Category Archives: Parauapebas

Estatísticas: Parauapebas poderá ter 145 mil eleitores nas próximas eleições municipais e segundo turno em 2020

Segundo levantamento feito pelo Blogger junto ao TSE, seremos aproximadamente 145 mil eleitores no próximo pleito municipal. A população cresce paulatinamente e as informações de novos investimentos na região faz com que esse crescimento aumente ainda mais. Provavelmente, nas eleições municipais de 2020 o município já tenha alcançado a marca de 200 mil eleitores e poderá ter segundo turno, conforme diz a lei.  Acompanhe o gráfico com a evolução do eleitorado em Parauapebas e as projeções para 2014 e 2016, conforme a média de crescimento dos últimos anos.

Ano

Eleitorado

Crescimento (%)

1989

23.733

 

1990

24.433

2,91

1992

25.837

5,72

1994

30.630

18,50

1996

35.277

15,17

1998

38.694

9,68

2000

45.283

17,02

2002

50.388

11,27

2004

63.496

26,01

2006

70.098

10,39

2008

85.246

21,60

2010

92.350

8,33

2012

111.542

20,78

2014

122.842

10,13 *

2016

144.585

17,70 **

* – cálculo obtido usando a média dos dados das últimas eleições gerais

** – cálculo obtido usando a média dos dados das últimas eleições municipais

Parauapebas: vereadores fazem balanço das eleições

A sessão plenária da Câmara Municipal de Parauapebas, realizada na última terça-feira, 9, tratou exclusivamente das eleições municipais. Todos os vereadores presentes usaram a Tribuna para falar do trabalho realizado durante o pleito eleitoral.

O primeiro a discursar foi Antônio Massud, do PTB. Ele agradeceu a Deus e aos eleitores pelo apoio que recebeu. Apesar de não ter sido reeleito, o parlamentar, que integra a coligação “Mãos que trabalham”, liderada pelo prefeito eleito de Parauapebas, Valmir da Integral, informou que vai participar do próximo governo para trabalhar pelo município. “Eu não estou aqui pela ganância do poder, nem para querer enriquecer, estou nessa coligação porque acredito que podemos fazer algo melhor por essa cidade” ressaltou. Massud parabenizou os parlamentares eleitos e acrescentou “nunca vamos subestimar a capacidade de ninguém, todos nós somos capazes de amanhã estar aqui, defendendo a população”.

Francis Rezende

Francis Rezende, do PMDB, parabenizou os eleitos e falou da importância da próxima legislatura para a cidade. “É um momento de grandes transformações. Essa foi a nossa 7ª eleição municipal, a 1ª foi realizada em 1988, quando tínhamos apenas 30 mil habitantes, hoje são mais de 150 mil, oficialmente. Então Parauapebas é uma cidade atípica. Precisamos de um olhar especial para a saúde, a educação e a agricultura. Eu espero que os novos vereadores sejam tão especiais quanto o nosso povo e a nossa cidade precisam”.

Odilon Rocha

Odilon Rocha, do PMDB, que foi reeleito para o 6º mandato, agradeceu a população pelo resultado obtido nas urnas. O parlamentar disse que a vitória nas eleições é fruto do trabalho apresentado durante décadas. “A política é a arte do jogo e o jogador tem que saber que só vence um time e quando se perde tem que ter humildade. Eu sou vitorioso, aliás, eu nunca perdi uma eleição. Mas, a explicação para isso é que eu nunca desrespeitei o povo do meu município. Posso ter a tarja de duro, mas não tenho a de corrupto. Eu vim para a Câmara financeiramente independente, para que eu não precisasse desse salário, para não fazer nada em detrimento do povo. Entretanto, isso não me tira a obrigação de trabalhar pelo povo. Quem assina meu contrato não é o poder econômico, não é o prefeito, é a população. É com vocês que eu tenho obrigações e no dia que eu não quiser mais cumpri-las basta eu renunciar ao meu mandato”.

