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Prefeitura de Marabá paga hoje os salários de fevereiro

A Prefeitura de Marabá está pagando nesta sexta-feira (27), os salários de fevereiro dos servidores municipais. São R$ 7.985.398,22 da folha da Educação; 3.580.362,35 da Saúde; e R$ 3.830.111,92 das demais secretarias, totalizando R$ 15.395.872,49. Neste mês, inclusive, os professores já recebem o novo valor do piso salarial da classe, além do vale-alimentação reajustado em 38,96 %, no valor de R$ 224,00 para todo o funcionalismo.

No momento em que o comércio local passa por severa crise, a injeção de mais de R$ 15 milhões mensais vem amenizar a situação e garantir mais fôlego aos empresários do setor.

Para o prefeito João Salame, pagar os servidores em dia é um dever de todo gestor e mostra o comprometimento da administração municipal para com o servidor público, embora hoje, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, 40% das 5.570 prefeituras do País ainda não tenham pagado o 13º salário integral para o funcionalismo e metade delas não possam arcar com o novo Piso Nacional dos Professores.

“Apesar de todas as dificuldades, nós acabamos de assinar o pagamento de todos os servidores relativos ao mês de fevereiro, inclusive dos professores, que estavam recebendo com um pouco de atraso. Lembrando que o papel do professor Pedro Souza, secretário de Educação, para regularizar essa situação, foi muito importante” destacou Salame na tarde desta sexta-feira.

Reunião discute pauta agrária de Marabá

Movimentos sociais ligados ao campo estiveram reunidos com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na quarta-feira,  25, no auditório da autarquia em Marabá, para discutir a pauta agrária do município.

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Estiveram presentes os representantes do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Marabá (STTR), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará (Fetagri) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Os movimentos cobraram a criação de assentamentos em nove áreas localizadas na zona rural marabaense. São as fazendas:

  • Bom Futuro
  • Balão II
  • Itacaiúnas
  • Tibiriçá
  • Lajedo
  • Cabo de Aço
  • Piranheira
  • São João e
  • Ana Carina

O Incra prestou esclarecimentos a respeito do andamento dos processos administrativos de desapropriação e aquisição dessas áreas de interesse social, bem como foram estipulados prazos e encaminhamentos para cada uma das situações.

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No caso da Fazenda Cabo de Aço, já foi criado o assentamento Pedro Laurindo da Silva na área, mas necessita de ajustes no assentamento das famílias. O Incra e seu núcleo de meio ambiente busca junto aos movimentos uma alternativa para a conciliação da preservação ambiental com as atividades produtivas dos assentados.

Cai o número de mortes por Aids em Parauapebas

AIDSA Assessoria de Comunicação da prefeitura de Parauapebas informa que o número de óbitos causados pelo vírus da Aids em 2014 no município caiu mais da metade se comparado ao ano anterior. O coordenador do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Allan Miranda, explica que essa é a maior preocupação da Prefeitura e do Ministério da Saúde, que buscam um tratamento com maior eficiência para os portadores do vírus.

“Em 2013 tivemos 12 óbitos derivados da Aids no município. Esse ano registramos cinco mortes. O diagnóstico precoce é importante, pois as pessoas que estão com o vírus iniciam de imediato o tratamento, controlando a doença e não evoluindo para o óbito” esclarece o coordenador.

Atualmente, 750 pacientes são cadastrados no CTA. Dentre esses, cerca de 300 realizam tratamento. Em 2014, foram registrados 134 novos casos da doença, um aumento de apenas seis casos comparando com 2013, que registrou 128 (o número maior foi entre homens).

Ano passado, o CTA ampliou o número de testes rápidos, realizando 8.806 testes envolvendo HIV, hepatites e sífilis. Foram realizados mais 5.700 atendimentos especializados e mais de três mil medicamentos foram distribuídos. Allan explica que diagnosticar não é problema, esclarecendo a diferença entre o vírus e a doença.

“Ter o vírus HIV é diferente de ter Aids. Muitas pessoas quando fazem o teste possuem o vírus, mas por meio do tratamento adequado, não manifestam a doença. Quando a pessoa é portadora do vírus significa que ele está em seu organismo, mas não que necessariamente, vai desenvolver a doença” esclarece Allan Miranda.

