. Todos os que não lhe beijavam as mãos. Colocou o sua turma para pressionar o prefeito pelo simples motivo de marcar território.
O prefeito, felizmente, não caiu em sua armadilha política. Manteve-se firme em suas decisões. Sabiamente manteve os competentes secretários citados, preferindo aguardar o tempo necessário para a apresentação dos resultados do que ceder aos caprichos de Zé Rinaldo, mostrando ao presidente do ninho tucano (que hoje mais parece uma Torre de Babel onde ninguém sabe quem manda, que língua se fala e a que diretrizes se segue – há exceções) que não trata a política e o governo com ressentimento, rancor ou inveja, já que manteve o tucano no cargo mesmo sabendo de onde vinham as chamas do fogo amigo.
Ora, Francisca Ciza sempre contou com o apoio do governador Jatene e sua manutenção na direção de uma escola estadual com o aval de Zé Rinaldo prova isso.
Célio Costa é um dos mais competentes economistas que esse país já produziu. Conhecido nacionalmente, Costa foi quem concebeu o Estudo de Viabilidade Econômica do Estado de Goiás e agora o de Carajás e Tapajós. Defendeu tal viabilidade para mestrados em economia a convite da FGV, na Escola Superior de Guerra e em tantas outras instituições de ensino, sempre mostrando competência no que se propõe em fazer, tendo inclusive seus livros indicados para teses de doutorado e mestrado em várias universidades, entre elas USP e Unicamp. Abdicou de assumir a secretaria de Fazenda de Marabá a convite do então prefeito eleito João Salame para vir a Parauapebas onde se comprometeu em planejar o município para os próximos anos com a mesma eficiência de quando foi secretário de estado em Goiás e Tocantins.
O caso do Célio Costa nos remete a um fato acontecido no governo anterior. No início do segundo governo Darci, o também economista Delmar Steffen foi importado do Rio Grande do Sul para assumir a secretaria de Planejamento. O fogo amigo petista o afastou do cargo antes mesmo que o notadamente competente secretário pudesse mostrar serviço. Darci mostrou fraqueza naquele momento preferindo se submeter aos desejos da militância petista, que mais tarde o abandonaria, do que manter Steffen no cargo e transformar Parauapebas em outra cidade, fato que inevitavelmente teria acontecido.
Nos mesmos moldes, tentam agora derrubar Célio Costa com palavras, supostos dossiês e em virtude do mesmo ser de outro estado, como se Zé Rinaldo, o prefeito e outros que o malham por isso não o fossem.
Já disse aqui outro dia que pessoas aziagas deveriam esquecer Parauapebas, ou pelo menos não se envolver na política local, já que não sabem reconhecer os erros e tampouco agir para minimizá-los, preferindo atacar pelo simples fato de atacar. Fazer conjecturas relacionando secretários à máfia das drogas, a escândalos e crimes sem nenhuma ponta de prova ou por ter errado na preparação do carnaval não me parece a melhor maneira de agir de quem prega aos quatro cantos que quer o melhor para Parauapebas.
Agora, não satisfeito com o rumo tomado pelo prefeito e possessos com o afastamento político normal que sofreram, alguns políticos se uniram com o claro objetivo de derrubar Valmir Mariano do cargo. Já orquestram alianças com vereadores supostamente da oposição para ver Massud no poder.
Macacos velhos da política pebana, não aprenderam ainda que aqui quem manda é o povo e este ainda está com o “velhote”, que aprenderam a admirar e em quem depositaram total confiança. O mesmo povo que sabe separar o joio do trigo, saberá dar tempo ao tempo. Não é possível que pessoas ligadas ao governo pensem com tamanha mesquinhez, acreditando que o mesmo povo que colocou Valmir no poder vai traí-lo antes que se complete o primeiro ano de governo pelo simples motivo do governo ter suspendido um programa que aparentemente está cheio de vícios e supostamente prejudicará alguns que vivem de sugar o que seria para o pobre, ter efetuado mudanças que desagradaram aliados ou porque buscou parceiros fora de Parauapebas.
Este Blogger estará do lado desse povo sábio em detrimento aos carcarás que se espelham em erros anteriores para angariar o poder. Estarei do lado do governo Valmir, não para defendê-lo quando erros forem cometidos, mas para defendê-lo das acusações injustas e irresponsáveis de pessoas transvestidas de cordeiros que tentam ludibriar a população quando na verdade são lobos querendo comer o vovozinho.