Adelson Fernandes

Para Adelson Fernandes, do PDT, que foi candidato a prefeito, o momento é de “desmontar os palanques”. O parlamentar desejou sorte aqueles que foram agraciados com a vontade popular “espero que vocês possam fazer um trabalho a altura do que os eleitores desejam. O vereador voltou a falar que lançou candidatura própria porque não acreditava em nenhuma das candidaturas que haviam sido lançadas. Mesmo não sendo eleito, Adelson afirmou que está feliz, pois alcançou seu objetivo. “Mostrei ao povo que quero ser prefeito dessa cidade. E com certeza o povo ainda vai me dar essa oportunidade”.

Faisal Salmen

Faisal Salmen, do PSDB, que não participou das eleições, usou a tribuna para fazer uma análise da corrida eleitoral. Diante da experiência que tem, já foi prefeito, deputado e vereador, ele afirmou que quem ganha às eleições é quem tem mais dinheiro. Segundo o vereador, vitoriosas são as campanhas que recebem mais investimentos e esses investidores não fazem isso gratuitamente, todos eles voltam para cobrar depois. “Falam na independência dos poderes. Não tem, porque o vereador, quando está acuado pelo povo que nele votou, só tem uma alternativa, cair de joelhos na frente do prefeito, senão ele não sobrevive”.

Wolner Vagner

Wolner Wagner, do PSDC, que foi candidato a reeleição, afirmou que perdeu “por causa de uma série de pessoas irresponsáveis, inclusive pessoas do governo e do meu gabinete”. O vereador acredita que foi vítima de uma injustiça. “Não é brincadeira você doar a vida trabalhando e perder a eleição porque não tem dinheiro para a campanha. É uma forma muito cruel”.

Euzébio Rodrigues

Já Euzébio Rodrigues, do PT, que foi reeleito, aproveitou o momento para falar da importância do direito de sufrágio, ou seja, de escolher representantes por meio do voto e da democracia “que nada mais é do que uma doutrina política baseada nos princípios da soberania popular”. O parlamentar ressaltou que continuará na Câmara para fazer o que o povo quer e precisa.

Percília Martins

Percília Martins, do PRTB, fez a leitura de um versículo da bíblia e falou do direito que os eleitores têm de escolher seus representantes. “Que Deus dê sabedoria a todos nesse momento, para que conduzam a cidade com responsabilidade e carinho. Precisamos de pessoas comprometidas e eu acredito que todos os eleitos têm uma característica em comum, que é a vontade de lutar pelo desenvolvimento de nossa cidade”.

Miquinha

O último a usar a tribuna foi Israel Pereira, o Miquinha, do PT. O vereador, que conseguiu se reeleger, relatou que ficou muito feliz com o resultado das eleições. “Isso quer dizer que eu fiz um bom trabalho, junto com todos os parlamentares desta Casa, porque um apenas não faz nada. Ser vereador não é fácil, porque ele não pode executar, apenas requerer e indicar”. O parlamentar acrescentou ainda que concorrer a uma vaga no legislativo é uma tarefa árdua. “Mas, quem não sabe perder, não merece vencer. Quem está na política não pode reclamar de traição, pois cada um tem o direito de escolha, de apoiar quem acha que deve apoiar.”

Zé Alves

O presidente da Câmara, Zé Alves, do PT, encerrou a sessão dando parabéns aos eleitos. “Desejo muito sucesso na atuação de vocês no poder legislativo, que façam uma administração exemplar e que possam contribuir com melhorias para a população de Parauapebas”.

Eleitos

Novos vereadores estiveram presentes.

Alguns dos candidatos eleitos estiveram presentes na Câmara nessa terça-feira e foram convidados para sentarem-se na Tribuna de Honra da Casa. Compareceram Devanir Martins e João do Feijão, ambos do PP, Irmã Luzinete, do PV, Braz, do PDT, Professor Josineto, do PSDC, Pavão, do PTB e a vice-prefeita eleita Maria Ângela, do PTB.