O coordenador do CTA conta que em 2014 os testes foram expandidos, saindo de dentro do centro e sendo disponibilizados em unidades de saúde, empresas e durante campanhas.

Nota do Blogger
A notícia de que não houve oferecimento à população de Parauapebas de testes rápidos para HIV é um contrassenso ao que disse o prefeito Valmir Mariano no início de 2015. Quando questionado sobre a saúde, o prefeito disse que “2015 seria o Ano da Saúde”. 

Pra se ter uma ideia da importância dos testes rápidos no Carnaval, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Marabá detectou durante o período de Carnaval, de 14 a 17 de fevereiro, cinco novos HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) positivos, por meio do teste rápido aplicado em diversos pontos da cidade. Dois casos de Hepatite C e um de Hepatite B também foram confirmados durante a operação realizada no período momesco naquele município.

Marabá: Audiência Pública “Meninos do Trem” ocorre nesta quarta (25)

imageOcorre nesta quarta (25), por meio da 9ª e 10ª Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Marabá (PJIJ), do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a Audiência Pública “Meninos do Trem”. As promotoras de Justiça da Infância e Juventude de Marabá Alexsandra Muniz Mardegan e Lilian Viana Freire estão à frente do caso.

A audiência será realizada na Câmara Municipal de Marabá, com início às 13h, e tem por objetivo principal expor a problemática dos “meninos do trem” e, com isso, promover um debate público geral. Haverá a participação do Engenheiro Ferroviário canadense James R. Bertrand, que fará exibição de suas impressões e suas sugestões sobre o assunto, considerando a inspeção “in loco” que realizou ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC) no período de 8 a 21 de fevereiro de 2014.

O evento é aberto a toda sociedade, porém, na ocasião, somente os devidamente inscritos poderão se manifestar (viva voz) e apresentar suas sugestões e contribuições acerca do assunto. As pessoas que tem esse interesse ainda podem se inscrever no local do evento, até 30 minutos após a abertura da audiência.

As promotoras de Justiça Alexsandra Mardegan e Lilian Freire destacam que todos são convidados a participar da audiência, visto que este é um assunto de interesse público geral.

Representantes do Ministério Público do Estado do Maranhão participarão da audiência, pois também possuem procedimento aberto sobre esse assunto naquele Estado.

Entenda o caso

“Meninos do Trem” é a denominação dada a situação de crianças e adolescentes que embarcam clandestinamente no trem de transporte de minério da empresa Vale S/A e deslocam-se de cidade para outra, atravessando os Estados Pará e Maranhão. Assim, submetem-se a riscos como contaminação pelo minério, sufocamento, atropelamentos entre outros.

O trem, considerado o maior do mundo, percorre a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Esta possui 892 quilômetros de extensão e atravessa 27 municípios (4 do Pará e 23 do Maranhão).

Em 2012, durante uma Audiência Pública realizada em São Luís/MA, a Vale firmou acordo assumindo responsabilidades e despesas na criação de um Plano de Segurança.

Indicado para a tarefa, o engenheiro ferroviário da Agência Reguladora de Transportes do Governo Canadense, James R. Bertrand, realizou inspeção ”in loco” no decorrer da EFC a fim de expor suas impressões e sugestões sobre a situação e o Plano de Segurança apresentado pela Vale S/A.

Programação

Audiência Pública “Meninos do Trem” – 25/02/2015

13h – Credenciamento
14h – Cerimônia de Abertura
14h15 – Exposição do Fenômeno Meninos do Trem
15h – Apresentação do Plano de Segurança da EFC pelo representante da Vale S/A
16h – Participação do Engenheiro Ferroviário James R. Bertrand
17h – Manifestação dos Representantes da Sociedade
19h – Encaminhamentos Finais
20h – Encerramento

Para conhecer o Edital, Regimento e Folder da audiência clique AQUI.