Parauapebas, volto a repetir, precisa pensar grande. Esses políticos amadores que trazem um palito de fósforo em uma mão e um botijão de gasolina na outra deveriam se unir sim, mas para auxiliar política e administrativamente o atual governo. Ele estará aí pelo menos até 31 de dezembro de 2016, queiram ou não a direita oposicionista. Aprendam com a verdadeira oposição que perdeu a eleição, mantenham-se dignos de merecer a confiança da população no futuro. Busquem consolidar os espaços que receberam antes de tentar abraçar o espaço alheio. Tenham hombridade, a população saberá reconhecer isso.
Vem do interior nova liderança do Pará?
Por Lúcio Flávio Pinto ( * )
Unindo-se, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás conseguirão sair do isolamento político em que se encontram e romper com o paradoxo de terem muita riqueza e não se desenvolverem. Para alcançar esses objetivos, precisarão formar um grupo forte, capaz de eleger deputados estaduais e federais, senadores “e, por que não, até governador do Estado”.
Foi essa a proposta que Valmir Queiroz Mariano, do PSD, lançou, ao assumir o cargo de prefeito de Parauapebas. Mesmo que o seu discurso de posse não tivesse sido o mais consistente dentre os novos gestores municipais do Pará, Parauapebas, à frente desse grupo de municípios que gravitam em torno da mineração, merecia atenção especial da opinião pública estadual.
Os quatro municípios somam uma população de 245 mil habitantes, pouco expressiva diante dos quase oito milhões de moradores do Pará. Sua área, de 16 mil quilômetros quadrados, também é ínfima diante dos 1,2 milhão de quilômetros quadrados do Estado. Mas o PIB de Parauapebas é de 16 bilhões de reais, equivalente a mais de 20% do PIB paraense. O de Canaã passa de R$ 1,5 bilhão, com 2% de todo PIB estadual. Já o PIB per capita de Parauapebas é simplesmente 10 vezes maior do que o paraense e o de Canaã é cinco vezes superior.Os dois outros municípios estão abaixo da média.
O prefeito de Parauapebas foi claro e audacioso na sua proposição. Ele quer maior poder político do que o que tem. Seu primeiro passo anunciado será formar uma associação de municípios mineradores, que já dispõem individualmente de receita própria expressiva no conjunto do Estado. Em união, passam a ter um peso maior, em condições de formar uma bancada política representativa no parlamento local e federal. Com ela, o salto seguinte seria a disputa pelo governo do Estado.
Nenhum político interiorano anunciou de público esse projeto, de forma objetiva e como alvo de longo prazo. A meta é extremamente difícil. Só não se mantém impossível porque falta até agora, aos demais líderes políticos que assumiram as gestões municipais neste mês, a disposição para atingi-la.
Só vontade não basta, é claro. Mas a administração Simão Jatene, repetitiva e sem dinamismo, como a dos demais grupos de elite encastelados na capital, permite reapresentar, sob novo cenário, o questionamento ao perfil territorial do Pará. O Estado sente a falta de lideranças. Os velhos centros de formação se exauriram e envelheceram. Especialmente na capital.
Há um vácuo de representatividade que favorece a mudança e a novidade. Talvez o prefeito de Parauapebas se beneficie desse vazio de homens, se for além dos impulsos retóricos de posse, não acabar enveredando pelas velhas e mesquinhas práticas políticas e tiver enchimento por baixo das aparências. Se estiver entrando no jogo do poder para valer, em nome de uma região que realmente pode aspirar a isso.
Valmir Mariano quebrou a dinastia do PT sobre o município que mais fornece divisas ao Brasil, o segundo em exportação do país. A vitória lhe veio contra adversários que contavam com o apoio do governo federal e recursos milionários para a campanha.
Não é pouco. Mas pode ser uma conquista efêmera, se o novo prefeito repetir os demais que se sucederam no controle de Parauapebas: de esperança na eleição. Do Chico das Cortinas, Bel Mesquita e Darci Lermen se tornaram frustrações. Mariano assumiu já trabalhando na limpeza da cidade, tarefa fácil, necessária e de efeito imediato, ao qual todos costumam recorrer quando começam.