Nota de Falecimento

image

Tayná Carvalho, a Menina Fantástica, participará de evento do mundo da moda em Parauapebas

image

Acontece em Parauapebas de 25 a 28 de outubro, no Unique Shopping Parauapebas, o maior concurso de moda da região, com a escolha das novas estrelas da Orions Models Agency.

O Orions Fashion Show contará com a presença de Tayná Carvalho, vencedora do Menina Fantástica 2010 e terá, entre outros, um workshop de 3 dias (25 à 27) com Mauro Perez, agente internacional de modelos, para um intensivo de passarela, postura, modelagem e entre outros assuntos relevantes ao mercado da moda.

O evento marcará o lançamento da Orions Models Agency ( www.agenciaorions.com.br ) em Parauapebas e região.

As inscrições para o Orions Fashion Show poderão ser feitas no Unique Shopping ou na Agência, que fica na Rua São Francisco, 94, no bairro da Paz, entre as ruas Marabá e Sol Poente, em Parauapebas. O Valor da inscrição para o Workshop é de R$150,00 que dará o direito para participar do concurso Orions’ Face onde serão escolhidos um casal que estampará a capa da revista Orions Magazine além de assinar um contrato de 2 anos com a agencia, ganhar um curso de língua estrangeira (inglês ou francês), todas as mídias da agência e outros benefícios.

O Orions Fashion Show será uma festa da moda que contará com desfiles apresentação de dança e teatro além de valorizar o mercado de moda da região.

Poderão se inscrever Moradores de Parauapebas, Canãa dos Carajás, Curionópolis, Marabá e Região. Para mais informações entrar em contato pelos fones: 3346-5017, 8105-4892, 8148-9693, 8132-0417, 9271-8784, 9149-7758, 9190-1750 ou pelo site.

.

Curso de capacitação treina servidores do legislativo no uso de novas ferramentas tecnológicas

Cerca de 60 servidores participaram do cursoCapacitar os servidores no uso de um software gratuito e open source (código fonte aberto), este foi um dos principais objetivos do curso de LibreOffice, ministrado aos servidores da Câmara Municipal de Parauapebas. O treinamento, realizado entre os dias 24 de setembro e 03 de outubro, habilitou os servidores no uso da nova ferramenta.

O LibreOffice, um pacote de ferramentas de produtividade semelhante ao Microsoft Office, é composto pelo processador de texto (whiter), processador de planilha (calc), ferramenta de apresentações (impress), ferramenta para desenho vetorial (draw) e ferramenta para cálculos matemáticos (math).

De acordo com o analista de sistemas da Câmara Thiago Luiz, a substituição vai isentar o legislativo do gasto com licença de utilização, e adéqua ao formato de documentos utilizados nos órgãos públicos federais. “Qualquer pessoa pode fazer o download do aplicativo gratuitamente e modificá-lo como quiser”, ressalta Thiago.

Mudança

Segundo a instrutora do curso Caroline Costa, a principal dificuldade dos alunos quanto a mudança de aplicativo do pacote Microsoft Office para o LibreOffice é utilizar o desconhecido. “As pessoas são muito resistentes ao novo e isso acaba atrapalhando na utilização de ferramentas diferentes”. Ainda segundo a instrutora, a partir do momento que se conhece as ferramentas do novo programa, sua aceitação é imediata.

Para a assessora parlamentar Francely Figueiredo, é fundamental a Câmara investir em capacitação para os seus servidores. “Sem o curso eu não teria como utilizar o programa”. Francely disse ainda que o novo sistema é muito bom e acrescentou, “as aulas foram práticas e fáceis, adquiri novos conhecimentos”.

Principais vantagens do Libre

É gratuito; possui compatibilidade com o OpenDocument (formato de documentos aberto e compatível com as aplicações livres); tem compatibilidade com o Microsoft Office; possui instalador menor; funciona em diversos sistemas; é completamente traduzido para o português e tem interface semelhante ao Office 2003 da Microsoft. Ascom/CMP/Rosiere Morais.