Tião Miranda, Dirceu ten Caten e João Chamon integram Comissões da Assembleia Legislativa

Na semana que antecedeu ao Carnaval, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), definiu os membros titulares e suplentes das 13 comissões permanentes que atuam na Casa e seus respectivos presidentes. Um amplo acordo viabilizou a participação de todos os partidos na composição das comissões.

Tião Miranda vai dirigir Comissão de Educação da Alepa

Para os deputados marabaenses, apesar de não participarem da Comissão de Constituição e Justiça, a mais influente e atuante do parlamento estadual, a coisa não ficou de todo ruim.

Tião Miranda, por exemplo, além de integrar cinco comissões – como titular ou suplente – elegeu-se presidente da Comissão de Educação, Cultura e Saúde. Lembrando sempre que Tião integra a Mesa Diretora da Alepa na qualidade de 3º Vice-Presidente.

Dirceu – Líder do PT e vice-presidente da Comissão de Turismo

Dirceu Ten Caten, por sua vez também participará de cinco comissões e será vice-presidente da Comissão de Turismo e Esporte. Vai acumular a função com o cargo de Líder do PT na Alepa.

João Chamon Neto, até por ser do PMDB, partido com grande bancada na Alepa, terá um pouco menos de espaço. Mas, isso não significa que o deputado terá menos influência. Chamon vai participar de quatro comissões – duas como titular e duas como suplente.

Veja a seguir como fica a participação de cada um dos parlamentares marabaenses nas comissões permanentes da Alepa:

Tião Miranda (PTB) – participa das Comissões de Fiscalização Financeira e Orçamentária; Educação, Cultura e Saúde; e Divisão Administrativa do Estado e Assuntos Municipais na qualidade de titular; e será suplente na Comissão de Agricultura, Terras, Indústria e Comércio; e na Comissão de Redação.

Dirceu Ten Caten (PT) – integra, como membro titular, a Comissão de Agricultura, Terras, Indústria e Comércio; e a Comissão de Turismo e Esporte. Será suplente nas Comissões de Educação, Cultura e Saúde; de Relações de Trabalho, Previdência e Assistência Social; e de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor.

João Chamon Neto – vai integrar quatro comissões

João Chamon Neto (PMDB) – participa das Comissões de Turismo e Esporte; e de Divisão Administrativa do Estado e Assuntos Municipais como titular; e será suplente na Comissão de Relações de Trabalho, Previdência e Assistência Social; e na Comissão de Agricultura, Terras, Indústria e Comércio.

Agora, com o fim do Carnaval, 2015 deve finalmente começar e então os eleitores de Marabá devem passar a prestar mais atenção na atuação de seu time de parlamentares. Com a eleição de três deputados estaduais e um deputado federal, a expectativa é que Marabá consiga, enfim, ser de alguma forma beneficiada com obras e investimentos estaduais e federais.

Fonte: Wilson Rebelo – Blog Contraponto

Prefeituras e Estado anunciam ponto facultativo durante o carnaval

Parauapebas
A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Administração (Semad), comunica que será considerado ponto facultativo nas repartições públicas no período de 16 a 18 de fevereiro de 2015, conforme estabelecido no Decreto nº 136/2015.

Os setores considerados essenciais deverão funcionar conforme o estabelecido por suas respectivas secretarias, e dessa forma manter o atendimento no referido período. (Ascom PMP)

Marabá
O prefeito João Salame Neto assinou decreto nesta sexta-feira (13), estabelecendo ponto facultativo nos dias 16 (segunda-feira) e 18 (quarta-feira), considerando a realização das Festas Momescas, segundo o calendário nacional; e que tradicionalmente nos dias de Carnaval não há expediente nas repartições públicas.

O decreto atinge todos os servidores da administração municipal, à exceção dos funcionários da Secretaria Municipal de Saúde, como Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Hospital Municipal de Marabá, Hospital Materno Infantil, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidades de Saúde e Postos de Saúde.

Também não serão beneficiados pelo ponto facultativo os servidores da área de segurança e vigilância dos prédios e setores públicos municipais como DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano), servidores do setor de limpeza pública, servidores do EAP (Espaço de Acolhimento Provisório) e Casa de Passagens, todos serviços considerados essenciais à comunidade.