Ao mesmo tempo, anunciou uma medida administrativa profilática: a redução em 35% os gastos públicos da máquina administrativa. Prometeu aplicar o dinheiro proporcionado por essa economia em serviços emergenciais de saúde, saneamento básico, educação e transporte público.
Manifestou sua convicção de que um município com a receita que tem Parauapebas não pode admitir que sua população “reclame por falta de água em suas torneiras, atendimento nos postos de saúde, transporte coletivo caótico e de segurança no trânsito da cidade”.
O discurso do prefeito, portanto, está correto. Começou a semear em terreno fértil para uma escalada que pode fortalecer a área de mais intensa mineração no Pará e questionar a capital sobre a sua relação com o interior de um Estado tão grande e mal administrada.
Se não for apenas fogo de artifício ou se o propósito do idealizador não for apenas o de usar os vizinhos como escada para seus planos pessoais, a iniciativa do prefeito de Parauapebas pode retomar o tema da redivisão do Pará num plano mais racional, técnico, justo e democrático, como é preciso.
O plebiscito de 2010 mostrou que Carajás e Tapajós se deram mal porque praticaram para um confronto que não tinham condições de vencer, exceto se a norma constitucional fosse violada e o cálculo aritmético perdesse a validade. Uma união em novo estilo tomaria outro rumo: convidaria os paraenses para um esforço em comum de mudar a forma de exploração das suas riquezas em proveito de todos, cada parte utilizando seus fatores próprios através de lideranças habilitadas.
Os paraenses estão cansados de líderes que só pensam em si e no seu grupo. O terreno está pronto para a boa semeadura. Mas não para novas fraudes.
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( * ) – Lúcio Flávio Pinto é autor de diversos livros sobre meio ambiente e Amazônia. Foi correspondente na região do jornal O Estado de S. Paulo e repórter dos jornais O Liberal e A Província do Pará. Desde 1987, publica o Jornal Pessoal, quinzenário individual que circula em Belém sem qualquer tipo de publicidade. Foi professor do curso de jornalismo da UFPA. Recebeu quatro prêmios Esso e dois Fenaj, da Federação Nacional dos Jornalistas, que em 1988 considerou o Jornal Pessoal a melhor publicação do Norte e Nordeste do país. Em 1997, ganhou o prêmio Colombe d’Oro per la Pace, dado anualmente pela organização não governamental italiana Archivio Disarmo a personalidades e órgãos de imprensa que tenham uma contribuição significativa na promoção da paz. Ele venceu na categoria “jornal”. Em 2005, foi premiado com o Internacional Press Freedom Award, da organização nova-iorquina Committe to Protect Journalists (CPJ), dado a jornalistas que tenham se destacado na defesa da liberdade de imprensa.
Lideranças do PPS no Pará vão se reunir amanhã (26) em Canaã dos Carajás. Salame e Sancler já confirmaram presença.
O Partido Popular Socialista – PPS estará reunindo em Canaã dos Carajás as suas principais lideranças da região pra discutirem a eficiência dos mandatos dos seus representantes e a ampliação nas eleições futuras.
O encontro terá inicio a partir das 14 horas do próximo sábado (26/01/2013), no prédio da Câmara Municipal de Canaã dos Carajás e encerramento no domingo (27/01/2013) pela parte da manhã no auditório da Escola Estadual João Nelson dos Prazeres.
O PPS elegeu prefeitos nas duas principais cidades do Sul e Sudeste do Estado, em Marabá João Salame e em Tucuruí Sancler que já confirmaram presenças.
Também estarão presentes os prefeitos eleitos de São Felix do Xingu, João Cleber; de Eldorado dos Carajás, Divino do Posto; de São Domingos do Araguaia, Pedro Paraná e todos os vices prefeitos e vereadores eleitos do partido na região.
A expectativa da Dra. Marilda, anfitriã do encontro, é que o Partido seja fortalecido na região para que possa buscar junto ao Governo do Estado o seu devido espaço, já que o vice-governador é do partido que também faz parte da base aliada.
Outra expectativa também é a troca de experiências para que o partido possa ter uma administração transparente e pautada na responsabilidade, marca principal do PPS.