Chamonzinho proporá à Vale a criação de um polo universitário que atenda os municípios de Parauapebas, Curionópolis, Canaã e Eldorado dos Carajás

Uma importante ação dos prefeitos eleitos pode acontecer a partir de 1º de janeiro de 2013. Hoje, durante a mesa redonda produzida pela rádio Liderança FM, em Curionópolis, o prefeito Chamonzinho (PMDB) anunciou ao vivo que pretende marcar uma reunião com o presidente da mineradora Vale, onde estarão presentes os prefeitos eleitos de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Eldorado dos Carajás, além dele, para propor à mineradora uma parceria no sentido de criar um Centro Universitário, com faculdades e escolas técnicas para formação profissional de nossos jovens.

Segundo o prefeito reeleito de Curionópolis, “ não faz sentido que os postos de trabalho ofertados pelas empresas que aqui se instalam sejam preenchidos por pessoas de fora em virtude da baixa qualificação profissional que hoje se apresenta na região. Precisamos nos unir, unir nossas forças, independentemente do partido a que pertencemos, para que esse polo educacional seja criado em parceria com a Vale e mantido financeiramente pelas quatro prefeituras”.

Valmir, Divino, Chamonzinho e Jeovar, perfilados

A proposta de Chamonzinho foi apoiada por Valmir Mariano, prefeito eleito de Parauapebas, Jeová Andrade, prefeito eleito de Curionópolis e Divino do Posto, prefeito eleito de Eldorado dos Carajás, presentes na rádio para uma mesa redonda com o objetivo de dizer de suas prioridades para os respectivos municípios.

sobre as ações prioritárias a serem realizadas nos 100 primeiros dias dos mandatos, os prefeitos eleitos assim se pronunciaram:

Jeová Andrade – Canaã dos Carajás

Nos 100 primeiros dias de governo o objetivo é tirar Canaã dos Carajás do vermelho. O município apresenta hoje uma inadimplência de aproximadamente 25 milhões de reais e não se pode governar com credores a todo momento na prefeitura cobrando do prefeito. Além disso, o município está inadimplente com o os impostos federais e isso o impede captar recursos a nível federal para a implantação dos projetos. Jeová afirmou que priorizará as reformas dos prédios públicos, já que os mesmos se encontram em situação de miséria, e que planejará Canaã para daqui a 20, 30 anos. O prefeito eleito de Canaã solicitou à Valmir que priorize a implantação do IML em Parauapebas.

Valmir Mariano – Parauapebas

Valmir afirmou que priorizará resolver tudo que está em desarmonia no município e traçará um planejamento a médio e longo prazo para Parauapebas, buscando priorizar as áreas do transporte, trânsito, água e saúde.

Divino do Posto – Eldorado dos Carajás

Divino afirmou que pretende dar prioridade à criação de uma Comarca em Eldorado dos Carajás. Segundo o prefeito eleito, não é possível que as demandas judiciais do município tenham que ser resolvidas em Parauapebas e Curionópolis simplesmente porque ainda não criaram a comarca local. Divino do Posto afirmou que buscará trazer bancos e outros serviços para Eldorado, serviços estes que o povo de Eldorado busca em Parauapebas e Curionópolis. Emergencialmente, o prefeito eleito disse que criará uma patrulha para resolver as principais demandas e que fará um planejamento para longo prazo para o município.

Wenderson Chamon – Curionópolis

Chamonzinho afirmou que em seu primeiro mandato, que termina em dezembro próximo, o lema era “Governo do Trabalho” e que esse lema será mantido também no segundo mandato. O prefeito reeleito afirmou que dará prioridade à Vila de Serra Pelada com obras e implantação de serviços que certamente provocarão um grande avanço na qualidade de vida dos moradores daquela região.  Chamon voltou a mencionar a criação do polo de formação profissional para a região salientando que a amizade  entre os quatro prefeitos tornará esses municípios mais fortes.

O Blogger solicitou à direção da rádio Liderança FM que enviasse o áudio do programa e o disponibilizará aos leitores assim que chegar.

Confira aqui o áudio completo da mesa redonda entre os prefeitos eleitos.