O decreto estabelece ainda que as secretarias não contempladas com o recesso, com o aval da chefia imediata, realizarem o cumprimento de serviços neste período em regime de escala ou rodízio, desde que não haja prejuízo na prestação de serviços à comunidade. (Ascom PMM)

Pará
Em virtude do feriado de Carnaval, o governador Simão Jatene tornou facultativo o trabalho na segunda (16) e na quarta-feira (18), nos órgãos estaduais da administração direta e indireta, autárquica e fundacional do Estado, através do decreto nº 1.226, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, 13. Os serviços essenciais, como arrecadação, saúde e defesa social, não serão afetados pelo decreto. Os servidores dessas áreas trabalharão em regime de escala, para assegurar o atendimento à população. (Secom)

Instituto Hozana Lopes comemora 10 anos de fundação

Para comemorar 10 anos de atuação em Marabá, o instituto Hozana Lopes de Abreu abre nesta quinta-feira, dia 12, a exposição Depois do Espetáculo: Trajetória de 10 Anos. A mostra será na Galeria de Arte Vitória Barros e faz parte do Projeto Biblioteca Viva Dá Liberdade e seguirá até 14 de março.

EXPO HOZANA LOPES

A exposição trará figurinos, acessórios, vídeos entre outros apetrechos que fazem e fizeram a história da instituição, apoiada pela SINOBRAS, e que desenvolve a cultura em Marabá e forma artistas.

A Galeria de Artes Vitória Barros fica localizada à Avenida Itacaiúnas, nº 1519, Novo Horizonte, e a entrada será gratuita.

Deputado Chamon quer Alepa debatendo hidrelétrica de Marabá

Parlamentar apresentou requerimento em que solicita o debate na Assembleia Legislativa

Os impactos socioambientais da construção de mais uma hidrelétrica no Rio Tocantins, em Marabá, merecem ser melhor debatidos pela sociedade e acompanhados de perto pelo Estado do Pará. Este foi o alerta feito da Tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça, 10 de fevereiro, pelo deputado estadual João Chamon Neto (PMDB).

Deputado ChamonFoi a segunda sessão ordinária da nova legislatura da Alepa. Em pauta foram amplamente debatidos quatro projetos de lei, além de requerimentos protocolados junto a presidência da casa. Entre os requerimentos está a realização de sessão especial para debater a instalação da hidrelétrica de Marabá e seus impactos socioambientais. O deputado João Chamon foi o requerente. Vários deputados elogiaram o requerimento, que foi aprovado por unanimidade.

Ele discursou sobre o assunto e destacou os impactos socioambientais decorrentes da construção da Usina Hidrelétrica. “Não podemos tapar os olhos para estes impactos. A mesma resultará na perda permanente de parte dos atrativos turísticos das cidades do entorno do lago da Usina, que terão suas praias, balneários, sítios arqueológicos, comunidades ribeirinhas e até mesmo parte do centro urbano perdidos definitivamente em razão do lago da barragem” afirmou.

Em seguida o deputado João Chamon listou os dados do empreendimento, tais como, o fato dele ter sido planejado para ser construído a 4 km da ponte Rodoferroviária do Tocantins; o custo estimado em R$ 12 bilhões, com um prazo de construção médio de oito anos; a capacidade de produção de energia que será de 2.160 MW; a extensão de um lago de 3.055 km – bem maior do que o lago formado pela hidrelétrica de Tucuruí; ainda serão inundados 1.115km² de terras (mais de 110 mil hectares de terras férteis). A nova barragem atingirá municípios em três estados: Pará (Marabá, São João do Araguaia, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Nova Ipixuna, Palestina do Pará); Tocantins (Ananás, Esperantina e Araguatins) e Maranhão (São Pedro da Água Branca e Santa Helena).

Outro ponto tratado pelo deputado como problemática na construção da hidrelétrica foi a navegabilidade do rio Tocantins. “A causa da matriz energética no Pará não é do deputado Chamon, é de todos os parlamentares dessa casa e das lideranças políticas desse Estado. Não tem lógica e não cabe na cabeça de ninguém em sã consciência que se construa uma hidrelétrica e se impeça a navegabilidade do rio. Nós brigamos pelo derrocamento do Pedral do Lourenço buscando a navegabilidade do Rio Tocantins, aí de repente se constrói uma hidrelétrica que impede a navegabilidade do rio, e por que então gastar dinheiro com a derrocagem?” questionou o deputado.

Ele destacou ainda o fato da região ser grande produtora de pescado, e como principal fonte de renda para milhares de famílias em dezenas de municípios na bacia Araguaia/Tocantins, que terão suas atividades enormemente comprometidas; Propriedades e benfeitorias que serão completamente perdidas pela inundação. Destacou ainda que os indígenas da etnia Gavião, localizada na área a ser atingida entre Marabá e Bom Jesus do Tocantins, questionam a legalidade do projeto em terras indígenas, que, segundo seus líderes, carece de medida provisória e alteração na Constituição, em seu artigo 231, parágrafo 6º.

Durante a sessão o deputado Raimundo Santos se manifestou favorável ao requerimento do deputado João Chamon. “O deputado Chamon desde que chegou a casa, desde os primeiros momentos da legislatura atual tem engrandecido a Assembleia Legislativa do Pará. Ele que é um parlamentar comprometido com o povo e especialmente o povo da sua região. No caso do seu requerimento de hoje ele solicita que a Assembleia esteja na vanguarda do debate sobre o projeto da construção das eclusas na hidrelétrica de Marabá. Ora, como é que nós, o povo de Marabá e da região vai permitir mais uma afronta contra a nossa população, colocando mais uma rolha no rio Tocantins para poder socorrer o restante do país com energia elétrica e impedir a navegabilidade do rio Tocantins. Então o deputado Chamon, acha com razão, que só poderemos permitir a construção da hidrelétrica se previamente, desde logo esteja incluído no projeto a segurança da construção das eclusas. Parabéns ao deputado Chamon, e principalmente aqueles que o elegeram enviando a essa casa um parlamentar comprometido, sábio, preparado e que tem uma grande liderança” enfatizou o deputado Raimundo Santos.

De acordo com o deputado Chamon, o Estado tem se eximido de discussões relevantes da Região sul e sudeste do Pará. “Um exemplo disso foi a ALPA, onde por falta de definição sobre a logística de escoamento da produção de aço em Marabá, teve por consequência o atraso de um grande projeto. O Estado do Pará deveria ter exercido nesse período a sua influência e abraçado tanto a siderúrgica, como a hidrovia, pois são essenciais para o seu pleno desenvolvimento” disse. Em seguida ele finalizou reiterando o pedido para realização da sessão solene, que deverá convidar para o debate todos os agentes envolvidos, como a Eletronorte e demais órgãos e autoridades.

Dez anos após morte da missionária Dorothy Stang, Pará ainda vive conflitos violentos no campo

Desde 2005, ano do assassinato da freira, 118 pessoas foram mortas no estado por disputas no meio rural. Entorno de Marabá é uma das regiões mais violentas.

Olivia Haiad (CBN), de Marabá

Dez anos após a morte da missionária americana Dorothy Stang, freira que defendia projetos de assentamento, o cenário ainda é de conflito e violência no campo do Pará. Somente no ano passado, foram mortas oito pessoas no estado, segundo dados preliminares da Comissão Pastoral da Terra. De 2005 a 2014, o Brasil registrou 334 assassinatos no campo. O Pará teve 118, ou 35,3% do total.

A região de Marabá, no Sudeste do estado, é uma das mais violentas. A reportagem da CBN visitou um acampamento no município de Abel no qual vivem 61 famílias. Em janeiro de 2014, dois trabalhadores rurais ficaram feridos após um conflito. Eles alegam ter sido atingidos por seguranças contratados pela siderúrgica Ibérica, dona da propriedade. Os vigias controlam o acesso ao acampamento, com coletes à prova de balas e pistolas, e decidem quem entra e sai.

Líder do grupo de sem-terra, Sebastião da Silva Santos está ameaçado de morte, de acordo com uma lista feita pela Pastoral da Terra. “Todos nós temos medo. Aqui, tem dias que ninguém dorme. A vontade deles (seguranças da fazenda) é nos perseguir”, relata Sebastião.