Serra dos Carajás pode sumir em 80 anos

O trem de Carajás é o maior do mundo. Todos os dias ele faz 24 viagens de ida e volta entre a mina de Carajás, no coração do Pará, e o porto da Ponta da Madeira, no litoral do Maranhão. Daqui a 80 anos talvez não servirá mais para nada, pois a Serra de Carajás poderá ser totalmente consumida.

O trem percorre quase 900 quilômetros em cada viagem, com duração de 18 horas. Sua passagem por qualquer ponto demora quatro minutos. Ele tem quatro quilômetros de comprimento. Cada trem, com 300 vagões de 80 toneladas, arrasta 24 mil toneladas. Ao final de um dia transporta 576 mil toneladas do melhor minério de ferro do mundo, com pureza de mais de 65% de hematita, sem igual na crosta terrestre. É o equivalente à carga de 17 mil caminhões pesados

Essa carga diária vale quase 60 milhões de dólares quando chega ao seu destino. Dos 100 milhões de toneladas que Carajás produziu (exportando quase tudo) no ano passado, 80% tomaram a direção da Ásia: 60% para a China e 20% para o Japão.

O minério de ferro se tornou o principal item da pauta de exportação recorde do Brasil. Só Carajás permitiu o ingresso de quase US$ 9 bilhões líquidos no caixa do Banco Central no ano passado (e há ainda outros minérios cada vez mais importantes em Carajás: níquel, cobre e manganês).

A ex-estatal Companhia Vale do Rio Doce, que explora a mina, se tornou a maior empresa privada do Brasil, do continente e a segunda maior mineradora do mundo. É responsável por 10% da balança comercial brasileira. A maior parcela da sua receita vai ser extraída cada vez mais de Carajás. Ainda nesta década a produção de minério de ferro estará mais do que duplicada.

O incremento do ritmo de produção de Carajás é um dos processos mais impressionantes da história contemporânea do Brasil. A grande província levou 15 anos para produzir os primeiros 500 milhões de toneladas de minério de ferro. Outros 500 milhões foram alcançados nos sete anos seguintes %u2014 em menos da metade do período anterior, portanto.

Esse mesmo volume foi registrado nos últimos cinco anos. E com a entrada em operação da nova mina, ao sul da atual, a produção de 500 milhões de toneladas será batida a cada três anos. Significa dizer que antes da metade desta década a produção acumulada de Carajás chegará a dois bilhões de toneladas.

A jazida é de 18 bilhões de toneladas, do minério top ao menos rico. No ritmo máximo inicialmente previsto, de 25 milhões de toneladas, levaria quase 800 anos para ser esgotada. Na intensidade que terá a partir de 2017, quando a duplicação estará feita, a melhor concentração do minério mais usado pelo homem só durará mais 80 anos. Não haverá mais Carajás quando o século XXII estiver começando*. Grande parte desse ferro terá sido transformada em construções e produtos na China, que tem um terço da produção siderúrgica mundial. Ou, quem sabe, ainda estará guardada em seu território para uso futuro.

Essa empreitada de escala mundial adquirirá uma dimensão sem igual na história do aproveitamento de um recurso natural no Brasil. Para haver a duplicação, já em fase de execução, aos trens em operação, equivalentes a 17 mil caminhões diários, terão que ser acrescidos o equivalente a 37 mil caminhões diários. No total, trens que substituem 54 mil caminhões trafegando todos os dias, para dar uma ideia mais visualizável pelo cidadão brasileiro em sua civilização ainda rodoviária.

Para que Carajás atinja a escala de 230 milhões de toneladas por ano, a Vale precisará investir 40 bilhões de reais, sendo R$ 16,5 bilhões na mina e R$ 23,5 bilhões na logística, da qual o principal item é a duplicação da ferrovia, pela qual circula o maior trem de carga do mundo.

No dia 30 de julho as obras de duplicação da ferrovia foram interrompidas por decisão liminar de um juiz federal do Maranhão. No dia 13 de setembro o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu os efeitos da decisão e as obras prosseguiram.