Sobre o confronto, a siderúrgica Ibérica nega qualquer excesso dos seguranças. Segundo a empresa, um grupo tentou invadir a sede da fazenda e uma pessoa foi atingida por uma arma dos próprios sem-terra.

Em 2005, irmã Dorothy defendia a criação de assentamentos sustentáveis para trabalhadores sem-terra e atuava em Anapu, no Sudoeste do Pará, onde ocorria um conflito semelhante. O lote 55, uma área no centro do acampamento Esperança reconhecida pelo Incra como da União, era alvo de disputa entre fazendeiros e trabalhadores, defendidos pela missionária americana.

No dia 12 de fevereiro daquele ano, Dorothy levou seis tiros em uma estrada de difícil acesso do acampamento. O procurador da República Felício Pontes, que trabalhava com ela pela implantação do assentamento, lembra do perigo que a freira corria:

“Eu falei com ela, na hora em que ela saiu para o local em que morreu. Às 6h, estava com ela no telefone dizendo: ‘Dorothy, não vai’, até porque era um momento em que as coisas estavam acirradas com os fazendeiros.”

Hoje, o assentamento tem capacidade para abrigar 260 famílias e produz, principalmente, cacau, além de pimenta, banana, mandioca, arroz, açaí, feijão e milho. A freira Katia Webster, que trabalhou com irmã Dorothy e permaneceu em Anapu, conta, no entanto, que ainda há ameaças.

“Quando o povo entra em uma área na qual não há fazendeiro, ou aparentemente não há, aparece um dono, e esse dono ameaça. Há pouco tempo, queimaram algumas casas de trabalhadores”, afirma a missionária.

O Incra informou que foram construídas guaritas para o monitoramento das duas principais entradas do assentamento de Anapu.

Ouvidor agrário nacional há 16 anos, o desembargador Gercino José da Silva Filho afirma que os conflitos diminuíram nos últimos anos. Ele contesta os números da Pastoral da Terra e diz que, segundo a ouvidoria, foram apenas nove homicídios no país em 2014.

Entrevista com Lucivaldo Sozinho, CFO na Siderúrgica Ibérica S/A

Lucivaldo SozinhoO Blogger entrevistou Lucivaldo Sozinho (foto), diretor administrativo e financeiro da Funsider S. A,  controladora da Siderúrgica Ibérica S/A, de Marabá, para saber sobre os boatos de que a guseira estaria deixando Marabá. Confira a entrevista:

Zé Dudu – O Distrito Industrial de Marabá está vivendo dias difíceis. Há menos de dez anos funcionavam 11 guseiras. Hoje, estão em funcionamento apenas a Ibérica e a Sidepar e as notícias recentes são de que a Sidepar fechará as portas e demitirá seus empregados. E a Ibérica? A empresa continua ou encerra também suas atividades?

Lucivaldo Sozinho – Continuaremos trabalhando. Não existe em nosso planejamento nenhuma previsão que indique suspender nossas atividades. É fato que o mercado mundial de gusa está atravessando um período de baixa que vem sendo sentido pelas empresas instaladas no Distrito Industrial de Marabá (DIM) desde meados de 2008. Mas a convicção quanto à nossa continuidade está baseada em decisões que tomamos tempos atrás. A partir de 2009 adaptamos nosso volume de produção ao poder de absorção de nossos produtos e passamos a operar um alto forno ao invés dos três utilizados até então. O volume de produção a partir de 2009 passou das 300 mil toneladas para 100 mil toneladas por ano. A partir de 2012, ao invés de enviar 100% do volume produzido aos Estados Unidos, passamos a enviar para a Espanha, país sede de nossa controladora Funsider, a maior distribuidora de ferro gusa na Espanha. Atualmente 100% da produção é comprada pela Funsider. 

Zé Dudu – E  por que o mercado espanhol continuou comprando quando o mercado americano parou de adquirir este tipo de produto?