Em 30 dias de paralisação a Vale disse ter perdido 40 milhões de reais e foi sobrestado um financiamento de R$ 3,9 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Esse seria o prejuízo já criado, mas muitos outros surgiriam se a medida fosse mantida, obrigando a demissões, corte de investimentos e muitas outras repercussões, inclusive internacionais.

O movimento pendular de suspensão e reativação de grandes obras pela justiça já é um acidente de percurso desses projetos, por seus impactos locais. No caso, estão em questão os interesses de remanescentes de índios, os Awa Guajá, e de 86 comunidades quilombolas estabelecidos às margens da ferrovia.

O juiz federal Ricardo Macieira ficou convencido pelos argumentos de entidades que representam esses grupos de que é preciso recomeçar o processo de licenciamento desde o início para que índios e quilombolas sejam ouvidos e digam se concordam com a obra. Enquanto isso não ocorrer, a duplicação da ferrovia não poderia prosseguir.

A Vale conseguiu demonstrar ao desembargador federal Mário César Ribeiro que a duplicação é apenas a interligação de pátios de estacionamento que já existem, nos quais os trens aguardam para retornar ao trilho principal, sem expandir a faixa de domínio da ferrovia, em operação desde 1985; que o processo de licenciamento, iniciado em 2004, percorreu todos os caminhos administrativos e está enquadrado na legislação;e que os próprios quilombolas fizeram um acordo em juízo que lhes garante os direitos de acompanhar as obras e se protegerem.

O debate e as medidas pró e contra a obra poderão prosseguir, mas nem tocarão na questão principal: o Brasil aceita a decisão da Vale de acelerar ao máximo a extração do minério de Carajás e esgotar a mais preciosa jazida de ferro do mundo em um século?

Fonte: Lúcio Flávio Pinto

O Rei está morto. Viva ao Rei!

Valmir da Integral, do PSD foi eleito prefeito de Parauapebas.  Não foi com meu voto, quero deixar bem claro!

Não que não o merecesse. Pelo contrário, Valmir é empresário de sucesso e certamente fará de Parauapebas uma cidade melhor de se viver, espero!

Sem querer aqui justificar, aceito democraticamente a derrota e lembrando-me de uma frase atribuída a John Kennedy (“a vitória tem mais de uma centena de pais – a derrota, por outro lado, essa, é órfã.” ) afirmo ser ela a mais pura verdade.

Ao perdedor cabe lamber as feridas, ao ganhador a glória junto com os “pais” da conquista.

Quem realmente é o pai dessa esmagadora vitória do Valmir?

Eu, pessoalmente, a atribuo ao PT.

Não consegui enxergar nas pessoas a quem tive acesso essa quantidade de votos atribuídas nas urnas ao candidato do PSD.

Valmir ganhou a eleição não porque tem um eleitorado fiel ou por ser um político com prestígio. Ganhou porque a população não admite mais ser governada por alguém ligado ao PT. Pode-se atribuir muito mais dos sessenta por cento dos votos conseguidos por Valmir ao descrédito pelo qual passa o PT em Parauapebas.

Esse descrédito se dá, além da rejeição normal advinda de oito anos de governo, ao desencanto pelo qual passa o partido, local e nacionalmente. Nacionalmente, temos o julgamento do mensalão pra aterrorizar os aliados petistas. Na municipalidade, nos damos com um governo que até trabalhou muito, mas que não priorizou resolver problemas essenciais tão cobrados pela população, tais como solucionar a falta de água em alguns bairros; minimizar os impactos que um trânsito tão caótico causa no eleitor;  resolver o transporte público e terminar o hospital municipal.

A relação dos eleitos para a Câmara Municipal em 2013 é um exemplo do que falo e serve para mostrar que  a situação, rejeitada nas urnas, foi a grande vencedora na escolha do Legislativo.