Lucivaldo Sozinho – O mercado espanhol também foi afetado pela crise mundial e atualmente compra por volta de 200 mil toneladas/ano de ferro gusa. Porém, a Ibérica pertence à Funsider, uma sociedade espanhola com mais de 30 anos de atuação e que detém mais de 80% do mercado consumidor na Espanha.  Assim, o que fizemos foi deixar de vender a nossa produção para os Estados Unidos e passar a comercializar o produto apenas através da Funsider, que é um distribuidor de produtos siderúrgicos. Na Espanha, a Funsider vende diretamente ao consumidor final. Consumidores de todos os portes, desde os grandes siderúrgicos que fabricam peças para o setor automotivo ou de equipamentos para energia eólica, como para aquele bem pequeno que compra dois caminhões por ano e fabrica ferramentas como um torno mecânico. Assim, podemos trabalhar com margens financeiras que nos permitem negociações individuais e que viabilizam o negócio.

Zé Dudu – E quem vende para os EUA?

Lucivaldo Sozinho – Os que vendem para os Estados Unidos, vendem para no máximo três distribuidores gigantes que ditam o preço do mercado e que não permitem a competitividade de muitas empresas.

Zé Dudu – E quanto representa a produção da Ibérica, no Brasil, em Marabá e no mercado espanhol?

Lucivaldo Sozinho – A Funsider compra ferro gusa da Ibérica no Brasil e também de guseiras na Rússia e na Ucrânia. Metade do que vendemos no mercado espanhol é produzido aqui na Ibérica, ou seja, cerca de 80 mil toneladas por ano.

Zé Dudu - É a garantia destes contratos que permite à Ibérica manter seu funcionamento?

Lucivaldo Sozinho – Exatamente, sabemos que o mercado consumidor da Espanha demanda em média 200 mil toneladas por ano de gusa. Sabemos também que podemos abastecer esse mercado e isso nos dá o conforto e a segurança de garantir as atividades da Ibérica em Marabá, no Pará.

Zé Dudu – E quanto à Recuperação Judicial em que se encontra a Ibérica? Como está o processo?

Lucivaldo Sozinho – A crise mundial e a consequente redução das operações naquela época, encontrou a Ibérica alavancada devido aos investimentos que realizamos para a garantia de sua autossustentabilidade em matéria prima energética. No início de 2010, a Ibérica recorreu ao instrumento da Recuperação Judicial, cuja homologação judicial ocorreu em março 2011, após aprovação, por parte de seus credores, do  Plano de Recuperação Judicial em Assembleia Geral. Esse plano prevê uma carência de dois anos para o início dos pagamentos. A Ibérica vem cumprindo o planejamento integralmente, incluindo os pagamentos a credores, iniciados em 2013. Em setembro de 2014, a Ibérica requereu formalmente o encerramento da Recuperação Judicial por estar cumprindo todos os compromissos assumidos, não havendo pendência ou reclamação de seus credores.        

Zé Dudu – Quantos empregos são gerados pela Ibérica?

Lucivaldo Sozinho – Hoje a Ibérica emprega 240 pessoas diretamente. Indiretamente, esse número chega a mais de 750 pessoas. Um número que cresce nas épocas de plantio e corte de eucalipto, uma vez que temos nove fazendas de reflorestamento de eucalipto destinadas à produção de carvão para abastecimento de nossa planta industrial.

Zé Dudu – Quantos hectares reflorestados a Ibérica possui?

Lucivaldo Sozinho – Cerca de 13 mil hectares em fazendas localizadas no Pará (Nova Ipixuna, Goianésia, Rondon do Pará, Abel Figueiredo e Dom Eliseu) e Tocantins (Axixá). 

Zé Dudu – E qual a avaliação da Ibérica sobre este cenário econômico mundial atual? Quais as expectativas da empresa?

Lucivaldo Sozinho – A Espanha foi um dos países europeus que mais sofreu com a crise mundial, mas também tem se apresentado como um dos que estão se recuperando mais rapidamente. Temos uma expectativa positiva de que o mercado onde atuamos se fortaleça cada vez mais e que a Ibérica continue produzindo com qualidade e responsabilidade social e ambiental.