Não pense Valmir que Parauapebas é uma cidade fácil de governar só porque tem muito dinheiro nos cofres. Claro, o dinheiro minimiza muito as dificuldades, mas não se pode negar que um município que cresce com índices pouco vistos no mundo como Parauapebas, que a cada duas horas recebe uma nova edificação residencial, um município cujo o prefeito tem que fazer as vezes de governo do Estado para que as coisas funcionem, mesmo precariamente, não deve mesmo ser fácil de ser administrar.

Para se governar um município do porte de Parauapebas é preciso, acima de tudo, de pulso firme com o secretariado. Darci não teve esse pulso. Deixou-se iludir pelo poder e foi sorrateiramente sendo tirado do poder mesmo sentado na cadeira mais macia do Morro dos Ventos. Darci falhou com o povo pois confiou muito em quem não merecia confiança. Demorou anos para trocar cabeças que nunca deveriam ter sido colocadas no governo. Atendeu como que puxado pelo cabresto aos pedidos das tendências petistas que pouco lhe trouxeram de ganho e que mantiveram seu governo sob terrorismo político que somente há pouco teve recesso, um recesso bélico já que estavam em plena batalha.

Não apoiei a candidatura do Valmir por quatro motivos.

1 – Tenho há anos uma relação de amizade com Bel Mesquita e não me sentiria bem me envolvendo em uma campanha contra ela.

2 – Aprendi a gostar do amigo Darci, a quem atribuo o título de “encantador de serpentes”, tendo com ele uma relação de amizade e respeito e na qual sempre preferi ouvir sua versão dos fatos, me envolvendo nos problemas antes de criticá-lo. Assim tornei-me um porta-voz do que esse governo fez de bom e um torcedor para que ele desse certo. Vi vários erros serem cometidos e tentei avisar que eles iriam prejudicar um projeto futuro. Nunca fui daquelas pessoas que abandonam o barco quando ele está pra afundar. Vi a derrota muito antes dela acontecer e não me senti confortável em sair só porque ela era iminente e irreversível. Sou assim, os que me conhecem sabem.

3 – Tenho sérias restrições a alguns pseudoscorpiones que supostamente estavam do lado do Valmir. Acredito que eles, assim como algumas tendências petistas fizeram com o Darci, atrapalharão ou mesmo impossibilitarão um bom governo do PSD local. Não coloco um grão de fé em quem muda de lado por conveniência. Não vou citar nomes para não constranger ninguém. Um deles já recebeu das urnas a resposta por tudo que foi politicamente falando e certamente essa resposta fará com que ele reveja seus conceitos e procure mudar suas atitudes.

4 – Vi nos olhos do Couto um compromisso assumido de que com ele seria diferente e que as coisas iriam ser tratadas de forma clara e objetiva.

Para mim a campanha acabou. Sinto-me derrotado, mas encorajado em continuar com este espaço sempre no sentido de fazer algo mais por Parauapebas.

Não existe mais 10, 12, 13, 44, 50 ou 55. O que existe agora é uma Parauapebas que cresce e precisa ser cuidada a todo momento. É hora da oposição se formar e construir um projeto que encante os eleitores daqui a 4 anos. É hora da situação se juntar aos aliados e por em prática o projeto que supostamente encantou os eleitores hoje.

Ao Valmir meus parabéns pela vitória. Ela foi avassaladora e tenho certeza que lavou a alma de muitos.

Espero sinceramente que saiba usar essa atribuição de líder que a população de Parauapebas acaba de lhe dar. Que, de forma salomônica, saiba discernir o bem do mal e cortar desde o início as asas daqueles que usam o poder para  perpetuar o mal. Que saiba delegar funções e principalmente cobrar a suas execuções de forma clara e transparente. Espero, Valmir, que você esteja preparado para isso e deixo aqui uma frase de Millôr Fernandes para encerrar o assunto:

há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos”.

A população de Parauapebas mostrou hoje que não perdoa o fracasso. Lembre-se disso a cada dia, a começar pelo 1º de janeiro de 2013, quando termina a dinastia PT e começa a do PSD.

O Rei está morto. Viva ao Rei!

Resultado final para a Câmara de Vereadores de Parauapebas

image

Parauapebas – Resultado final – prefeito

image